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Financie um jornalismo mais diverso

Fortalecemos a construção de um jornalismo mais diverso, periférico, inclusivo e representativo.


Projeto por: Associação da Escola de Jornalismo
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Associação da Escola de Jornalismo

Associação da Escola de Jornalismo

A Énois foi criada em 2009 a partir de um trabalho voluntário no Capão Redondo, na época conhecido como um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Depois de treinarem 300 estudantes em cursos presenciais (leia aqui um pouco sobre essa trajetória), Amanda Rahra e Nina Weingrill resolveram dar um passo adiante para alcançar um número maior de pessoas e partiram para o ensino online. Mais de 4 mil estudantes passaram pela Escola de Jornalismo online. Ao longo do tempo, esses jovens, por meio da Énois, produziram conteúdo em parceria com veículos de abrangência nacional. Foram mais de 80 reportagens publicadas em veículos parceiros, como UOL Tab, The Intercept, The Guardian, Nexo, BBC e outros.

 

Em 2014, fomos selecionados pela revista americana GOOD como uma das 100 iniciativas globais que ajudam a empurrar o mundo pra frente e pelo BID como uma das 16 start-ups mais inovadoras da América Latina. No mesmo ano, fomos finalistas do Empreendedor Social da Folha de SP. E nos tornamos membros do programa Visão de Sucesso, da Endeavor, e TEDX speakers. Em 2015, fomos alavancados pela Edge Foundation, fundo internacional de apoio a start-ups de educação e vencemos o prêmio Empreendedor Sustentável. Hoje também temos apoio de diversas empresas e pessoas para realizar nossos projetos.

 

Mas, precisamos da sua doação para garantir o futuro da Énois. Os projetos, editais e empresas financiadoras passam, mas a Énois deve ficar. Tem que ficar. Sem a sua doação, corremos o risco de não conseguir manter nossa equipe com saúde e com as garantias necessárias às suas diversidades econômicas e sociais nesses tempos de pandemia, quando o mercado reflete diretamente na grana disponível para financiamentos sociais e culturais. Vem com a gente fazer parte da construção de um jornalismo mais diverso?

 

Se você ainda não se convenceu, chega mais que vamos te mostrar o impacto que o trabalho de 15 pessoas que acreditam no que fazem pode causar. 

 

> Em 2020, lançamos o Prato Firmeza Preto, um guia gastronômico focado na cozinha afrocentrada. O livro foi distribuído pra mais de 1.200 pessoas, entre equipe, empreendedores e a rede da Énois. O guia também ganhou Prêmio Jabuti, e vem sendo pauta de diversos veículos ao longo dos anos, como Rede Globo, Agência Mural e Guia Folha.

 

Acesse o site do Prato Firmeza, e conheça nosso projeto.  

 

> Com o Diversidade nas Redações, programa lançado em 2020, apoiamos a construção de diversidade em 10 veículos locais de norte a sul do Brasil, cada um contratando uma repórter com o apoio do programa e mentoria de editores dos veículos. A experiência vem sendo construída desde o lançamento do Manual da Diversidade para o Jornalismo e da nossa chegada à Folha de S. Paulo. 

 

Não sei se você viu, mas no seu aniversário de 100 anos, a Folha anunciou o lançamento de um programa de treinamento destinado somente a profissionais negros. É a primeira vez que a organização adota essa política. Desde 2019, a Énois está na Folha apoiando a estruturação da editoria de diversidade do jornal e com base nessa experiência desenvolvemos o Índice de Diversidade, um caminho de ferramentas para a inclusão da diversidade no dia a dia da produção. A construção de um processo seletivo diverso é um dos caminhos que indicamos que as organizações precisam construir e que pautou o programa de treinamento do jornal.

 

Acesse a página do Diversidade nas Redações, e conheça nosso projeto.

 

> O programa Jornalismo e Território, criado em 2020, tem como objetivo ajudar na erradicação dos desertos de notícias em diferentes locais do Brasil. Além disso, fomenta o jornalismo local e promove trocas entre território e informação. Tivemos 340 inscritos nas formações, e selecionamos 80! Destes, mais da metade (52,2%) estava participando de um curso de jornalismo pela primeira vez. 72% participavam de coletivos de comunicação ou jornalismo locais, o que nos permitiu construir uma rede diversa e potente nos territórios em que atuamos! 

