Combater o COVID-19 e a FOME na Amazônia |

Combater o COVID-19 e a FOME na Amazônia

Queremos ajudar famílias na Amazônia com alimentos, máscaras e informativos para enfrentar a pandemia numa das cidades mais atingidas pelo coronavírus

Projeto por: Combatendo a fome durante a pandemia
R$ 42.225,00
arrecadado
meta R$ 10.000,00

380 benfeitores
apoiaram essa campanha

Conseguimos \o/

Obrigado a todos os Benfeitores por mais um projeto bem sucedido. Agora, acompanhe as novidades e comentários do projeto.

POR

Combatendo a fome durante a pandemia

Combatendo a fome  durante a pandemia
R$ 20
Agradecimento Personalizado
30 benfeitores apoiando
Email com agradecimento por escrito e personalizado de um (a) morador (a) de Tefé.
R$ 70
Foto de vida selvagem e agradecimento
43 benfeitores apoiando
Foto de vida selvagem e agradecimento por escrito especial e personalizado de um morador de Tefé.
R$ 100
Desenho de uma criança da Amazônia
54 benfeitores apoiando
Desenho de uma criança da Amazônia e agradecimento por escrito especial e personalizado de um (a) morador (a) de Tefé.
R$ 300
Agradecimento em áudio
11 benfeitores apoiando
Foto de vida selvagem da Floresta Amazônica e um agradecimento especial em áudio.
R$ 500
Agradecimento Especial
1 benfeitor apoiando
Foto de vida selvagem, desenho de uma criança da Amazônia e agradecimento por áudio de um (a) morador (a) de Tefé.

PRECISAMOS DA SUA DOAÇÃO PARA AJUDAR FAMÍLIAS VULNERÁVEIS DA AMAZÔNIA

•    Tefé é a 5ª cidade do Brasil em casos de COVID-19 (por habitante);
•    Só existem 5 respiradores no hospital e a UTI mais perto fica a 500km, em Manaus;
•    A cidade do interior do Amazonas é o pólo para cerca de 5 mil famílias ribeirinhas e indígenas, que dependem de ir à cidade vender seus produtos, comprar o que não produzem localmente e utilizar serviços como bancos, hospitais etc;
•    Antes da pandemia, a maioria das famílias do interior do Amazonas já sofria com alimentação inadequada, que piora ainda mais agora na época da cheia quando a pesca e a agricultura são mais difíceis;
•    Devido à perda da renda e ao isolamento, a COVID-19 está causando uma pandemia de FOME;
•    Diante disso, formamos uma rede de apoio contra a fome durante a pandemia na cidade de Tefé;
•    Já mandamos mais de 1.500 máscaras reutilizáveis e quase 100 cestas básicas para famílias urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Parceiros entregando nossas doações - Maio de 2020


Com sua doação compraremos kits de cesta básica e produtos de higiene para serem distribuídos por nossos parceiros (veja abaixo).

•    com R$10 compramos 2 máscaras reutilizáveis;
•    com R$100 compramos uma cesta básica com alimentos e materiais de higiene para uma família suficientes por um mês.

Seja um doador e entre para a nossa rede de apoio de combate à FOME durante a pandemia de COVID-19 no interior da Amazônia. Agradecemos pela sua ajuda!

Para saber mais, veja os detalhes abaixo.

 


Quem somos:

Somos um grupo de voluntários da sociedade civil, biólogos, profissionais da área de pesquisa, conservação da biodiversidade e segurança alimentar de populações amazônicas que atualmente trabalham e residem na cidade de Tefé, Amazonas. 

Tabatha Benitz, Daniel Tregidgo, Daniele Barcelos, Jéssica Melo e Rodrigo Nunes trabalham no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e desenvolvem pesquisas e ações nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no médio Solimões - Amazonas.

Lucas Ramus é gerente da Tupebas Turismo, que opera o turismo de base comunitária na FLONA de Tefé.

Erika Berenguer trabalha nas universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, e trabalha com comunidades tradicionais na Amazônia há 12 anos.

 


Nossa rede de parceiros:

Cáritas Tefé - A Cáritas Internacional é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica que atua em mais de duzentos países. Coletiva e individualmente, sua missão é trabalhar para construir um mundo melhor, especialmente para os pobres e oprimidos.

Conselho Indigenista Missionário (CIMI) - O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas, com o compromisso com a causa indígena dentro de uma perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) por meio do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (DEMUC) - A temática ambiental é primordial para o desenvolvimento do Amazonas, permitindo a gestão equilibrada das atividades social e econômica, com apropriação dos benefícios gerados à sociedade. A Sema busca o fortalecimento da gestão e uso dos recursos necessários, o aprimoramento dos sistemas tecnológicos atrelados aos processos de gestão, ordenamento territorial e ambiental, monitoramento e investimentos em infraestrutura básica de acesso a recursos com qualidade ambiental saudável.

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) - Atua há mais de 20 anos na região com a missão de promover pesquisa científica sobre a biodiversidade, manejo e conservação dos recursos naturais da Amazônia de forma participativa e sustentável. Durante a pandemia está realizando importantes ações como: o projeto Comunidade Informada com a produção de cards informativos e programas de rádio com foco nas populações rurais das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, o desenvolvimento do Painel COVID-19 com atualização em tempo real dos casos no Amazonas, subsidiando com informações os tomadores de decisão em nivel municipal e estadual. Além disso, faz parte do Comite de Instituições no enfrentamento da COVID e publicou notas técnicas mostrando a importancia do Lockdown e os potenciais impactos nas comunidades ribeirinhas. Na campanha, nos ajudará na articulação e contato com as lideranças das reservas que recebrão o apoio e também com informações técnicas sobre as localidades.

