Financie um jornalismo mais diverso |

Financie um jornalismo mais diverso

Fortalecemos a construção de um jornalismo mais diverso, periférico, inclusivo e representativo.


Projeto por: Associação da Escola de Jornalismo
R$ 1.480,00
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meta R$ 5.000,00

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Associação da Escola de Jornalismo

Associação da Escola de Jornalismo

A Énois foi criada em 2009 a partir de um trabalho voluntário no Capão Redondo, na época conhecido como um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Depois de treinarem 300 estudantes em cursos presenciais (leia aqui um pouco sobre essa trajetória), Amanda Rahra e Nina Weingrill resolveram dar um passo adiante para alcançar um número maior de pessoas e partiram para o ensino online. Mais de 4 mil estudantes passaram pela Escola de Jornalismo online. Ao longo do tempo, esses jovens, por meio da Énois, produziram conteúdo em parceria com veículos de abrangência nacional. Foram mais de 80 reportagens publicadas em veículos parceiros, como UOL Tab, The Intercept, The Guardian, Nexo, BBC e outros.

 

Em 2014, fomos selecionados pela revista americana GOOD como uma das 100 iniciativas globais que ajudam a empurrar o mundo pra frente e pelo BID como uma das 16 start-ups mais inovadoras da América Latina. No mesmo ano, fomos finalistas do Empreendedor Social da Folha de SP. E nos tornamos membros do programa Visão de Sucesso, da Endeavor, e TEDX speakers. Em 2015, fomos alavancados pela Edge Foundation, fundo internacional de apoio a start-ups de educação e vencemos o prêmio Empreendedor Sustentável. Hoje também temos apoio de diversas empresas e pessoas para realizar nossos projetos.

 

Mas, precisamos da sua doação para garantir o futuro da Énois. Os projetos, editais e empresas financiadoras passam, mas a Énois deve ficar. Tem que ficar. Sem a sua doação, corremos o risco de não conseguir manter nossa equipe com saúde e com as garantias necessárias às suas diversidades econômicas e sociais nesses tempos de pandemia, quando o mercado reflete diretamente na grana disponível para financiamentos sociais e culturais. Vem com a gente fazer parte da construção de um jornalismo mais diverso?

 

Se você ainda não se convenceu, chega mais que vamos te mostrar o impacto que o trabalho de 15 pessoas que acreditam no que fazem pode causar. 

 

> Em 2020, lançamos o Prato Firmeza Preto, um guia gastronômico focado na cozinha afrocentrada. O livro foi distribuído pra mais de 1.200 pessoas, entre equipe, empreendedores e a rede da Énois. O guia também ganhou Prêmio Jabuti, e vem sendo pauta de diversos veículos ao longo dos anos, como Rede Globo, Agência Mural e Guia Folha.

 

Acesse o site do Prato Firmeza, e conheça nosso projeto.  

 

> Com o Diversidade nas Redações, programa lançado em 2020, apoiamos a construção de diversidade em 10 veículos locais de norte a sul do Brasil, cada um contratando uma repórter com o apoio do programa e mentoria de editores dos veículos. A experiência vem sendo construída desde o lançamento do Manual da Diversidade para o Jornalismo e da nossa chegada à Folha de S. Paulo. 

 

Não sei se você viu, mas no seu aniversário de 100 anos, a Folha anunciou o lançamento de um programa de treinamento destinado somente a profissionais negros. É a primeira vez que a organização adota essa política. Desde 2019, a Énois está na Folha apoiando a estruturação da editoria de diversidade do jornal e com base nessa experiência desenvolvemos o Índice de Diversidade, um caminho de ferramentas para a inclusão da diversidade no dia a dia da produção. A construção de um processo seletivo diverso é um dos caminhos que indicamos que as organizações precisam construir e que pautou o programa de treinamento do jornal.

 

Acesse a página do Diversidade nas Redações, e conheça nosso projeto.

 

> O programa Jornalismo e Território, criado em 2020, tem como objetivo ajudar na erradicação dos desertos de notícias em diferentes locais do Brasil. Além disso, fomenta o jornalismo local e promove trocas entre território e informação. Tivemos 340 inscritos nas formações, e selecionamos 80! Destes, mais da metade (52,2%) estava participando de um curso de jornalismo pela primeira vez. 72% participavam de coletivos de comunicação ou jornalismo locais, o que nos permitiu construir uma rede diversa e potente nos territórios em que atuamos! 

 

Acesse a página de Jornalismo e Território, para conhecer as matérias feitas a partir das formações. 

