Ajuda para o tratamento de Chico |

Ajuda para o tratamento de Chico

Essa campanha tem o objetivo arrecadar recursos para arcar com as despesas clínicas inesperadas e necessárias para Chico, meu gatinho.

Project by: Anna Andrade
R$ 2.155,00
pledged
goal R$ 4.700,00

43 backers
backed this campaign

We did it \o/

Thanks to all backers for another successful project. Now, follow the news and comments on the project

BY

Anna Andrade

Anna Andrade

Olá a todas e todos.!

Tudo bem com vocês?

Me chamo Anna Andrade, e criei essa campanha com o objetivo de arrecadar recursos para me ajudar a arcar com as despesas inesperadas que surgiram nos últimos dias, em decorrência do estado de saúde de Chico, meu gatinho.

Quem me conhece sabe o quanto amo e me dedico aos cuidados com os animais. Sou mãe de 3 gatinhos: Nana (8 anos), que é mãe de Chico (7 anos), e Patma (5 anos).

Chico é esse gatito lindo da fotinha aí embaixo. São sete anos desse gigante manhoso, falador, carinhoso, e que sempre foi extremamente saudável, até nos pegar de surpresa na última sexta (14).

 

 

Na sexta pela manhã Chico apresentou alguns sintomas de gripe e o levei numa clínica perto de casa. Foi examinado e voltamos pra casa com alguns remédios pra ele tomar, que começaram a ser ministrados imediatamente. Durante o dia fui acompanhando e não fiquei tão preocupada porque ele se alimentou e bebeu água normalmente (quem tem gatos sabe que quando eles estão doentes, recusam logo água e alimentos). À noite Chico estava mole, fazendo um barulho estranho ao respirar, e decidi levá-lo numa emergência.

A veterinária de plantão o examinou e passou outro remédio para ser administrado com os que já haviam sido receitados, além de uma medicação para ele nebulizar, que trouxemos pra fazer em casa, já que tenho nebulizador.

No sábado (15) passei o dia dando os remédios e acompanhando o quadro dele. No decorrer do dia Chico não quis mais beber água e nem comer, e a respiração estava ainda mais comprometida. Fomos novamente para a emergência, onde numa avaliação rápida, a veterinária sugeriu que ele ficasse internado para fazer alguns exames, além de um raio x de tórax.

No domingo (16) pela manhã, uma ligação da clínica e a notícia do diagnóstico: Chico tem broncopneumonia e um problema respiratório grave. Como ele é positivo para FIV, o diagnóstico é ainda mais delicado por causa da queda na imunidade, alterações em algumas taxas e possibilidades de infecções. Foi possível ter dimensão do quadro respiratório dele quando vimos o raio x, que mostrou o pulmãozinho com muita secreção.

--

A AIDS Felina é uma infecção causada pelo víris da imunodeficiência felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency vírus). Trata-se de um retrovírus complexo que, quando manifestada no gato, é similar aquela observada em humanos com Aids, sobretudo no que diz respeito ao aumento da susceptibilidade a infecções oportunistas. A AIDS Felina não tem cura. Ela só é transmitida entre gatos, ou seja, é uma enfermidade que não acomete outras espécies, incluindo o homem.

Assim como os humanos, os gatos podem desenvolver pneumonia por conta de uma gripe não tratada corretamente ou por imunidade baixa. A infecção nos pulmões dos felinos pode levar a óbito em poucos dias. A pneumonia bacteriana felina geralmente é uma consequência de infecções causadas por vírus, como os da rinotraqueíte, calicivirose ou imunodeficiência. O animal com pneumonia apresenta cansaço, tosse, perda de peso, secreção nasal e respiração ofegante. Os sintomas podem ser muito parecidos com os da rinotraqueíte, mas em geral são mais intensos e perigosos.

--

Como já disse, Chico sempre foi muito saudável. É um gato que AMA beber água, só come ração, e está com as vacinas e os exames em dia, e ainda assim, essa bomba. Desabei com a notícia, e tem sido difícil cair a ficha sobre a gravidade da saúde dele.

A boa notícia naquele momento foi que alguns exames importantes não tiveram grandes alterações: hemograma, ureia, creatinina, albumina, fosfatase alcalina.

Começamos então o tratamento mais duro: Chico continuou internado e além da troca dos antibióticos, precisou entrar no oxigênio. Outra preocupação surgia: ele não queria comer por nada. Mesmo hidratado pela veia, Chico só estava comendo a comida pastosa quando o pessoal da internação davam "apulso" (o que não é o ideal).

--

Se um gatinho fica por mais de 48 horas sem comer, pode desencadear a degeneração gordurosa do fígado, um processo denominado lipidose hepática, que pode levar a morte do animal.