 

Acesse a página de Jornalismo e Território, para conhecer as matérias feitas a partir das formações. 

 

Redação Aberta é um espaço de oficinas onde jornalistas e cidadãos se reúnem para discutir questões, compartilhar recursos e conhecimento e aprender a relatar e investigar histórias em seus territórios. Esse espaço foi construído a partir de uma parceria da co-fundadora da Énois, Nina Weingrill, com o City Bureau – um laboratório de jornalismo cívico sem fins lucrativos baseado em Chicago, nos EUA. Antes da pandemia, os debates eram realizados na sede da Énois, na Casa do Povo, e hoje são feitos online e transmitidos para o Facebook. Ao total, nos encontros realizados em 2019 e 2020, recebemos 164 inscrições, e 3903 visualizações gerais nas lives, contabilizando os dois canais que transmitimos. 

 

Acesse a página do Redação Aberta e veja as edições anteriores!

 

> Reload é um projeto inovador. Foi a primeira vez que 10 iniciativas jornalísticas independentes buscaram  compreender como os jovens consomem notícias. Desenvolvemos a pesquisa que serviu de base para a construção do projeto. A escuta sobre o consumo de notícias pelas juventudes de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém aconteceu no início de 2020. O resultado? Um jeito diferente de distribuir notícias. O Canal Reload está no Instagram, Twitter, e em breve no TikTok. 7.615 pessoas seguem no Instagram, sendo 10.100 o número de visualizações do reels mais acessado. No Twitter, 2.772 pessoas acompanham o canal

 

Acesse a página do Reload, no nosso site, e leia o primeiro relatório do projeto. 

 

> Durante os meses anteriores à eleição presidencial de 2018, os estudantes da Escola de Jornalismo da Énois, em São Paulo, e os jovens do data_labe, no Rio, fizeram a checagem semanal de fatos e boatos que poderiam impactar no processo eleitoral, distribuídos por suas redes de Whatsapp – majoritariamente jovens e periféricas. Esse projeto se chama Checazap! As checagens foram publicadas em pílulas, com texto e imagem, e distribuídas de volta nos grupos de WhatsApp numa logística reversa da mensagem, buscando furar uma bolha da rede, que é privada e fechada. Além do Whatsapp, as informações conferidas foram distribuídas no Twitter – divulgando com a hashtag #checazap todo conteúdo checado –, na página Quebrando o Tabu no Facebook, no HuffPost Brasil na web e em boletins semanais na CBN [1][2][3][4].

 

Acreditamos que para além dos projetos, que promovem discussões em coletivo sobre o jornalismo e a diversidade, também precisamos compartilhar os saberes que estamos aprendendo. A essência da educação ainda permeia nossas ações e norteia tudo o que fazemos. Por isso, também temos a Caixa de Ferramentas, um espaço com 51 tutoriais, dicas e conteúdos sobre como promover a diversidade no jornalismo. Ali você encontra nossos 12 anos de existência muito bem sistematizados! E enquanto conversamos aqui, a Caixa continua sendo atualizada.

 

Ufa! Quanta coisa né? Mas, tudo isso é pra te  mostrar como contribuir com a Énois é, na verdade, apoiar um jornalismo mais plural, diverso e local. É possibilitar transformações em jovens de diferentes regiões do Brasil e a saúde mental de uma equipe que lida todos os dias com muitos desafios. É provocar a grande mídia a rever suas práticas e manuais de jornalismo, num momento em que a desinformação reina. Impulsionar a diversidade no jornalismo é fazer a mídia se aproximar da população para garantir que informações de qualidade e verificadas estejam ao alcance de todes.

 

Você pode começar doando R$ 10,00! É simples, e com isso você já potencializa nosso trabalho e cria pontes.

 

 

Se tiver dúvidas, quiser doar mais de R$ 100 ou for representante de uma empresa, escreva para nosso coordenador de captação: ivan@enoisconteudo.com.br

 

 

 

Redação Aberta #20 | Veja como foi!