 

Redação Aberta é um espaço de oficinas onde jornalistas e cidadãos se reúnem para discutir questões, compartilhar recursos e conhecimento e aprender a relatar e investigar histórias em seus territórios. Esse espaço foi construído a partir de uma parceria da co-fundadora da Énois, Nina Weingrill, com o City Bureau – um laboratório de jornalismo cívico sem fins lucrativos baseado em Chicago, nos EUA. Antes da pandemia, os debates eram realizados na sede da Énois, na Casa do Povo, e hoje são feitos online e transmitidos para o Facebook. Ao total, nos encontros realizados em 2019 e 2020, recebemos 164 inscrições, e 3903 visualizações gerais nas lives, contabilizando os dois canais que transmitimos. 

 

Acesse a página do Redação Aberta e veja as edições anteriores!

 

> Reload é um projeto inovador. Foi a primeira vez que 10 iniciativas jornalísticas independentes buscaram  compreender como os jovens consomem notícias. Desenvolvemos a pesquisa que serviu de base para a construção do projeto. A escuta sobre o consumo de notícias pelas juventudes de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém aconteceu no início de 2020. O resultado? Um jeito diferente de distribuir notícias. O Canal Reload está no Instagram, Twitter, e em breve no TikTok. 7.615 pessoas seguem no Instagram, sendo 10.100 o número de visualizações do reels mais acessado. No Twitter, 2.772 pessoas acompanham o canal

 

Acesse a página do Reload, no nosso site, e leia o primeiro relatório do projeto. 

 

> Durante os meses anteriores à eleição presidencial de 2018, os estudantes da Escola de Jornalismo da Énois, em São Paulo, e os jovens do data_labe, no Rio, fizeram a checagem semanal de fatos e boatos que poderiam impactar no processo eleitoral, distribuídos por suas redes de Whatsapp – majoritariamente jovens e periféricas. Esse projeto se chama Checazap! As checagens foram publicadas em pílulas, com texto e imagem, e distribuídas de volta nos grupos de WhatsApp numa logística reversa da mensagem, buscando furar uma bolha da rede, que é privada e fechada. Além do Whatsapp, as informações conferidas foram distribuídas no Twitter – divulgando com a hashtag #checazap todo conteúdo checado –, na página Quebrando o Tabu no Facebook, no HuffPost Brasil na web e em boletins semanais na CBN [1][2][3][4].

 

Acreditamos que para além dos projetos, que promovem discussões em coletivo sobre o jornalismo e a diversidade, também precisamos compartilhar os saberes que estamos aprendendo. A essência da educação ainda permeia nossas ações e norteia tudo o que fazemos. Por isso, também temos a Caixa de Ferramentas, um espaço com 51 tutoriais, dicas e conteúdos sobre como promover a diversidade no jornalismo. Ali você encontra nossos 12 anos de existência muito bem sistematizados! E enquanto conversamos aqui, a Caixa continua sendo atualizada.

 

Ufa! Quanta coisa né? Mas, tudo isso é pra te  mostrar como contribuir com a Énois é, na verdade, apoiar um jornalismo mais plural, diverso e local. É possibilitar transformações em jovens de diferentes regiões do Brasil e a saúde mental de uma equipe que lida todos os dias com muitos desafios. É provocar a grande mídia a rever suas práticas e manuais de jornalismo, num momento em que a desinformação reina. Impulsionar a diversidade no jornalismo é fazer a mídia se aproximar da população para garantir que informações de qualidade e verificadas estejam ao alcance de todes.

 

Você pode começar doando R$ 10,00! É simples, e com isso você já potencializa nosso trabalho e cria pontes.

 

 

Se tiver dúvidas, quiser doar mais de R$ 100 ou for representante de uma empresa, escreva para nosso coordenador de captação: ivan@enoisconteudo.com.br

 

 

 

Énois é um dos veículos associados a Ajor - Associação de Jornalismo Digital

Em 10/06/2021 17:16

Na segunda-feira, dia 07 de junho, data em que se comemorou o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, foi lançada oficialmente a Ajor ? Associação de Jornalismo Digital, que já reúne 30 organizações de todo o país.


Para celebrar o lançamento, o Conselho da Ajor convidou o professor Rosental Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, para uma live hoje, 10 de junho, às 19h. Rosental, que contribuiu para a articulação que levou à formação da Ajor, vai conduzir a conversa com os representantes da nova associação.


Neste ano, a Énois participou da Primeira Conferência Latino-americana de Diversidade no Jornalismo, produzida também pelo Knight Center for Journalism in the Americas, para apresentar uma ferramenta de métrica de diversidade, desenvolvida a partir do programa Diversidade nas Redações. A ferramenta é a primeira do Brasil a medir a diversidade, além de auxiliar no monitoramento das políticas de inclusão nas redações e é com essa pauta que a Énois pretende contribuir na construção e articulação da Ajor. Confira aqui como rolou essa participação. 


Sobre a Ajor ? um grande primeiro passo!


