Financiamento Coletivo do Absorvidas |

Financiamento Coletivo do Absorvidas

O Absorvidas luta pelo fim da pobreza menstrual dentro das prisões do RJ. Vamos doar bioabsorventes e material sobre educação menstrual em nosso piloto.

Projeto por: Luiza da Rocha Guedes
R$ 31.326,00
arrecadado
meta R$ 30.000,00

657 benfeitores
apoiaram essa campanha

Conseguimos \o/

Obrigado a todos os Benfeitores por mais um projeto bem sucedido. Agora, acompanhe as novidades e comentários do projeto.

POR

Luiza da Rocha Guedes

Luiza da Rocha Guedes
R$ 20
Querido doador...
284 benfeitores apoiando
Você é incrível! Queremos afirmar isso te mandando uma cartinha de agradecimento online para saber o quanto a sua doação importa para a gente <3
R$ 50
Oi virtual
95 benfeitores apoiando
O agradecimento em carta anterior + Um vídeozinho especial feito pela equipe do Absorvidas te agradecendo e contando um pouco mais sobre o projeto!
R$ 100
A gente na sua casa
57 benfeitores apoiando
Você vai receber um pôster digital lindoooo para imprimir e guardar o nosso projeto bem do ladinho do seu coração <3
R$ 250
Relaxe, relaxe
7 benfeitores apoiando
O pôster anterior + Essa quarentena ta acabando com a gente, mas trouxemos a solução: uma sessão de yoga online com a Carla Giglio (instrutora e especialista em ginecologia natural)!

19 disponíveis.
R$ 500
Volta ao mundo em 2h
1 benfeitor apoiando
Tudo o que veio antes + Um painel especial com ativistas menstruais de vários lugares do mundo feito em inglês com tradução simultânea para você ter um panorama do assunto!

14 disponíveis.
R$ 600
E vamos de ativismo menstrual
Seja o primeiro a apoiar!
Tudo que veio antes (você é um anjo, viu?) + Tá querendo entender tudinho sobre essa causa que você tá apoiando com a doação? Então vem participar do "Aulão Revolucione Seu Ciclo - Educação Menstrual na Prática" preparado pela Herself, nossa parceira! Conheça a Herself aqui: https://herself.com.br/

10 disponíveis.
R$ 1.000
Aprendiz de feiticeira
3 benfeitores apoiando
Tudo o que veio antes (estamos chorando de felicidade com a sua linda ação!) + Você quer ser a expert em ativismo menstrual? Então o que é melhor do que ter um bate papo com Nana Queiroz, jornalista brasileira pioneira nesse assunto e escritora do livro "Presos que Menstruam", e ainda por cima com mediação da influencer Hana Khalil? Nadinha, né? Então vem com a gente!

2 disponíveis.

                              

Antes de entender nossa missão, é importante entender as raízes do problema que  lutamos para resolver, assim como a forma que se manifesta no Brasil. A pobreza menstrual vai muito além da falta de produtos menstruais. Ela estrutura-se na falta de conhecimento sobre o ciclo menstrual - um problema que, por sua vez, se fortalece pela estigmatização causada pelos tabus sociais e culturais.  

Nossa missão é acabar com a pobreza menstrual nas prisões do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, existem mais de 42 mil mulheres encarceradas no Brasil, número que representa um aumento alarmante na população carcerária feminina de 650% apenas nas últimas duas décadas, segundo pesquisas da Fundação Getulio Vargas. Soma-se a este o problema da baixa escolaridade das mulheres em privação de liberdade. Segundo  Levantamento de Informações Penitenciárias - INFOPEN, Junho/2018, 74% da população prisional feminina do Estado do Rio de Janeiro ainda não acessou o ensino médio, tendo concluído, no máximo, o ensino fundamental e apenas 12%  concluiu o ensino médio. Os dados da escolaridade levantam o questionamento acerca da falta de conhecimento do ciclo menstrual

O Estado falha ao negligenciar as especificidades de gênero e fornecer absorventes para as detentas. Em alguns casos, o produto chega a ser responsabilidade delas, o que é inviável, uma vez que elas não podem comprar e muitas são abandonadas ao ingressar no sistema. Esse cenário faz com que o absorvente vire uma valiosa moeda de troca em muitas penitenciárias. 

Para solucionar o problema, vamos fornecer produtos menstruais ecológicos para todos os presos que menstruam. Além disso, em parceria com a Herself, vamos ofertar material, que será ministrado por especialistas em educação menstrual a fim de levar também a dignidade menstrual. 

                              

Uma vez que precisamos mostrar a viabilidade do projeto, o piloto acontecerá baseando-se na doação de bioabsorventes.  O ABSORVIDAS, junto à Herself, organizará remotamente palestras e workshops que abordam educação menstrual, com o auxílio de profissionais especializados no tema.

Nosso plano a longo prazo é trabalhar em parceria com a Fundação Santa Cabrini, vinculada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), que atua como braço social do cumprimento da pena no Estado do Rio de Janeiro para que as detentas possam produzir os bioabsorventes dentro da penitenciária.   

