Filme: Aqui Não Entra Luz |

Filme: Aqui Não Entra Luz

Karoline é cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica e embarcou em uma viagem pelo país para investigar a relação da senzala com o quarto de empregada.

Projeto por: Karoline Maia Mendes Pardinho
R$ 139.723,00
arrecadado
meta R$ 80.000,00

1375 benfeitores
apoiaram essa campanha

Conseguimos \o/

Obrigado a todos os Benfeitores por mais um projeto bem sucedido. Agora, acompanhe as novidades e comentários do projeto.

POR

Karoline Maia Mendes Pardinho

Karoline Maia Mendes Pardinho
R$ 25
IXI, TROCA O CARTÃO DE MEMÓRIA!
215 benfeitores apoiando
R$ 50
TESTA O ÁUDIO AÍ.
219 benfeitores apoiando
R$ 100
ESSA LUZ TÁ MUITO DURA.
148 benfeitores apoiando
R$ 300
O BOOM TÁ ENTRANDO NO QUADRO?
23 benfeitores apoiando
R$ 500
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12 benfeitores apoiando
R$ 1.500
SILÊNCIO... GRAVANDO... CLAQUETE!
2 benfeitores apoiando
R$ 5.000
CORTA!
2 benfeitores apoiando

Aqui Não Entra Luz é um longa documentário narrado em primeira pessoa, por mim, Karoline Maia, cineasta negra, periférica e filha de Miriam, trabalhadora doméstica. No filme, eu investigo as relações de trabalho construídas no ambiente doméstico desde o Brasil colônia até os tempos atuais. O ponto de partida são dois espaços historicamente ocupados por pessoas negras, sobretudo mulheres negras: a senzala e o quarto de empregada. É a partir deles que exploro complexidades, violências, semelhanças e especificidades entre o trabalho escravo do passado e o trabalho doméstico de hoje. 

Em 2019, viajei com uma equipe composta majoritariamente por  mulheres pretas por cinco estados brasileiros visitando casarões erguidos na época do Brasil colonial e prédios modernos. Seguimos também seis trabalhadoras domésticas que vivem ou já viveram em algum momento da vida em quarto de empregada, para construir, com o relato delas, uma visão histórica, arquitetônica, sociológica e afetiva do trabalho doméstico. Elas são ao mesmo tempo personagens e especialistas no filme, ocupando um espaço pouco comum a mulheres negras e trabalhadoras domésticas.

A verba inicial de Aqui Não Entra Luz foi totalmente utilizada nas viagens, nas gravações e início da pós-produção. O projeto tomou uma proporção maior conforme fomos sentindo necessidade de ir mais fundo com a investigação que nos propusemos a fazer. Com esta campanha, nosso objetivo é arrecadar a verba para finalizar o filme e distribuí-lo, fazendo com que ele sirva de ferramenta educativa e política sobre a realidade das trabalhadoras domésticas e contribuindo para o debate racial e de classe. Também queremos oferecer um fundo de emergência para as mulheres incríveis do documentário que perderam o emprego ou tiveram a renda reduzida por conta da pandemia de COVID-19. 

   

Nos últimos dias, o Brasil e o mundo despertaram para o debate sobre racismo e justiça racial. O trágico caso da morte do menino Miguel em Pernambuco escancarou uma das mais dolorosas feridas abertas da sociedade brasileira hoje: o lugar social das trabalhadoras domésticas é prova de que o passado escravocrata do Brasil pulsa e vive no presente. E segue violentando direitos e corpos de mulheres pretas e suas famílias.

Trazer mais atenção para este assunto é urgente para que a sociedade brasileira questione e reveja as formas e dinâmicas nas relações de trabalho no que diz respeito à população negra. A oportunidade de ter essa história contada a partir do olhar de uma mulher negra, em um país onde o incentivo a cultura fica cada vez mais escasso e o caminho para mulheres negras realizarem seus filmes segue sendo difícil, é de grande importância política e simbólica. Narrativas negras precisam ganhar mais espaço no cinema e no imaginário nacional. 

Apesar do tema de Aqui Não Entra Luz ter sido provocado a partir de uma experiência racista que vivi, foi buscando nas histórias que estão dentro da minha família, buscando em minha própria mãe, que esse filme foi capaz de nascer com fôlego e potência. Na minha imaginação, penso que ele possa ter começado a ser sonhado ainda quando eu era criança e era levada pela minha mãe para a casa das suas patroas. 

Acredito que os últimos anos tem dado oportunidade para que nós, os filhos das domésticas, dar passos que nossas mães não puderam, mas que com certeza elas nos prepararam para dar. E contar essa história é o maior passo que já dei na minha vida.

 

Deve. 

 

O orçamento da campanha prevê todas as etapas de finalização de Aqui Não Entra Luz: montagem, tratamento de cor e som, arte final, criação de trilha sonora, identidade visual e produção de legendas em 4 idiomas para que o filme possa levar suas vozes por todo o mundo. Além disso, vamos destinar parte dos recursos arrecadados ao Fundo Emergencial de Apoio às trabalhadoras domésticas que cederam suas histórias ao filme. Uma forma de apoiar essas mulheres no momento de pandemia da COVID-19. Também está incluída a taxa administrativa da Benfeitoria que nos possibilita levar essa campanha até você.

 

 

Acreditamos que todos os apoiadores da campanha merecem todo nosso amor! No espírito de sermos mais democráticos possível e sabendo que estamos enfrentando uma situação difícil com a COVID-19, estamos oferecendo a mesma recompensa a todos, independente do valor de doação. Cada pessoa que apoiar Aqui Não Entra Luz vai ter seu nome nos créditos do filme como reconhecimento e agradecimento!