Associação das Mulheres Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (AMIMSA) - Organização das mulheres indígenas que vem atuado fortemente na região em busca da visibilidade da mulher indígena, bem como na reinvidicação de seus direitos. Nesse monento de pandemia, tem atuado em diversas frentes realizando campanhas de prevenção e distribuição de materiais para os indígenas.

Associação dos Moradores e Usuários da Reserva Mamirauá (AMURMAM) - Associação que representa e luta pelos direitos do moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e entorno. Na campanha, serão nossos parcerios na entrega das cestas as famílias mais vulneráveis da Reserva Mamirauá.

Central das Associações de Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (CAMURA) - Associação que representa politicamente e defende os interesses dos moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. Na campanha, serão nossos parcerios na entrega das cestas as famílias mais vulneráveis da Reserva Amanã.

Associação de Auxiliares e Guias de Ecoturismo do Mamirauá (AAGEMAM) - Organização que faz a gestão e operação na atividade de turismo de base comunitária da Pousada Uacari na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Na campanha será responsável por entregar cestas aos trabalhadores e trabalhadoras da Pousada que estão com suas atividades de turismo suspensas.

Associação dos Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAFE) - Representa os interesses e luta por melhorias dos moradores da Floresta Nacional de Tefé e entorno, bucando: - Promover a união comunitária; -Melhorar a qualidade de vida de seus associados;  -Buscar junto aos órgãos públicos e instituições privadas assistência médico, educacional, recreativa e jurídica aos associados; -Filiar-se a outras entidades congêneres sem perder sua autonomia, e Preservar o meio ambiente.

Conselho Municipal da Mulher (COMDIM) - Conselho municipal que reune diversas Instiruições de Tefé, lutando por políticas públicas e direito das mulheres no município de Tefé.

Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) de Tefé - Responsável pelas ações de saúde do município de Tefé e aticuladora primordial pelas campanhas de prevenção, informação à população e organização do trabalho nos hospitais com os pacientes infectados.

Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC) de Tefé - Responsável pelas ações de assistência social e cidadania no município de Tefé e tem organizado a distribuição de kits de higiene, cestas básicas, máscaras, informações de prevenção, além de manter a população em situação de rua em segurança e com todos os serviços básicos nesse momento de epidemia em uma escola local.


Nossas ações:

Já entregamos máscaras e cestas básicas numa pequena escala e com sua ajuda queremos fazer mais! 

Com doações de amigos, já começamos a distribuir cestas básicas e máscaras para algumas famílias com ajuda dos nossos parceiros.

Já mandamos mais de 1.500 máscaras reutilizáveis e quase 100 cestas básicas para famílias urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Em abril conseguimos arrecadar entre amigos R$1800,00 para doação de máscaras de tecido aos combatentes do coronavírus em Tefé. Mais de 800 máscaras produzidas por costureiras voluntárias e agentes de saúde e assistência social do município foram distribuídas. Doamos 100 máscaras para os Kumaru, um dos povos indígenas mais isolados da região.


Mais informações

Estamos situados na cidade de Tefé, localizada no interior da Amazônia, no Médio Solimões. Tefé é uma cidade pólo para duas grandes Reservas de Desenvolvimento Sustentável (Mamirauá e Amanã) e para a Floresta Nacional de Tefé, onde existem mais de 300 comunidades ribeirinhas e indígenas.

 

Foto: Bernardo Oliveira - @bernardooliveirafoto

Foto: Bernardo Oliveira

Tefé, no interior do Amazonas, é uma das cidades mais afetadas pelo coronavírus no Brasil.

Ribeirinhos e indígenas precisam se deslocar para Tefé para vender seus produtos e comprar insumos diversos, já que nesta época do ano, a maioria das terras ficam inundadas pelo ciclo hidrológico da Amazônia, sendo impossível plantar alimento e dificil pescar. Diante disso, o risco de transmissão do vírus para as comunidades é muito alto.

Tefé tem uma das piores estruturas de saneamento básico do país, apenas 31% de esgotamento sanitário adequado. Com falta de saneamento, medidas simples de higiene para prevenção da COVID-19 se tornam mais difíceis.

O Hospital Regional de Tefé tem apenas 5 respiradores, nenhuma UTI para atender uma população de 60 mil habitantes. Só existem leitos de UTI em Manaus e os do SUS já estão superlotados.

Diante disso, formamos uma rede de apoio contra a fome durante a pandemia na região do Médio Solimões, Amazonas, uma das áreas mais afetadas do país, numa região quase que esquecida pelo resto do Brasil. 

Precisamos da sua ajuda para conseguir comprar e distribuir kits de cesta básica e produtos de higiene para quem mais precisa.

Com os recursos arrecadados doaremos alimentos e EPIs para as famílias carentes de Tefé, mulheres, ribeirinhos e indígenas em situação de vulnerabilidade.


Seguem alguns relatos de nossas experiências, pessoais e profissionais na atual crise:

"O Hospital Regional atende a população de Tefé, comunidades ribeirinhas e populações indígenas da região. Hoje estamos enfrentando uma fase crítica de evolução da pandemia de COVID-19, com o número de novos casos e mortes crescendo exponencialmente e a ocupação dos leitos hospitalares próximo a capacidade máxima. Também notamos que muitos de nossos pacientes, ao receberem alta hospitalar para concluir o tratamento em casa, relatam grandes dificuldades de manter a si a seus familiares em quarentena. Com dificuldades financeiras, muitos precisam sair de casa pra procurar serviços avulsos. Por isso, gostaria de pedir a colaboraçao de vocês para distribuirmos alimentos e kits de prevenção para famílias de pacientes de baixa renda com COVID-19 e para a população mais carente da nossa região." 