Em 08/04/2021 18:46

Oi, pessoal. Como vocês estão?


É sempre difícil fazer essa pergunta para alguém na pandemia, né? Por aqui, vamos nos segurando nos momentos de fortalecimento, como foi o Redação Aberta #20.

E aí, o que achou do nosso encontro? Te convido a compartilhar as impressões e sugerir novos temas na nossa pesquisa. Para nós, o seu feedback é fundamental.

Se você não assistiu ainda, pode ver a nossa conversa no YouTube ou no Facebook. Também te conto um resumo do que discutimos e adianto, foi massa!

Desta vez, o tema foi ?Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações?. Vocês já pararam para pensar nisso? Às vezes, somos provocados a incluir a diversidade no nosso vocabulário, mas se a gente for refletir, essa é uma palavra bem ampla. O que o Redação Aberta #20 nos mostrou é que diversidade nunca vai ser uma ação específica, é preciso moer muito até implementar a cultura em todas as áreas de qualquer empresa jornalística.

O Érico Firmo, do jornal O Povo (CE), nos mostrou isso na prática. Quando eles entraram no Programa Diversidade nas Redações, levaram de cara um susto. ?Meu sentimento particular era de que éramos uma empresa inclusiva. A gente tinha tradição isso, a presidente do jornal é mulher, há 24 anos a redação é dirigida por mulheres. Aí logo de início, quando fomos olhar a equipe de política, levamos o primeiro murro?, contou.

Um dos detalhes mais importantes descobertos por Érico nesse caminho pela diversidade é que há níveis de ações diferentes. Aquelas de produção, relativas às definições de pautas, criação de banco de fontes de pessoas negras ou trans, como eles estão fazendo no O Povo, eram as mais fáceis e rápidas. ?A diversidade está na nossa carta de princípios, mas levar isso para dentro da equipe, do RH, é difícil. Temos uma pessoa trans na nossa equipe, já fizemos matéria cobrando o uso do nome social, mas isso não era feito dentro da empresa.?

Tanto Érico quanto Jordânia Andrade, repórter do BHAZ (MG), nossa outra convidada, acreditam que ter pessoas dedicadas a pensar a diversidade faz diferença no avanço das ações. ?As pessoas costumam participar de palestras, workshops, mas na prática isso nem sempre flui. É importante ter alguém presente para fazer a ponte entre a diversidade e a realidade do repórter. Isso pode ajudar a construir algo que, às vezes, a própria universidade não permite?, disse Jordânia.

Essa percepção ajudou no fortalecimento da própria Jordânia enquanto profissional, que hoje se sente integrante de um movimento de construção na redação. ?É preciso trazer a visibilidade de forma justa. Criar grupos com os próprios repórteres, perguntar com que viés eles têm mais interesse de trabalhar, mas tentar buscar não só o que eles querem fazer, mas também o que eles precisam aprender. A realidade só vai te tocar quando você for até ela.?

Como resultado, o BHAZ conseguiu ampliar as fontes, os territórios cobertos em Belo Horizonte e atingir novos públicos, que interagem com os repórteres e os conteúdos. O Povo, por sua vez, vem conseguindo mudar as estruturas e produzir pautas como esta sobre crianças e adolescentes trans, que gerou um tráfego de audiência de assinantes acima do esperado.

Eles são integrantes de duas das 10 redações acompanhadas no Diversidade das Redações e conseguem ver essa evolução a partir da métrica criada no programa (veja aqui como aplicar na sua redação) por Jamile Santana, nossa gerente de Jornalismo. No Redação Aberta #20, Jamile contou como funciona esse acompanhamento, a partir da criação de pesos para cada ação e critérios avaliados.

?Há ações que precisam de mais investimento, mais gente envolvida. É preciso cruzar os dados do deslocamento com as experiências reais, e considerar os perfis distintos das redações?, disse. O alerta de Jamile, e a impressão que fica depois da nossa conversa, é que atingir a diversidade como cultura nas redações leva tempo, será um caminho de altos e baixos, mas que, se feito aos poucos e com avaliações periódicas, leva a transformações reais.

