Conheça a campanha
Os recifes estão entre os ambientes mais ameaçados do globo, devido à poluição costeira, às mudanças climáticas, à acidificação dos oceanos, à sobrepesca e ao turismo não sustentável. São de vital importância para manutenção da biodiversidade, pois conferem abrigos, tocas, zonas de alimentação e substrato para a uma ampla teia alimentar, que não existiria sem este ambiente complexo. Baleias jubarte, tartarugas, golfinhos, meros, aves marinhas, algas, cavalos-marinhos, badejos e uma ampla gama de organismos são usuários ou até mesmo dependentes dos recifes. Eles prestam importantes serviços ambientais à sociedade, como a proteção da costa, a manutenção da pesca, como fonte de substâncias químicas para uso em biotecnologia, e por sua beleza cênica.
O Projeto Coral Vivo nasceu no Museu Nacional/UFRJ há 13 anos. É fruto de 30 anos de experiência na pesquisa e em ações na conservação do ambiente recifal. Membros de sua equipe participaram de ações de criação de unidades de conservação marinhas como os parques nacionais marinhos de Abrolhos e Fernando de Noronha, a Reserva Extrativista do Corumbau, a APA Costa dos Corais, a APA Marinha e o Parque dos Corais de Búzios. Agregou outras parcerias, como com a Educação Ambiental do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro/MMA. Atua na Costa do Descobrimento, BA, desenvolvendo ações de educação ambiental, de pesquisa científica e de fomento à conservação, através de políticas públicas das diversas esferas governamentais.
O Coral Vivo opera base de pesquisas e espaços de visitação em Arraial d’Ajuda, BA. Já recebemos quase 1.000.000 de visitantes, todos atendidos por monitores. Capacitamos 400 professores de escolas públicas para atuação em educação ambiental na Costa do Descobrimento, e na Região dos Lagos, RJ. Recebemos 200 alunos de nível superior em programas de extensão em imersão local de um mês em nossas bases de 58 de instituições, de 17 estados. Estudamos a reprodução dos corais brasileiros formadores de recifes, estabelecendo dia e hora das desovas das principais espécies. Hoje podemos prever com antecedência quando as desovas ocorrerão, realizar a fecundação em laboratório, e cultivar o recruta. Construímos e operamos o mesocosmo marinho, um sistema de tanques experimentais para pesquisas de ponta, que simula estresses e altera as condições físico-químicas da água do mar, para compreendermos os efeitos da poluição costeira e das mudanças climáticas globais na fauna e flora marinhas. Realizamos mapeamentos físico e biológico de recifes em Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, importantes para a gestão de parques onde estão situados. Estes estudos são realizados por pesquisadores oriundos de instituições de pesquisa de abrangência nacional formando a Rede de Pesquisas Coral Vivo. Atuamos decisivamente, junto ao ICMBio, na elaboração e coordenação executiva do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais). Atuamos também junto ao MMA, ICMBio, conselhos de unidades de conservação e conselhos municipais de meio ambiente, buscando contribuir para a formulação e execução de políticas públicas voltadas para a conservação e uso sustentável de ambientes recifais.