A descoberta do segundo sexo |

A descoberta do segundo sexo

Projeto de livro que reúne textos de Ricardo Rodrigues e fotografias de TW Jonas. Primeira produção do selo Gosto Duvidoso.

Projeto por: Gosto Duvidoso
R$ 5.555,00
arrecadado
meta R$ 5.500,00

53 benfeitores
apoiaram essa campanha

Conseguimos \o/

Obrigado a todos os Benfeitores por mais um projeto bem sucedido. Agora, acompanhe as novidades e comentários do projeto.

POR

Gosto Duvidoso

Gosto Duvidoso

O gosto é sempre duvidoso. Mas existem aqueles que são mais duvidosos do que outros. Quanto mais duvidoso for o gosto, mais dele se aproveita, filosoficamente falando. A dúvida é a lenha na fogueira do pensamento; a pulga atrás da orelha dos sábios; o divertissement dos cientistas.

R$ 25
O contrário da morte é o entusiasmo
4 benfeitores apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + ímã de geladeira com imagem da capa do livro

11 disponíveis.
R$ 60
O bom do jogo é fruir o tempo
23 benfeitores apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + ímã de geladeira com imagem da capa do livro + livro impresso

52 disponíveis.
R$ 75
Todo tédio é falta de amor novo
5 benfeitores apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + livro impresso + postais poéticos + cartaz estilizado de divulgação da obra (imagem na descrição do projeto)

25 disponíveis.
R$ 100
Comichão lascivo
14 benfeitores apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + livro impresso + postais poéticos + cartaz estilizado de divulgação da obra (imagem na descrição do projeto) + fotografia de TW Jonas em papel fotográfico (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens na descrição do projeto) + capítulo de "Miro", romance inédito de Ricardo Rodrigues

6 disponíveis.
R$ 150
A eternidade nos lambe a pele
6 benfeitores apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + livro impresso + postais poéticos + cartaz estilizado de divulgação da obra (imagem na descrição do projeto) + fotografia de TW Jonas em papel fine art (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens na descrição do projeto) + capítulo de "Miro", romance inédito de Ricardo Rodrigues

14 disponíveis.
R$ 200
Glória eruptiva
1 benfeitor apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + 4 livros

9 disponíveis.
R$ 600
Loucuras comedidas
Seja o primeiro a apoiar!
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + livro + serviço de diagramação (livro em torno de 200 páginas) + serviço de design de capa

2 disponíveis.
R$ 1.200
A ponto de bala
1 benfeitor apoiando
Agradecimento nas redes sociais + agradecimento em página do livro + livro + serviço de produção editorial (livro em torno de 200 páginas)

01 disponível.

O projeto

“A descoberta do segundo sexo” é um projeto de livro que reúne textos de Ricardo Rodrigues e fotografias de TW Jonas. Por meio deste financiamento pretendemos angariar recursos para a impressão de 200 exemplares de um livro singular, que propicie uma fruição estética no que se refere tanto ao conteúdo quanto à forma.

As primeiras centelhas deste projeto surgiram em 2014. Após conversarmos sobre os textos e as fotografias que o compõem, chegamos à conclusão de que havia um diálogo, uma conversa entre eles, ou talvez um confronto, uma dissonância interessante. De 2014 para cá, tentamos acolher essas centelhas, fazê-las dançar, dar um sentido a elas.

Estamos trabalhando em todas as frentes do processo editorial, e o projeto está praticamente concluído. O livro que almejamos se baseia em certa independência e rigor estético, estas e outras singularidades dificultam sua produção. Obras com essas características dificilmente vêm a público sem a ajuda de apreciadores e financiadores.

Além do prazer de realizar uma publicação impressa, esse livro é para nós a continuidade e a maturidade do trabalho de dois diletantes que se conheceram há 13 anos e fazem juntos, há 12, uma página eletrônica dedicada à arte e à filosofia. Ele está inserido em um projeto mais amplo, o de lançamento de um selo editorial chamado “Gosto Duvidoso”. Com essa iniciativa pretendemos ampliar o leque de nossos trabalhos e fomentar artistas e obras com os quais nos identifiquemos. 

Sua colaboração será, portanto, essencial para que possamos consagrar esse projeto e ampliar nosso âmbito de atuação naquilo que acreditamos: a arte e a cultura.

 


Orçamento e recompensas

Nosso projeto de financiamento coletivo está dividido em duas etapas. A primeira consiste na arrecadação de 5.500 reais, que nada mais é que a pré-venda do livro e a cobertura dos custos das recompensas (produção e envio). Mais detalhadamente, com esse valor pretendemos arcar com os custos da gráfica (62%), da plataforma de financiamento (11%) e da produção e do envio das recompensas para os seus respectivos financiadores (7%). A segunda consiste em arrecadar mais 3.500 reais para que possamos arcar com os custos de produção do livro (15%) – que inclui edição, preparação de texto, revisão, projeto gráfico e diagramação – e do lançamento (5%).