Um abraço, 
Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois
alice@enoisconteudo.com.br


Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Em 02/04/2021 12:37

O fortalecimento das ações de diversidade em uma redação pode ser medido, sabia? A Énois iniciou em 2020 o Programa de Diversidade nas Redações, que, em sua primeira edição, selecionou redações de diferentes perfis e regiões do país, além de repórteres diversos, para construir mudanças que tornem o veículo mais representativo na produção do conteúdo jornalístico, nos aspectos culturais e de gestão. 

Desenvolvemos uma métrica para acompanhar o deslocamento dessas redações rumo à diversidade, isto é, para mostrar quão distante ou quão próxima cada uma está da diversidade em diferentes áreas de atuação. Nosso próximo Redação Aberta será sobre isso e vai mostrar como as redações podem medir a inclusão da diversidade e desenvolver ações!

Jamile Santana, nossa gerente de jornalismo, vai mostrar como usar a régua de diversidade. E dois jornalistas do programa Diversidade nas Redações vão contar suas experiências: Jordânia Andrade, repórter no @portalbhaz nas editorias de diversidade e jornalismo comunitário, e Érico Firmo, jornalista, colunista de Política e editor no @opovoonline.

A métrica da Énois foi destaque na 1ª Conferência Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, realizada pelo @latamjournalismreview para o Jornalismo nas Américas. É possível assistir a apresentação aqui. Durante o Redação Aberta, você poderá tirar dúvidas com Jamile sobre como aplicá-la na sua redação.

Serviço

Redação Aberta | Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Com Jamile Santana, gerente de jornalismo da Énois, Jordânia Andrade, do BHAZ, e Érico Firmo, do O Povo.

Data: 06/04, das 10h às 11h30, via Zoom

Link de inscrição: bit.ly/redacao_aberta20

O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 


Jornalismo e Território abre inscrições para regiões Sul e Sudeste

Em 30/03/2021 12:33

Desde o ano passado temos trabalhado os temas da infância e território com comunicadores das periferias do Brasil por meio do curso Jornalismo e Território. 

O programa é financiado pela Fundação maria Cecilia Souto Vidigal , Porticus e Repórteres sem Fronteiras. Já demos um rolê nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e nas regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste do país. Agora estamos caminhando para nossa última edição! 

Agora é a vez das regiões Sul e Sudeste. Atenção, não valem inscrições para residentes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já que nossa primeira turma foi direcionada para jornalistas destes dois lugares. As inscrições podem ser feitas por este link: bit.ly/jtsudestesul , até dia 07/04.  A divulgação do resultado será dia 09/04.

Participar da formação é uma grande oportunidade de olhar para o território, trazendo o recorte da infância e adolescência e de contribuir com a produção e distribuição da informação.

“O curso superou minhas expectativas. Me levou a diversas reflexões, aprendizados  e conhecimentos que eu não tinha acesso”, comentou Gabriela Monteiro, da primeira edição do curso, em São Paulo. 

Além disso, os participantes que cumprirem 80% da carça horária da formação,irão receber uma ajuda de custo de R$ 250,00 reais.

Todo o processo resultará em um último encontro em que realizaremos uma grande reunião de pauta, com a presença de veículos parceiros da Énois. Entre as pautas apresentadas ao longo do curso e no encontro final, 6 (seis) delas serão selecionadas para produção. Cada selecionado receberá a remuneração de R$ 1 mil (um mil reais) para a produção e finalização da reportagem – uma forma de estimular a produção territorial e garantir a autoria de quem vive e convive nos territórios. Um edital com mais detalhes será enviado ao longo do curso.

Além das trocas de conhecimento, os encontros proporcionam também a criação de uma rede colaborativa entre os comunicadores, para potencializar e mapear quem também está no corre produzindo informação no território. 

Serviço

Inscrições: Do dia 23/03 até o dia 07/04. Para se inscrever, preencha o formulário aqui: bit.ly/jtsudestesul

Quem pode se inscrever: jornalistas e comunicadores de periferias e favelas das regiões Sul e Sudeste do país, exceto dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Duração: O curso vai ser desenvolvido em 8 (oito) encontros com uma carga horária de 3 (três) horas cada, das 16h às 19h, às terças e quartas. As datas são as seguintes: 13/04, 14/04, 20/04, 21/04, 27/04, 28/04, 04/05 e 05/05.