--

O domingo se tornou o dia mais importante da primeira etapa dessa batalha: Chico teria que responder ao oxigênio e aos medicamentos durante a internação.

Na segunda (17), o pessoal da clínica me ligou para dar as boas notícias de uma melhora no quadro: o oxigênio estava fazendo efeito, a secreção do pulmão tinha começado a diminuir, e continuaríamos acompanhando o quadro geral. O mais importante ali era que ele começasse a se alimentar normalmente.

Na segunda a noite durante a visita, Chico estava mais animadinho, mesmo que ainda respirando com a boca aberta (foto abaixo). Na foto, ele sendo ele: se arreganhando para receber carinho com esse jeitinho safado (e todo mundo na clínica apaixonado por essa safadeza, ainda que doente). ^^

 

Terça (18) tinha tudo pra ser um dia de ótimas notícias e possibilidade de alta, mas fomos pegos de surpresa novamente. A médica de plantão havia sedado Chico para um exame mais cuidadoso, e percebeu que ele tem uma infecção muito grave na gengiva, principalmente num dos dentes canines, provavelmente causada por todo esse combo: FIV que diminui a imunidade + a broncopneumonia. Outra preocupação: Chico ainda não se alimenta sozinho.

Desabei novamente, e a médica disse que nosso único plano seria: refazer o hemograma e os dois procedimentos cirurgicos. Não operar agravaria ainda mais o quadro de Chico e o levaria a óbito. Operar seria a chance de salvá-lo, mesmo com todos os riscos das taxas e da própria infecção. Os procedimentos seriam Profilaxia oral com exodontia e Faringostomia.

Quarta (19) Chico refez o hemograma, que mostrou alteração em uma das taxas, mas os médicos avaliaram que provavelmente seria em decorrência da infecção, e ele foi para a cirurgia, que correu bem com a retirada do canine e a introdução da sonda nasogástrica para que ele pudesse enfim receber alimentação.

Fui visitá-lo à noite e mesmo feliz em ter dado tudo certo nesse primeiro momento com a cirurgia, foi de cortar o coração vê-lo tão debilitado.

Na quinta (20) Chico começou a se alimentar através da sonda, porém o quadro dele ainda segue grave e delicado. A infecção da gengiva está bastante séria e requer acompanhamento. A temperatura dele está oscilando bastante, e estão monitorando e mantendo-o aquecido.  Uma nova preocupação: No exame físico a médica percebeu uma sensibilidade abdominal, que pode ser devido a todo o desgaste desses dias (vamos torcer por isso), ou pode ser algo que ele tenha no abdome. Foi feita a troca da analgesia, e caso a dor persista será necessário uma ultrassonografia abdominal.

Fotinha da visita feita no dia 20 à noite. Chico, ainda bastante abatido, com a faixa no pescoço por causa da sonda nasogástrica, deitado num paninho com o cheirinho de casa. ^^

Na sexta (21) Chico continuou internado, sendo observado. Ele refez alguns exames para ver uma possível melhora nas taxas e estamos aguardando os resultados. A febre baixou e ele se alimentou normalmente pela sonda. A infecção ainda era grave, e na visita da sexta a médica conversou comigo para fazermos uma alta supervisionada, de apenas algumas horas, pois além de tudo o que já aconteceu até ali, existia um fator importante de preocupação: o stress. Chico esteve internado numa UTI com vários outros bichihos, e o ambiente, mesmo que repleto de atenção e amor de toda a equipe médica, não era o ideal para um gato ficar tanto tempo, porque os gatos começam a ficar estressados, e a condição de stress influencia na evolução do quadro.

O resultado dos exames ainda era preocupante pois a taxa de leucócitos estava muito alta, mas ainda assim, topamos a alta supervisionada, onde Chico poderia passar a noite em casa, com as indicações dos horários para os medicamentos. Chico veio pra casa, nos mudamos eu, Patma e Nana para a sala pra dormir todes juntos. Na foto abaixo, Patma, irmã e melhor amiga, deitadinha do lado dele.

No sábado (22) pela manhã, Chico andou um pouco dentro de casa, se alimentou e bebeu água pela sonda, mas continuou muito delibilitado e apresentando sinais de cansaço na respiração, então, seguindo as orientações médicas, me organizei para levá-lo de volta à clínica.

Chegando na porta da clínica, Chico começou a se sentir mal e foi direto para a emergência, onde sofreu uma parada cardíaca. Enquanto tentavam reanimá-lo, o médico veio conversar comigo, e pedi pra deixar ele partir, pois era muito sofrimento pra um bichinho tão pequeno.