 

Orçamento

 

Recompensas:

1. Agradecimentos nas redes socais e em sites vinculados ao projeto e agradecimento em página do livro;

2. Ímã de geladeira com imagem da capa do livro;

3. Postais poéticos com textos de Ricardo Rodrigues e imagens de TW Jonas e outros fotógrafos;

4. Cartaz estilizado de divulgação da obra (imagem abaixo);

5. Fotografia de TW Jonas em papel fotográfico (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens abaixo);

6. Fotografia de TW Jonas em papel fine art (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens abaixo);

7. Capítulo de "Miro", romance inédito de Ricardo Rodrigues.

 

Opções de fotografias para recompensa

1. Sem título (da série Adeus, tristeza)

 

2. Sem título (da série Homenagem a Edward Weston).    

 

3. Sem título (da série Árvores).

 

4. Sem título (da série Ah, entendi agora).

 

5. Sem título (da série Eu tenho um dínamo entre as pernas).

 

Cartaz do projeto

 


Sobre os textos e as imagens

A descoberta do segundo sexo é uma compilação de nossos trabalhos iniciais. Alguns deles foram publicados na Interzona, site que criamos em 2006 para divulgar nossas pesquisas no campo do erotismo e da experimentação artística.

Os textos selecionados reúnem poemas, minicontos e contos escritos por volta de 2005. As fotografias escolhidas foram produzidas de maneira esparsa por um longo período de tempo, de 1999 a 2011. A maioria delas foi captada em 35 mm, escaneada e manipulada digitalmente.

Inspiradas em artistas malditos e em notórios arruaceiros anônimos, as narrativas textuais e imagéticas que selecionamos perfazem certas tipologias do universo erótico: onanistas, voyeurs, prostitutos, entre outros tipos de seres inadequados, desolados e existencialmente miseráveis. 

Por fazerem um uso estilístico do ruído, das “falhas”, dos “erros”, dos clichês e do senso comum, os trabalhos apresentados no livro se contrapõem ao beletrismo e flertam com subgêneros artísticos. A mistura de técnicas empregada neles expressa uma busca pela experimentação e pela pesquisa – procedimentos ao quais recorrem todos aqueles que trilham a dura e solitária estrada da busca de autenticidade ou de um estilo que se possa chamar de seu.

Se a linguagem é um vírus, como nos diz William S. Burroughs, ela pode agir, em contraposição à gramática, embaralhando as regras, perturbando, irritando, tornando os corpos febris, excitando e inflamando. Assim, aos poucos, à medida que avançamos na leitura de obras como a que propomos, descortina-se, no horizonte de uma febre inconveniente, uma liberdade – possibilitada pelas técnicas da colagem, da fusão e da escrita automática – e uma poética sincopada que traduz certa sexualidade e certo erotismo marginais, escatológicos e violentos.

 


Sobre os autores

Ricardo Rodrigues é escritor, professor de filosofia e artista visual. Natural de Brasília, mudou-se para o Rio de Janeiro em 2002, onde se formou em filosofia e desenvolveu trabalhos diversos nas áreas de cinema, música e design. Em 2016 mudou-se para São Paulo, onde mora atualmente e atua como designer, escritor e pesquisador independente. É editor do site Interzona e publica seus trabalhos recentes na página eletrônica Baixo Mundo. Contato: baixomundo@gmail.com

TW Jonas é químico de formação. Autodidata, há 18 anos se expressa por meio de imagens fotográficas. Expôs na 17ª Edição do Arte de Portas Abertas, Rio de Janeiro, em 2007; na Mostra Livre de Artes – MOLA, realizada no Circo Voador, Rio de Janeiro, em 2007; na Serralheria, São Paulo, em 2011; na galeria JazznosFundos, São Paulo, em 2011; na 7º Euroclick, Curitiba, em 2016; e no #DesafioSP25, realizado na DOC Galeria, São Paulo, em 2017). É editor do site Interzona, onde mantém seu portfólio, e publica seus trabalhos em redes sociais como Flickr e Instagram. Contato: tiago.jonas@gmail.com

 


Trabalhos conjuntos

Ricardo Rodrigues e TW Jonas se conheceram na UFRJ, durante a graduação, em 2004. Desde então, desenvolveram, juntos, os seguintes trabalhos:

 

Audiovisual

- O triunfo dos boçais (curta-metragem, 2014). Filme dirigido por Débora Butruce e Ricardo Rodrigues, livremente inspirado no romance “Cartas de um sedutor”, de Hilda Hilst. TW Jonas assinou como assistente de fotografia de Pedro Martins. 

