As lives das terças de Ayrton Montarroyos |

As lives das terças de Ayrton Montarroyos

A continuidade desse projeto que tem levado música para os seus dias depende de você! Ajude os profissionais da música que sofrem com os teatros fechados.

Projeto por: Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires
R$ 21.840,00
arrecadado
meta R$ 20.000,00

177
benfeitores

109%
arrecadado

46
horas restantes

PARCELE SEU PAGAMENTO EM ATÉ 6 VEZES

A primeira meta foi batida! Nossa arrecadação continua até 30/09/2020 - 23:59

POR

Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires

Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires
R$ 20
O importante é estar junto com a gente!
38 benfeitores apoiando
Na segunda temporada teremos uma novidade: créditos com os nomes das canções (em ordem de execução) e seus autores. Ah, e não pode faltar outra informação importantíssima: o seu nome. Todos os apoiadores terão seus nomes escritos nos créditos dos programas. Legal, né?
R$ 50
Quero você na plateia!
76 benfeitores apoiando
Além dos itens anteriores, você vai ganhar um ingresso para ir ao meu primeiro espetáculo depois dessa pandemia! Quando tudo isso passar, vou querer te ver na primeira fileira! *os ingressos serão válidos para shows nas seguintes cidades: Recife/PE, São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ provavelmente no ano de 2021, passada a pandemia do coronavírus.
R$ 100
Essa é pra quem é fã de carteirinha
45 benfeitores apoiando
Bom, você já ganhou todos os outros itens, viu? Além deles, você vai receber semanalmente no seu e-mail ou WhatsApp um vídeo inédito gravado ao final de cada apresentação. Vai ser assim: apresentamos o tema ao vivo para o público e quando acabar vamos gravar um material exclusivo para quem pagou esta cota. Toda semana cantarei uma música diferente que não foi apresentada durante a live.
R$ 200 + FRETE
Que tal meus dois discos autografados?
2 benfeitores apoiando
Você vai ao show, ganha música exclusiva, agradecimento nos créditos e agora vai ter os meus dois CDs autografados! Posso te mandar no seu nome ou para alguém que você queira presentear, é só falar. Dizem que minha caligrafia é bonitinha! Hahaha.
R$ 400 + FRETE
Que tal um quadro feito por mim?
6 benfeitores apoiando
Eu amo plantas e paisagens relaxantes. As paredes da minha casa tem diversos quadros pendurados e alguns feitos por mim. Nunca contei esse segredo a ninguém, mas agora é a hora de compartilhá-lo. Que tal ter um quadro feito por mim só pra você? Ah, além de todos os prêmios anteriores, claro! : )

indisponível.
R$ 500
Ah, vou gritar seu nome! <3
1 benfeitor apoiando
Olha, eu sei que seu nome já está nos créditos, porque você já ganhou todas as outras recompensas, mas me deixa falar seu nome durante a live? Quero que o público te agradeça em vibração comigo. Sei que você vai ficar com vergonha, mas dentro da sua casa não tem quem não te possa ver corar um cadinho.
R$ 1.000
Vamos bater papo por vídeo?
Seja o primeiro a apoiar!
Diariamente eu recebo um turbilhão de mensagens, é difícil responder a todo mundo, ainda mais porque sou adepto da conversa olho-no-olho. Maaaaas... tive uma ideia: toparia fazer uma videochamada comigo (ou uma ligação normal mesmo)? A gente pode passar um tempo feliz conversando sobre o que der na telha e sobre todos aqueles outros prêmios que você já ganhou!
R$ 2.000
Eu faço um mini show virtual pra você!
Seja o primeiro a apoiar!
Bom, você tá aí cheio de prêmios. Já batemos até um papo por chamada de vídeo (ou celular) e agora eu quero fazer um pocket show pra você. Virtual, mas cantando as músicas que a gente gosta de ouvir. Dá pra reunir a família e assistir junto com eles, que tal? Ah, o papo vai rolar entre as músicas, pode ter certeza!
R$ 5.000
Divulgue sua empresa!
1 benfeitor apoiando
Se você tem uma empresa e quer anunciá-la para milhares de pessoas durante a nossa live, você pode comprar esta cota. Além de ganhar todos os prêmios anteriormente citados, você espalha o nome da sua empresa pra um montão de gente. Ah, se você não tem empresa e quer doar este valor mesmo assim, nós dobramos o tempo do show virtual que você ganhou anteriormente.