Laura Crivelari Macieira (médica infectologista no Hospital Regional de Tefé - AM)

 

"A fome já é um problema na Amazônia, particularmente quando os peixes são difíceis de pegar durante estação de cheias na Amazônia, justamente agora. A pandemia está tornando a situação muito pior, e muitos moradores locais, que dependem do mercado local, estão lutando para alimentar suas famílias, porque não conseguem vender seus produtos. Muitas destas pessoas não tem todos os documentos, celular e internet necessários para se cadastrar e pedir a ajuda emergencial do governo, sobretudo a população rural. Para mais informações, leiam meus artigos e ouçam o podcast sobre o tema."

Daniel Tregidgo (pesquisador em segurança alimentar do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Tefé - AM)

Comunidades Ribeirinhas – Pílulas da Garagem

Como o coronavírus e as cheias sazonais estão causando fome no interior da Amazônia

Tough fishing and severe seasonal food insecurity in Amazonian flooded forests

 


Coronavírus em Tefé

O Amazonas entrou em colapso dos sistemas de saúde devido à epidemia da COVID-19. Só existem leitos de UTI na capital, Manaus. Cidades do interior do Amazonas estão enfrentando taxas de contaminação maiores que cidades de São Paulo (https://brasil.io/covid19/).

Tefé (AM) é um dos epicentros de contaminação do coronavírus, com 1500 pessoas com COVID-19 e 51 mortes até 26/5. São 100 novos casos por dia.

Esse é o terceiro maior número de casos confirmados de contaminação por COVID-19 no estado do Amazonas, são mais óbitos por 100 mil habitantes do que em Manaus.

Mesmo com as melhorias para enfrentar a pandemia, as condições do Hospital de Tefé são precárias e a equipe já sobre com a falta de profissionais que foram afastados após contrair o vírus. O Amazonas já entrou em colapso dos sistemas de saúde devido à COVID-19.

A cidade foi uma das primeiras do Brasil a entrar em lockdown. No entanto, com a paralisação, muitas pessoas estão enfrentando dificuldades para garantir seu sustento diário, agravando o impacto da pandemia na cidade.

Quase metade das pessoas que vivem na amazônia vivem em pobreza de renda, quase o dobro da média nacional (25%), segundo dados do IBGE.

Diante da crise de saúde pública, da grave crise econômica e do necessário estado de lockdown que enfrenta Tefé, a população mais carente sofre com desemprego, alta de preço dos alimentos e consequente carência alimentar.

Estamos identificando junto às secretarias de assistência social e de saúde municipais, além de ONGs e associações, as famílias que se encontram em situação de alto risco de saúde e/ou insegurança alimentar em função da crise gerada pela pandemia de COVID-19. 

 

Com sua ajuda, vamos distribuir cestas básicas e kits de prevenção para as famílias mais vulneráveis.

Muito obrigado a todos os colaboradores desta campanha, sua atitude vai ajudar a salvar vidas!

 


 

Acompanhe as notícias de Tefé e interior do Amazonas:

Prefeitura de Tefé

Tefé News

https://www.mamiraua.org.br/covid-amazonas


 

Referências:

Monitoramento COVID-19 Amazonas http://www.saude.am.gov.br/painel/corona/

Curva de contágio da Covid-19 cresce no AM e doença avança para quase 90% dos municípios do interior https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/05/07/curva-de-contagio-da-covid-19-cresce-no-am-e-doenca-avanca-para-quase-90percent-dos-municipios-do-interior.ghtml

Pesquisa aponta que em Tefé, no AM, 12 mil já contraíram Covid-19; 2ª maior proporção do país https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/05/25/pesquisa-aponta-que-tefe-no-am-tem-mais-de-40-mil-infectados-pela-covid-19-2a-maior-proporcao-do-pais.ghtml

Boletim diário COVID-19 no amazonas. Fundacao de Vigilancia em Saude do Amazonas. http://www.fvs.am.gov.br/transparenciacovid19

Segurança Alimentar http://wp.lancs.ac.uk/rede-cidada-am/files/2018/04/Seguranca-alimentar-divulgacao.pdf 

IBGE. (2017) Síntese de Indicadores Sociais – SIS, https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/saude/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=downloads

Dissemination of COVID-19 in cities and riverine communities in Central Amazonia. https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/406/

Os Potenciais Impactos da Pandemia do Covid-19 nas Comunidades Ribeirinhas da Amazônia Central e as Soluções Recomendadas para Mitigação http://www.sedecti.am.gov.br/enfrentamento-ao-covid-cientistas-contribuem-com-estudos/

Em carta aberta, Greta Thumberg pede ajuda para combate à COVID-19 no Amazonas https://www.acritica.com/channels/manaus/news/em-carta-aberta-greta-thumberg-pede-ajuda-para-combate-a-covid-19-no-am

Porque olhar para a Amazônia durante a pandemia https://infoamazonia.org/pt/2020/06/portugues-porque-olhar-para-a-amazonia-durante-a-pandemia

Estudo relaciona mortes por Covid-19 a pobreza no Amazonas https://amazonasatual.com.br/estudo-relaciona-mortes-por-covid-19-a-pobreza-no-amazonas/

DESIGUALDADE NO ACESSO A LEITOS AGRAVA VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO AMAZÔNICA https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticia/detalhe/3018

Amazonas é o segundo estado com hospitais mais distantes da população https://amazonasatual.com.br/amazonas-e-o-segundo-estado-com-hospitais-mais-distantes-da-populacao/

FALTA POUCO PARA ATINGIRMOS NOSSA META!

Em: 24/06/2020 18:33

Essa mensagem é para AGRACEDER! E pedir mais uma forcinha!!