A fundação da Ajor acontece num momento de transformação da forma como o jornalismo é produzido e consumido no Brasil e no mundo. Novas organizações de mídia digital têm se consolidado como geradoras de mudanças na sociedade, firmando posições em defesa dos direitos humanos e contra a desinformação e abusos de poder. 


A primeira presidente da Ajor, Natalia Viana, é diretora executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, e priorizará em sua gestão a consolidação das mudanças pelas quais passou o jornalismo no Brasil. ?Os veículos digitais estão há alguns anos liderando a inovação no jornalismo brasileiro. A associação vem para fortalecer esse cenário e portanto melhorar o nosso jornalismo como um todo em um momento em que ele enfrenta sérios desafios.? 


A principal missão da organização é o fortalecimento do jornalismo brasileiro, e suas atividades organizam-se em três eixos de atuação: a profissionalização e fortalecimento das associadas (orientações sobre melhores práticas e construção de parcerias para formação), a defesa do jornalismo e da democracia (monitoramento de decisões do poder público, criação de ferramentas de defesa legal e organização de eventos) e a promoção de diversidade. Mais de 20 das 30 organizações fundadoras têm mulheres e pessoas negras em posição de liderança. 


Mesmo antes do lançamento oficial, as organizações associadas à Ajor já estavam realizando algumas atividades. Um exemplo são as Conversas em Off, reuniões quinzenais entre associadas para discutir questões estratégicas relacionadas aos negócios e buscar soluções inteligentes a partir das experiências de cada organização. 


Programações da Ajor


A partir de julho, a Ajor realizará Conversas Abertas transmitidas via Facebook Live, Linkedin e canal do YouTube com um/a convidado/a para compartilhar o processo de construção de conteúdos e produtos que podem inspirar o jornalismo digital brasileiro. 


Para o início do ano que vem, o conselho da Ajor planeja a realização da 3ª edição do Festival 3i, evento pioneiro no continente voltado para a inovação e empreendedorismo. As 30 organizações que fundaram a Ajor são uma pequena amostra da diversidade dos novos veículos de mídia do país. Há o desejo de ter associadas em todas as regiões do país, com diferentes modelos de negócio e tipos de produção de conteúdo. Entre as que hoje fazem parte estão organizações como Agência Mural, Periferia em Movimento, revista Azmina e data_labe. 


Acompanhe a Ajor nas redes sociais: 


instagram.com/ajor_digital


twitter.com/ajor_digital


facebook.com/associacaojornalismodigital


youtube ? Associação de Jornalismo Digital


Associadas Fundadoras da Ajor 


Agência Amazônia Real ? https://amazoniareal.com.br/ 


Agência Mural ? https://www.agenciamural.org.br/ 


Agência Saiba Mais ? https://www.saibamais.jor.br/ 


Alma Preta ? https://almapreta.com/ 


data_labe ? http://datalabe.org/ 


Eco Nordeste ? https://agenciaeconordeste.com.br/ 


Énois Laboratório de Jornalismo ? https://enoisconteudo.com.br/ 


Gênero e Número ? http://www.generonumero.media/ 


InfoAmazonia ? https://infoamazonia.org 


Instituto O Joio e O Trigo ? http://ojoioeotrigo.com.br/ 


JOTA ? http://www.jota.info 


MyNews ? https://canalmynews.com.br/ 


Nexo Jornal ? https://www.nexojornal.com.br/ 


Nós, mulheres da periferia ? http://nosmulheresdaperiferia.com.br

Periferia em Movimento ? http://periferiaemmovimento.com.br/ 


Plural ? http://www.plural.jor.br 


Portal Catarinas ? https://catarinas.info/ 


Projeto #Colabora ? https://projetocolabora.com.br/


Repórter Brasil ? https://reporterbrasil.org.br/


Revista Afirmativa ? https://revistaafirmativa.com.br/ 


Organizações do Conselho Executivo e Deliberativo da Ajor

((o))eco ? https://www.oeco.org.br/ 


Agência Pública ? https://apublica.org 


Aos Fatos ? https://www.aosfatos.org 


Congresso em Foco ? https://congressoemfoco.uol.com.br/

Marco Zero Conteúdo ? https://marcozero.org/

Maré de Notícias Online ? https://mareonline.com.br/


Meio ? https://www.canalmeio.com.br 


Ponte Jornalismo ? https://ponte.org/ 


Rádio Novelo ? http://www.radionovelo.com.br

Revista AzMina ? https://azmina.com.br/                                


RA #22 | Como buscar equilíbrio emocional após um ano cobrindo na pandemia

Em 25/05/2021 13:50

Oi, aqui quem fala é Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois.Tudo bem?