Chico se encantou, virou uma estrelinha, e nós temos certeza de que durante os deus 7 anos de vida ele foi um gato muito feliz e amado. Chico sempre gostou de outros bichos, das plantilhas, de música, de dormir e roncar, e aqui em casa comigo, Nana e Patma ele certamente viveu tudo isso com muita alegria e amor. Ontem foi um dia muito triste de despedida, mas também de muita força e amor envolvidos, por tantas energias e tantas mensagens que chegaram pra gente.

 

--

Se você leu até aqui, muito obrigada.!

Sei que o texto ficou enorme, mas precisava contar em detalhes o que houve com Chico.

O que nos preocuopa agora são as despesas clínicas, que me pegaram de surpresa e precisam ser pagas, e por isso criei essa campanha: preciso da ajuda de vocês.!

Sou realizadora audiovisual e produtora cultural. Diante da pandemia, todos os projetos que trabalho estão parados, e não estou recebendo remuneração alguma, salvo o auxílio emergencial da Caixa. Fico constrangida com a exposição de minha vida e de Chico no meio desse furacão de dificuldades que todes nós estamos passando, mas acredito muito na força das energias coletivas, e por isso vos escrevo. Tenho tentado internamente pensar outras possilidades de ajuda com minha família, e irei sempre atualizando aqui no texto tudo sobre os valores.

Os gastos finais de todas as despesas de Chico totalizaram R$ 5.819,00.
Como a campanha foi criada ainda durante a internação, a meta por aqui era menor, e ainda é preciso calcular a taxa da benfeitoria.

* No dia 02.09 consegui pagar R$ 1.850,00 desse total com contribuições feitas direto em minha conta e verbas que consegui levantar.
* O valor em aberto hoje (08.09) é R$ 3.969,00.

* As pessoas que tiverem interesse em ver as notinhas com os valores discriminados, basta fazer contato comigo.

--

Qualquer ajuda é bem vinda, de verdade.!

 

Caso você queira colaborar por fora da benfeitoria, basta entrar em contato comigo através do email ou telefone:
(81) 99843.2910 | anna.andrade@gmail.com

--

Se você não tem condições de colaborar, por favor, compartilhe entre os seus contatos, que estará nos ajudando da mesma forma.

Peço mais uma vez desculpas por abrir essa ferida nesse momento difícil pra tanta gente, mas estamos mesmo precisando de ajuda, e essa é a maneira mais honesta e transparente de pedir a vocês.

Eu, Chico, Nana e Patma agradecemos de coração!

 

Anna Andrade No posted news yet.

Olá a todas e todos.!

Tudo bem com vocês?

Me chamo Anna Andrade, e criei essa campanha com o objetivo de arrecadar recursos para me ajudar a arcar com as despesas inesperadas que surgiram nos últimos dias, em decorrência do estado de saúde de Chico, meu gatinho.

Quem me conhece sabe o quanto amo e me dedico aos cuidados com os animais. Sou mãe de 3 gatinhos: Nana (8 anos), que é mãe de Chico (7 anos), e Patma (5 anos).

Chico é esse gatito lindo da fotinha aí embaixo. São sete anos desse gigante manhoso, falador, carinhoso, e que sempre foi extremamente saudável, até nos pegar de surpresa na última sexta (14).

 

 

Na sexta pela manhã Chico apresentou alguns sintomas de gripe e o levei numa clínica perto de casa. Foi examinado e voltamos pra casa com alguns remédios pra ele tomar, que começaram a ser ministrados imediatamente. Durante o dia fui acompanhando e não fiquei tão preocupada porque ele se alimentou e bebeu água normalmente (quem tem gatos sabe que quando eles estão doentes, recusam logo água e alimentos). À noite Chico estava mole, fazendo um barulho estranho ao respirar, e decidi levá-lo numa emergência.

A veterinária de plantão o examinou e passou outro remédio para ser administrado com os que já haviam sido receitados, além de uma medicação para ele nebulizar, que trouxemos pra fazer em casa, já que tenho nebulizador.

No sábado (15) passei o dia dando os remédios e acompanhando o quadro dele. No decorrer do dia Chico não quis mais beber água e nem comer, e a respiração estava ainda mais comprometida. Fomos novamente para a emergência, onde numa avaliação rápida, a veterinária sugeriu que ele ficasse internado para fazer alguns exames, além de um raio x de tórax.

No domingo (16) pela manhã, uma ligação da clínica e a notícia do diagnóstico: Chico tem broncopneumonia e um problema respiratório grave. Como ele é positivo para FIV, o diagnóstico é ainda mais delicado por causa da queda na imunidade, alterações em algumas taxas e possibilidades de infecções. Foi possível ter dimensão do quadro respiratório dele quando vimos o raio x, que mostrou o pulmãozinho com muita secreção.