Graças à sua ajuda, conseguimos alcançar 95% da nossa meta de arrecadação para as famílias ribeirinhas amazônicas!

Estamos chegando no fim da campanha para arrecadar doações para as famílias vulneráreis da Amazônia central, principalmente da cidade de Tefé (AM), para ribeirinhos e indígenas da região. 
Tefé ainda é uma das cidades com mais caso de COVID19/hab no Brasil, e a maioria das pessoas não tem condição de sobreviver à pandemia com alimentação adequada e itens básicos de higiene. Além disso, queremos evitar que ribeirinhos saiam de suas comunidades devido ao risco de contágio na cidade. 

Se alcançarmos a meta, nós poderemos doar cestas básicas, máscaras e kits de higiene para 400 famílias!

Você que nos ajudou até aqui, MUITO OBRIGADA!!! 
Se deseja doar, resta ainda uma semana de campanha!!

Se puder, compartilha com os amigos, por favor!

Nos ajude a alcançar essa meta!

 


Atualização dos casos de COVID-19 em Tefé

Em: 19/06/2020 18:53

Infelizmente os casos não param de aumentar em Tefé e já temos relatos de contaminação nas comunidades, além de dados confirmados de indígenas contamidos.

Acesse o monitoramento diário no facebook da Prefeitura Municipal de Tefé: https://pt-br.facebook.com/prefeituratefe/ 

Os dados de ontem (18/06) apontaram 2.617 casos confirmados e 46 indígenas residentes em Tefé confirmados. Já são 78 óbitos somando os casos dos indígenas.

Nos ajudem a atingir a meta! Agradecemos a quem já ajudou e pedimos todo apoio possível na divulgação da campanha.

 

 

 

 


ARTEIROS DA AMAZÔNIA

Em: 15/06/2020 02:33

AS CRIANÇAS JÁ ESTÃO PREPARANDO COM MUITO AMOR E ALEGRIA OS DESENHOS DE AGRADECIMENTO PARA ENVIAR AOS APOIADORES DA NOSSA CAMPANHA!

                                                                                         

AGREDECEMOS A TODXS QUE JÁ CONTRIBUÍRAM, TODA AJUDA É BEM VINDA!  JUNTXS VAMOS FAZER A DIFERENÇA PARA AS FAMÍLIAS VULNERÁVEIS NA AMAZÔNIA DURANTE ESSA PANDEMIA!


Saiu na Revista FAPESP!

Em: 05/06/2020 17:56

Nossa campanha foi divulgada no blog da Revista FAPESP:

A reportagem trata do artigo recém-publicado pelo membro da nossa equipe, Daniel Tregidgo, fruto de sua tese de doutorado e que trata da insegurança alimentar que sofrem os ribeirinhos na Amazônia, principalmente na época das cheias por ser mais difícil a pesca e a agricultura.

Estamos entrando na época da cheia e no contexto da pandemia, a situação está ainda pior. Falamos sobre isso no texto da nossa campanha.

Seguem alguns trechos da matéria e o link para a reportagem completa no final:

“Chega a ser ridículo alguém não ter o que comer hoje em dia. Imagine, então, se for em meio a uma das maiores biodiversidades do mundo, na região amazônica.” O espanto foi expresso pelo biólogo inglês Daniel Tregidgo, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), em Tefé, Amazonas, após passar seis meses entrevistando 331 famílias ribeirinhas de 22 comunidades ao longo de 1.267 quilômetros às margens do rio Purus, nos municípios de Lábrea e Beruri, no Amazonas.

“Na cheia, quando há pouco peixe e não conseguimos comprar carne ou frango, as pessoas tomam só uma merenda de manhã, pulam o almoço e depois jantam. Ou deixam de jantar”, relata a gerente de pousada Deuzeny de Oliveira Martins, de 43 anos, moradora da comunidade Caburini, próximo ao município de Alvarães, no Amazonas. “Já aconteceu comigo e com famílias que conheço de outras comunidades.” A merenda geralmente é composta por macaxeira, batata-doce, bolinho de trigo ou jerimum (abóbora), com café ou chá.
Martins gerencia a pousada Uacari, integrante do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá. Ela alterna dias na pousada, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, e na comunidade, na qual moram dois de seus quatro filhos – os outros dois trabalham com ela na pousada.

Ter geladeira ou freezer é raro – em muitas comunidades, geradores a diesel fornecem energia por apenas algumas horas durante o dia. “Não compensa ter geladeira, porque muitas vezes a energia falha, e o gerador é ligado das 19h às 22h. Costuma-se comprar gelo na cidade e colocar em caixas de isopor, que ajudam a manter alguns alimentos conservados, mas isso dura geralmente uma semana”, conta Martins.

Nas grandes secas e cheias, “as pessoas precisam se deslocar para a casa de parentes”, observa a cientista social Ana Claudeise Nascimento, líder do grupo de pesquisa Territorialidades e Governança Socioambiental na Amazônia do IDSM, que não participou desse estudo. “Os ribeirinhos, por dependerem diretamente dos recursos naturais para o seu sustento, são os primeiros a sofrerem com os efeitos das mudanças climáticas”, comenta.

Pandemia de Covid-19
Tregidgo observou que a atual pandemia, que impôs o isolamento social, agravou ainda mais a dificuldade de conseguir alimentos. “O isolamento social precisa ser feito considerando o território comunitário e não as unidades domiciliares. As relações sociais são muito próximas e a vida comunitária faz parte dos aspectos socioculturais das famílias. Há uma forte relação de parentesco e um vizinho partilha com o outro o alimento”, afirma Nascimento.

