Conheça a campanha
SOBRE O ACERVO
O Acervo de Cinema e Audiovisual Wilson Baltazar, localizado na periferia de Fortaleza, é um espaço de educação artística voltado para leitura, produção textual e reflexão artística a partir da literatura sobre audiovisual e cinema.
O acervo nasceu com a doação da biblioteca e escritos críticos de Wilson Baltazar critico e comentarista de cinema de Fortaleza que faleceu de Covid-19, em 2020. A doação do Acervo com mais de mil livros sobre cinema, adquiridos pelo crítico foram doados para o Estúdios EO, atualmente esta localizado na Parangaba em Fortaleza.
CATÁLOGOS, LIVROS E MATERIAIS

Faz parte do acervo, escritos, comentários, criticas artísticas e pequenas escritos feitos entre os anos 1950 e 1990 sobre a cena cultural cinematográfica de Fortaleza. Os escritos diários do crítico de cinema Fortalezense registram o movimento cultural da época, sendo um potente dispositivo de memória.
No intuito de favorecimento à memória literária sobre cinema e no fomento a produção escrita artística, a educação cultural, da reflexão critica sobre as imagens em movimento, assim como instrumento de critica sobre o cenário local o Acervo de Cinema e Audiovisual Wilson Baltazar busca estruturar o espaço físico para catalogação, organização e socialização do acervo.
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O projeto visa estruturar o Acervo de cinema e Audiovisual Wilson Baltazar através de estrutura móvel projetada para o acervo. O acervo visa a constituição de um ciclo fixo de educação artística com famílias atendidas pelo projeto.
As famílias são cadastradas na plataforma do acervo, onde elas indicam os participantes para os ciclos de leitura e produção literária sobre cinema. Cada família indica pessoas (filhos, pais, mães) para participarem dos projetos familiares do acervo que envolvem 1) interpretação de textos a partir de textos de cinema; 2) produção literária critica sobre cinema e 3) sessões de cine-clube. 
Deste modo o projeto oferta 3 eixos que perpassam o atendimento familiar em setores de educação básica, fruição e produção artística-cultural.
SOBRE O ORÇAMENTO
Com o valor arrecadado iremos distribuir entre produção dos móveis projetados, alimentação-ajuda de custo de produção e estrutura institucional (recompensas e taxa).
SOBRE WILSON BALTAZAR

Nascido em 10 de setembro de 1935, viu o primeiro filme ainda criança, em 1942. No extinto Cine Majestic, assistiu à sessão de “Às Portas do Inferno”, dirigido por Robert Z. Leonard, e desde então não parou de dedicar-se ao cinema, tendo visto mais de 50 mil filmes ao longo da vida. Na história da cinefilia de Fortaleza, Seu Wilson, como ficou conhecido em reverência pela trajetória, participou de muitos movimentos importantes. Ele foi membro do Clube de Cinema de Fortaleza, fundado em 1948 por Darcy Costa e do qual participavam os críticos L. G. de Miranda Leão, Tavares da Silva, Enondino Bessa, J. G. Andrade, Inácio Almeida, Frota Neto, Cláudio de Sidou e Costa, Clinete Sampaio e Feijó Benevides. Também compôs o projeto Cinema de Arte.
Nos anos 1980, passou a ser membro da comissão julgadora do Troféu Samburá, entregue pela Fundação Demócrito Rocha no Cine Ceará, prêmio criado pelo jornalista Frederico Fontenele em parceria com Nirton Venâncio e Wilson. “Coordenei o Samburá de 1985 a 2008 e, logo depois de mim, foi ele quem participou de todos os júris”, lembra Frederico, que trabalhou no O POVO de 1975 a 2015.