Conheça a campanha
Mulheres da Bocaiúva, a Farinha do Pantanal
Proposta de Valor: criar melhores condições de trabalho para que as mulheres da Comunidade Antônio Maria Coelho continuem produzindo, com segurança e qualidade de vida, produtos derivados da Bocaiúva.
Comunidade Antônio Maria Coelho
A Comunidade Antônio Maria Coelho fica localizada a cerca de 40km de Corumbá, porta de entrada para o Pantanal. A principal fonte de renda das 40 famílias que lá vivem é garantida por suas mulheres, que produzem farinha e extraem polpa de Bocaiúva.
Apesar de abrigar nascentes, a região sofre com a falta de água ocasionada pelo uso desenfreado das empresas de mineração e ferro-gusa que atuam no local, e pela carência de informação da ocupação humana.
Juntamente com a EMBRAPA Pantanal, a Comunidade busca aliar conservação e uso racional dos recursos naturais da região em projetos de agricultura familiar e extrativismo. No entanto, A presença de mineradoras e dos extrativistas de ferro-gusa culminou em forte pressão para a expulsão dos pequenos agricultores da região.
É a partir da parceria com outras ONGs que os moradores recebem orientações para conseguirem na justiça o direito de usucapião para a regularização de propriedades.
Farinha de Bocaiúva
Grande parte da farinha produzida é consumida pela própria comunidade, já que sua produção não é suficiente para atender a demanda da região. Seu processo produtivo é realizado através do descasque do coco, da extração da polpa, e só então pode-se produzir a farinha.
Para que essa produção aconteça, a Bocaiúva é colhida entre os meses de julho e dezembro, e o processo de extração da polpa deste coco é realizado manualmente, trabalho desgastante e que causa lesões constantemente, sendo feito com o auxílio de utensílios artesanais cortantes.
A palmeira que dá origem à Bocaiúva pode ser utilizada desde a fibra, a madeira e seus frutos, até sua folha. De seus frutos, produz-se polpa, óleo, farinha, doces, bolos e sorvetes e diversos pratos típicos do Pantanal.
Uma das cortesias que separamos para nossos colaboradores é um livro organizado pela ECOA recheado de receitas que utilizam a Bocaiúva.
A iniciativa Mulheres da Bocaiúva, a Farinha do Pantanal, pretende mobilizar pessoas que acreditam em produção sustentável, conservação ambiental e benefício social em um só projeto, que além de gerar valor compartilhado na região do Pantanal Sul-Mato-Grossense através do aproveitamento dos recursos da biodiversidade local, também seja economicamente viável.
Este é o caso da produção de farinha de Bocaiúva das mulheres da Comunidade Antônio Maria Coelho!
A Proposta do Projeto
Para alavancar e diversificar a produção na Comunidade Antônio Maria Coelho, o projeto se propõe a levantar recursos para adquirir equipamentos que possam oferecer melhores condições de trabalho e mais seguranças a essas mulheres, como a despolpadora.
Além de beneficiar toda a comunidade, esses equipamentos irão estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva dos subprodutos da Bocaiúva.
A ECOA
A ECOA – Ecologia e Ação é uma Organização Não-Governamental composta por um grupo de pesquisadores de diversas áreas. A partir de seu surgimento, em 1989, a ECOA realiza trabalhos voltados para a conservação ambiental e para a sustentabilidade urbana.
Tendo escolhido o Pantanal como área de atuação prioritária, a ECOA promove ações envolvendo as comunidades, instituições de ensino e pesquisa, instituições governamentais e outras organizações não governamentais em questões prioritárias para a conservação ambiental e a sustentabilidade do bioma da região, além de ações de base comunitária.
Outras iniciativas como esta foram realizadas pela ECOA, como esse projeto desenvolvido para a Associação de Pescadores de Iscas Vivas de Miranda/MS (http://migre.me/cdtUv), que teve como parceiros a EMBRAPA Pantanal, o Centro de Apoio Sócio Ambiental (CASA) e a Universidade Viçosa (UniViçosa).
Parceiros
Os nossos parceiros neste projeto são:
EMBRAPA Pantanal – Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal.
Desenvolvimento tecnológico do sistema produtivo sustentável da Bocaiúva (Acrocomia aculeata) no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
UFMS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Departamento de Biologia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, projeto “Sabores do Cerrado & Pantanal”.
CEPPEC – Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado
VerdeAzul – Sustentabilidade e Inovação
VOCÊ – financiador do projeto.