Segundo a cientista social, os ribeirinhos vão em média uma vez por mês à cidade, principalmente Tefé, o maior centro urbano da região, com cerca de 62 mil habitantes, para fazer compras e consultas médicas, receber benefícios sociais ou visitar parentes. “É importante diminuir esse fluxo e o período que as pessoas passam nas cidades, para evitar a contaminação pelo vírus”, sugere.

Nas comunidades rurais, acrescenta Nascimento, em geral não há hospitais, mas apenas um agente de saúde.
“Agora, na pandemia, é preciso enviar cestas básicas para as comunidades”, sugere Tregidgo.

Ele criou uma campanha na Inglaterra e, com colegas do IDSM, outra no Brasil para arrecadar fundos e alimentos para os ribeirinhos.
 

https://revistapesquisa.fapesp.br/ribeirinhos-da-amazonia-enfrentam-a-fome-durante-a-cheia-anual-dos-rios/


PRECISAMOS DA SUA DOAÇÃO PARA AJUDAR FAMÍLIAS VULNERÁVEIS DA AMAZÔNIA

•    Tefé é a 5ª cidade do Brasil em casos de COVID-19 (por habitante);
•    Só existem 5 respiradores no hospital e a UTI mais perto fica a 500km, em Manaus;
•    A cidade do interior do Amazonas é o pólo para cerca de 5 mil famílias ribeirinhas e indígenas, que dependem de ir à cidade vender seus produtos, comprar o que não produzem localmente e utilizar serviços como bancos, hospitais etc;
•    Antes da pandemia, a maioria das famílias do interior do Amazonas já sofria com alimentação inadequada, que piora ainda mais agora na época da cheia quando a pesca e a agricultura são mais difíceis;
•    Devido à perda da renda e ao isolamento, a COVID-19 está causando uma pandemia de FOME;
•    Diante disso, formamos uma rede de apoio contra a fome durante a pandemia na cidade de Tefé;
•    Já mandamos mais de 1.500 máscaras reutilizáveis e quase 100 cestas básicas para famílias urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Parceiros entregando nossas doações - Maio de 2020


Com sua doação compraremos kits de cesta básica e produtos de higiene para serem distribuídos por nossos parceiros (veja abaixo).

•    com R$10 compramos 2 máscaras reutilizáveis;
•    com R$100 compramos uma cesta básica com alimentos e materiais de higiene para uma família suficientes por um mês.

Seja um doador e entre para a nossa rede de apoio de combate à FOME durante a pandemia de COVID-19 no interior da Amazônia. Agradecemos pela sua ajuda!

Para saber mais, veja os detalhes abaixo.

 


Quem somos:

Somos um grupo de voluntários da sociedade civil, biólogos, profissionais da área de pesquisa, conservação da biodiversidade e segurança alimentar de populações amazônicas que atualmente trabalham e residem na cidade de Tefé, Amazonas. 

Tabatha Benitz, Daniel Tregidgo, Daniele Barcelos, Jéssica Melo e Rodrigo Nunes trabalham no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e desenvolvem pesquisas e ações nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no médio Solimões - Amazonas.

Lucas Ramus é gerente da Tupebas Turismo, que opera o turismo de base comunitária na FLONA de Tefé.

Erika Berenguer trabalha nas universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, e trabalha com comunidades tradicionais na Amazônia há 12 anos.

 


Nossa rede de parceiros:

Cáritas Tefé - A Cáritas Internacional é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica que atua em mais de duzentos países. Coletiva e individualmente, sua missão é trabalhar para construir um mundo melhor, especialmente para os pobres e oprimidos.

Conselho Indigenista Missionário (CIMI) - O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas, com o compromisso com a causa indígena dentro de uma perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) por meio do Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (DEMUC) - A temática ambiental é primordial para o desenvolvimento do Amazonas, permitindo a gestão equilibrada das atividades social e econômica, com apropriação dos benefícios gerados à sociedade. A Sema busca o fortalecimento da gestão e uso dos recursos necessários, o aprimoramento dos sistemas tecnológicos atrelados aos processos de gestão, ordenamento territorial e ambiental, monitoramento e investimentos em infraestrutura básica de acesso a recursos com qualidade ambiental saudável.

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) - Atua há mais de 20 anos na região com a missão de promover pesquisa científica sobre a biodiversidade, manejo e conservação dos recursos naturais da Amazônia de forma participativa e sustentável. Durante a pandemia está realizando importantes ações como: o projeto Comunidade Informada com a produção de cards informativos e programas de rádio com foco nas populações rurais das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, o desenvolvimento do Painel COVID-19 com atualização em tempo real dos casos no Amazonas, subsidiando com informações os tomadores de decisão em nivel municipal e estadual. Além disso, faz parte do Comite de Instituições no enfrentamento da COVID e publicou notas técnicas mostrando a importancia do Lockdown e os potenciais impactos nas comunidades ribeirinhas. Na campanha, nos ajudará na articulação e contato com as lideranças das reservas que recebrão o apoio e também com informações técnicas sobre as localidades.

Associação das Mulheres Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (AMIMSA) - Organização das mulheres indígenas que vem atuado fortemente na região em busca da visibilidade da mulher indígena, bem como na reinvidicação de seus direitos. Nesse monento de pandemia, tem atuado em diversas frentes realizando campanhas de prevenção e distribuição de materiais para os indígenas.

Associação dos Moradores e Usuários da Reserva Mamirauá (AMURMAM) - Associação que representa e luta pelos direitos do moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e entorno. Na campanha, serão nossos parcerios na entrega das cestas as famílias mais vulneráveis da Reserva Mamirauá.

Central das Associações de Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (CAMURA) - Associação que representa politicamente e defende os interesses dos moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. Na campanha, serão nossos parcerios na entrega das cestas as famílias mais vulneráveis da Reserva Amanã.

