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operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES

Uma rede de mulheres, advogando pela descriminalização do aborto no Brasil: quem quer mudar a lei, ajudando quem não pode esperar por essa mudança.


Projeto por: JULIANA WANDERLEY REIS
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POR

JULIANA WANDERLEY REIS

JULIANA WANDERLEY REIS

Uma iniciativa de solidariedade mútua e horizontal para ajudar mulheres que querem interromper uma gravidez indesejada de forma segura e legal. Uma rede de mulheres, advogando pela descriminalização do aborto no Brasil: Quem pode, compartilhando recursos com quem precisa.

 

A Operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES foi lançada simbolicamente em 28/9/2019, como parte das comemorações do Dia Latino Americano de Luta pela Descriminalização do Aborto.

 

Desde então, vindas dos quatro cantos do país, mais de 260 mulheres tiveram respeitadas suas decisões de interromper uma gravidez indesejada, com toda segurança e dentro da lei: 80 viajando para os países vizinhos (Colômbia, Argentina e México) e, desde o fechamento das fronteiras por conta do Covid 19, e as outras aqui mesmo no Brasil (atualizado em maio 21).

 

Todas essas mulheres vieram pedir respeito, empatia e ajuda. Com a maioria, não houve encontro fora do ambiente virtual. E houve até, dentre elas, quem simplesmente mudou de ideia – esperemos que livremente – e resolveu manter a gravidez. Porque até isso é possível, quando temos a liberdade de escolher.

COMO OS RECURSOS SERÃO GASTOS?

  • Passagens aéreas e terrestres, internacionais ou domésticas;
  • Pacotes negociados de estadia completo (hotel + alimentação + traslado);
  • Procedimento IVE por AMIU ou de acordo com indicação médica para cada paciente, dependendo de tempo de gestação;
  • Vacina imunoglobulina (para mulheres com fator RH-);

DESOBEDIÊNCIA CIVIL SIM, MAS TUDO DENTRO DA LEI

A operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES é gerida por entidade sem fins lucrativos (ainda em fase de formalização), quase autossustentável e conta com a contribuição voluntária e, se possível regular (mas não unicamente), de indivíduos para se manter. E desde o primeiro momento, nos preocupamos em poder assegurar a todas as envolvidas nessa rede, a segurança de pareceres jurídicos pra garantir que o prazer de colaborar no exercício do direito fundamental de escolha de nossas irmãs mulheres não implique em riscos ou ações passíveis de punição. O nosso ambiente é seguro pra todo mundo!

Nossa rede não para de crescer e já somos mais de 8000 apoiadorxs. Mas as mulheres também não param de vir a nós e hoje recebemos em média 300 pedidos de ajuda por mês. Sozinhas, não damos conta

                                                            

CLIPPING PARA MELHOR NOS CONHECER (up date junho 2020)

MARIE CLAIRE | 28.01.21

O GLOBO CELINE | 22.01.21

TV SUISS | 08.03.21

 

 

 

Visite o nosso site www.milhaspelavidadasmulheres.com.br

Balanço e Resultados 2020 + Desejos e votos para 2021!

Em 27/12/2020 12:20

Queridxs apoiadorxs,

É hora de dar uma satisfação para todxs xs que nos ajudaram a sustentar essa ação ao longo dos últimos 14 meses da operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES.

Através das nossas redes sociais, quem nos acompanha deve já ter percebido o quão “relevante” nos tornamos ao longo de pouco mais de um ano de ação direta.
Hoje recebemos pedidos de ajuda de mulheres de todas as regiões brasileiras: já foram 1551, mas a contagem não para. E os pedidos não chegam somente delas; também vêm a nós, enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais, da rede SUS, e mesmo advogadas com casos escabrosos, nos pedir auxilio, alternativa, mediação. E vêm também jornalistas pedindo comentários e entrevistas sobre a nossa conjuntura latino americana. Até entrevista pra TVs alemã e grega já demos! :-o