A Énois foi criada em 2009 a partir de um trabalho voluntário no Capão Redondo, na época conhecido como um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Depois de treinarem 300 estudantes em cursos presenciais (leia aqui um pouco sobre essa trajetória), Amanda Rahra e Nina Weingrill resolveram dar um passo adiante para alcançar um número maior de pessoas e partiram para o ensino online. Mais de 4 mil estudantes passaram pela Escola de Jornalismo online. Ao longo do tempo, esses jovens, por meio da Énois, produziram conteúdo em parceria com veículos de abrangência nacional. Foram mais de 80 reportagens publicadas em veículos parceiros, como UOL Tab, The Intercept, The Guardian, Nexo, BBC e outros.

 

Em 2014, fomos selecionados pela revista americana GOOD como uma das 100 iniciativas globais que ajudam a empurrar o mundo pra frente e pelo BID como uma das 16 start-ups mais inovadoras da América Latina. No mesmo ano, fomos finalistas do Empreendedor Social da Folha de SP. E nos tornamos membros do programa Visão de Sucesso, da Endeavor, e TEDX speakers. Em 2015, fomos alavancados pela Edge Foundation, fundo internacional de apoio a start-ups de educação e vencemos o prêmio Empreendedor Sustentável. Hoje também temos apoio de diversas empresas e pessoas para realizar nossos projetos.

 

Mas, precisamos da sua doação para garantir o futuro da Énois. Os projetos, editais e empresas financiadoras passam, mas a Énois deve ficar. Tem que ficar. Sem a sua doação, corremos o risco de não conseguir manter nossa equipe com saúde e com as garantias necessárias às suas diversidades econômicas e sociais nesses tempos de pandemia, quando o mercado reflete diretamente na grana disponível para financiamentos sociais e culturais. Vem com a gente fazer parte da construção de um jornalismo mais diverso?

 

Se você ainda não se convenceu, chega mais que vamos te mostrar o impacto que o trabalho de 15 pessoas que acreditam no que fazem pode causar. 

 

> Em 2020, lançamos o Prato Firmeza Preto, um guia gastronômico focado na cozinha afrocentrada. O livro foi distribuído pra mais de 1.200 pessoas, entre equipe, empreendedores e a rede da Énois. O guia também ganhou Prêmio Jabuti, e vem sendo pauta de diversos veículos ao longo dos anos, como Rede Globo, Agência Mural e Guia Folha.

 

Acesse o site do Prato Firmeza, e conheça nosso projeto.  

 

> Com o Diversidade nas Redações, programa lançado em 2020, apoiamos a construção de diversidade em 10 veículos locais de norte a sul do Brasil, cada um contratando uma repórter com o apoio do programa e mentoria de editores dos veículos. A experiência vem sendo construída desde o lançamento do Manual da Diversidade para o Jornalismo e da nossa chegada à Folha de S. Paulo. 

 

Não sei se você viu, mas no seu aniversário de 100 anos, a Folha anunciou o lançamento de um programa de treinamento destinado somente a profissionais negros. É a primeira vez que a organização adota essa política. Desde 2019, a Énois está na Folha apoiando a estruturação da editoria de diversidade do jornal e com base nessa experiência desenvolvemos o Índice de Diversidade, um caminho de ferramentas para a inclusão da diversidade no dia a dia da produção. A construção de um processo seletivo diverso é um dos caminhos que indicamos que as organizações precisam construir e que pautou o programa de treinamento do jornal.

 

Acesse a página do Diversidade nas Redações, e conheça nosso projeto.

 

> O programa Jornalismo e Território, criado em 2020, tem como objetivo ajudar na erradicação dos desertos de notícias em diferentes locais do Brasil. Além disso, fomenta o jornalismo local e promove trocas entre território e informação. Tivemos 340 inscritos nas formações, e selecionamos 80! Destes, mais da metade (52,2%) estava participando de um curso de jornalismo pela primeira vez. 72% participavam de coletivos de comunicação ou jornalismo locais, o que nos permitiu construir uma rede diversa e potente nos territórios em que atuamos! 