Essa parece ser uma pergunta cada vez mais complexa de se fazer. É difícil encontrar alguém que esteja bem, principalmente se essa pessoa for jornalista. Alguns estudos acadêmicos sugerem que, pelo menos, oito em cada dez jornalistas irão enfrentar algum evento traumático ao longo da vida profissional. A questão é que a covid-19 trouxe uma série desses episódios de uma vez. O resultado são profissionais exaustos, cansados e estressados, com sinais de ansiedade e depressão.


O estudo Journalism and the Pandemic Project, do International Center for Journalists (ICFJ) e do Tow Center for Digital Journalism da Columbia University, trouxe um alerta: 70% dos jornalistas avaliaram os impactos psicológicos e emocionais da crise da covid-19 como o aspecto mais difícil do trabalho. Outra pesquisa, da Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ), aplicada no Brasil pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é ainda mais específica: 61,25% dos jornalistas brasileiros entrevistados relataram aumento da ansiedade e do estresse.


O problema atinge jornalistas com anos de carreira na mídia tradicional, como mostra levantamento do Reuters Institute e da Universidade de Toronto, e também a galera que faz comunicação na periferia brasileira.


A pandemia pode ter sido o estopim de um problema antigo na profissão, mas que costumava ser jogado para debaixo do tapete, seja pela importância de narrar a próxima notícia ou porque falar de saúde mental ainda é um tabu no jornalismo. Somos uns dos primeiros a responder às crises, mas dos últimos a reconhecer que estamos em crise.


E já que não dá mais para negar essa realidade, como você está lidando com ela? Como as redações podem criar espaços emocionalmente equilibrados? Quais as estratégias existentes para jornalistas e comunicadores identificarem sinais de estresse e evitar a sobrecarga mental?


Nossa ideia é respondermos a essas perguntas juntos e nos acolhermos no próximo Redação Aberta, encontro mensal que realizamos na Énois para falar sobre jornalismo e diversidade. Desta vez, vamos falar sobre ?Como buscar o equilíbrio emocional após um ano cobrindo a pandemia?.


Nossos convidados serão: João Frey, chefe de redação do Congresso em Foco e fundador da Livre.jor, e Guilherme Valadares, diretor de pesquisa no Instituto PDH e professor de equilíbrio emocional certificado pelo programa CEB (Cultivating Emotional Balance).


Redação Aberta | Como buscar o equilíbrio emocional após um ano cobrindo a pandemia


Com João Frey, chefe de redação do Congresso em Foco e fundador da Livre.jor, e Guilherme Valadares, diretor de pesquisa no Instituto PDH e professor de equilíbrio emocional certificado pelo programa CEB (Cultivating Emotional Balance).


Inscreva-se: bit.ly/redacao22


Data: 01/06, das 10h às 11h30, via Zoom


O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui


Em caso de dúvida, escreva para mim: alice@enoisconteudo.com.br


Um abraço,

Alice de Souza

Coordenadora de Sistematização



Redação Aberta #21, veja como foi!

Em 07/05/2021 16:09

Oi, pessoal. Como vocês estão?


Espero que esteja tudo bem por aí, mesmo com essa montanha-russa de sentimentos que nós temos vivido ultimamente. Estou aqui para compartilhar com vocês como foi o nosso Redação Aberta de maio. Se você perdeu, confere aqui o vídeo completo.


Desta vez, o tema foi ?Como criar uma política de auxílio emergencial na redação? e rendeu uma discussão potente! Convidamos Amanda Rahra, diretora institucional da Énois, Cíntia Gomes, diretora de comunicação institucional da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, e Kátia Brasil, co-fundadora e editora-executiva da agência Amazônia Real. Juntas, elas compartilharam as iniciativas de apoio às equipes criadas no contexto da pandemia, mas foram além, convidaram os participantes a refletir sobre cuidado e jornalismo.


A sensação é que a palavra ?cuidado? só entra no vocabulário da redação para apagar incêndios, mas será que é preciso estar diante de uma crise para pensar alternativas de suporte aos jornalistas? Kátia Brasil nos contou como a perda de um companheiro de equipe, em 2019, fez a Amazônia Real rever as políticas de cuidado e de como o choque foi fundamental para alicerçar a garantia de direitos durante a pandemia.


A Amazônia Real, por exemplo, ampliou os contratos dos colaboradores recorrentes, para mitigar as perdas financeiras do período, buscou apoio do Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para oferecer apoio psicológico a 11 pessoas da equipe, está custeando máscaras, testes para identificação da covid-19, entre outras medidas. ?A gente já está aqui há um ano, preocupado com a pandemia. Não só de expor a situação da pandemia onde a gente vive, mas também de olhar pra dentro, cuidando da nossa equipe?, disse Kátia.