- A morte dos idiotas (vídeo, 2011). Videoarte inspirada no poema "The death of an idiot", de Charles Bukowski, com imagens da Beat Generation e de TW Jonas.

- Roberto Piva na Interzona (vídeo, 2017). Gravação da entrevista realizada em 2008 com o poeta.

 

Entrevistas

- Entrevista com o Ilustrador, artista plástico e autor de HQs João Pinheiro (março de 2017).

- Entrevista com o músico Gunnar (outubro de 2014).

- Entrevista com o pintor Anderson Santos (fevereiro de 2014).

- Entrevista com o fotógrafo Fernando Pião (julho de 2013).

- Entrevista com a compositora Tatyana Jacques (maio de 2013).

- Entrevista com o pintor Taigo Meireles (novembro de 2012).

- Entrevista com a professora e pesquisadora Cristina Pescuma (outubro de 2012).

- Entrevista com os produtores Laurence Trille e Thomas Haferlach - Voodoohop (setembro de 2012).

- Entrevista com a fotógrafa Ana Paula Pessoa (agosto de 2012).

- Entrevista com músico Barão (fevereiro de 2012).

- Entrevista com o músico Negro Leo (fevereiro de 2012).

- Entrevista com a pintora Judite Pimentel (agosto de 2011).

- Entrevista com o poeta Heyk Pimenta (março de 2011).

- Entrevista com o poeta e ensaísta Claudio Willer (outubro de 2008, publicada em 2017).

- Entrevista com o poeta Roberto Piva (outubro de 2008, publicada em 2011).

 

Exibições

- Exibição do filme “O triunfo dos boçais”: VI Janela Internacional de Cinema de Recife (outubro de 2013); 12º edição do Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades (novembro de 2013).

- Exibição do filme "A morte dos idiotas”: Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Outubro de 2007); Festival de cinema Recine, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro (Setembro de 2007).

 

Exposições e performances

- Intervenção sonora e exposição de fotografias na Trackers, São Paulo, a convite da Voodoohop (abril de 2010).

- Exibição do filme "A morte dos idiotas", com intervenções sonoras ao vivo e projeções digitais de fotografias de Ana Paula Pessoa e TW Jonas. Mostra livre de artes (MoLa) no Circo Voador, Rio de Janeiro, 2007.

- Intervenções visuais e sonoras de Ricardo Rodrigues, projeção de fotografias de TW Jonas. Bola Preta, aniversário de 5 anos do Cachaça Cinema Clube, Rio de Janeiro, agosto de 2007.

- Exposição e performance no Balaio Café. Exibição do filme "A morte dos idiotas", exposição de fotografias de TW Jonas e pinturas de Taigo Meireles. Brasília, julho de 2007.

- Exposição e performance no Evento "As portas da percepção" (17ª Edição do Arte de Portas Abertas​). Exposição de fotografias de TW Jonas e pinturas de André Cipolla. Exibição do filme "A morte dos idiotas” e intervenções sonoras ao vivo, com André Cipolla, Gustavo Saba, Ricardo Rodrigues. Santa Teresa, Rio de Janeiro, julho de 2007.

- Exposição, exibição de filmes e performance em homenagem ao poeta Roberto Piva. Exposição de poesias de Sérgio Resende e Ricardo Rodrigues, exposição de fotografias de TW Jonas e Ana Paula Pessoa, exposição de pinturas de André Cipolla e Taigo Meireles, intervenções sonoras ao vivo, com André Cipolla, Sergio Resende e Ricardo Rodrigues. Cachaça Cinema Clube, Cine Odeon BR, Rio de Janeiro, fevereiro de 2007.

 

Publicações

- Entrevista com o fotógrafo Fernando Pião, em “A arte como jogo”, por Cristina Pescuma e artistas convidados. Organização: Lanussi Pasquali. Editora: Blade, Salvador, 2015 (ISBN: 978-85-67099-02-6)

- Satori narcótico, em Revista Bill, organizada por João Pinheiro. Edições God Dog, São Paulo, 2015.

- Poemas e fotografais diversas, em Jornal Relevo. Edição de setembro e outubro, organizada por Daniel Zanella. Curitiba, 2015.

 

Sites

- Gosto Duvidoso (em construção, 2017-2018)

- Interzona – Sintetizador de cabeças (2006-2018)

 

Zine

Almoço Nu (maio de 2006)

 

 

 

ATENÇÃO: as imagens do livro e das recompensas são meramente ilustrativas. 