3 disponíveis.
R$ 15.000
Meu show completo na sua casa!
Seja o primeiro a apoiar!
Se você quer ter o meu show completo na sua casa, na festa da sua empresa, de alguém da sua família, além de todos os outros prêmios, você pode comprar esta cota. Com ela eu junto a banda e vou cantar pra você e seus convidados. *o show apresentado será realizado na cidade de São Paulo. Caso o comprador da cota resida em outra localização, deverá arcar com os custos de translado e hospedagem.

2 disponíveis.

Não encontrou o que queria?

Outro valor

QUEM SOU EU?

 

              Chamo-me Ayrton Montarroyos, acabei de fazer 25 anos (pois é, sou da turma dos nascidos em 1995), nasci em Recife e comecei a cantar muito cedinho, aos 11.

              Fui uma criança esquisitíssima: vivia sozinho com meus discos (eram três), me emocionando com eles e ouvindo-os de cabo a rabo, a ponto da família pedir pra parar depois de horas ouvindo Dalva de Oliveira ou Evinha, ou Mireille Mathieu, sem nem me dar conta disso. Eu devia ter uns 4 ou 5 anos. Lembro que não sabia ler, porque não conseguia identificar o nome das cantoras nas capas. Até que um dia minha Voinha me revelou o nome das deusas que me tiravam da terra e me levavam para ser com elas.

              Minha paixão pela música começou assim, sem mais nem menos. Não sabia ler, não sabia fazer amizades facilmente, não entendia do mundo lá fora, mas aprendia ali a ouvir! Fui me apaixonando por ouvir, ouvir, ouvir e depois por cantar, cantar, cantar... Minha paixão tornou-se meu sonho, aos 15 anos eu já sabia que viveria pra servir à musica, que começaria a ser seu servo e seu mais apaixonado namorado. Com as economias guardadas dos meus inúmeros empregos desde os meus 11 anos, decidi junto a minha amada tia Cirleide, alugar um teatro e cantar por duas noites para um público que eu não sabia de onde iria surgir ou brotar. Não entendo direito como, mas lotei o teatro as duas noites, eu com 15 anos de idade, apaixonado pela música e agora mordido pelo bichinho do teatro. Não parei mais.

Foto de Luan Cardoso

              Sou um intérprete da canção popular brasileira, vivo da bilheteria dos teatros onde me apresento em várias partes deste meu país, sou amante da canção do nosso povo, do nosso povo e do Brasil, apesar do Brasil. Fui indicado a um Grammy Latino aos 18 anos, fui vice-campeão do The Voice Brasil com 20, aos 21 gravei o meu primeiro disco e me mudei para São Paulo para poder trabalhar cada vez mais. Com coragem, trabalho e música tenho seguido a minha vida, pagado minhas contas e fazendo o que mais amo sem me render ao mercado e à "força da grana que ergue e destrói coisas belas", como diria Caetano.

              Hoje enfrento um dos maiores desafios que a vida me impôs e imagino que a vários colegas: cumprir minha função no meio de uma pandemia causada por um vírus que mata pessoas e fecha os teatros, impede aglomerações das quais (e pelas quais) vivemos. Hoje enfrento esse momento da única forma que melhor posso fazê-lo: cantando e com coragem.

 

“O que trago dentro de mim preciso revelar

Eu solto um mundo de tristeza que a vida me dá

Me exponho a tanta emoção

Nasci pra sonhar e cantar

Na busca incessante do amor

Que desejo encontrar

 

Quanta gente por aí que não terá

A metade do prazer que sei gastar

No amor sou madrugada

Que aquece e não esquece

E há sempre um amanhã

Para o seu pranto secar” ( "Nasci pra Sonhar e Cantar" - Délcio Carvalho/Ivone Lara)

 

O QUE É “LIVE DAS TERÇAS”?