A Agência Mural, que tem 76 correspondentes colaborativos e tinha uma equipe fixa de 20 pessoas em 2020, também fez adequações estruturais e operacionais. Cintia Gomes ressaltou a importância do diálogo com parceiros para captar recursos e viabilizar a compra de computadores e fones de ouvido, além de custear apoio para gastos com internet, em função do trabalho remoto.


?A gente também durante as reuniões mensais procurou saber como cada um estava se sentindo, como estava em meio à pandemia, a sua vida em casa, vida profissional, os familiares.Isso se tornou rotineiro?, contou Cintia. As experiências da Mural e da Amazônia Real coincidem com um processo realizado dentro da Énois, de buscar apoio externo para viabilizar compras de equipamentos para a equipe e bancar gastos com internet e saúde mental.


Durante o Redação, Amanda Rahra detalhou como a Énois conseguiu criar um fundo de Rh a partir da distribuição de um auxílio emergencial. A metodologia criada, que pode ser vista na nossa caixa de ferramentas, buscou a equidade entre os integrantes da equipe. Amanda mostrou que a consolidação desse processo teve como premissa escutar a equipe e que a ideia surgiu de um edital.


A conversa foi longa e produtiva! Esses três exemplos mostram que é possível sim garantir cuidado e, principalmente, que se esse processo envolve escutar a equipe, repensar a gestão dos recursos com o coletivo e muita organização, ficará muito mais fácil. E com chances altas de se tornar algo permanente.



Obrigada e um abraço,

Alice de Souza

Coordenadora de Sistematização

alice@enoisconteudo.com.br



Nota de Repúdio

Em 30/04/2021 14:08

A Énois Laboratório de Jornalismo e idealizadora do programa Prato Firmeza vem a público manifestar seu repúdio ao comportamento xenofóbico e preconceituoso protagonizado por Ana Maria Braga e Thiago Oliveira durante o programa Mais Você exibido no último dia 27 de abril ao provarem o Ugali, um prato queniano feito à pedido do programa pelo chef Sam do Mama África Labonne Bouffe.


A culinária africana serviu como base para a construção do cardápio brasileiro e está presente na feijoada, no acarajé, no frango com quiabo e no uso da batata doce, por exemplo. Representa a conexão dos povos e suas ancestralidades, como contam os empreendedores negros ouvidos no Prato Firmeza Preto, lançado pela Énois, Agência Mural, Vozes das Periferias, Alma Preta e Preto Império, em parceria com a Feira Preta em 2020.


Sabemos que cozinhar comida africana em um País como o Brasil, que valoriza muito mais a cultura europeia, é um ato de resistência. Por isso, declaramos nosso total apoio ao trabalho do Chef Sam que representa dezenas de empreendedores negros que, com seus pratos carregados de ancestralidade, furaram a bolha e são referências gastronômicas em ambientes predominantemente brancos.


Para conhecer o trabalho dele e de outros chefs que priorizam a culinária africana em seus trabalhos, baixe o guia Prato Firmeza Preto no site https://pratofirmeza.com.br/.



RA #21 | Como criar uma política de auxílio emergencial na redação

Em 27/04/2021 13:00

Oie, tudo bem? Aqui é  Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois, e tenho um convite para você que apoia a gente!


Desde o começo da pandemia, os jornalistas têm trabalhado muito para levar informação correta à população. A crise sanitária, por outro lado, escancarou as vulnerabilidades da profissão. Vocês sabiam que o Brasil é o país que registrou o maior número de jornalistas mortos por covid-19 no mundo?


O dado do dossiê "Jornalistas vitimados por covid-19", elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e divulgado neste mês de abril, nos leva a pensar: o que estamos fazendo para proteger os jornalistas nesse contexto? Será que é possível pensar em uma política de cuidado e auxílio emergencial para nós neste momento?


A Énois conseguiu desenhar uma política que se transformou num fundo de RH permanente. A Amazônia Real aumentou o tempo dos contratos e valor dos pagamentos, para garantir que na pandemia o profissional não fique sem recursos. A Agência Mural implementou uma ajuda de custo para internet e compra notebooks para toda a equipe fixa e smartphones com as linhas pagas pela organização.


Quer conhecer mais sobre essas iniciativas? Então chega junto no próximo Redação Aberta. Desta vez, vamos falar sobre como implementar políticas de auxílio emergencial na redação.


Serviço: 


Redação Aberta | Como criar uma política de auxílio emergencial nas redações


Com Amanda Rahra, diretora institucional da Énois, Cíntia Gomes, diretora de comunicação institucional da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, e Kátia Brasil, co-fundadora e editora-executiva da agência Amazônia Real


Data: 04/05, das 10h às 11h30, via Zoom


Inscreva-se: bit.ly/redacao21


O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 

 



Redação Aberta #20 | Veja como foi!

Em 08/04/2021 18:46

Oi, pessoal. Como vocês estão?