O projeto

“A descoberta do segundo sexo” é um projeto de livro que reúne textos de Ricardo Rodrigues e fotografias de TW Jonas. Por meio deste financiamento pretendemos angariar recursos para a impressão de 200 exemplares de um livro singular, que propicie uma fruição estética no que se refere tanto ao conteúdo quanto à forma.

As primeiras centelhas deste projeto surgiram em 2014. Após conversarmos sobre os textos e as fotografias que o compõem, chegamos à conclusão de que havia um diálogo, uma conversa entre eles, ou talvez um confronto, uma dissonância interessante. De 2014 para cá, tentamos acolher essas centelhas, fazê-las dançar, dar um sentido a elas.

Estamos trabalhando em todas as frentes do processo editorial, e o projeto está praticamente concluído. O livro que almejamos se baseia em certa independência e rigor estético, estas e outras singularidades dificultam sua produção. Obras com essas características dificilmente vêm a público sem a ajuda de apreciadores e financiadores.

Além do prazer de realizar uma publicação impressa, esse livro é para nós a continuidade e a maturidade do trabalho de dois diletantes que se conheceram há 13 anos e fazem juntos, há 12, uma página eletrônica dedicada à arte e à filosofia. Ele está inserido em um projeto mais amplo, o de lançamento de um selo editorial chamado “Gosto Duvidoso”. Com essa iniciativa pretendemos ampliar o leque de nossos trabalhos e fomentar artistas e obras com os quais nos identifiquemos. 

Sua colaboração será, portanto, essencial para que possamos consagrar esse projeto e ampliar nosso âmbito de atuação naquilo que acreditamos: a arte e a cultura.

 


Orçamento e recompensas

Nosso projeto de financiamento coletivo está dividido em duas etapas. A primeira consiste na arrecadação de 5.500 reais, que nada mais é que a pré-venda do livro e a cobertura dos custos das recompensas (produção e envio). Mais detalhadamente, com esse valor pretendemos arcar com os custos da gráfica (62%), da plataforma de financiamento (11%) e da produção e do envio das recompensas para os seus respectivos financiadores (7%). A segunda consiste em arrecadar mais 3.500 reais para que possamos arcar com os custos de produção do livro (15%) – que inclui edição, preparação de texto, revisão, projeto gráfico e diagramação – e do lançamento (5%).

 

Orçamento

 

Recompensas:

1. Agradecimentos nas redes socais e em sites vinculados ao projeto e agradecimento em página do livro;

2. Ímã de geladeira com imagem da capa do livro;

3. Postais poéticos com textos de Ricardo Rodrigues e imagens de TW Jonas e outros fotógrafos;

4. Cartaz estilizado de divulgação da obra (imagem abaixo);

5. Fotografia de TW Jonas em papel fotográfico (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens abaixo);

6. Fotografia de TW Jonas em papel fine art (30x20cm), a ser escolhida pelo colaborador entre 5 opções (imagens abaixo);

7. Capítulo de "Miro", romance inédito de Ricardo Rodrigues.

 

Opções de fotografias para recompensa

1. Sem título (da série Adeus, tristeza)

 

2. Sem título (da série Homenagem a Edward Weston).    

 

3. Sem título (da série Árvores).

 

4. Sem título (da série Ah, entendi agora).

 

5. Sem título (da série Eu tenho um dínamo entre as pernas).

 

Cartaz do projeto

 


Sobre os textos e as imagens

A descoberta do segundo sexo é uma compilação de nossos trabalhos iniciais. Alguns deles foram publicados na Interzona, site que criamos em 2006 para divulgar nossas pesquisas no campo do erotismo e da experimentação artística.

Os textos selecionados reúnem poemas, minicontos e contos escritos por volta de 2005. As fotografias escolhidas foram produzidas de maneira esparsa por um longo período de tempo, de 1999 a 2011. A maioria delas foi captada em 35 mm, escaneada e manipulada digitalmente.

Inspiradas em artistas malditos e em notórios arruaceiros anônimos, as narrativas textuais e imagéticas que selecionamos perfazem certas tipologias do universo erótico: onanistas, voyeurs, prostitutos, entre outros tipos de seres inadequados, desolados e existencialmente miseráveis. 

Por fazerem um uso estilístico do ruído, das “falhas”, dos “erros”, dos clichês e do senso comum, os trabalhos apresentados no livro se contrapõem ao beletrismo e flertam com subgêneros artísticos. A mistura de técnicas empregada neles expressa uma busca pela experimentação e pela pesquisa – procedimentos ao quais recorrem todos aqueles que trilham a dura e solitária estrada da busca de autenticidade ou de um estilo que se possa chamar de seu.

