Casinha para o Sr Manoel no Território do Bem Vitória ES |

Casinha para o Sr Manoel no Território do Bem Vitória ES

A casa Sr. Manoel, em Vitória, ES, foi interditada pela defesa civil, nos propomos a construir uma moradia nova, mediante um modelo pré-moldado replicável.

Projeto por: Clara Luiza Miranda
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Clara Luiza Miranda

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APRESENTAÇÃO

Uma iniciativa da parceria entre Núcleo do BrCidades do Espírito Santo, Coletivo Beco e professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo.

A residência do Sr. Manuel, um homem idoso, residente no Bairro Consolação em Vitória, ES, está em péssimo estado de conservação, necessita ser substitída completamente. A casa foi construída com restos de madeira, está envelhecida, cheia de frestas, a cobertura também é precária, não tem acesso ao serviço de água nem possui banheiro próprio.

Esta situação chamou a atenção de Jovens do Coletivo Beco e do Fórum de Juventude Negra – Fejunes ‑ quando faziam trabalhos de conscientização sobre a pandemia, além de distribuição de cestas básicas e de kits de higiene no bairro onde fica a residência. Estes jovens trouxeram até o Núcleo do BrCidades do Espírito Santo a demanda de dar uma solução para a condição de vulnerabilidade do Sr. Manuel. Ele inclusive nem podia solicitar serviços sociais, como aluguel social nem mesmo o auxílio emergencial, pois não tinha documentos, nem certidão de nascimento. O Coletivo do Beco tem ajudado o Sr Manuel nessa pendência, está quase tudo certo. 

O Br Cidades para este caso recorreu ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFES. Foi pensada uma solução pré-fabricada que combina custo acessível, rapidez na montagem (considerando o momento de pandemia inclusive), a qual foi aliada a possiblidade de replicabilidade para situações semelhantes. A parceria do é composta por: Coletivo Beco, Núcleo do BrCidades do Espírito Santo (campanha e apoio) e professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (projeto e orientação para realização da obra): Prof. Dr Augusto Alvarenga e Clara Luiza Miranda e Clara Pitella Cassino, Posgraduanda da Universidade de Tóquio (The University of Tokyo). 

O apoio ao projeto ajuda a desenvolver um modelo replicável para construir habitações ou equipamentos públicos na Grande Vitória com mesmo grau de desgaste e necessidade de substituição completa. 

 

JUSTIFICATIVA

A residência do Sr. Manuel, residente no Bairro Consolação em Vitória, ES, pode ser categorizada conforme o componentes mais drástico do conceito de “necessidades habitacionais” da Fundação João Pinheiro (2018): o déficit habitacional. O Déficit Habitacional refere-se à condição de habitabilidade que leva a propor a construção de uma nova moradia – a residência do Sr. Manuel é muito precária, feita de restos de madeira, está envelhecida e cheia de frestas; por sua vez, também possui aspectos de inadequação se reflete na qualidade de vida do morador – a residência do Sr Manuel não tem acesso ao serviço de água, nem possui banheiro próprio, a cobertura também é precária. A casa tem menos de 9m².

Devido à crise sanitária da Covid19 na qual as boas condições socioambientais são fundamentais para prevenção do contágio, a casa do Sr. Manuel chamou a atenção de Jovens do Coletivo Beco e do Fórum de Juventude Negra do estado ‑ Fejunes. Estes jovens trouxeram até o Núcleo capixaba Br Cidades a demanda de dar uma solução para o problema da precariedade da casa de Sr. Manuel. O Núcleo do Br Cidades do ES para este caso recorreu aos conhecimentos do Prof. Dr. Augusto Alvarenga, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, para pensar uma solução que combinasse rapidez e custo acessível, a qual foi aliada a possiblidade de replicabilidade.