É sempre difícil fazer essa pergunta para alguém na pandemia, né? Por aqui, vamos nos segurando nos momentos de fortalecimento, como foi o Redação Aberta #20.

E aí, o que achou do nosso encontro? Te convido a compartilhar as impressões e sugerir novos temas na nossa pesquisa. Para nós, o seu feedback é fundamental.

Se você não assistiu ainda, pode ver a nossa conversa no YouTube ou no Facebook. Também te conto um resumo do que discutimos e adianto, foi massa!

Desta vez, o tema foi ?Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações?. Vocês já pararam para pensar nisso? Às vezes, somos provocados a incluir a diversidade no nosso vocabulário, mas se a gente for refletir, essa é uma palavra bem ampla. O que o Redação Aberta #20 nos mostrou é que diversidade nunca vai ser uma ação específica, é preciso moer muito até implementar a cultura em todas as áreas de qualquer empresa jornalística.

O Érico Firmo, do jornal O Povo (CE), nos mostrou isso na prática. Quando eles entraram no Programa Diversidade nas Redações, levaram de cara um susto. ?Meu sentimento particular era de que éramos uma empresa inclusiva. A gente tinha tradição isso, a presidente do jornal é mulher, há 24 anos a redação é dirigida por mulheres. Aí logo de início, quando fomos olhar a equipe de política, levamos o primeiro murro?, contou.

Um dos detalhes mais importantes descobertos por Érico nesse caminho pela diversidade é que há níveis de ações diferentes. Aquelas de produção, relativas às definições de pautas, criação de banco de fontes de pessoas negras ou trans, como eles estão fazendo no O Povo, eram as mais fáceis e rápidas. ?A diversidade está na nossa carta de princípios, mas levar isso para dentro da equipe, do RH, é difícil. Temos uma pessoa trans na nossa equipe, já fizemos matéria cobrando o uso do nome social, mas isso não era feito dentro da empresa.?

Tanto Érico quanto Jordânia Andrade, repórter do BHAZ (MG), nossa outra convidada, acreditam que ter pessoas dedicadas a pensar a diversidade faz diferença no avanço das ações. ?As pessoas costumam participar de palestras, workshops, mas na prática isso nem sempre flui. É importante ter alguém presente para fazer a ponte entre a diversidade e a realidade do repórter. Isso pode ajudar a construir algo que, às vezes, a própria universidade não permite?, disse Jordânia.

Essa percepção ajudou no fortalecimento da própria Jordânia enquanto profissional, que hoje se sente integrante de um movimento de construção na redação. ?É preciso trazer a visibilidade de forma justa. Criar grupos com os próprios repórteres, perguntar com que viés eles têm mais interesse de trabalhar, mas tentar buscar não só o que eles querem fazer, mas também o que eles precisam aprender. A realidade só vai te tocar quando você for até ela.?

Como resultado, o BHAZ conseguiu ampliar as fontes, os territórios cobertos em Belo Horizonte e atingir novos públicos, que interagem com os repórteres e os conteúdos. O Povo, por sua vez, vem conseguindo mudar as estruturas e produzir pautas como esta sobre crianças e adolescentes trans, que gerou um tráfego de audiência de assinantes acima do esperado.

Eles são integrantes de duas das 10 redações acompanhadas no Diversidade das Redações e conseguem ver essa evolução a partir da métrica criada no programa (veja aqui como aplicar na sua redação) por Jamile Santana, nossa gerente de Jornalismo. No Redação Aberta #20, Jamile contou como funciona esse acompanhamento, a partir da criação de pesos para cada ação e critérios avaliados.

?Há ações que precisam de mais investimento, mais gente envolvida. É preciso cruzar os dados do deslocamento com as experiências reais, e considerar os perfis distintos das redações?, disse. O alerta de Jamile, e a impressão que fica depois da nossa conversa, é que atingir a diversidade como cultura nas redações leva tempo, será um caminho de altos e baixos, mas que, se feito aos poucos e com avaliações periódicas, leva a transformações reais.

Um abraço, 
Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois
alice@enoisconteudo.com.br


Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Em 02/04/2021 12:37

O fortalecimento das ações de diversidade em uma redação pode ser medido, sabia? A Énois iniciou em 2020 o Programa de Diversidade nas Redações, que, em sua primeira edição, selecionou redações de diferentes perfis e regiões do país, além de repórteres diversos, para construir mudanças que tornem o veículo mais representativo na produção do conteúdo jornalístico, nos aspectos culturais e de gestão. 

Desenvolvemos uma métrica para acompanhar o deslocamento dessas redações rumo à diversidade, isto é, para mostrar quão distante ou quão próxima cada uma está da diversidade em diferentes áreas de atuação. Nosso próximo Redação Aberta será sobre isso e vai mostrar como as redações podem medir a inclusão da diversidade e desenvolver ações!

