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AzMina + PenhaS: conectar fortalece

O aplicativo PenhaS informa, cria redes de proteção e ajuda a acionar a polícia e serviços de acolhimento


Projeto por: Revista AzMina
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Revista AzMina

Revista AzMina

O QUE É AZMINA?

 

AzMina é um instituto sem fins lucrativos que combate os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras. Nossa missão é promover a equidade de gênero por meio da informação e da tecnologia, considerando os aspectos de raça, classe e orientação sexual.

E como a gente faz isso? De várias formas: 

1. A Revista AzMina é uma publicação online e gratuita. De política a sexualidade, acreditamos que todo assunto é assunto de mulher, tem impacto na vida da população e merece ser abordado com responsabilidade, informações confiáveis e relevantes, sem reforçar preconceitos e estereótipos. É jornalismo independente e sem rabo preso - e jornalismo independente depende de quem acredita nele o bastante pra apoiá-lo.

2. O PenhaS é um aplicativo de enfrentamento à violência contra a mulher. É uma ferramenta para ajudar mulheres a quebrar o ciclo de violência. No app é possível conversar de maneira anônima sobre as violências sofridas, produzir provas contra o agressor, se informar sobre as delegacias da mulher e traçar sua rota até pontos de acolhimento e denúncia, além de ter um botão de pânico para pedir ajuda. 

3. Projetos variados, que vão de campanhas de conscientização a palestras, passando por eventos e consultorias. 

POR QUE APOIAR?

 

Somos uma organização sem fins lucrativos e dependemos do apoio das nossas leitoras e leitores para seguir fazendo nosso trabalho.

COMO USAMOS SEU DINHEIRO?

 

Jornalismo e tecnologias de combate a violência contra a mulher. Com a sua doação, mantemos ótimas jornalistas sempre atentas aos assuntos mais importantes do momento, as remunerando de maneira justa.

Foi com o apoio de leitoras e leitores que produzimos reportagens premiadas e inovadorasfizemos denúncias, acompanhamos de perto a política nacional e fomos reconhecidas em 2017 como o Melhor Veículo Jornalístico no Troféu Mulher Imprensa.

Seremos transparentes. Nossos apoiadores têm acesso a todas as nossas receitas, gastos e receberão emails mensais sobre o que fazemos com esse valioso apoio.

COMO FAZER PARTE

 

Com doação de R$ 15 ou mais por mês

Vamos te enviar esse imã, para lembrar que "o devido lugar" de mulher é onde ela quiser.

Você também passa a fazer parte do nosso Conselho Editorial de Leitores e poderá opinar em tudo o que produzimos, sugerir ideias de reportagens e acompanhar todo o processo do fazer jornalístico. A conversa com a redação é direta e por lá também rolam sorteios e convites para eventos.

Com doação de R$ 25 ou mais por mês 

Além de entrar para o nosso Conselho, você recebe em casa um exemplar do livro "Encarceramento em massa", de Juliana Borges, parte da coleção Feminismos Plurais.

Com doação de R$ 35 ou mais por mês

Além de entrar para o nosso Conselho, você recebe em casa um exemplar da segunda edição do nosso livro “Você já é feminista: abra este livro e descubra o porquê", que te ajuda a entender a história e as correntes do movimento.

Com doação de R$ 50 ou mais por mês

Além de entrar para o nosso Conselho e receber em casa um exemplar do nosso livro "Você já é feminista: abra este livro e descubra o porquê", você ainda recebe em seu e-mail o arquivo de um lindo poster feminista para decorar sua casa.

 

TAMBÉM ACEITAMOS DOAÇÕES EM CONTA BANCÁRIA!

 

Banco Votorantim (655)

Associação Azmina

CNPJ: 23.642.882/0001-94

Agência: 0655

Conta corrente: 83666-4 

 

Tem dúvidas sobre sua assinatura? Escreva para contato@azmina.com.br

Uma revista do caralho? Não! Da buceta!

Em 28/08/2015 19:41

Matéria publicada na revista TPM em 28/09

Nana Queiroz cresceu em Pirituba, na periferia de São Paulo. Desde cedo ela tinha vontade de ser repórter, mas quando pegava uma revista teen nas mãos, sentia que aquilo não tinha nada a ver com ela. Eram páginas e páginas com peças de roupa de R$ 500, meninas magérrimas, de pele branca e muita maquiagem no rosto. "Isso fazia eu me sentir excluída. Como se tivesse menos direito de desfrutar da feminilidade por não poder pagar caro", recorda Nana. Foi ali, ainda na década de 90, que nasceu o desejo de fazer uma publicação que conversasse com todas as brasileiras, desejo esse que a jornalista, atualmente com 29 anos, vai concretizar semana que vem, com o lançamento da revista on-line AzMina. A publicação mensal reproduzirá o capricho de uma revista impressa, e tudo de graça, em formato digital, acessível via smartphone, tablet ou computador.