 

Acesse a página de Jornalismo e Território, para conhecer as matérias feitas a partir das formações. 

 

Redação Aberta é um espaço de oficinas onde jornalistas e cidadãos se reúnem para discutir questões, compartilhar recursos e conhecimento e aprender a relatar e investigar histórias em seus territórios. Esse espaço foi construído a partir de uma parceria da co-fundadora da Énois, Nina Weingrill, com o City Bureau – um laboratório de jornalismo cívico sem fins lucrativos baseado em Chicago, nos EUA. Antes da pandemia, os debates eram realizados na sede da Énois, na Casa do Povo, e hoje são feitos online e transmitidos para o Facebook. Ao total, nos encontros realizados em 2019 e 2020, recebemos 164 inscrições, e 3903 visualizações gerais nas lives, contabilizando os dois canais que transmitimos. 

 

Acesse a página do Redação Aberta e veja as edições anteriores!

 

> Reload é um projeto inovador. Foi a primeira vez que 10 iniciativas jornalísticas independentes buscaram  compreender como os jovens consomem notícias. Desenvolvemos a pesquisa que serviu de base para a construção do projeto. A escuta sobre o consumo de notícias pelas juventudes de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém aconteceu no início de 2020. O resultado? Um jeito diferente de distribuir notícias. O Canal Reload está no Instagram, Twitter, e em breve no TikTok. 7.615 pessoas seguem no Instagram, sendo 10.100 o número de visualizações do reels mais acessado. No Twitter, 2.772 pessoas acompanham o canal

 

Acesse a página do Reload, no nosso site, e leia o primeiro relatório do projeto. 

 

> Durante os meses anteriores à eleição presidencial de 2018, os estudantes da Escola de Jornalismo da Énois, em São Paulo, e os jovens do data_labe, no Rio, fizeram a checagem semanal de fatos e boatos que poderiam impactar no processo eleitoral, distribuídos por suas redes de Whatsapp – majoritariamente jovens e periféricas. Esse projeto se chama Checazap! As checagens foram publicadas em pílulas, com texto e imagem, e distribuídas de volta nos grupos de WhatsApp numa logística reversa da mensagem, buscando furar uma bolha da rede, que é privada e fechada. Além do Whatsapp, as informações conferidas foram distribuídas no Twitter – divulgando com a hashtag #checazap todo conteúdo checado –, na página Quebrando o Tabu no Facebook, no HuffPost Brasil na web e em boletins semanais na CBN [1][2][3][4].

 

Acreditamos que para além dos projetos, que promovem discussões em coletivo sobre o jornalismo e a diversidade, também precisamos compartilhar os saberes que estamos aprendendo. A essência da educação ainda permeia nossas ações e norteia tudo o que fazemos. Por isso, também temos a Caixa de Ferramentas, um espaço com 51 tutoriais, dicas e conteúdos sobre como promover a diversidade no jornalismo. Ali você encontra nossos 12 anos de existência muito bem sistematizados! E enquanto conversamos aqui, a Caixa continua sendo atualizada.

 

Ufa! Quanta coisa né? Mas, tudo isso é pra te  mostrar como contribuir com a Énois é, na verdade, apoiar um jornalismo mais plural, diverso e local. É possibilitar transformações em jovens de diferentes regiões do Brasil e a saúde mental de uma equipe que lida todos os dias com muitos desafios. É provocar a grande mídia a rever suas práticas e manuais de jornalismo, num momento em que a desinformação reina. Impulsionar a diversidade no jornalismo é fazer a mídia se aproximar da população para garantir que informações de qualidade e verificadas estejam ao alcance de todes.

 

Você pode começar doando R$ 10,00! É simples, e com isso você já potencializa nosso trabalho e cria pontes.

 

 

Se tiver dúvidas, quiser doar mais de R$ 100 ou for representante de uma empresa, escreva para nosso coordenador de captação: ivan@enoisconteudo.com.br

 

 

 

Redação Aberta #20 | Veja como foi!

Em 08/04/2021 18:46

Oi, pessoal. Como vocês estão?