Muito mais do que garantir o direito a acesso à higiene menstrual, nosso projeto visa fornecer uma oportunidade para as detentas adquirem habilidades em costura e confecção. Como a indústria de produtos menstruais ecológicos no Brasil é relativamente nova, a capacitação das mulheres em cárcere representará a possibilidade de uma fonte de renda, o que trará consequentemente autonomia financeira após o cumprimento de suas penas. Desta forma, nosso objetivo é não só proteger as detentas da violência da negligência do Estado, mas também dos desafios da ressocialização de ex detentas em uma sociedade dominada pelo machismo estrutural.

                              

2.000 bioabsorventes → R$ 22.000 (R$ 11 / unidade)

Logística de entrega de materiais → Custo absorvido pela Herself

Impressão de materiais → R$1.400

Saquinhos para armazenar os absorventes →R$3000

Logística de entrega dos saquinhos → R$600

Taxa da Benfeitoria → 10% da meta

Total: R$ 30.000

 

                              

                              

Before understanding our mission, it is important to understand the roots of the problem that we struggle to solve and the way it manifests itself in Brazil. Menstrual poverty goes far beyond the lack of menstrual products. It is structured by the lack of knowledge about the menstrual cycle—a problem strengthened by the stigmatization that arises from social and cultural taboos. Our mission is to end menstrual poverty in prisons in the state of Rio de Janeiro. Currently, there are more than 42,000 women incarcerated in Brazil, a number that illustrates the alarming increase of 650% in the female prison population in the last two decades alone, according the Getulio Vargas Foundation. Furthermore, there is the problem of poor education for women in deprivation of liberty. According to the Survey of Penitentiary Information - INFOPEN, June / 2018, only 12% of the incarcerated women  in the State of Rio de Janeiro have completed high school and 74% haven’t have any access to high school, having completed, at most, elementary school. Schooling data raises questions about the lack of knowledge of the menstrual cycle. The Brazilian government fails to neglect gender specificities and provide pads for inmates. In some cases, the product becomes their responsibility, which is impracticable, since they can’t buy it and many of them are abandoned when they enter prison. This scenario makes menstrual products become a valuable bargaining chip in many prisons. Therefore, to solve the problem, we aim to provide sufficient ecological menstrual products to all inmates who menstruate. Besides, in partnership with Herself, we will offer educational materials, which will be used by specialists in menstrual education to bring information to inmates about their periods, allowing us to take menstrual dignity a step further.

                              

Since we need first to show the feasibility of the project, the pilot will be based on the donation of the ecological pads. ABSORVIDAS, together with Herself, will remotely organize lectures and workshops that will address menstrual education, with the help of professionals specialized in the subject. Our long-term plan is to work in partnership with the Santa Cabrini Foundation, linked to the State Secretariat for Penitentiary Administration (SEAP), which acts as a social branch of the prisional system in the State of Rio de Janeiro so that inmates can produce ecological pads inside the penitentiary. Thus, much more than guaranteeing the right to access menstrual hygiene, our project aims to provide an opportunity for inmates to acquire sewing skills. As the industry of ecological menstrual products in Brazil is relatively new, the training of women in prison will represent a possibility of a future source of income for them, which will consequently bring financial autonomy after their sentences. Hence, our objective is not only to protect inmates from the violence of being neglected by the State, but also from the challenges of resocializing in a society dominated by structural sexism.

                              

2,000 ecological pads → R $ 22,000 (R$ 11 / unit) 

Materials delivery logistics → Cost will be covered by Herself 

Material printing → R$ 1,400 

Bag to pad's storage → R$ 3,000

Bags delivery logistics → R$ 600

Crowdfunding Platform Fee → 10% of total goal

 Total: R $ 30,000

 

Luiza da Rocha Guedes ainda não publicou nenhuma notícia.

                              

Antes de entender nossa missão, é importante entender as raízes do problema que  lutamos para resolver, assim como a forma que se manifesta no Brasil. A pobreza menstrual vai muito além da falta de produtos menstruais. Ela estrutura-se na falta de conhecimento sobre o ciclo menstrual - um problema que, por sua vez, se fortalece pela estigmatização causada pelos tabus sociais e culturais.  

Nossa missão é acabar com a pobreza menstrual nas prisões do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, existem mais de 42 mil mulheres encarceradas no Brasil, número que representa um aumento alarmante na população carcerária feminina de 650% apenas nas últimas duas décadas, segundo pesquisas da Fundação Getulio Vargas. Soma-se a este o problema da baixa escolaridade das mulheres em privação de liberdade. Segundo  Levantamento de Informações Penitenciárias - INFOPEN, Junho/2018, 74% da população prisional feminina do Estado do Rio de Janeiro ainda não acessou o ensino médio, tendo concluído, no máximo, o ensino fundamental e apenas 12%  concluiu o ensino médio. Os dados da escolaridade levantam o questionamento acerca da falta de conhecimento do ciclo menstrual

O Estado falha ao negligenciar as especificidades de gênero e fornecer absorventes para as detentas. Em alguns casos, o produto chega a ser responsabilidade delas, o que é inviável, uma vez que elas não podem comprar e muitas são abandonadas ao ingressar no sistema. Esse cenário faz com que o absorvente vire uma valiosa moeda de troca em muitas penitenciárias. 