O site, que entra no ar dia 1º e foi financiado por crowdfunding, vai oferecer conteúdo para as mulheres cujos manuais de sexo, moda e beleza, dataram. Os quadrinhos terão espaço garantido e pra começar estarão lá o Garota Siririca, de Gabi Lovelove6 e o Menina Não Pode, de Libu. A seção Butina será exclusiva para escritoras lésbicas. Para Nana, também idealizadora da campanha #NãoMereçoSerEstuprada e autora do livro "Presos que menstruam", fazer uma revista do caralho não basta. AzMina quer ser uma revista da buceta.

"As brasileiras não querem só ler sobre dieta. Elas têm gostos diversos, então querem ser tratadas com diversidade. Desejam conteúdos profundos e críticos", define a jornalista, que pensou em batizar a revista de Biscate. "Fizemos alguns testes, e o nome não teve boa aceitação. Não queríamos que a revista falasse só para convertidas ao feminismo, mas para todas que não querem ser menosprezadas". Na capa da primeira edição, por exemplo, uma reportagem sobre as fábricas da China que exportam para confecções de roupas brasileiras. Incômodo e informativo.

O "saiba como fazer" ou aquelas "45 dicas para..." ficarão de fora das manchetes. As criadoras da revista tem certeza de que as mulheres querem e podem mais do que isso."Esse discurso de que liberdade sexual é saber chupar o cara do jeito certo é balela. Na verdade, é só mais um jeito de aprisionar as minas", diz a subeditora Helena Bertho, de 27 anos. "Agente não quer é cagar regra".

Beleza e moda estarão presentes, mas sem modelos esquálidas com padrões fictícios e looks que não cabem no bolso. "É importante para nós reconstruir o conceito de beleza brasileiro, que ainda celebra o padrão europeu. Escolhemos meninas que refletem a mulher que está nas ruas", explica a diretora de arte Larissa Ribeiro, de 32 anos. E vai ter Photoshop? "Não! Nada de esconder estria, celulite, nem espinha!", garante Larissa.

Na diversidade de colaboradoras estão Lola Aronovich, que leciona na Universidade Federal do Ceará e edita o blog feminista Escreva Lola Escreva, e a travesti sucesso no YouTube, Luísa Marilac. Para a coluna de estreia, ela entrevistou mães de transexuais. "Falei com a mãe de uma menina que tomou sete tiros na barriga. Não segurei a emoção e choramos juntas", lembra Luísa, que deixou a mansão na Espanha e os "bons drink" para trás e, hoje, mora em Guarulhos. Luísa garante que estamos todas no mesmo barco, "independentemente do pedaço de picanha entre as pernas", diz.

Vai lá: www.facebook.com/revistaazmina


O QUE É AZMINA?

 

AzMina é um instituto sem fins lucrativos que combate os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras. Nossa missão é promover a equidade de gênero por meio da informação e da tecnologia, considerando os aspectos de raça, classe e orientação sexual.

E como a gente faz isso? De várias formas: 

1. A Revista AzMina é uma publicação online e gratuita. De política a sexualidade, acreditamos que todo assunto é assunto de mulher, tem impacto na vida da população e merece ser abordado com responsabilidade, informações confiáveis e relevantes, sem reforçar preconceitos e estereótipos. É jornalismo independente e sem rabo preso - e jornalismo independente depende de quem acredita nele o bastante pra apoiá-lo.

2. O PenhaS é um aplicativo de enfrentamento à violência contra a mulher. É uma ferramenta para ajudar mulheres a quebrar o ciclo de violência. No app é possível conversar de maneira anônima sobre as violências sofridas, produzir provas contra o agressor, se informar sobre as delegacias da mulher e traçar sua rota até pontos de acolhimento e denúncia, além de ter um botão de pânico para pedir ajuda. 

3. Projetos variados, que vão de campanhas de conscientização a palestras, passando por eventos e consultorias. 

POR QUE APOIAR?

 

Somos uma organização sem fins lucrativos e dependemos do apoio das nossas leitoras e leitores para seguir fazendo nosso trabalho.

COMO USAMOS SEU DINHEIRO?

 

Jornalismo e tecnologias de combate a violência contra a mulher. Com a sua doação, mantemos ótimas jornalistas sempre atentas aos assuntos mais importantes do momento, as remunerando de maneira justa.

Foi com o apoio de leitoras e leitores que produzimos reportagens premiadas e inovadorasfizemos denúncias, acompanhamos de perto a política nacional e fomos reconhecidas em 2017 como o Melhor Veículo Jornalístico no Troféu Mulher Imprensa.

Seremos transparentes. Nossos apoiadores têm acesso a todas as nossas receitas, gastos e receberão emails mensais sobre o que fazemos com esse valioso apoio.

COMO FAZER PARTE

 

Com doação de R$ 15 ou mais por mês

Vamos te enviar esse imã, para lembrar que "o devido lugar" de mulher é onde ela quiser.