É sempre difícil fazer essa pergunta para alguém na pandemia, né? Por aqui, vamos nos segurando nos momentos de fortalecimento, como foi o Redação Aberta #20.

E aí, o que achou do nosso encontro? Te convido a compartilhar as impressões e sugerir novos temas na nossa pesquisa. Para nós, o seu feedback é fundamental.

Se você não assistiu ainda, pode ver a nossa conversa no YouTube ou no Facebook. Também te conto um resumo do que discutimos e adianto, foi massa!

Desta vez, o tema foi ?Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações?. Vocês já pararam para pensar nisso? Às vezes, somos provocados a incluir a diversidade no nosso vocabulário, mas se a gente for refletir, essa é uma palavra bem ampla. O que o Redação Aberta #20 nos mostrou é que diversidade nunca vai ser uma ação específica, é preciso moer muito até implementar a cultura em todas as áreas de qualquer empresa jornalística.

O Érico Firmo, do jornal O Povo (CE), nos mostrou isso na prática. Quando eles entraram no Programa Diversidade nas Redações, levaram de cara um susto. ?Meu sentimento particular era de que éramos uma empresa inclusiva. A gente tinha tradição isso, a presidente do jornal é mulher, há 24 anos a redação é dirigida por mulheres. Aí logo de início, quando fomos olhar a equipe de política, levamos o primeiro murro?, contou.

Um dos detalhes mais importantes descobertos por Érico nesse caminho pela diversidade é que há níveis de ações diferentes. Aquelas de produção, relativas às definições de pautas, criação de banco de fontes de pessoas negras ou trans, como eles estão fazendo no O Povo, eram as mais fáceis e rápidas. ?A diversidade está na nossa carta de princípios, mas levar isso para dentro da equipe, do RH, é difícil. Temos uma pessoa trans na nossa equipe, já fizemos matéria cobrando o uso do nome social, mas isso não era feito dentro da empresa.?

Tanto Érico quanto Jordânia Andrade, repórter do BHAZ (MG), nossa outra convidada, acreditam que ter pessoas dedicadas a pensar a diversidade faz diferença no avanço das ações. ?As pessoas costumam participar de palestras, workshops, mas na prática isso nem sempre flui. É importante ter alguém presente para fazer a ponte entre a diversidade e a realidade do repórter. Isso pode ajudar a construir algo que, às vezes, a própria universidade não permite?, disse Jordânia.

Essa percepção ajudou no fortalecimento da própria Jordânia enquanto profissional, que hoje se sente integrante de um movimento de construção na redação. ?É preciso trazer a visibilidade de forma justa. Criar grupos com os próprios repórteres, perguntar com que viés eles têm mais interesse de trabalhar, mas tentar buscar não só o que eles querem fazer, mas também o que eles precisam aprender. A realidade só vai te tocar quando você for até ela.?

Como resultado, o BHAZ conseguiu ampliar as fontes, os territórios cobertos em Belo Horizonte e atingir novos públicos, que interagem com os repórteres e os conteúdos. O Povo, por sua vez, vem conseguindo mudar as estruturas e produzir pautas como esta sobre crianças e adolescentes trans, que gerou um tráfego de audiência de assinantes acima do esperado.

Eles são integrantes de duas das 10 redações acompanhadas no Diversidade das Redações e conseguem ver essa evolução a partir da métrica criada no programa (veja aqui como aplicar na sua redação) por Jamile Santana, nossa gerente de Jornalismo. No Redação Aberta #20, Jamile contou como funciona esse acompanhamento, a partir da criação de pesos para cada ação e critérios avaliados.

?Há ações que precisam de mais investimento, mais gente envolvida. É preciso cruzar os dados do deslocamento com as experiências reais, e considerar os perfis distintos das redações?, disse. O alerta de Jamile, e a impressão que fica depois da nossa conversa, é que atingir a diversidade como cultura nas redações leva tempo, será um caminho de altos e baixos, mas que, se feito aos poucos e com avaliações periódicas, leva a transformações reais.