Se a linguagem é um vírus, como nos diz William S. Burroughs, ela pode agir, em contraposição à gramática, embaralhando as regras, perturbando, irritando, tornando os corpos febris, excitando e inflamando. Assim, aos poucos, à medida que avançamos na leitura de obras como a que propomos, descortina-se, no horizonte de uma febre inconveniente, uma liberdade – possibilitada pelas técnicas da colagem, da fusão e da escrita automática – e uma poética sincopada que traduz certa sexualidade e certo erotismo marginais, escatológicos e violentos.

 


Sobre os autores

Ricardo Rodrigues é escritor, professor de filosofia e artista visual. Natural de Brasília, mudou-se para o Rio de Janeiro em 2002, onde se formou em filosofia e desenvolveu trabalhos diversos nas áreas de cinema, música e design. Em 2016 mudou-se para São Paulo, onde mora atualmente e atua como designer, escritor e pesquisador independente. É editor do site Interzona e publica seus trabalhos recentes na página eletrônica Baixo Mundo. Contato: baixomundo@gmail.com

TW Jonas é químico de formação. Autodidata, há 18 anos se expressa por meio de imagens fotográficas. Expôs na 17ª Edição do Arte de Portas Abertas, Rio de Janeiro, em 2007; na Mostra Livre de Artes – MOLA, realizada no Circo Voador, Rio de Janeiro, em 2007; na Serralheria, São Paulo, em 2011; na galeria JazznosFundos, São Paulo, em 2011; na 7º Euroclick, Curitiba, em 2016; e no #DesafioSP25, realizado na DOC Galeria, São Paulo, em 2017). É editor do site Interzona, onde mantém seu portfólio, e publica seus trabalhos em redes sociais como Flickr e Instagram. Contato: tiago.jonas@gmail.com

 


Trabalhos conjuntos

Ricardo Rodrigues e TW Jonas se conheceram na UFRJ, durante a graduação, em 2004. Desde então, desenvolveram, juntos, os seguintes trabalhos:

 

Audiovisual

- O triunfo dos boçais (curta-metragem, 2014). Filme dirigido por Débora Butruce e Ricardo Rodrigues, livremente inspirado no romance “Cartas de um sedutor”, de Hilda Hilst. TW Jonas assinou como assistente de fotografia de Pedro Martins. 

- A morte dos idiotas (vídeo, 2011). Videoarte inspirada no poema "The death of an idiot", de Charles Bukowski, com imagens da Beat Generation e de TW Jonas.

- Roberto Piva na Interzona (vídeo, 2017). Gravação da entrevista realizada em 2008 com o poeta.

 

Entrevistas

- Entrevista com o Ilustrador, artista plástico e autor de HQs João Pinheiro (março de 2017).

- Entrevista com o músico Gunnar (outubro de 2014).

- Entrevista com o pintor Anderson Santos (fevereiro de 2014).

- Entrevista com o fotógrafo Fernando Pião (julho de 2013).

- Entrevista com a compositora Tatyana Jacques (maio de 2013).

- Entrevista com o pintor Taigo Meireles (novembro de 2012).

- Entrevista com a professora e pesquisadora Cristina Pescuma (outubro de 2012).

- Entrevista com os produtores Laurence Trille e Thomas Haferlach - Voodoohop (setembro de 2012).

- Entrevista com a fotógrafa Ana Paula Pessoa (agosto de 2012).

- Entrevista com músico Barão (fevereiro de 2012).

- Entrevista com o músico Negro Leo (fevereiro de 2012).

- Entrevista com a pintora Judite Pimentel (agosto de 2011).

- Entrevista com o poeta Heyk Pimenta (março de 2011).

- Entrevista com o poeta e ensaísta Claudio Willer (outubro de 2008, publicada em 2017).

- Entrevista com o poeta Roberto Piva (outubro de 2008, publicada em 2011).

 

Exibições

- Exibição do filme “O triunfo dos boçais”: VI Janela Internacional de Cinema de Recife (outubro de 2013); 12º edição do Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades (novembro de 2013).

- Exibição do filme "A morte dos idiotas”: Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro (Outubro de 2007); Festival de cinema Recine, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro (Setembro de 2007).

 

Exposições e performances

- Intervenção sonora e exposição de fotografias na Trackers, São Paulo, a convite da Voodoohop (abril de 2010).

- Exibição do filme "A morte dos idiotas", com intervenções sonoras ao vivo e projeções digitais de fotografias de Ana Paula Pessoa e TW Jonas. Mostra livre de artes (MoLa) no Circo Voador, Rio de Janeiro, 2007.