 

              Em decorrência da pandemia em que vivemos, a Live das Terças surgiu como uma readequação de uma excursão de sete apresentações que iríamos fazer no interior de São Paulo, patrocinada pelo PROAC  (um edital de fomento a cultura, no qual o projeto foi aprovado com a nota máxima, em primeiro lugar). Transformamos os sete espetáculos que faríamos em sete lives temáticas sobre os tocantes da canção popular brasileira. Bom, o projeto aprovado não se referia só aos shows: tivemos a ideia de ministrar, horas antes das apresentações nas cidades, oficinas de música brasileira voltadas às comunidades carentes e crianças.  Sendo assim, a Live das Terças não poderia ser um projeto que se resumisse a um intérprete cantando as canções em frente às câmeras, mas teria que alcançar o nosso primeiro objetivo: ensinar e aprender de alguma forma leve, teria que lembrar de um monte de passagens importantes do país, teria que colocar uma pulguinha atrás de todas as orelhas.

              Começamos o projeto e na primeira apresentação ao vivo (para as câmeras do YouTube) tivemos 300 pessoas me ouvindo cantar e falar sobre a importância de João Gilberto e as revoluções cultural e social da bossa nova no final dos anos 50. As semanas foram passando e nossa base de público aumentou incrivelmente, as pessoas espalharam (eu ia escrever “viralizaram”, mas tô traumatizado para usá-la) a notícia do projeto e hoje contamos com uma média de três a quatro mil pessoas conosco no momento das transmissões, e milhares de acessos nos dias seguintes. Grande parte do nosso público consiste em jovens de 16 a 20 anos de idade, muitas mulheres, muitos nordestinos, gente do mundo todo vendo e interagindo com a gente durante todas as terças, além dos mais velhos que também acaba descobrindo novidades aqui e ali. Conseguimos inserir uma conversa sobre arte e cultura naquele universo que criei com meu público, no meio de uma pandemia onde universidades, escolas e teatros estão fechados.

 

O QUE ACONTECEU DEPOIS DAS SETE APRESENTAÇÕES PATROCINADAS?

 

Todo contrato chega ao fim e com o nosso não foi diferente, mas não podíamos parar naquela sétima apresentação. Decidimos arcar com os custos e os riscos de fazer mais três lives e fechar uma primeira temporada com dez episódios gratuitos na internet, cheios de otimismo para que o projeto não acabasse, contando com uma sonhada segunda temporada.

Aderimos às ferramentas que pudessem nos ajudar a receber o auxílio solidário do público como o QR Code do aplicativo PicPay, e os dados bancários para quem preferisse fazer a doação por esse meio e ajudar com os custos todos (que agora eram nossos).

Tive a ideia de ao mesmo tempo que faço mais três apresentações, ligar para alguns amigos empresários, para pessoas influentes que conheço para que eles possivelmente nos indicassem empresas talvez interessadas em apoiar o projeto, assim não teríamos custo pra trabalhar, pelo menos. Mas como falei lá em cima, eu nasci no teatro e tô acostumado a vender o ingresso antes do espetáculo, ligar pro jornal diariamente pedindo para darem uma notinha ao menos, a ter que ouvir sonoros “nãos” e “sins” tímidos. Faço a maquiagem, ajeito o cabelo, visto um roupa bonita que eu mesmo desenhei e no terceiro sinal eu canto como se fosse a última vez, com o mesmo amor e ansiedade da primeira.

Então só pude contar com os deuses da música e com as doações do público, que foram de uma imensa boa vontade. Recebemos valores que variaram de R$ 5,00 até R$ 500,00. As pessoas ajudando como podiam naquele momento, apesar de viverem o mesmo tempo insólito que eu. Fiquei muito emocionado de sentir o carinho daqueles que não podiam doar, mas que marcavam os amigos nas publicações, divulgavam com o maior amor e fervor possíveis, que me mandaram mensagens chorando quando anunciei o final do projeto.

Além de financiar os custos, um percentual da renda gerada pelas três lives seria doado ao lar de caridade Casa do Amor, de Recife (um casa muito especial em que estive certa vez). Contudo, os valores arrecadados sequer cobriram os custos das três lives (que não são nada altos). Ainda assim, mantivemos as doações à instituição.  

 

VAMOS À SEGUNDA TEMPORADA?

 

             Mais uma vez não quero e não posso parar, os motivos para continuar são óbvios: um imenso público cativo que tem adorado o projeto (no final das lives uma média de 8.000 pessoas passaram por ali), me manter atuante quanto membro da sociedade em que vivo, manter os empregos dos diversos profissionais que me honram por trabalharem comigo e o mais importante: ser mais um na luta contra a elitização das artes e da cultura. Cultura provém do povo e a ele pertence. Tem que ser espalhada de maneira gratuita, ser de fácil acesso e de entendimento prazeroso.