Para solucionar o problema, vamos fornecer produtos menstruais ecológicos para todos os presos que menstruam. Além disso, em parceria com a Herself, vamos ofertar material, que será ministrado por especialistas em educação menstrual a fim de levar também a dignidade menstrual. 

                              

Uma vez que precisamos mostrar a viabilidade do projeto, o piloto acontecerá baseando-se na doação de bioabsorventes.  O ABSORVIDAS, junto à Herself, organizará remotamente palestras e workshops que abordam educação menstrual, com o auxílio de profissionais especializados no tema.

Nosso plano a longo prazo é trabalhar em parceria com a Fundação Santa Cabrini, vinculada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), que atua como braço social do cumprimento da pena no Estado do Rio de Janeiro para que as detentas possam produzir os bioabsorventes dentro da penitenciária.   

Muito mais do que garantir o direito a acesso à higiene menstrual, nosso projeto visa fornecer uma oportunidade para as detentas adquirem habilidades em costura e confecção. Como a indústria de produtos menstruais ecológicos no Brasil é relativamente nova, a capacitação das mulheres em cárcere representará a possibilidade de uma fonte de renda, o que trará consequentemente autonomia financeira após o cumprimento de suas penas. Desta forma, nosso objetivo é não só proteger as detentas da violência da negligência do Estado, mas também dos desafios da ressocialização de ex detentas em uma sociedade dominada pelo machismo estrutural.

                              

2.000 bioabsorventes → R$ 22.000 (R$ 11 / unidade)

Logística de entrega de materiais → Custo absorvido pela Herself

Impressão de materiais → R$1.400

Saquinhos para armazenar os absorventes →R$3000

Logística de entrega dos saquinhos → R$600

Taxa da Benfeitoria → 10% da meta

Total: R$ 30.000

 

                              

                              

Before understanding our mission, it is important to understand the roots of the problem that we struggle to solve and the way it manifests itself in Brazil. Menstrual poverty goes far beyond the lack of menstrual products. It is structured by the lack of knowledge about the menstrual cycle—a problem strengthened by the stigmatization that arises from social and cultural taboos. Our mission is to end menstrual poverty in prisons in the state of Rio de Janeiro. Currently, there are more than 42,000 women incarcerated in Brazil, a number that illustrates the alarming increase of 650% in the female prison population in the last two decades alone, according the Getulio Vargas Foundation. Furthermore, there is the problem of poor education for women in deprivation of liberty. According to the Survey of Penitentiary Information - INFOPEN, June / 2018, only 12% of the incarcerated women  in the State of Rio de Janeiro have completed high school and 74% haven’t have any access to high school, having completed, at most, elementary school. Schooling data raises questions about the lack of knowledge of the menstrual cycle. The Brazilian government fails to neglect gender specificities and provide pads for inmates. In some cases, the product becomes their responsibility, which is impracticable, since they can’t buy it and many of them are abandoned when they enter prison. This scenario makes menstrual products become a valuable bargaining chip in many prisons. Therefore, to solve the problem, we aim to provide sufficient ecological menstrual products to all inmates who menstruate. Besides, in partnership with Herself, we will offer educational materials, which will be used by specialists in menstrual education to bring information to inmates about their periods, allowing us to take menstrual dignity a step further.

                              

Since we need first to show the feasibility of the project, the pilot will be based on the donation of the ecological pads. ABSORVIDAS, together with Herself, will remotely organize lectures and workshops that will address menstrual education, with the help of professionals specialized in the subject. Our long-term plan is to work in partnership with the Santa Cabrini Foundation, linked to the State Secretariat for Penitentiary Administration (SEAP), which acts as a social branch of the prisional system in the State of Rio de Janeiro so that inmates can produce ecological pads inside the penitentiary. Thus, much more than guaranteeing the right to access menstrual hygiene, our project aims to provide an opportunity for inmates to acquire sewing skills. As the industry of ecological menstrual products in Brazil is relatively new, the training of women in prison will represent a possibility of a future source of income for them, which will consequently bring financial autonomy after their sentences. Hence, our objective is not only to protect inmates from the violence of being neglected by the State, but also from the challenges of resocializing in a society dominated by structural sexism.

                              

2,000 ecological pads → R $ 22,000 (R$ 11 / unit) 

Materials delivery logistics → Cost will be covered by Herself 

Material printing → R$ 1,400 

Bag to pad's storage → R$ 3,000

Bags delivery logistics → R$ 600

Crowdfunding Platform Fee → 10% of total goal

 Total: R $ 30,000

 

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