Foi sugerido uma adaptação do sistema modular argentino CAUH (Haus Arquitectura y construcción inteligente), que tem um design interessante de fácil e rápida montagem, passível de autoconstrução e não requer mão-de-obra qualificada para montagem. Pode ser facilmente montada num mutirão. Contudo devido a pandemia, ponderamos que é melhor contratar mão de obra local, tomando cuidados de prevenção recomendados pelas instituições de saúde (aquisição de equipamentos de proteção para os montadores). As peças de madeira são projetadas e testadas, cortadas numa empresa (contratada). Os custos envolvem a construção de madeira, revestimentos, cobertura, corte das peças, transporte para Consolação.

O autodenominado “Território do Bem” onde se situa o bairro de Consolação têm alguns setores com “domicílios rústicos”,  que conforme o IBGE, são aqueles caracterizados por suas condições de insalubridade, acarretando desconforto, vulnerabilidade, insegurança aos seus moradores, trazendo risco doenças respiratórias e de contaminação por doenças crônicas ou endêmicas (IBGE citado por Fundação João Pinheiro, 2018). As doenças respiratórias crônicas apareceram na “Pesquisa Saberes, Fazeres e Perfil dos Moradores do Território do Bem Vitória/ES – 2019”, como o segundo problema de saúde mais citado pela comunidade, depois de hipertensão. O índice de crianças e adultos com problemas respiratórios, como a asma, é muito grande. Essas doenças afetam a qualidade de vida e provocam incapacidade nos indivíduos afetados. Entre os fatores que levam ao aparecimento, à exacerbação e razões para a crescente prevalência das doenças respiratórias na comunidade, relacionam-se às precariedades das residências já referidas.

Os domicílios quando se enquadram num alto grau de deterioração são incluídas na definição de déficit habitacional por reposição, pois é necessária sua substituição completa. Enfim, a habitabilidade dessas edificações, de certo modo, já ultrapassou o ‘prazo de validade’, pois, apenas reparos em suas estruturas físicas não são suficientes para se manterem habitáveis e estáveis.

No Espírito Santo (8,0%) dos domicílios são classificados no cômputo de déficit habitacional (cerca de 109.535). O relatório do IJSN - Instituto Jones dos Santos Neves indica que o déficit habitacional atinge cerca de 225.656 pessoas, cerca de 80.908 famílias, em 2015, é eminentemente urbano, com maiores índices em cidades onde a concentração de população está acima de 100.000 habitantes”. Os municípios mais impactados são os da Região Metropolitana da Grande Vitória. No município de Vitória, o déficit habitacional atinge mais de 6 mil famílias, cerca de 8,37% dos domicílios. A situação de déficit habitacional é aquela cuja orientação é a provisão de uma nova moradia.

Para casos que exigem pequenos espaços, cerca de 30m2, o sistema construtivo proposto pode vir a ser uma das soluções possíveis, por ser pragmática e adaptável a diferentes tipos de terrenos. Em áreas de morros – que é o caso, são mais leves para transportar do que alvenaria por exemplo, utilizada na maioria das construções tanto as autoconstruídas quanto as providas mediante os programas habitacionais municipais ou federais.

O apoio á arrecadação de fundos para a casinha do Sr. Manuel ajuda a desenvolver um modelo replicável para outras habitações ou equipamentos públicos na Grande Vitória com mesmo grau de desgaste e necessidade de substituição completa. As situações de inadequação ou de extrema precariedade são diversos no território brasileiro, de modo que este tipo de experimento pode ser aplicado em casos semelhantes ao do Sr. Manuel, observando contexto, condicionantes socioambientais, econômicos e técnicos, nesse sentido se coloca a validade desse experimento.

REFERÊNCIAS

BISCOTTO. Denise B. (org.). Pesquisa Saberes, Fazeres e Perfil dos Moradores do Território do Bem Vitória/ES. Vitória, 2019.

CAUH. Acessível em https://www.cauh.co/ acesso em 9 jun 2020

ESPÍRITO SANTO; IJSN. Boletim 01. Déficit Habitacional no Espírito Santo com base no CadÚnico, 2016.