              A ideia é seguir adiante, driblando todas as barreiras, e contar mais uma vez com o apoio do público. Queremos que esse projeto dure pelo menos até as nossas vidas se normalizarem , contudo sabemos que os passos não podem ser maiores que as pernas e tivemos (minha equipe e eu) a ideia de um financiamento coletivo para mais cinco lives por enquanto. Dando início a segunda temporada da “Live das Terças”. Mais cinco temas sobre canção popular brasileira, com altíssima qualidade, para todo o público, de graça e pra sempre registrado no YouTube.

              

QUAIS TEMAS PENSAMOS PARA OS PRÓXIMOS EPISÓDIOS?

 

Por enquanto os títulos são provisórios, eles podem mudar. Ou podem ser esses mesmo. :D

 

1.     Chorinho, Essência Brasileira

2.     Lupicínio Rodrigues, Entre Dores e Amores

3.     A Poesia de Vínicius, A Música de Tom (sobre os textos de Vinícius de Moraes e as canções do compositor Tom Jobim)

4.     Sorriso Negro: o Samba de Ivone Lara

5.     Caetano Veloso, além do “Transa” (referência ao disco “Transa” gravado em 1972 )

 

COMO O SEU DINHEIRO SERÁ EMPREGADO?

 

              O valor que pretendo arrecadar com este financiamento coletivo vai ser o mínimo suficiente para arcar com os pagamentos dos diversos profissionais envolvidos, do estúdio, da mixagem e masterização do som, tratamento da imagem e das taxas burocráticas (como 10% de comissão e taxas para esta plataforma que nos cede este espaço).

Não coloquei nesse cálculo nenhum pagamento (cachê) para mim. Não me importo em não receber, só não quero ficar sem trabalhar e sem fazer esses programas semanais que tem me enchido de felicidade e satisfação.

              Temos um custo total de aproximadamente R$ 3.600,00 por apresentação ao vivo (live). Esse é o valor necessário para que o projeto exista, com os custos super enxutos e sem cachê pra mim. Se por acaso ultrapassarmos o valor estipulado aqui de R$ 20.000,00 (custo das cinco lives + R$ 2.000,00 de comissão e taxas para esta plataforma), aí sim receberei um pagamento pelo meu trabalho que não consiste "somente" em cantar, como você já deve ter percebido.

Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires ainda não publicou nenhuma notícia.

QUEM SOU EU?

 

              Chamo-me Ayrton Montarroyos, acabei de fazer 25 anos (pois é, sou da turma dos nascidos em 1995), nasci em Recife e comecei a cantar muito cedinho, aos 11.

              Fui uma criança esquisitíssima: vivia sozinho com meus discos (eram três), me emocionando com eles e ouvindo-os de cabo a rabo, a ponto da família pedir pra parar depois de horas ouvindo Dalva de Oliveira ou Evinha, ou Mireille Mathieu, sem nem me dar conta disso. Eu devia ter uns 4 ou 5 anos. Lembro que não sabia ler, porque não conseguia identificar o nome das cantoras nas capas. Até que um dia minha Voinha me revelou o nome das deusas que me tiravam da terra e me levavam para ser com elas.

              Minha paixão pela música começou assim, sem mais nem menos. Não sabia ler, não sabia fazer amizades facilmente, não entendia do mundo lá fora, mas aprendia ali a ouvir! Fui me apaixonando por ouvir, ouvir, ouvir e depois por cantar, cantar, cantar... Minha paixão tornou-se meu sonho, aos 15 anos eu já sabia que viveria pra servir à musica, que começaria a ser seu servo e seu mais apaixonado namorado. Com as economias guardadas dos meus inúmeros empregos desde os meus 11 anos, decidi junto a minha amada tia Cirleide, alugar um teatro e cantar por duas noites para um público que eu não sabia de onde iria surgir ou brotar. Não entendo direito como, mas lotei o teatro as duas noites, eu com 15 anos de idade, apaixonado pela música e agora mordido pelo bichinho do teatro. Não parei mais.