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A AIDS Felina é uma infecção causada pelo víris da imunodeficiência felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency vírus). Trata-se de um retrovírus complexo que, quando manifestada no gato, é similar aquela observada em humanos com Aids, sobretudo no que diz respeito ao aumento da susceptibilidade a infecções oportunistas. A AIDS Felina não tem cura. Ela só é transmitida entre gatos, ou seja, é uma enfermidade que não acomete outras espécies, incluindo o homem.

Assim como os humanos, os gatos podem desenvolver pneumonia por conta de uma gripe não tratada corretamente ou por imunidade baixa. A infecção nos pulmões dos felinos pode levar a óbito em poucos dias. A pneumonia bacteriana felina geralmente é uma consequência de infecções causadas por vírus, como os da rinotraqueíte, calicivirose ou imunodeficiência. O animal com pneumonia apresenta cansaço, tosse, perda de peso, secreção nasal e respiração ofegante. Os sintomas podem ser muito parecidos com os da rinotraqueíte, mas em geral são mais intensos e perigosos.

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Como já disse, Chico sempre foi muito saudável. É um gato que AMA beber água, só come ração, e está com as vacinas e os exames em dia, e ainda assim, essa bomba. Desabei com a notícia, e tem sido difícil cair a ficha sobre a gravidade da saúde dele.

A boa notícia naquele momento foi que alguns exames importantes não tiveram grandes alterações: hemograma, ureia, creatinina, albumina, fosfatase alcalina.

Começamos então o tratamento mais duro: Chico continuou internado e além da troca dos antibióticos, precisou entrar no oxigênio. Outra preocupação surgia: ele não queria comer por nada. Mesmo hidratado pela veia, Chico só estava comendo a comida pastosa quando o pessoal da internação davam "apulso" (o que não é o ideal).

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Se um gatinho fica por mais de 48 horas sem comer, pode desencadear a degeneração gordurosa do fígado, um processo denominado lipidose hepática, que pode levar a morte do animal.

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O domingo se tornou o dia mais importante da primeira etapa dessa batalha: Chico teria que responder ao oxigênio e aos medicamentos durante a internação.

Na segunda (17), o pessoal da clínica me ligou para dar as boas notícias de uma melhora no quadro: o oxigênio estava fazendo efeito, a secreção do pulmão tinha começado a diminuir, e continuaríamos acompanhando o quadro geral. O mais importante ali era que ele começasse a se alimentar normalmente.

Na segunda a noite durante a visita, Chico estava mais animadinho, mesmo que ainda respirando com a boca aberta (foto abaixo). Na foto, ele sendo ele: se arreganhando para receber carinho com esse jeitinho safado (e todo mundo na clínica apaixonado por essa safadeza, ainda que doente). ^^

 

Terça (18) tinha tudo pra ser um dia de ótimas notícias e possibilidade de alta, mas fomos pegos de surpresa novamente. A médica de plantão havia sedado Chico para um exame mais cuidadoso, e percebeu que ele tem uma infecção muito grave na gengiva, principalmente num dos dentes canines, provavelmente causada por todo esse combo: FIV que diminui a imunidade + a broncopneumonia. Outra preocupação: Chico ainda não se alimenta sozinho.

Desabei novamente, e a médica disse que nosso único plano seria: refazer o hemograma e os dois procedimentos cirurgicos. Não operar agravaria ainda mais o quadro de Chico e o levaria a óbito. Operar seria a chance de salvá-lo, mesmo com todos os riscos das taxas e da própria infecção. Os procedimentos seriam Profilaxia oral com exodontia e Faringostomia.

Quarta (19) Chico refez o hemograma, que mostrou alteração em uma das taxas, mas os médicos avaliaram que provavelmente seria em decorrência da infecção, e ele foi para a cirurgia, que correu bem com a retirada do canine e a introdução da sonda nasogástrica para que ele pudesse enfim receber alimentação.

Fui visitá-lo à noite e mesmo feliz em ter dado tudo certo nesse primeiro momento com a cirurgia, foi de cortar o coração vê-lo tão debilitado.

Na quinta (20) Chico começou a se alimentar através da sonda, porém o quadro dele ainda segue grave e delicado. A infecção da gengiva está bastante séria e requer acompanhamento. A temperatura dele está oscilando bastante, e estão monitorando e mantendo-o aquecido.  Uma nova preocupação: No exame físico a médica percebeu uma sensibilidade abdominal, que pode ser devido a todo o desgaste desses dias (vamos torcer por isso), ou pode ser algo que ele tenha no abdome. Foi feita a troca da analgesia, e caso a dor persista será necessário uma ultrassonografia abdominal.