- Intervenções visuais e sonoras de Ricardo Rodrigues, projeção de fotografias de TW Jonas. Bola Preta, aniversário de 5 anos do Cachaça Cinema Clube, Rio de Janeiro, agosto de 2007.

- Exposição e performance no Balaio Café. Exibição do filme "A morte dos idiotas", exposição de fotografias de TW Jonas e pinturas de Taigo Meireles. Brasília, julho de 2007.

- Exposição e performance no Evento "As portas da percepção" (17ª Edição do Arte de Portas Abertas​). Exposição de fotografias de TW Jonas e pinturas de André Cipolla. Exibição do filme "A morte dos idiotas” e intervenções sonoras ao vivo, com André Cipolla, Gustavo Saba, Ricardo Rodrigues. Santa Teresa, Rio de Janeiro, julho de 2007.

- Exposição, exibição de filmes e performance em homenagem ao poeta Roberto Piva. Exposição de poesias de Sérgio Resende e Ricardo Rodrigues, exposição de fotografias de TW Jonas e Ana Paula Pessoa, exposição de pinturas de André Cipolla e Taigo Meireles, intervenções sonoras ao vivo, com André Cipolla, Sergio Resende e Ricardo Rodrigues. Cachaça Cinema Clube, Cine Odeon BR, Rio de Janeiro, fevereiro de 2007.

 

Publicações

- Entrevista com o fotógrafo Fernando Pião, em “A arte como jogo”, por Cristina Pescuma e artistas convidados. Organização: Lanussi Pasquali. Editora: Blade, Salvador, 2015 (ISBN: 978-85-67099-02-6)

- Satori narcótico, em Revista Bill, organizada por João Pinheiro. Edições God Dog, São Paulo, 2015.

- Poemas e fotografais diversas, em Jornal Relevo. Edição de setembro e outubro, organizada por Daniel Zanella. Curitiba, 2015.

 

Sites

- Gosto Duvidoso (em construção, 2017-2018)

- Interzona – Sintetizador de cabeças (2006-2018)

 

Zine

Almoço Nu (maio de 2006)

 

 

 

ATENÇÃO: as imagens do livro e das recompensas são meramente ilustrativas. 

Financiamento coletivo concluído - A descoberta do segundo sexo

Em: 02/05/2018 19:46

Caríssimos!

Primeiramente, gostaríamos de agradecer muitíssimo o apoio a este que é o primeiro projeto da editora Gosto DuvidosoA descoberta do segundo sexo. Primeiro de muitos, esperamos.

Com a finalização do processo de financiamento coletivo no último dia 20 de abril, algumas etapas precisam ser realizadas antes que possamos enviar/entregar o livro e as recompensas. Achamos importante vocês saberem quais são elas. 

 

1 -  O Benfeitoria, site de financiamento que hospedou nosso projeto, leva 14 dias para depositar o dinheiro arrecadado. Portanto, em torno do dia 04/05 teremos essa verba em mãos.

 

2 - A gráfica será acionada para impressão do livro e de parte das recompensas.

 

3 - O estúdio fine art e o minilab serão contactados para impressão das fotos. Solicitamos àqueles que contribuíram com R$100,00 ou R$150,00 que selecionem a foto que desejam impressa, respondendo a este e-mail até o dia 07/05. Caso prefiram não fazer essa escolha, podemos fazê-la por vocês. 

Até o final do mês de maio/início de junho (muito provavelmente, dia 01/06 ou 02/06) pretendemos fazer o lançamento do livro. Em seguida, enviaremos ou entregaremos todo o material para vocês. 

Caso tenhamos algum percalço ou contratempo, avisamos!

Obrigado novamente!

Abraços,

TW Jonas e Ricardo Rodrigues


A história por trás da imagem 1. Sem título (da série Adeus, tristeza)

Em: 28/02/2018 15:55

Entre as fotografias que selecionei como recompensa aos apoiadores do projeto "A descoberta do segundo sexo" está a imagem "Sem título (da série Adeus, tristeza)", que tem uma história curiosa.

Estava eu na minha quitinete localizada na Urca... Quitinete na Urca, uau, você deve ter pensado. Porra nenhuma, era uma alcova aquela merda, escura, parede mofada, janela voltada para um rochedo, barata pra todo lado, as escrotas comiam até meus cigarros quando os deixava no chão. Lembro que durante a copa do mundo do Japão, um casal que morava no apê acima do meu acordava pra ver os jogos e aproveitava pra trepar a noite inteira; e eu lá, naquela fase sorumbática, celibatária, querendo voltar a dormir depois dos jogos. Enfim, quando saía do apê, tava na Urca, aí, sim, tudo ficava bem, é um bairro realmente muito agradável. Marechal Cantuária era o nome da rua onde morava.