Foto de Luan Cardoso

              Sou um intérprete da canção popular brasileira, vivo da bilheteria dos teatros onde me apresento em várias partes deste meu país, sou amante da canção do nosso povo, do nosso povo e do Brasil, apesar do Brasil. Fui indicado a um Grammy Latino aos 18 anos, fui vice-campeão do The Voice Brasil com 20, aos 21 gravei o meu primeiro disco e me mudei para São Paulo para poder trabalhar cada vez mais. Com coragem, trabalho e música tenho seguido a minha vida, pagado minhas contas e fazendo o que mais amo sem me render ao mercado e à "força da grana que ergue e destrói coisas belas", como diria Caetano.

              Hoje enfrento um dos maiores desafios que a vida me impôs e imagino que a vários colegas: cumprir minha função no meio de uma pandemia causada por um vírus que mata pessoas e fecha os teatros, impede aglomerações das quais (e pelas quais) vivemos. Hoje enfrento esse momento da única forma que melhor posso fazê-lo: cantando e com coragem.

 

“O que trago dentro de mim preciso revelar

Eu solto um mundo de tristeza que a vida me dá

Me exponho a tanta emoção

Nasci pra sonhar e cantar

Na busca incessante do amor

Que desejo encontrar

 

Quanta gente por aí que não terá

A metade do prazer que sei gastar

No amor sou madrugada

Que aquece e não esquece

E há sempre um amanhã

Para o seu pranto secar” ( "Nasci pra Sonhar e Cantar" - Délcio Carvalho/Ivone Lara)

 

O QUE É “LIVE DAS TERÇAS”?

 

              Em decorrência da pandemia em que vivemos, a Live das Terças surgiu como uma readequação de uma excursão de sete apresentações que iríamos fazer no interior de São Paulo, patrocinada pelo PROAC  (um edital de fomento a cultura, no qual o projeto foi aprovado com a nota máxima, em primeiro lugar). Transformamos os sete espetáculos que faríamos em sete lives temáticas sobre os tocantes da canção popular brasileira. Bom, o projeto aprovado não se referia só aos shows: tivemos a ideia de ministrar, horas antes das apresentações nas cidades, oficinas de música brasileira voltadas às comunidades carentes e crianças.  Sendo assim, a Live das Terças não poderia ser um projeto que se resumisse a um intérprete cantando as canções em frente às câmeras, mas teria que alcançar o nosso primeiro objetivo: ensinar e aprender de alguma forma leve, teria que lembrar de um monte de passagens importantes do país, teria que colocar uma pulguinha atrás de todas as orelhas.

              Começamos o projeto e na primeira apresentação ao vivo (para as câmeras do YouTube) tivemos 300 pessoas me ouvindo cantar e falar sobre a importância de João Gilberto e as revoluções cultural e social da bossa nova no final dos anos 50. As semanas foram passando e nossa base de público aumentou incrivelmente, as pessoas espalharam (eu ia escrever “viralizaram”, mas tô traumatizado para usá-la) a notícia do projeto e hoje contamos com uma média de três a quatro mil pessoas conosco no momento das transmissões, e milhares de acessos nos dias seguintes. Grande parte do nosso público consiste em jovens de 16 a 20 anos de idade, muitas mulheres, muitos nordestinos, gente do mundo todo vendo e interagindo com a gente durante todas as terças, além dos mais velhos que também acaba descobrindo novidades aqui e ali. Conseguimos inserir uma conversa sobre arte e cultura naquele universo que criei com meu público, no meio de uma pandemia onde universidades, escolas e teatros estão fechados.

 

O QUE ACONTECEU DEPOIS DAS SETE APRESENTAÇÕES PATROCINADAS?

 

Todo contrato chega ao fim e com o nosso não foi diferente, mas não podíamos parar naquela sétima apresentação. Decidimos arcar com os custos e os riscos de fazer mais três lives e fechar uma primeira temporada com dez episódios gratuitos na internet, cheios de otimismo para que o projeto não acabasse, contando com uma sonhada segunda temporada.

Aderimos às ferramentas que pudessem nos ajudar a receber o auxílio solidário do público como o QR Code do aplicativo PicPay, e os dados bancários para quem preferisse fazer a doação por esse meio e ajudar com os custos todos (que agora eram nossos).