É fato: em 2020, o MILHAS se tornou um mediador imprescindível no acesso aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres brasileiras. E, como disse uma viajante com o lugar de fala bem humorado, "quem não reconhece isso é mulher do padre!" (rs)
Em 2020 enfrentamos todos os tipos de vírus e doenças, do covid ao fundamentalismo religioso, passando pelo terraplanismo e outras cepas da intolerância. Sobrevivemos e ajudamos a sobreviver muitas mulheres que arrancamos das estatísticas mórbidas. Há quem diga que os números da situação do aborto no Brasil estão mudando e que o MILHAS tem algo a ver com isso: número de acessos aos poucos Serviços de Acolhimento de Vítimas da Violência Sexual espalhados pelo país; número de abortos legais realizados no Brasil... Garantimos o acesso ao direito fundamental de decidir sobre sua vida e seu corpo a 185 mulheres, sem contar aquelas que, conhecendo o nosso caminha das pedras, tomaram sozinhas a iniciativa de fazer valer seus direitos; sem contar as que, uma vez se sentindo livres para decidir, optaram por manter a gestação, doravante desejada. Sem contar o número também assustador de mulheres com as quais éramos as únicas interlocutoras a compartilhar de seus segredos. Abstraindo o triste número de mulheres que chegaram a nós desesperadas e perdidas, mas que saíram dessa experiência fortalecidas, conscientes de suas capacidades e, com o perdão da palavra, empoderadas. Mulheres gays, negras, evangélicas, pós graduadas, vulneráveis, maduras, egoístas, mães solos, adolescentes, machistas, providas, X9 … Realmente vieram a nós todo tipo de mulher. E só não tivemos ainda a ocasião de acolher um homem trans, mas -- saibam -- estamos aí pra eles também!

Cnto e oitenta e cinco mulheres. Parece pouco, mas não é. Nesse nosso país de 1 milhão de abortos realizados a cada ano, e somente 1.600 de forma legal (numa proporção de 1/625), conseguimos garantir UM em cada oito pedidos de ajuda que recebemos. E em 39 desses casos, com a generosa contribuição de vocês, investimos recursos e custeamos parcial ou totalmente a operação. Firmamos convênios com as clínicas parceiras e parceiras com coletivos locais de mulheres, advogadas. Em outubro último, participamos de uma reunião no México com secretarias de estado e órgãos de migração, modificando a cultura de “rechaço” de mulheres jovens viajando sozinhas para o México.

É muita coisa. É pouco. É o que podemos, por ora.
Mas queremos muito mais. Com a chegada da vacina e o fim da pandemia, mais a legalização total do aborto na Argentina até a 14ª semana, queremos garantir o acesso a muito mais mulheres e normatizar o turismo do direito sexual e reprodutivo com nosso vizinho, até que a criminalização seja tão inofensiva quanto ela é hoje ineficaz; queremos que mais e mais mulheres conheçam seus direitos garantidos pelo Código Penal Brasileiro, pela Lei do Minuto Seguinte e pela Norma Técnica vigente e constitucional do Ministério da Saúde; queremos ampliar as leis e queremos transformá-las; e, pra isso, queremos mudar a mentalidade da sociedade brasileira que elege o legislador.
Queremos que cada mulher -- e cada homem também! -- saiba de si, decida por si e respeite a decisão da outra; que cada mulher respeite a outra mulher. E, em última instância, queremos que cada menina e cada mulher mande plantar batatas o homem -- seja ele, marido, namorado ou ficante -- que prefere sem camisinha porque é mais gostoso e diz pra elas pararem "de frescura e tomarem pílula no dia seguinte" (sic!).

Que venha logo 2021, porque queremos muita coisa.
Tamos juntas e assim fiquemos!

Resultados MILHAS 2020 - https://vimeo.com/462787250


Espírito natalino engajado e feminista

Em 02/12/2020 18:47

Que tal fazer de suas arvores de natal um lugar de transformação social e respeito pela vida das mulheres?     