Um abraço, 
Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois
alice@enoisconteudo.com.br


Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Em 02/04/2021 12:37

O fortalecimento das ações de diversidade em uma redação pode ser medido, sabia? A Énois iniciou em 2020 o Programa de Diversidade nas Redações, que, em sua primeira edição, selecionou redações de diferentes perfis e regiões do país, além de repórteres diversos, para construir mudanças que tornem o veículo mais representativo na produção do conteúdo jornalístico, nos aspectos culturais e de gestão. 

Desenvolvemos uma métrica para acompanhar o deslocamento dessas redações rumo à diversidade, isto é, para mostrar quão distante ou quão próxima cada uma está da diversidade em diferentes áreas de atuação. Nosso próximo Redação Aberta será sobre isso e vai mostrar como as redações podem medir a inclusão da diversidade e desenvolver ações!

Jamile Santana, nossa gerente de jornalismo, vai mostrar como usar a régua de diversidade. E dois jornalistas do programa Diversidade nas Redações vão contar suas experiências: Jordânia Andrade, repórter no @portalbhaz nas editorias de diversidade e jornalismo comunitário, e Érico Firmo, jornalista, colunista de Política e editor no @opovoonline.

A métrica da Énois foi destaque na 1ª Conferência Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, realizada pelo @latamjournalismreview para o Jornalismo nas Américas. É possível assistir a apresentação aqui. Durante o Redação Aberta, você poderá tirar dúvidas com Jamile sobre como aplicá-la na sua redação.

Serviço

Redação Aberta | Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Com Jamile Santana, gerente de jornalismo da Énois, Jordânia Andrade, do BHAZ, e Érico Firmo, do O Povo.

Data: 06/04, das 10h às 11h30, via Zoom

Link de inscrição: bit.ly/redacao_aberta20

O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 


Jornalismo e Território abre inscrições para regiões Sul e Sudeste

Em 30/03/2021 12:33

Desde o ano passado temos trabalhado os temas da infância e território com comunicadores das periferias do Brasil por meio do curso Jornalismo e Território. 

O programa é financiado pela Fundação maria Cecilia Souto Vidigal , Porticus e Repórteres sem Fronteiras. Já demos um rolê nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e nas regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste do país. Agora estamos caminhando para nossa última edição! 

Agora é a vez das regiões Sul e Sudeste. Atenção, não valem inscrições para residentes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já que nossa primeira turma foi direcionada para jornalistas destes dois lugares. As inscrições podem ser feitas por este link: bit.ly/jtsudestesul , até dia 07/04.  A divulgação do resultado será dia 09/04.

Participar da formação é uma grande oportunidade de olhar para o território, trazendo o recorte da infância e adolescência e de contribuir com a produção e distribuição da informação.

“O curso superou minhas expectativas. Me levou a diversas reflexões, aprendizados  e conhecimentos que eu não tinha acesso”, comentou Gabriela Monteiro, da primeira edição do curso, em São Paulo. 

Além disso, os participantes que cumprirem 80% da carça horária da formação,irão receber uma ajuda de custo de R$ 250,00 reais.

Todo o processo resultará em um último encontro em que realizaremos uma grande reunião de pauta, com a presença de veículos parceiros da Énois. Entre as pautas apresentadas ao longo do curso e no encontro final, 6 (seis) delas serão selecionadas para produção. Cada selecionado receberá a remuneração de R$ 1 mil (um mil reais) para a produção e finalização da reportagem – uma forma de estimular a produção territorial e garantir a autoria de quem vive e convive nos territórios. Um edital com mais detalhes será enviado ao longo do curso.

Além das trocas de conhecimento, os encontros proporcionam também a criação de uma rede colaborativa entre os comunicadores, para potencializar e mapear quem também está no corre produzindo informação no território. 

Serviço

Inscrições: Do dia 23/03 até o dia 07/04. Para se inscrever, preencha o formulário aqui: bit.ly/jtsudestesul

Quem pode se inscrever: jornalistas e comunicadores de periferias e favelas das regiões Sul e Sudeste do país, exceto dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Duração: O curso vai ser desenvolvido em 8 (oito) encontros com uma carga horária de 3 (três) horas cada, das 16h às 19h, às terças e quartas. As datas são as seguintes: 13/04, 14/04, 20/04, 21/04, 27/04, 28/04, 04/05 e 05/05.