Tive a ideia de ao mesmo tempo que faço mais três apresentações, ligar para alguns amigos empresários, para pessoas influentes que conheço para que eles possivelmente nos indicassem empresas talvez interessadas em apoiar o projeto, assim não teríamos custo pra trabalhar, pelo menos. Mas como falei lá em cima, eu nasci no teatro e tô acostumado a vender o ingresso antes do espetáculo, ligar pro jornal diariamente pedindo para darem uma notinha ao menos, a ter que ouvir sonoros “nãos” e “sins” tímidos. Faço a maquiagem, ajeito o cabelo, visto um roupa bonita que eu mesmo desenhei e no terceiro sinal eu canto como se fosse a última vez, com o mesmo amor e ansiedade da primeira.

Então só pude contar com os deuses da música e com as doações do público, que foram de uma imensa boa vontade. Recebemos valores que variaram de R$ 5,00 até R$ 500,00. As pessoas ajudando como podiam naquele momento, apesar de viverem o mesmo tempo insólito que eu. Fiquei muito emocionado de sentir o carinho daqueles que não podiam doar, mas que marcavam os amigos nas publicações, divulgavam com o maior amor e fervor possíveis, que me mandaram mensagens chorando quando anunciei o final do projeto.

Além de financiar os custos, um percentual da renda gerada pelas três lives seria doado ao lar de caridade Casa do Amor, de Recife (um casa muito especial em que estive certa vez). Contudo, os valores arrecadados sequer cobriram os custos das três lives (que não são nada altos). Ainda assim, mantivemos as doações à instituição.  

 

VAMOS À SEGUNDA TEMPORADA?

 

             Mais uma vez não quero e não posso parar, os motivos para continuar são óbvios: um imenso público cativo que tem adorado o projeto (no final das lives uma média de 8.000 pessoas passaram por ali), me manter atuante quanto membro da sociedade em que vivo, manter os empregos dos diversos profissionais que me honram por trabalharem comigo e o mais importante: ser mais um na luta contra a elitização das artes e da cultura. Cultura provém do povo e a ele pertence. Tem que ser espalhada de maneira gratuita, ser de fácil acesso e de entendimento prazeroso.

              A ideia é seguir adiante, driblando todas as barreiras, e contar mais uma vez com o apoio do público. Queremos que esse projeto dure pelo menos até as nossas vidas se normalizarem , contudo sabemos que os passos não podem ser maiores que as pernas e tivemos (minha equipe e eu) a ideia de um financiamento coletivo para mais cinco lives por enquanto. Dando início a segunda temporada da “Live das Terças”. Mais cinco temas sobre canção popular brasileira, com altíssima qualidade, para todo o público, de graça e pra sempre registrado no YouTube.

              

QUAIS TEMAS PENSAMOS PARA OS PRÓXIMOS EPISÓDIOS?

 

Por enquanto os títulos são provisórios, eles podem mudar. Ou podem ser esses mesmo. :D

 

1.     Chorinho, Essência Brasileira

2.     Lupicínio Rodrigues, Entre Dores e Amores

3.     A Poesia de Vínicius, A Música de Tom (sobre os textos de Vinícius de Moraes e as canções do compositor Tom Jobim)

4.     Sorriso Negro: o Samba de Ivone Lara

5.     Caetano Veloso, além do “Transa” (referência ao disco “Transa” gravado em 1972 )

 

COMO O SEU DINHEIRO SERÁ EMPREGADO?

 

              O valor que pretendo arrecadar com este financiamento coletivo vai ser o mínimo suficiente para arcar com os pagamentos dos diversos profissionais envolvidos, do estúdio, da mixagem e masterização do som, tratamento da imagem e das taxas burocráticas (como 10% de comissão e taxas para esta plataforma que nos cede este espaço).

Não coloquei nesse cálculo nenhum pagamento (cachê) para mim. Não me importo em não receber, só não quero ficar sem trabalhar e sem fazer esses programas semanais que tem me enchido de felicidade e satisfação.

              Temos um custo total de aproximadamente R$ 3.600,00 por apresentação ao vivo (live). Esse é o valor necessário para que o projeto exista, com os custos super enxutos e sem cachê pra mim. Se por acaso ultrapassarmos o valor estipulado aqui de R$ 20.000,00 (custo das cinco lives + R$ 2.000,00 de comissão e taxas para esta plataforma), aí sim receberei um pagamento pelo meu trabalho que não consiste "somente" em cantar, como você já deve ter percebido.

Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires ainda não publicou nenhuma notícia.