Associação de Auxiliares e Guias de Ecoturismo do Mamirauá (AAGEMAM) - Organização que faz a gestão e operação na atividade de turismo de base comunitária da Pousada Uacari na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Na campanha será responsável por entregar cestas aos trabalhadores e trabalhadoras da Pousada que estão com suas atividades de turismo suspensas.

Associação dos Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAFE) - Representa os interesses e luta por melhorias dos moradores da Floresta Nacional de Tefé e entorno, bucando: - Promover a união comunitária; -Melhorar a qualidade de vida de seus associados;  -Buscar junto aos órgãos públicos e instituições privadas assistência médico, educacional, recreativa e jurídica aos associados; -Filiar-se a outras entidades congêneres sem perder sua autonomia, e Preservar o meio ambiente.

Conselho Municipal da Mulher (COMDIM) - Conselho municipal que reune diversas Instiruições de Tefé, lutando por políticas públicas e direito das mulheres no município de Tefé.

Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) de Tefé - Responsável pelas ações de saúde do município de Tefé e aticuladora primordial pelas campanhas de prevenção, informação à população e organização do trabalho nos hospitais com os pacientes infectados.

Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC) de Tefé - Responsável pelas ações de assistência social e cidadania no município de Tefé e tem organizado a distribuição de kits de higiene, cestas básicas, máscaras, informações de prevenção, além de manter a população em situação de rua em segurança e com todos os serviços básicos nesse momento de epidemia em uma escola local.


Nossas ações:

Já entregamos máscaras e cestas básicas numa pequena escala e com sua ajuda queremos fazer mais! 

Com doações de amigos, já começamos a distribuir cestas básicas e máscaras para algumas famílias com ajuda dos nossos parceiros.

Já mandamos mais de 1.500 máscaras reutilizáveis e quase 100 cestas básicas para famílias urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Em abril conseguimos arrecadar entre amigos R$1800,00 para doação de máscaras de tecido aos combatentes do coronavírus em Tefé. Mais de 800 máscaras produzidas por costureiras voluntárias e agentes de saúde e assistência social do município foram distribuídas. Doamos 100 máscaras para os Kumaru, um dos povos indígenas mais isolados da região.


Mais informações

Estamos situados na cidade de Tefé, localizada no interior da Amazônia, no Médio Solimões. Tefé é uma cidade pólo para duas grandes Reservas de Desenvolvimento Sustentável (Mamirauá e Amanã) e para a Floresta Nacional de Tefé, onde existem mais de 300 comunidades ribeirinhas e indígenas.

 

Foto: Bernardo Oliveira - @bernardooliveirafoto

Foto: Bernardo Oliveira

Tefé, no interior do Amazonas, é uma das cidades mais afetadas pelo coronavírus no Brasil.

Ribeirinhos e indígenas precisam se deslocar para Tefé para vender seus produtos e comprar insumos diversos, já que nesta época do ano, a maioria das terras ficam inundadas pelo ciclo hidrológico da Amazônia, sendo impossível plantar alimento e dificil pescar. Diante disso, o risco de transmissão do vírus para as comunidades é muito alto.

Tefé tem uma das piores estruturas de saneamento básico do país, apenas 31% de esgotamento sanitário adequado. Com falta de saneamento, medidas simples de higiene para prevenção da COVID-19 se tornam mais difíceis.

O Hospital Regional de Tefé tem apenas 5 respiradores, nenhuma UTI para atender uma população de 60 mil habitantes. Só existem leitos de UTI em Manaus e os do SUS já estão superlotados.

Diante disso, formamos uma rede de apoio contra a fome durante a pandemia na região do Médio Solimões, Amazonas, uma das áreas mais afetadas do país, numa região quase que esquecida pelo resto do Brasil. 

Precisamos da sua ajuda para conseguir comprar e distribuir kits de cesta básica e produtos de higiene para quem mais precisa.

Com os recursos arrecadados doaremos alimentos e EPIs para as famílias carentes de Tefé, mulheres, ribeirinhos e indígenas em situação de vulnerabilidade.


Seguem alguns relatos de nossas experiências, pessoais e profissionais na atual crise:

"O Hospital Regional atende a população de Tefé, comunidades ribeirinhas e populações indígenas da região. Hoje estamos enfrentando uma fase crítica de evolução da pandemia de COVID-19, com o número de novos casos e mortes crescendo exponencialmente e a ocupação dos leitos hospitalares próximo a capacidade máxima. Também notamos que muitos de nossos pacientes, ao receberem alta hospitalar para concluir o tratamento em casa, relatam grandes dificuldades de manter a si a seus familiares em quarentena. Com dificuldades financeiras, muitos precisam sair de casa pra procurar serviços avulsos. Por isso, gostaria de pedir a colaboraçao de vocês para distribuirmos alimentos e kits de prevenção para famílias de pacientes de baixa renda com COVID-19 e para a população mais carente da nossa região." 

Laura Crivelari Macieira (médica infectologista no Hospital Regional de Tefé - AM)

 

"A fome já é um problema na Amazônia, particularmente quando os peixes são difíceis de pegar durante estação de cheias na Amazônia, justamente agora. A pandemia está tornando a situação muito pior, e muitos moradores locais, que dependem do mercado local, estão lutando para alimentar suas famílias, porque não conseguem vender seus produtos. Muitas destas pessoas não tem todos os documentos, celular e internet necessários para se cadastrar e pedir a ajuda emergencial do governo, sobretudo a população rural. Para mais informações, leiam meus artigos e ouçam o podcast sobre o tema."