Você também passa a fazer parte do nosso Conselho Editorial de Leitores e poderá opinar em tudo o que produzimos, sugerir ideias de reportagens e acompanhar todo o processo do fazer jornalístico. A conversa com a redação é direta e por lá também rolam sorteios e convites para eventos.

Com doação de R$ 25 ou mais por mês 

Além de entrar para o nosso Conselho, você recebe em casa um exemplar do livro "Encarceramento em massa", de Juliana Borges, parte da coleção Feminismos Plurais.

Com doação de R$ 35 ou mais por mês

Além de entrar para o nosso Conselho, você recebe em casa um exemplar da segunda edição do nosso livro “Você já é feminista: abra este livro e descubra o porquê", que te ajuda a entender a história e as correntes do movimento.

Com doação de R$ 50 ou mais por mês

Além de entrar para o nosso Conselho e receber em casa um exemplar do nosso livro "Você já é feminista: abra este livro e descubra o porquê", você ainda recebe em seu e-mail o arquivo de um lindo poster feminista para decorar sua casa.

 

TAMBÉM ACEITAMOS DOAÇÕES EM CONTA BANCÁRIA!

 

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Associação Azmina

CNPJ: 23.642.882/0001-94

Agência: 0655

Conta corrente: 83666-4 

 

Tem dúvidas sobre sua assinatura? Escreva para contato@azmina.com.br

Uma revista do caralho? Não! Da buceta!

Em 28/08/2015 19:41

Matéria publicada na revista TPM em 28/09

Nana Queiroz cresceu em Pirituba, na periferia de São Paulo. Desde cedo ela tinha vontade de ser repórter, mas quando pegava uma revista teen nas mãos, sentia que aquilo não tinha nada a ver com ela. Eram páginas e páginas com peças de roupa de R$ 500, meninas magérrimas, de pele branca e muita maquiagem no rosto. "Isso fazia eu me sentir excluída. Como se tivesse menos direito de desfrutar da feminilidade por não poder pagar caro", recorda Nana. Foi ali, ainda na década de 90, que nasceu o desejo de fazer uma publicação que conversasse com todas as brasileiras, desejo esse que a jornalista, atualmente com 29 anos, vai concretizar semana que vem, com o lançamento da revista on-line AzMina. A publicação mensal reproduzirá o capricho de uma revista impressa, e tudo de graça, em formato digital, acessível via smartphone, tablet ou computador.

O site, que entra no ar dia 1º e foi financiado por crowdfunding, vai oferecer conteúdo para as mulheres cujos manuais de sexo, moda e beleza, dataram. Os quadrinhos terão espaço garantido e pra começar estarão lá o Garota Siririca, de Gabi Lovelove6 e o Menina Não Pode, de Libu. A seção Butina será exclusiva para escritoras lésbicas. Para Nana, também idealizadora da campanha #NãoMereçoSerEstuprada e autora do livro "Presos que menstruam", fazer uma revista do caralho não basta. AzMina quer ser uma revista da buceta.

"As brasileiras não querem só ler sobre dieta. Elas têm gostos diversos, então querem ser tratadas com diversidade. Desejam conteúdos profundos e críticos", define a jornalista, que pensou em batizar a revista de Biscate. "Fizemos alguns testes, e o nome não teve boa aceitação. Não queríamos que a revista falasse só para convertidas ao feminismo, mas para todas que não querem ser menosprezadas". Na capa da primeira edição, por exemplo, uma reportagem sobre as fábricas da China que exportam para confecções de roupas brasileiras. Incômodo e informativo.

O "saiba como fazer" ou aquelas "45 dicas para..." ficarão de fora das manchetes. As criadoras da revista tem certeza de que as mulheres querem e podem mais do que isso."Esse discurso de que liberdade sexual é saber chupar o cara do jeito certo é balela. Na verdade, é só mais um jeito de aprisionar as minas", diz a subeditora Helena Bertho, de 27 anos. "Agente não quer é cagar regra".

Beleza e moda estarão presentes, mas sem modelos esquálidas com padrões fictícios e looks que não cabem no bolso. "É importante para nós reconstruir o conceito de beleza brasileiro, que ainda celebra o padrão europeu. Escolhemos meninas que refletem a mulher que está nas ruas", explica a diretora de arte Larissa Ribeiro, de 32 anos. E vai ter Photoshop? "Não! Nada de esconder estria, celulite, nem espinha!", garante Larissa.

Na diversidade de colaboradoras estão Lola Aronovich, que leciona na Universidade Federal do Ceará e edita o blog feminista Escreva Lola Escreva, e a travesti sucesso no YouTube, Luísa Marilac. Para a coluna de estreia, ela entrevistou mães de transexuais. "Falei com a mãe de uma menina que tomou sete tiros na barriga. Não segurei a emoção e choramos juntas", lembra Luísa, que deixou a mansão na Espanha e os "bons drink" para trás e, hoje, mora em Guarulhos. Luísa garante que estamos todas no mesmo barco, "independentemente do pedaço de picanha entre as pernas", diz.

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