Jamile Santana, nossa gerente de jornalismo, vai mostrar como usar a régua de diversidade. E dois jornalistas do programa Diversidade nas Redações vão contar suas experiências: Jordânia Andrade, repórter no @portalbhaz nas editorias de diversidade e jornalismo comunitário, e Érico Firmo, jornalista, colunista de Política e editor no @opovoonline.

A métrica da Énois foi destaque na 1ª Conferência Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, realizada pelo @latamjournalismreview para o Jornalismo nas Américas. É possível assistir a apresentação aqui. Durante o Redação Aberta, você poderá tirar dúvidas com Jamile sobre como aplicá-la na sua redação.

Serviço

Redação Aberta | Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Com Jamile Santana, gerente de jornalismo da Énois, Jordânia Andrade, do BHAZ, e Érico Firmo, do O Povo.

Data: 06/04, das 10h às 11h30, via Zoom

Link de inscrição: bit.ly/redacao_aberta20

O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 


Jornalismo e Território abre inscrições para regiões Sul e Sudeste

Em 30/03/2021 12:33

Desde o ano passado temos trabalhado os temas da infância e território com comunicadores das periferias do Brasil por meio do curso Jornalismo e Território. 

O programa é financiado pela Fundação maria Cecilia Souto Vidigal , Porticus e Repórteres sem Fronteiras. Já demos um rolê nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e nas regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste do país. Agora estamos caminhando para nossa última edição! 

Agora é a vez das regiões Sul e Sudeste. Atenção, não valem inscrições para residentes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já que nossa primeira turma foi direcionada para jornalistas destes dois lugares. As inscrições podem ser feitas por este link: bit.ly/jtsudestesul , até dia 07/04.  A divulgação do resultado será dia 09/04.

Participar da formação é uma grande oportunidade de olhar para o território, trazendo o recorte da infância e adolescência e de contribuir com a produção e distribuição da informação.

“O curso superou minhas expectativas. Me levou a diversas reflexões, aprendizados  e conhecimentos que eu não tinha acesso”, comentou Gabriela Monteiro, da primeira edição do curso, em São Paulo. 

Além disso, os participantes que cumprirem 80% da carça horária da formação,irão receber uma ajuda de custo de R$ 250,00 reais.

Todo o processo resultará em um último encontro em que realizaremos uma grande reunião de pauta, com a presença de veículos parceiros da Énois. Entre as pautas apresentadas ao longo do curso e no encontro final, 6 (seis) delas serão selecionadas para produção. Cada selecionado receberá a remuneração de R$ 1 mil (um mil reais) para a produção e finalização da reportagem – uma forma de estimular a produção territorial e garantir a autoria de quem vive e convive nos territórios. Um edital com mais detalhes será enviado ao longo do curso.

Além das trocas de conhecimento, os encontros proporcionam também a criação de uma rede colaborativa entre os comunicadores, para potencializar e mapear quem também está no corre produzindo informação no território. 

Serviço

Inscrições: Do dia 23/03 até o dia 07/04. Para se inscrever, preencha o formulário aqui: bit.ly/jtsudestesul

Quem pode se inscrever: jornalistas e comunicadores de periferias e favelas das regiões Sul e Sudeste do país, exceto dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Duração: O curso vai ser desenvolvido em 8 (oito) encontros com uma carga horária de 3 (três) horas cada, das 16h às 19h, às terças e quartas. As datas são as seguintes: 13/04, 14/04, 20/04, 21/04, 27/04, 28/04, 04/05 e 05/05.


A Énois foi criada em 2009 a partir de um trabalho voluntário no Capão Redondo, na época conhecido como um dos bairros mais violentos da periferia paulistana. Depois de treinarem 300 estudantes em cursos presenciais (leia aqui um pouco sobre essa trajetória), Amanda Rahra e Nina Weingrill resolveram dar um passo adiante para alcançar um número maior de pessoas e partiram para o ensino online. Mais de 4 mil estudantes passaram pela Escola de Jornalismo online. Ao longo do tempo, esses jovens, por meio da Énois, produziram conteúdo em parceria com veículos de abrangência nacional. Foram mais de 80 reportagens publicadas em veículos parceiros, como UOL Tab, The Intercept, The Guardian, Nexo, BBC e outros.

 

Em 2014, fomos selecionados pela revista americana GOOD como uma das 100 iniciativas globais que ajudam a empurrar o mundo pra frente e pelo BID como uma das 16 start-ups mais inovadoras da América Latina. No mesmo ano, fomos finalistas do Empreendedor Social da Folha de SP. E nos tornamos membros do programa Visão de Sucesso, da Endeavor, e TEDX speakers. Em 2015, fomos alavancados pela Edge Foundation, fundo internacional de apoio a start-ups de educação e vencemos o prêmio Empreendedor Sustentável. Hoje também temos apoio de diversas empresas e pessoas para realizar nossos projetos.