Daniel Tregidgo (pesquisador em segurança alimentar do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Tefé - AM)

Comunidades Ribeirinhas – Pílulas da Garagem

Como o coronavírus e as cheias sazonais estão causando fome no interior da Amazônia

Tough fishing and severe seasonal food insecurity in Amazonian flooded forests

 


Coronavírus em Tefé

O Amazonas entrou em colapso dos sistemas de saúde devido à epidemia da COVID-19. Só existem leitos de UTI na capital, Manaus. Cidades do interior do Amazonas estão enfrentando taxas de contaminação maiores que cidades de São Paulo (https://brasil.io/covid19/).

Tefé (AM) é um dos epicentros de contaminação do coronavírus, com 1500 pessoas com COVID-19 e 51 mortes até 26/5. São 100 novos casos por dia.

Esse é o terceiro maior número de casos confirmados de contaminação por COVID-19 no estado do Amazonas, são mais óbitos por 100 mil habitantes do que em Manaus.

Mesmo com as melhorias para enfrentar a pandemia, as condições do Hospital de Tefé são precárias e a equipe já sobre com a falta de profissionais que foram afastados após contrair o vírus. O Amazonas já entrou em colapso dos sistemas de saúde devido à COVID-19.

A cidade foi uma das primeiras do Brasil a entrar em lockdown. No entanto, com a paralisação, muitas pessoas estão enfrentando dificuldades para garantir seu sustento diário, agravando o impacto da pandemia na cidade.

Quase metade das pessoas que vivem na amazônia vivem em pobreza de renda, quase o dobro da média nacional (25%), segundo dados do IBGE.

Diante da crise de saúde pública, da grave crise econômica e do necessário estado de lockdown que enfrenta Tefé, a população mais carente sofre com desemprego, alta de preço dos alimentos e consequente carência alimentar.

Estamos identificando junto às secretarias de assistência social e de saúde municipais, além de ONGs e associações, as famílias que se encontram em situação de alto risco de saúde e/ou insegurança alimentar em função da crise gerada pela pandemia de COVID-19. 

 

Com sua ajuda, vamos distribuir cestas básicas e kits de prevenção para as famílias mais vulneráveis.

Muito obrigado a todos os colaboradores desta campanha, sua atitude vai ajudar a salvar vidas!

 


 

Acompanhe as notícias de Tefé e interior do Amazonas:

Prefeitura de Tefé

Tefé News

https://www.mamiraua.org.br/covid-amazonas


 

Referências:

Monitoramento COVID-19 Amazonas http://www.saude.am.gov.br/painel/corona/

Curva de contágio da Covid-19 cresce no AM e doença avança para quase 90% dos municípios do interior https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/05/07/curva-de-contagio-da-covid-19-cresce-no-am-e-doenca-avanca-para-quase-90percent-dos-municipios-do-interior.ghtml

Pesquisa aponta que em Tefé, no AM, 12 mil já contraíram Covid-19; 2ª maior proporção do país https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/05/25/pesquisa-aponta-que-tefe-no-am-tem-mais-de-40-mil-infectados-pela-covid-19-2a-maior-proporcao-do-pais.ghtml

Boletim diário COVID-19 no amazonas. Fundacao de Vigilancia em Saude do Amazonas. http://www.fvs.am.gov.br/transparenciacovid19

Segurança Alimentar http://wp.lancs.ac.uk/rede-cidada-am/files/2018/04/Seguranca-alimentar-divulgacao.pdf 

IBGE. (2017) Síntese de Indicadores Sociais – SIS, https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/saude/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=downloads

Dissemination of COVID-19 in cities and riverine communities in Central Amazonia. https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/406/

Os Potenciais Impactos da Pandemia do Covid-19 nas Comunidades Ribeirinhas da Amazônia Central e as Soluções Recomendadas para Mitigação http://www.sedecti.am.gov.br/enfrentamento-ao-covid-cientistas-contribuem-com-estudos/

Em carta aberta, Greta Thumberg pede ajuda para combate à COVID-19 no Amazonas https://www.acritica.com/channels/manaus/news/em-carta-aberta-greta-thumberg-pede-ajuda-para-combate-a-covid-19-no-am

Porque olhar para a Amazônia durante a pandemia https://infoamazonia.org/pt/2020/06/portugues-porque-olhar-para-a-amazonia-durante-a-pandemia

Estudo relaciona mortes por Covid-19 a pobreza no Amazonas https://amazonasatual.com.br/estudo-relaciona-mortes-por-covid-19-a-pobreza-no-amazonas/

DESIGUALDADE NO ACESSO A LEITOS AGRAVA VULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO AMAZÔNICA https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticia/detalhe/3018

Amazonas é o segundo estado com hospitais mais distantes da população https://amazonasatual.com.br/amazonas-e-o-segundo-estado-com-hospitais-mais-distantes-da-populacao/

FALTA POUCO PARA ATINGIRMOS NOSSA META!

Em: 24/06/2020 18:33

Essa mensagem é para AGRACEDER! E pedir mais uma forcinha!!

Graças à sua ajuda, conseguimos alcançar 95% da nossa meta de arrecadação para as famílias ribeirinhas amazônicas!

Estamos chegando no fim da campanha para arrecadar doações para as famílias vulneráreis da Amazônia central, principalmente da cidade de Tefé (AM), para ribeirinhos e indígenas da região. 
Tefé ainda é uma das cidades com mais caso de COVID19/hab no Brasil, e a maioria das pessoas não tem condição de sobreviver à pandemia com alimentação adequada e itens básicos de higiene. Além disso, queremos evitar que ribeirinhos saiam de suas comunidades devido ao risco de contágio na cidade. 

Se alcançarmos a meta, nós poderemos doar cestas básicas, máscaras e kits de higiene para 400 famílias!