Como ia dizendo, estava eu na minha quitinete localizada na Marechal, estudando, lendo, vendo filme, usando tóxico, sei lá, quando meu camarada Ricardo me liga de um telefone público dizendo que tava chegando pra me fazer uma visita. No Rio, nessa época, era assim, ninguém ligava perguntando se podia fazer uma visita, simplesmente avisava pelo interfone ou por um telefone público nas proximidades que tinha chegado ou que tava chegando. Não deixa de ser divertido pensar nisso agora. Hoje em dia, pra fazer uma visita, é preciso assinar e reconhecer firma em três vias...

– Trouxe uma parada, disse ele. Uma "parada", como sabemos, é um faz-tudo, tem múltiplos sentidos. Costumava me animar ao som dessa palavra.

– Que parada, véi, perguntei. Eu chamava todo mundo de “véi”.

Desembrulhou um pássaro morto com o crânio lustroso de uma sacola de supermercado, a carne já devorada por todo tipo de inseto e verme, as penas do corpo preservadas. Ainda havia algumas formigas agitadas em torno do cadáver.

- Mah, quê?

- Pode ser útil pra alguma foto, guarda no freezer, disse ele.

Hesitei por um instante e acabei acatando. Não lembro por quanto tempo mantive o bicho acondicionado, talvez alguns anos. Acho que meu falecido amigo Fernando Pião, que nesse período fotografava coração de boi podre, cabeças em formol e outros lances exóticos, cuidadosamente preservados e rotulados no freezer de sua casa, sugeriu que o cadaverzinho não tinha prazo de validade a –20°C. Mas posso tá misturando as lembranças.

A ideia da composição veio de maneira simples. Num dia de limpeza da geladeira, arranquei do freezer um pedaço monumental de gelo e o lancei num degrau das escadas que conectavam minha janela ao rochedo da Urca. Com esse calor da porra, pensei, vai derreter logo. Como limpava o freezer a cada dois anos, crostas de gelo acabavam se formando. Para retirá-las, tinha de usar martelo e chave de fenda, um saco. No final do processo, que concatenei com uma faxina breve, já ia entrando a noite. Sentei próximo à janela e peguei um livro, mas não consegui lê-lo, acabei me perdendo na alvura do pedaço de gelo, que resistia às altas temperaturas. Nesse instante, uma corda do meu violão se partiu. São estranhos os efeitos do calor no Rio de Janeiro... De súbito, peças heterogêneas – o gelo, a corda e o pássaro – pareceram ter nascido umas para as outras e se constituíram como um estranho silogismo em que quaisquer duas podem ser as premissas da terceira num equilíbrio dinâmico (gelo e corda, logo pássaro; gelo e pássaro, logo corda; pássaro e corda, logo gelo). Saquei minha velha Minolta Maxxum 7000, justapus as peças e cliquei.

Muitos anos depois, em 2015, ela foi premiada no 7º Euroclick Prêmio Centro Europeu de Fotografia.

https://www.flickr.com/photos/tiago_jonas/6407762411/in/album-72157628165297079/


Poemas e minicontos - amostra dos textos presentes na obra "A descoberta do segundo sexo"

Em: 26/02/2018 11:47

 

Selecionamos aqui oito textos curtos para que nossos apoiadores possam degustar um pouco do estilo literário presente na obra A descoberta do segundo sexo.

Escritos por volta de 2005, os poemas e minicontos abaixo são frutos de experiências, descobertas e conversas ocorridas no Rio de Janeiro. Muitas das frases utilizadas nos textos, algumas delas assinaladas com aspas, foram atiradas ao ar por transeuntes gaiatos e desordeiros.  O “autor” muitas vezes se limitou a ouvir, registrar e transcrever as falas e imagens que pululavam ao seu redor, como se realizasse uma pesquisa de campo. Nesses trabalhos o limite entre a poesia e a prosa se diluem para compor narrativas jocosas num estilo minimalista, seco e áspero. Encontramos neles desculpas esfarrapadas, exercícios de linguagens, mantras zen-budistas, DRs e BOs de casais que protestam na cama e a triste ética e civilização dos produtores de merda.

 

Latrina

A civilização transformou o planeta numa bela, grande e eficiente latrina. Eis que me submeto a todos os ritos mundanos: imerso na idiotia. 

 

Sorria sempre

Sorria sempre. Dizia que todos eram idiotas. E sorria. Que a morte era um belo fim para sua história. E sorria. Que era tudo imitação. Um coro de vozes. Uma porção de vezes repetidas. E sorria. E sorria. E dizia, com os brancos dentes, que não valia lágrimas a vida.

