Conheça a campanha
Qaqambani Saftey Home é um orfanato localizado em Khayelitsha, Cidade do Cabo na África do Sul. Com mais de 400 mil habitantes, Khayelitsha é considerada a favela que mais cresce atualmente no país e pelo menos uma vez por semana ganha espaço nas manchetes dos jornais mais conceituados do país: “Bebê recém-nascido é encontrado dentro de sacola plástica em Khayelitsha”. “Menor de idade é estuprada por quatros homens em Khayelitsha”. “Drogas e abuso: uma criança sem pais em Khayelitsha”.
Entre fontes policiais e pirâmides invertidas que desenrolam as reportagens, se encontram estatísticas: 50 mil crianças são vítimas de crime todos os anos, com estupro constituindo 40% dos casos; a cada quatro pessoas 1 é infectada com o vírus da AIDS tornando a África do Sul o país com maior incidência de HIV do mundo; estima-se que 3.7 milhões de crianças são atualmente órfãs no país. Muitas destas crianças são encaminhadas para a casa de Mamas.
As Mamas são mulheres da cultura xhosa que dedicam a vida para cuidar de menores em situações de risco. Reconhecidas pelo governo como organizações não-governamentais, as Mamas abrem a porta de suas casas formando, literalmente, grandes famílias. A Mama Sylvia é uma delas.
Desde 1991, Sylvia Mankayi (mais conhecida como Mama) cuida e oferece moradia para crianças abandonadas. “Eu via bebês sendo abandonados quase todos os dias. Um dia encontrei um recém-nascido dentro da lata de lixo, na esquina da minha casa. Eu não conseguia ignorar aquelas vidas. Levava todos para dentro da minha casa”, lembra.
Com 62 anos de idade, Mama já mudou a realidade de mais de 30 pessoas ao longo dos anos e atualmente cuida de 13 crianças, todas registradas com seu sobrenome.
Apesar do esforço em criar um ambiente confortável e convidativo para sua família, Mama somente conseguiu dinheiro para comprar um terreno próprio em Khayelitsha e construir, com material zinco, uma casa de apenas um dormitório. No quintal do terreno, também construiu dois banheiros em barracos de zinco.
A atual moradia do orfanato Qaqambani é precária, pois além de todos terem que dormir em somente um quarto, o material de zinco torna-se extremamente gelado no inverno e é suscetível a enchentes e alagamentos. Além disso, Mama costuma passar as noites em claro para ajudar as crianças que precisam usar os banheiros, pois estão localizados fora da casa.
Por isso, queremos construir uma casa de concreto e com estrutura suficiente para abrigar 13 crianças, a Mama e o seu marido, o Tata.
Por que queremos a sua contribuição
Para construir a casa, precisamos arrecadar pelo menos R$12.500. Podem ser feitas contribuições a partir de R$10 e o projeto só será realizado se o valor mínimo for atingido. Caso contrário, o valor é devolvido aos colaboradores.
Alunos do departamento de arquitetura da Universidade de Cape Town irão fazer o projeto da casa e a construção será realizada com materiais e obreiros da favela local, o que torna o trabalho mais viável financeiramente além de criar oportunidades dentro da própria comunidade.
O objetivo é começar as obras em outubro deste ano para que a Mama receba a nova casa como presente de aniversário, comemorado no dia 25 de dezembro. Queremos que este Natal seja muito especial em Qaqambani, com mais conforto para crianças e principalmente com a certeza de que existem muitas pessoas que acreditam nelas.
Quem somos nós
Quatro porto-alegrenses com o mesmo sonho: construir uma casa nova para o orfanato de Qaqambani
Renata Galvão: brasileira e jornalista, mora na África do Sul há dois anos. Conheceu a Mama Sylvia através de um assistente social e se apaixonou pelo orfanato Qaqambani. Idealista e romântica, quer mudar o mundo e construir uma nova casa para a Mama.
Sílvia Kihara: socióloga de formação e ansiosa de nascença, agilizou o projeto para ajudar a Mama Sylvia. Pisou na África do Sul pela primeira vez em janeiro deste ano, quando conheceu a Renata e declarou seu amor por Qaqambani.
Gabriela Guerra: brasileira com passagem pela África do Sul, é uma eterna inconformada com a absurda desigualdade social em que vivemos. Veterana em desenvolvimento de projetos sociais, deu os pitacos finais para ajudar a Rê e a Sil no projeto “Uma casa pra Mama”
Alberto Feoli: Publicitário, é o cara do vídeo. Quando conheceu o projeto, não resistiu e entrou pro grupo na mesma hora.