FUNDAÇÃO JOAO PINHEIRO. Estatística & Informações 6. Déficit Habitacional No Brasil 2015, Belo Horizonte, 2018

 

 

Clara Luiza Miranda ainda não publicou nenhuma notícia.

APRESENTAÇÃO

Uma iniciativa da parceria entre Núcleo do BrCidades do Espírito Santo, Coletivo Beco e professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo.

A residência do Sr. Manuel, um homem idoso, residente no Bairro Consolação em Vitória, ES, está em péssimo estado de conservação, necessita ser substitída completamente. A casa foi construída com restos de madeira, está envelhecida, cheia de frestas, a cobertura também é precária, não tem acesso ao serviço de água nem possui banheiro próprio.

Esta situação chamou a atenção de Jovens do Coletivo Beco e do Fórum de Juventude Negra – Fejunes ‑ quando faziam trabalhos de conscientização sobre a pandemia, além de distribuição de cestas básicas e de kits de higiene no bairro onde fica a residência. Estes jovens trouxeram até o Núcleo do BrCidades do Espírito Santo a demanda de dar uma solução para a condição de vulnerabilidade do Sr. Manuel. Ele inclusive nem podia solicitar serviços sociais, como aluguel social nem mesmo o auxílio emergencial, pois não tinha documentos, nem certidão de nascimento. O Coletivo do Beco tem ajudado o Sr Manuel nessa pendência, está quase tudo certo. 

O Br Cidades para este caso recorreu ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFES. Foi pensada uma solução pré-fabricada que combina custo acessível, rapidez na montagem (considerando o momento de pandemia inclusive), a qual foi aliada a possiblidade de replicabilidade para situações semelhantes. A parceria do é composta por: Coletivo Beco, Núcleo do BrCidades do Espírito Santo (campanha e apoio) e professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (projeto e orientação para realização da obra): Prof. Dr Augusto Alvarenga e Clara Luiza Miranda e Clara Pitella Cassino, Posgraduanda da Universidade de Tóquio (The University of Tokyo). 

O apoio ao projeto ajuda a desenvolver um modelo replicável para construir habitações ou equipamentos públicos na Grande Vitória com mesmo grau de desgaste e necessidade de substituição completa. 

 

JUSTIFICATIVA

A residência do Sr. Manuel, residente no Bairro Consolação em Vitória, ES, pode ser categorizada conforme o componentes mais drástico do conceito de “necessidades habitacionais” da Fundação João Pinheiro (2018): o déficit habitacional. O Déficit Habitacional refere-se à condição de habitabilidade que leva a propor a construção de uma nova moradia – a residência do Sr. Manuel é muito precária, feita de restos de madeira, está envelhecida e cheia de frestas; por sua vez, também possui aspectos de inadequação se reflete na qualidade de vida do morador – a residência do Sr Manuel não tem acesso ao serviço de água, nem possui banheiro próprio, a cobertura também é precária. A casa tem menos de 9m².

Devido à crise sanitária da Covid19 na qual as boas condições socioambientais são fundamentais para prevenção do contágio, a casa do Sr. Manuel chamou a atenção de Jovens do Coletivo Beco e do Fórum de Juventude Negra do estado ‑ Fejunes. Estes jovens trouxeram até o Núcleo capixaba Br Cidades a demanda de dar uma solução para o problema da precariedade da casa de Sr. Manuel. O Núcleo do Br Cidades do ES para este caso recorreu aos conhecimentos do Prof. Dr. Augusto Alvarenga, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, para pensar uma solução que combinasse rapidez e custo acessível, a qual foi aliada a possiblidade de replicabilidade.

Foi sugerido uma adaptação do sistema modular argentino CAUH (Haus Arquitectura y construcción inteligente), que tem um design interessante de fácil e rápida montagem, passível de autoconstrução e não requer mão-de-obra qualificada para montagem. Pode ser facilmente montada num mutirão. Contudo devido a pandemia, ponderamos que é melhor contratar mão de obra local, tomando cuidados de prevenção recomendados pelas instituições de saúde (aquisição de equipamentos de proteção para os montadores). As peças de madeira são projetadas e testadas, cortadas numa empresa (contratada). Os custos envolvem a construção de madeira, revestimentos, cobertura, corte das peças, transporte para Consolação.