Você que nos ajudou até aqui, MUITO OBRIGADA!!! 
Se deseja doar, resta ainda uma semana de campanha!!

Se puder, compartilha com os amigos, por favor!

Nos ajude a alcançar essa meta!

 


Atualização dos casos de COVID-19 em Tefé

Em: 19/06/2020 18:53

Infelizmente os casos não param de aumentar em Tefé e já temos relatos de contaminação nas comunidades, além de dados confirmados de indígenas contamidos.

Acesse o monitoramento diário no facebook da Prefeitura Municipal de Tefé: https://pt-br.facebook.com/prefeituratefe/ 

Os dados de ontem (18/06) apontaram 2.617 casos confirmados e 46 indígenas residentes em Tefé confirmados. Já são 78 óbitos somando os casos dos indígenas.

Nos ajudem a atingir a meta! Agradecemos a quem já ajudou e pedimos todo apoio possível na divulgação da campanha.

 

 

 

 


ARTEIROS DA AMAZÔNIA

Em: 15/06/2020 02:33

AS CRIANÇAS JÁ ESTÃO PREPARANDO COM MUITO AMOR E ALEGRIA OS DESENHOS DE AGRADECIMENTO PARA ENVIAR AOS APOIADORES DA NOSSA CAMPANHA!

                                                                                         

AGREDECEMOS A TODXS QUE JÁ CONTRIBUÍRAM, TODA AJUDA É BEM VINDA!  JUNTXS VAMOS FAZER A DIFERENÇA PARA AS FAMÍLIAS VULNERÁVEIS NA AMAZÔNIA DURANTE ESSA PANDEMIA!


Saiu na Revista FAPESP!

Em: 05/06/2020 17:56

Nossa campanha foi divulgada no blog da Revista FAPESP:

A reportagem trata do artigo recém-publicado pelo membro da nossa equipe, Daniel Tregidgo, fruto de sua tese de doutorado e que trata da insegurança alimentar que sofrem os ribeirinhos na Amazônia, principalmente na época das cheias por ser mais difícil a pesca e a agricultura.

Estamos entrando na época da cheia e no contexto da pandemia, a situação está ainda pior. Falamos sobre isso no texto da nossa campanha.

Seguem alguns trechos da matéria e o link para a reportagem completa no final:

“Chega a ser ridículo alguém não ter o que comer hoje em dia. Imagine, então, se for em meio a uma das maiores biodiversidades do mundo, na região amazônica.” O espanto foi expresso pelo biólogo inglês Daniel Tregidgo, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), em Tefé, Amazonas, após passar seis meses entrevistando 331 famílias ribeirinhas de 22 comunidades ao longo de 1.267 quilômetros às margens do rio Purus, nos municípios de Lábrea e Beruri, no Amazonas.

“Na cheia, quando há pouco peixe e não conseguimos comprar carne ou frango, as pessoas tomam só uma merenda de manhã, pulam o almoço e depois jantam. Ou deixam de jantar”, relata a gerente de pousada Deuzeny de Oliveira Martins, de 43 anos, moradora da comunidade Caburini, próximo ao município de Alvarães, no Amazonas. “Já aconteceu comigo e com famílias que conheço de outras comunidades.” A merenda geralmente é composta por macaxeira, batata-doce, bolinho de trigo ou jerimum (abóbora), com café ou chá.
Martins gerencia a pousada Uacari, integrante do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá. Ela alterna dias na pousada, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, e na comunidade, na qual moram dois de seus quatro filhos – os outros dois trabalham com ela na pousada.

Ter geladeira ou freezer é raro – em muitas comunidades, geradores a diesel fornecem energia por apenas algumas horas durante o dia. “Não compensa ter geladeira, porque muitas vezes a energia falha, e o gerador é ligado das 19h às 22h. Costuma-se comprar gelo na cidade e colocar em caixas de isopor, que ajudam a manter alguns alimentos conservados, mas isso dura geralmente uma semana”, conta Martins.

Nas grandes secas e cheias, “as pessoas precisam se deslocar para a casa de parentes”, observa a cientista social Ana Claudeise Nascimento, líder do grupo de pesquisa Territorialidades e Governança Socioambiental na Amazônia do IDSM, que não participou desse estudo. “Os ribeirinhos, por dependerem diretamente dos recursos naturais para o seu sustento, são os primeiros a sofrerem com os efeitos das mudanças climáticas”, comenta.

Pandemia de Covid-19
Tregidgo observou que a atual pandemia, que impôs o isolamento social, agravou ainda mais a dificuldade de conseguir alimentos. “O isolamento social precisa ser feito considerando o território comunitário e não as unidades domiciliares. As relações sociais são muito próximas e a vida comunitária faz parte dos aspectos socioculturais das famílias. Há uma forte relação de parentesco e um vizinho partilha com o outro o alimento”, afirma Nascimento.

Segundo a cientista social, os ribeirinhos vão em média uma vez por mês à cidade, principalmente Tefé, o maior centro urbano da região, com cerca de 62 mil habitantes, para fazer compras e consultas médicas, receber benefícios sociais ou visitar parentes. “É importante diminuir esse fluxo e o período que as pessoas passam nas cidades, para evitar a contaminação pelo vírus”, sugere.

Nas comunidades rurais, acrescenta Nascimento, em geral não há hospitais, mas apenas um agente de saúde.
“Agora, na pandemia, é preciso enviar cestas básicas para as comunidades”, sugere Tregidgo.

Ele criou uma campanha na Inglaterra e, com colegas do IDSM, outra no Brasil para arrecadar fundos e alimentos para os ribeirinhos.
 

https://revistapesquisa.fapesp.br/ribeirinhos-da-amazonia-enfrentam-a-fome-durante-a-cheia-anual-dos-rios/