Conheça a campanha

A chegada da pandemia no início do ano ao Brasil impôs a grande parte da população adotar o isolamento social, essa conduta gerou uma enorme crise à economia, as comunidades possuem uma população com grande vulnerabilidade social e de saúde. Muitas famílias perderam sua forma de conseguir dinheiro. Muitas também dependem diretamente da comida oferecida na merenda escolar para garantir alimentação adequada à suas crianças, o que aumenta ainda mais a dificuldade desse isolamento.
Somado a fome, temos que considerar a saúde mental dessa população, que diante desse cenário, não possui garantia de retomada da vida. Assim, ficam cada vez mais expostas a problemas como depressão, transtorno do pânico e suicídio e o agravamento das doenças mentais em quem já as possui.
São Remo é uma comunidade da zona oeste do município de São Paulo, localizada ao lado do principal campus da Universidade de São Paulo (USP). O assentamento informal fica no bairro do Butantã, na divisa com Rio Pequeno, e tem cerca de 2,3 mil casebres, ocupados por 6 mil pessoas. A comunidade São Remo é um local onde comunidades do seu entorno, como Gelo, 1010, entre outras, tomam como referência para acesso ao sistema de saúde e a outros equipamentos de assistência que não são disponíveis em suas próprias comunidades, apresentando assim altos índices de vulnerabilidade.

Somos estudantes da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), integramos o Núcleo Ayé (Coletivo Negro da FMUSP) e somos os idealizadores do Preta.ID, plataforma de impulsionamento de projetos da juventude negra, que está administrando a campanha.
A Preta.ID surgiu para sanar a demanda de projetos que associam juventude, negritude e saúde, temos hoje dois responsáveis, Larissa Alexandre, estudante de Medicina da USP, moradora da zona leste de São Paulo, Itaim Paulista e estagiária na equipe de cirurgia da Dra. Angelita Gama; Rafael Marques Geraldo estudante de Fisioterapia da USP, focado em pesquisas e projetos que combatem o racismo nas práticas de saúde e nas políticas públicas de saúde.

A comunidade São Remo, ao lado do principal território da célebre Universidade de São Paulo, pouco tem acesso ao que é produzido pela comunidade científica vizinha. O isolamento social é quase impossível, dada a proximidade entre as casas e o tamanho delas, para comportar o número de residentes. Com isso, cenas como crianças brincando em quadras, na praça, empinando pipa na rua, são comuns. Nessas situações cabe nosso julgamento?
Como há a dificuldade para a ocorrência do isolamento, vale investir na prevenção do contágio. Já houveram campanhas para a distribuição de máscaras, que diminui o contágio e agora pretendemos distribuir totens contendo álcool em gel para os locais onde certamente haverá circulação de pessoas e possíveis aglomerações.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