Venham conhecer ARTE, Substantivo Feminino, a nova ação do MILHAS, pra ajudar mulheres a acessarem um aborto seguro e legal, ao mesmo tempo em que vocês presenteiam seus queridxs com amor e arte.   

ARTESF.ORG


Uma iniciativa de solidariedade mútua e horizontal para ajudar mulheres que querem interromper uma gravidez indesejada de forma segura e legal. Uma rede de mulheres, advogando pela descriminalização do aborto no Brasil: Quem pode, compartilhando recursos com quem precisa.

 

A Operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES foi lançada simbolicamente em 28/9/2019, como parte das comemorações do Dia Latino Americano de Luta pela Descriminalização do Aborto.

 

Desde então, vindas dos quatro cantos do país, mais de 260 mulheres tiveram respeitadas suas decisões de interromper uma gravidez indesejada, com toda segurança e dentro da lei: 80 viajando para os países vizinhos (Colômbia, Argentina e México) e, desde o fechamento das fronteiras por conta do Covid 19, e as outras aqui mesmo no Brasil (atualizado em maio 21).

 

Todas essas mulheres vieram pedir respeito, empatia e ajuda. Com a maioria, não houve encontro fora do ambiente virtual. E houve até, dentre elas, quem simplesmente mudou de ideia – esperemos que livremente – e resolveu manter a gravidez. Porque até isso é possível, quando temos a liberdade de escolher.

COMO OS RECURSOS SERÃO GASTOS?

  • Passagens aéreas e terrestres, internacionais ou domésticas;
  • Pacotes negociados de estadia completo (hotel + alimentação + traslado);
  • Procedimento IVE por AMIU ou de acordo com indicação médica para cada paciente, dependendo de tempo de gestação;
  • Vacina imunoglobulina (para mulheres com fator RH-);

DESOBEDIÊNCIA CIVIL SIM, MAS TUDO DENTRO DA LEI

A operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES é gerida por entidade sem fins lucrativos (ainda em fase de formalização), quase autossustentável e conta com a contribuição voluntária e, se possível regular (mas não unicamente), de indivíduos para se manter. E desde o primeiro momento, nos preocupamos em poder assegurar a todas as envolvidas nessa rede, a segurança de pareceres jurídicos pra garantir que o prazer de colaborar no exercício do direito fundamental de escolha de nossas irmãs mulheres não implique em riscos ou ações passíveis de punição. O nosso ambiente é seguro pra todo mundo!

Nossa rede não para de crescer e já somos mais de 8000 apoiadorxs. Mas as mulheres também não param de vir a nós e hoje recebemos em média 300 pedidos de ajuda por mês. Sozinhas, não damos conta

                                                            

CLIPPING PARA MELHOR NOS CONHECER (up date junho 2020)

MARIE CLAIRE | 28.01.21

O GLOBO CELINE | 22.01.21

TV SUISS | 08.03.21

 

 

 

Visite o nosso site www.milhaspelavidadasmulheres.com.br

Balanço e Resultados 2020 + Desejos e votos para 2021!

Em 27/12/2020 12:20

Queridxs apoiadorxs,

É hora de dar uma satisfação para todxs xs que nos ajudaram a sustentar essa ação ao longo dos últimos 14 meses da operação MILHAS PELA VIDA DAS MULHERES.

Através das nossas redes sociais, quem nos acompanha deve já ter percebido o quão “relevante” nos tornamos ao longo de pouco mais de um ano de ação direta.
Hoje recebemos pedidos de ajuda de mulheres de todas as regiões brasileiras: já foram 1551, mas a contagem não para. E os pedidos não chegam somente delas; também vêm a nós, enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais, da rede SUS, e mesmo advogadas com casos escabrosos, nos pedir auxilio, alternativa, mediação. E vêm também jornalistas pedindo comentários e entrevistas sobre a nossa conjuntura latino americana. Até entrevista pra TVs alemã e grega já demos! :-o