 

Karoline Maia (roteiro e direção), Paula Kimo (produção executiva), Mariana Ribeiro (produtora de impacto), Camila Izidio (fotografia), Carol Rocha (fotografia), Cristina Amaral (montagem), Suzane Jardim (pesquisa), Isabella Santos (pesquisa e produção), Evelyn Santos (Som), Ana Beatriz Silva (produção, RJ), Layla Braz (produção, MG), Nat Maciel (produção, MA), Clarissa Brandão (produção, BA) e Stephanie Gonçalves (designer).

Karoline Maia Mendes Pardinho ainda não publicou nenhuma notícia.

Aqui Não Entra Luz é um longa documentário narrado em primeira pessoa, por mim, Karoline Maia, cineasta negra, periférica e filha de Miriam, trabalhadora doméstica. No filme, eu investigo as relações de trabalho construídas no ambiente doméstico desde o Brasil colônia até os tempos atuais. O ponto de partida são dois espaços historicamente ocupados por pessoas negras, sobretudo mulheres negras: a senzala e o quarto de empregada. É a partir deles que exploro complexidades, violências, semelhanças e especificidades entre o trabalho escravo do passado e o trabalho doméstico de hoje. 

Em 2019, viajei com uma equipe composta majoritariamente por  mulheres pretas por cinco estados brasileiros visitando casarões erguidos na época do Brasil colonial e prédios modernos. Seguimos também seis trabalhadoras domésticas que vivem ou já viveram em algum momento da vida em quarto de empregada, para construir, com o relato delas, uma visão histórica, arquitetônica, sociológica e afetiva do trabalho doméstico. Elas são ao mesmo tempo personagens e especialistas no filme, ocupando um espaço pouco comum a mulheres negras e trabalhadoras domésticas.

A verba inicial de Aqui Não Entra Luz foi totalmente utilizada nas viagens, nas gravações e início da pós-produção. O projeto tomou uma proporção maior conforme fomos sentindo necessidade de ir mais fundo com a investigação que nos propusemos a fazer. Com esta campanha, nosso objetivo é arrecadar a verba para finalizar o filme e distribuí-lo, fazendo com que ele sirva de ferramenta educativa e política sobre a realidade das trabalhadoras domésticas e contribuindo para o debate racial e de classe. Também queremos oferecer um fundo de emergência para as mulheres incríveis do documentário que perderam o emprego ou tiveram a renda reduzida por conta da pandemia de COVID-19. 

   

Nos últimos dias, o Brasil e o mundo despertaram para o debate sobre racismo e justiça racial. O trágico caso da morte do menino Miguel em Pernambuco escancarou uma das mais dolorosas feridas abertas da sociedade brasileira hoje: o lugar social das trabalhadoras domésticas é prova de que o passado escravocrata do Brasil pulsa e vive no presente. E segue violentando direitos e corpos de mulheres pretas e suas famílias.

Trazer mais atenção para este assunto é urgente para que a sociedade brasileira questione e reveja as formas e dinâmicas nas relações de trabalho no que diz respeito à população negra. A oportunidade de ter essa história contada a partir do olhar de uma mulher negra, em um país onde o incentivo a cultura fica cada vez mais escasso e o caminho para mulheres negras realizarem seus filmes segue sendo difícil, é de grande importância política e simbólica. Narrativas negras precisam ganhar mais espaço no cinema e no imaginário nacional. 

Apesar do tema de Aqui Não Entra Luz ter sido provocado a partir de uma experiência racista que vivi, foi buscando nas histórias que estão dentro da minha família, buscando em minha própria mãe, que esse filme foi capaz de nascer com fôlego e potência. Na minha imaginação, penso que ele possa ter começado a ser sonhado ainda quando eu era criança e era levada pela minha mãe para a casa das suas patroas. 

Acredito que os últimos anos tem dado oportunidade para que nós, os filhos das domésticas, dar passos que nossas mães não puderam, mas que com certeza elas nos prepararam para dar. E contar essa história é o maior passo que já dei na minha vida.

 

Deve. 

 

O orçamento da campanha prevê todas as etapas de finalização de Aqui Não Entra Luz: montagem, tratamento de cor e som, arte final, criação de trilha sonora, identidade visual e produção de legendas em 4 idiomas para que o filme possa levar suas vozes por todo o mundo. Além disso, vamos destinar parte dos recursos arrecadados ao Fundo Emergencial de Apoio às trabalhadoras domésticas que cederam suas histórias ao filme. Uma forma de apoiar essas mulheres no momento de pandemia da COVID-19. Também está incluída a taxa administrativa da Benfeitoria que nos possibilita levar essa campanha até você.

 

 

Acreditamos que todos os apoiadores da campanha merecem todo nosso amor! No espírito de sermos mais democráticos possível e sabendo que estamos enfrentando uma situação difícil com a COVID-19, estamos oferecendo a mesma recompensa a todos, independente do valor de doação. Cada pessoa que apoiar Aqui Não Entra Luz vai ter seu nome nos créditos do filme como reconhecimento e agradecimento!

 

Karoline Maia (roteiro e direção), Paula Kimo (produção executiva), Mariana Ribeiro (produtora de impacto), Camila Izidio (fotografia), Carol Rocha (fotografia), Cristina Amaral (montagem), Suzane Jardim (pesquisa), Isabella Santos (pesquisa e produção), Evelyn Santos (Som), Ana Beatriz Silva (produção, RJ), Layla Braz (produção, MG), Nat Maciel (produção, MA), Clarissa Brandão (produção, BA) e Stephanie Gonçalves (designer).

Karoline Maia Mendes Pardinho ainda não publicou nenhuma notícia.