Fotinha da visita feita no dia 20 à noite. Chico, ainda bastante abatido, com a faixa no pescoço por causa da sonda nasogástrica, deitado num paninho com o cheirinho de casa. ^^

Na sexta (21) Chico continuou internado, sendo observado. Ele refez alguns exames para ver uma possível melhora nas taxas e estamos aguardando os resultados. A febre baixou e ele se alimentou normalmente pela sonda. A infecção ainda era grave, e na visita da sexta a médica conversou comigo para fazermos uma alta supervisionada, de apenas algumas horas, pois além de tudo o que já aconteceu até ali, existia um fator importante de preocupação: o stress. Chico esteve internado numa UTI com vários outros bichihos, e o ambiente, mesmo que repleto de atenção e amor de toda a equipe médica, não era o ideal para um gato ficar tanto tempo, porque os gatos começam a ficar estressados, e a condição de stress influencia na evolução do quadro.

O resultado dos exames ainda era preocupante pois a taxa de leucócitos estava muito alta, mas ainda assim, topamos a alta supervisionada, onde Chico poderia passar a noite em casa, com as indicações dos horários para os medicamentos. Chico veio pra casa, nos mudamos eu, Patma e Nana para a sala pra dormir todes juntos. Na foto abaixo, Patma, irmã e melhor amiga, deitadinha do lado dele.

No sábado (22) pela manhã, Chico andou um pouco dentro de casa, se alimentou e bebeu água pela sonda, mas continuou muito delibilitado e apresentando sinais de cansaço na respiração, então, seguindo as orientações médicas, me organizei para levá-lo de volta à clínica.

Chegando na porta da clínica, Chico começou a se sentir mal e foi direto para a emergência, onde sofreu uma parada cardíaca. Enquanto tentavam reanimá-lo, o médico veio conversar comigo, e pedi pra deixar ele partir, pois era muito sofrimento pra um bichinho tão pequeno.

Chico se encantou, virou uma estrelinha, e nós temos certeza de que durante os deus 7 anos de vida ele foi um gato muito feliz e amado. Chico sempre gostou de outros bichos, das plantilhas, de música, de dormir e roncar, e aqui em casa comigo, Nana e Patma ele certamente viveu tudo isso com muita alegria e amor. Ontem foi um dia muito triste de despedida, mas também de muita força e amor envolvidos, por tantas energias e tantas mensagens que chegaram pra gente.

 

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Se você leu até aqui, muito obrigada.!

Sei que o texto ficou enorme, mas precisava contar em detalhes o que houve com Chico.

O que nos preocuopa agora são as despesas clínicas, que me pegaram de surpresa e precisam ser pagas, e por isso criei essa campanha: preciso da ajuda de vocês.!

Sou realizadora audiovisual e produtora cultural. Diante da pandemia, todos os projetos que trabalho estão parados, e não estou recebendo remuneração alguma, salvo o auxílio emergencial da Caixa. Fico constrangida com a exposição de minha vida e de Chico no meio desse furacão de dificuldades que todes nós estamos passando, mas acredito muito na força das energias coletivas, e por isso vos escrevo. Tenho tentado internamente pensar outras possilidades de ajuda com minha família, e irei sempre atualizando aqui no texto tudo sobre os valores.

Os gastos finais de todas as despesas de Chico totalizaram R$ 5.819,00.
Como a campanha foi criada ainda durante a internação, a meta por aqui era menor, e ainda é preciso calcular a taxa da benfeitoria.

* No dia 02.09 consegui pagar R$ 1.850,00 desse total com contribuições feitas direto em minha conta e verbas que consegui levantar.
* O valor em aberto hoje (08.09) é R$ 3.969,00.

* As pessoas que tiverem interesse em ver as notinhas com os valores discriminados, basta fazer contato comigo.

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Qualquer ajuda é bem vinda, de verdade.!

 

Caso você queira colaborar por fora da benfeitoria, basta entrar em contato comigo através do email ou telefone:
(81) 99843.2910 | anna.andrade@gmail.com

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Se você não tem condições de colaborar, por favor, compartilhe entre os seus contatos, que estará nos ajudando da mesma forma.

Peço mais uma vez desculpas por abrir essa ferida nesse momento difícil pra tanta gente, mas estamos mesmo precisando de ajuda, e essa é a maneira mais honesta e transparente de pedir a vocês.

Eu, Chico, Nana e Patma agradecemos de coração!

 

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