É fato: em 2020, o MILHAS se tornou um mediador imprescindível no acesso aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres brasileiras. E, como disse uma viajante com o lugar de fala bem humorado, "quem não reconhece isso é mulher do padre!" (rs)
Em 2020 enfrentamos todos os tipos de vírus e doenças, do covid ao fundamentalismo religioso, passando pelo terraplanismo e outras cepas da intolerância. Sobrevivemos e ajudamos a sobreviver muitas mulheres que arrancamos das estatísticas mórbidas. Há quem diga que os números da situação do aborto no Brasil estão mudando e que o MILHAS tem algo a ver com isso: número de acessos aos poucos Serviços de Acolhimento de Vítimas da Violência Sexual espalhados pelo país; número de abortos legais realizados no Brasil... Garantimos o acesso ao direito fundamental de decidir sobre sua vida e seu corpo a 185 mulheres, sem contar aquelas que, conhecendo o nosso caminha das pedras, tomaram sozinhas a iniciativa de fazer valer seus direitos; sem contar as que, uma vez se sentindo livres para decidir, optaram por manter a gestação, doravante desejada. Sem contar o número também assustador de mulheres com as quais éramos as únicas interlocutoras a compartilhar de seus segredos. Abstraindo o triste número de mulheres que chegaram a nós desesperadas e perdidas, mas que saíram dessa experiência fortalecidas, conscientes de suas capacidades e, com o perdão da palavra, empoderadas. Mulheres gays, negras, evangélicas, pós graduadas, vulneráveis, maduras, egoístas, mães solos, adolescentes, machistas, providas, X9 … Realmente vieram a nós todo tipo de mulher. E só não tivemos ainda a ocasião de acolher um homem trans, mas -- saibam -- estamos aí pra eles também!

Cnto e oitenta e cinco mulheres. Parece pouco, mas não é. Nesse nosso país de 1 milhão de abortos realizados a cada ano, e somente 1.600 de forma legal (numa proporção de 1/625), conseguimos garantir UM em cada oito pedidos de ajuda que recebemos. E em 39 desses casos, com a generosa contribuição de vocês, investimos recursos e custeamos parcial ou totalmente a operação. Firmamos convênios com as clínicas parceiras e parceiras com coletivos locais de mulheres, advogadas. Em outubro último, participamos de uma reunião no México com secretarias de estado e órgãos de migração, modificando a cultura de “rechaço” de mulheres jovens viajando sozinhas para o México.

É muita coisa. É pouco. É o que podemos, por ora.
Mas queremos muito mais. Com a chegada da vacina e o fim da pandemia, mais a legalização total do aborto na Argentina até a 14ª semana, queremos garantir o acesso a muito mais mulheres e normatizar o turismo do direito sexual e reprodutivo com nosso vizinho, até que a criminalização seja tão inofensiva quanto ela é hoje ineficaz; queremos que mais e mais mulheres conheçam seus direitos garantidos pelo Código Penal Brasileiro, pela Lei do Minuto Seguinte e pela Norma Técnica vigente e constitucional do Ministério da Saúde; queremos ampliar as leis e queremos transformá-las; e, pra isso, queremos mudar a mentalidade da sociedade brasileira que elege o legislador.
Queremos que cada mulher -- e cada homem também! -- saiba de si, decida por si e respeite a decisão da outra; que cada mulher respeite a outra mulher. E, em última instância, queremos que cada menina e cada mulher mande plantar batatas o homem -- seja ele, marido, namorado ou ficante -- que prefere sem camisinha porque é mais gostoso e diz pra elas pararem "de frescura e tomarem pílula no dia seguinte" (sic!).

Que venha logo 2021, porque queremos muita coisa.
Tamos juntas e assim fiquemos!

Resultados MILHAS 2020 - https://vimeo.com/462787250


Espírito natalino engajado e feminista

Em 02/12/2020 18:47

Que tal fazer de suas arvores de natal um lugar de transformação social e respeito pela vida das mulheres?     

Venham conhecer ARTE, Substantivo Feminino, a nova ação do MILHAS, pra ajudar mulheres a acessarem um aborto seguro e legal, ao mesmo tempo em que vocês presenteiam seus queridxs com amor e arte.   

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