O autodenominado “Território do Bem” onde se situa o bairro de Consolação têm alguns setores com “domicílios rústicos”,  que conforme o IBGE, são aqueles caracterizados por suas condições de insalubridade, acarretando desconforto, vulnerabilidade, insegurança aos seus moradores, trazendo risco doenças respiratórias e de contaminação por doenças crônicas ou endêmicas (IBGE citado por Fundação João Pinheiro, 2018). As doenças respiratórias crônicas apareceram na “Pesquisa Saberes, Fazeres e Perfil dos Moradores do Território do Bem Vitória/ES – 2019”, como o segundo problema de saúde mais citado pela comunidade, depois de hipertensão. O índice de crianças e adultos com problemas respiratórios, como a asma, é muito grande. Essas doenças afetam a qualidade de vida e provocam incapacidade nos indivíduos afetados. Entre os fatores que levam ao aparecimento, à exacerbação e razões para a crescente prevalência das doenças respiratórias na comunidade, relacionam-se às precariedades das residências já referidas.

Os domicílios quando se enquadram num alto grau de deterioração são incluídas na definição de déficit habitacional por reposição, pois é necessária sua substituição completa. Enfim, a habitabilidade dessas edificações, de certo modo, já ultrapassou o ‘prazo de validade’, pois, apenas reparos em suas estruturas físicas não são suficientes para se manterem habitáveis e estáveis.

No Espírito Santo (8,0%) dos domicílios são classificados no cômputo de déficit habitacional (cerca de 109.535). O relatório do IJSN - Instituto Jones dos Santos Neves indica que o déficit habitacional atinge cerca de 225.656 pessoas, cerca de 80.908 famílias, em 2015, é eminentemente urbano, com maiores índices em cidades onde a concentração de população está acima de 100.000 habitantes”. Os municípios mais impactados são os da Região Metropolitana da Grande Vitória. No município de Vitória, o déficit habitacional atinge mais de 6 mil famílias, cerca de 8,37% dos domicílios. A situação de déficit habitacional é aquela cuja orientação é a provisão de uma nova moradia.

Para casos que exigem pequenos espaços, cerca de 30m2, o sistema construtivo proposto pode vir a ser uma das soluções possíveis, por ser pragmática e adaptável a diferentes tipos de terrenos. Em áreas de morros – que é o caso, são mais leves para transportar do que alvenaria por exemplo, utilizada na maioria das construções tanto as autoconstruídas quanto as providas mediante os programas habitacionais municipais ou federais.

O apoio á arrecadação de fundos para a casinha do Sr. Manuel ajuda a desenvolver um modelo replicável para outras habitações ou equipamentos públicos na Grande Vitória com mesmo grau de desgaste e necessidade de substituição completa. As situações de inadequação ou de extrema precariedade são diversos no território brasileiro, de modo que este tipo de experimento pode ser aplicado em casos semelhantes ao do Sr. Manuel, observando contexto, condicionantes socioambientais, econômicos e técnicos, nesse sentido se coloca a validade desse experimento.

REFERÊNCIAS

BISCOTTO. Denise B. (org.). Pesquisa Saberes, Fazeres e Perfil dos Moradores do Território do Bem Vitória/ES. Vitória, 2019.

CAUH. Acessível em https://www.cauh.co/ acesso em 9 jun 2020

ESPÍRITO SANTO; IJSN. Boletim 01. Déficit Habitacional no Espírito Santo com base no CadÚnico, 2016.

FUNDAÇÃO JOAO PINHEIRO. Estatística & Informações 6. Déficit Habitacional No Brasil 2015, Belo Horizonte, 2018

 

 

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