 

Monogamia

Padecendo de monogamia. Entre uma e outra axila. Vejo a força do orifício imberbe. A força do contorno até os quadris. Abaixo, montanhas, dunas sob sol inclemente. Sei do risco que corro de morte por atropelamento. Da fragilidade do corpo diante do impacto. Desculpe, por pura distração, gozei dentro.

 

Com a faca e o queijo

Ela estoura em arroubos crepusculares. Caga flores e fazemos saladas. Na contramão do amor. E, depois do fim do mundo, um novo processo. Antes me restavam alguns trunfos. Agora só queixa, a queda do perdedor. Humilhado. Ela me atraiu, me traiu. Ao lado dela fiquei constrangido até de pensar. Ela estava com a faca e o queijo na mão.

 

Glória eruptiva

Em vez do bolo me atirou os ovos e a farinha na cara. Pegou a vassoura e tacou o cabo entre minhas pernas. Eu, no chão; ela nua. Cuspiu da boceta a gosma branca. Junto vieram os gases nobres da bunda. O calor foi subindo, subindo. Gregório despertava um vulcão. “Não fode tanto, filho! Não fode tanto!” Gregório febril. Glória eruptiva. Nono cliente do dia, vigésimo quinto da semana. A sensação tântrica dispersando-se pelo corpo. Então, explodiu. Bingo! O berro ecoou pelo hotelzinho. Gregório caiu prum lado, Glória pro outro.

 

Esbórnia

Quanto mais se dorme, mais se dorme. “Acorda, piranha!” Com os olhos esbugalhados tenta levantar, caindo logo em seguida de volta na cama. A morte é um sono profundo. “Se fosse escolher alguém pra levar pruma ilha deserta, escolheria você, sabia?” A esbórnia não está acessível, mas me afogo nesses seios sem pesar. Metendo não só o olho, mas também o pau no buraco da fechadura. “Você, que passa horas melindrosas pra verificar se a cueca está limpa.” Ele chegou. “Que se passa?” E todos deixaram seus postos. O violino monocórdio espocou a corda. O gemido da pomba alcançou a nota máxima. A estação popular saiu do ar. E a chuva caiu de vez, num estrondo de gotas sobre o solo.  

 

Loucuras comedidas

“Comi uma puta, e a camisinha estourou. Ela ficou histérica e gritou que eu nunca mais enfiaria a porcaria do meu pau nela.” Fricções sem orgasmo. Um vulcão entre as pernas. Comichão lascivo. “Na próxima eu gozo.” “O quê? Você comeu o cu sujo de uma puta?” “Ela gemia como arrulha um pombo.” Rose olhou para Kely e disse: “Eu entendo o amor com tesão. O amor sem tesão eu não entendo”. Glória saiu do hotelzinho. “Porra! Eles ficam bolinando meus orifícios... Deu agora a maior vontade de cagar, mijar, gozar.” “Te faço mais barato, garotão, se você me deixar meter também.” Glória saiu do hotelzinho. “Ufa!” Rose olhou para Kely e disse: “Eu gosto de loucuras comedidas. De loucuras demais, não”.

 

A bela intrigante

A porta para o ventre. Duas vias de inacessibilidade. A maquiagem compondo o quadro, ornando o rabo de duras faces rechonchudas. Dois apreciadores. “Eu conheço este rabo.” “Eu conheço este charuto.” “É a bela intrigante.” O rabo transversal. O charuto no centro, aceso.

 

Mudar

Mudar é abraçar corpos

Imergir sob os olhos

A boca

Entre as pernas do outro

 

Todo tédio é falta de amor novo

Só me repetindo

Entre baforadas e olhares de desejo

Um mundo estranho

Todo tédio é falta de amor novo

Estou seduzindo-o

Tudo porque o conheço de minutos atrás

Agora ele lembra alguém conhecido de muito antes

Uma mulher sem seios é o caos

Amazonas

Fodas estranhas na mente

 

Devassidão

Só a devassidão

            me dá alegria.

Fora isso,

sou devoto

            da triste Maria.

Santíssima trindade

            dos colhões.

Sê duro na vida

ou se entrega à fadiga.

Mais vale um homem

            na corrupção,

que uma lúgubre fila

           de cidadãos.

 

Privada nossa

Privada nossa que estais na terra,

santificada seja por Duchamp,

vem a nós o vosso efeito,

seja feita a vossa descarga,

assim na cidade como no campo.

 

A merda nossa de cada dia nos subtrai hoje,

perdoai nossas flatulências,

assim como nós, pelo ânus,

desejamos que tome

a quem nos tem ofendido,

e não nos deixeis cair em prisão (de ventre),

mas livrai-nos dos excrementos.

 

Amém!