 

Mas, precisamos da sua doação para garantir o futuro da Énois. Os projetos, editais e empresas financiadoras passam, mas a Énois deve ficar. Tem que ficar. Sem a sua doação, corremos o risco de não conseguir manter nossa equipe com saúde e com as garantias necessárias às suas diversidades econômicas e sociais nesses tempos de pandemia, quando o mercado reflete diretamente na grana disponível para financiamentos sociais e culturais. Vem com a gente fazer parte da construção de um jornalismo mais diverso?

 

Se você ainda não se convenceu, chega mais que vamos te mostrar o impacto que o trabalho de 15 pessoas que acreditam no que fazem pode causar. 

 

> Em 2020, lançamos o Prato Firmeza Preto, um guia gastronômico focado na cozinha afrocentrada. O livro foi distribuído pra mais de 1.200 pessoas, entre equipe, empreendedores e a rede da Énois. O guia também ganhou Prêmio Jabuti, e vem sendo pauta de diversos veículos ao longo dos anos, como Rede Globo, Agência Mural e Guia Folha.

 

Acesse o site do Prato Firmeza, e conheça nosso projeto.  

 

> Com o Diversidade nas Redações, programa lançado em 2020, apoiamos a construção de diversidade em 10 veículos locais de norte a sul do Brasil, cada um contratando uma repórter com o apoio do programa e mentoria de editores dos veículos. A experiência vem sendo construída desde o lançamento do Manual da Diversidade para o Jornalismo e da nossa chegada à Folha de S. Paulo. 

 

Não sei se você viu, mas no seu aniversário de 100 anos, a Folha anunciou o lançamento de um programa de treinamento destinado somente a profissionais negros. É a primeira vez que a organização adota essa política. Desde 2019, a Énois está na Folha apoiando a estruturação da editoria de diversidade do jornal e com base nessa experiência desenvolvemos o Índice de Diversidade, um caminho de ferramentas para a inclusão da diversidade no dia a dia da produção. A construção de um processo seletivo diverso é um dos caminhos que indicamos que as organizações precisam construir e que pautou o programa de treinamento do jornal.

 

Acesse a página do Diversidade nas Redações, e conheça nosso projeto.

 

> O programa Jornalismo e Território, criado em 2020, tem como objetivo ajudar na erradicação dos desertos de notícias em diferentes locais do Brasil. Além disso, fomenta o jornalismo local e promove trocas entre território e informação. Tivemos 340 inscritos nas formações, e selecionamos 80! Destes, mais da metade (52,2%) estava participando de um curso de jornalismo pela primeira vez. 72% participavam de coletivos de comunicação ou jornalismo locais, o que nos permitiu construir uma rede diversa e potente nos territórios em que atuamos! 

 

Acesse a página de Jornalismo e Território, para conhecer as matérias feitas a partir das formações. 

 

Redação Aberta é um espaço de oficinas onde jornalistas e cidadãos se reúnem para discutir questões, compartilhar recursos e conhecimento e aprender a relatar e investigar histórias em seus territórios. Esse espaço foi construído a partir de uma parceria da co-fundadora da Énois, Nina Weingrill, com o City Bureau – um laboratório de jornalismo cívico sem fins lucrativos baseado em Chicago, nos EUA. Antes da pandemia, os debates eram realizados na sede da Énois, na Casa do Povo, e hoje são feitos online e transmitidos para o Facebook. Ao total, nos encontros realizados em 2019 e 2020, recebemos 164 inscrições, e 3903 visualizações gerais nas lives, contabilizando os dois canais que transmitimos. 

 

Acesse a página do Redação Aberta e veja as edições anteriores!

 

> Reload é um projeto inovador. Foi a primeira vez que 10 iniciativas jornalísticas independentes buscaram  compreender como os jovens consomem notícias. Desenvolvemos a pesquisa que serviu de base para a construção do projeto. A escuta sobre o consumo de notícias pelas juventudes de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém aconteceu no início de 2020. O resultado? Um jeito diferente de distribuir notícias. O Canal Reload está no Instagram, Twitter, e em breve no TikTok. 7.615 pessoas seguem no Instagram, sendo 10.100 o número de visualizações do reels mais acessado. No Twitter, 2.772 pessoas acompanham o canal

 

Acesse a página do Reload, no nosso site, e leia o primeiro relatório do projeto. 

 

> Durante os meses anteriores à eleição presidencial de 2018, os estudantes da Escola de Jornalismo da Énois, em São Paulo, e os jovens do data_labe, no Rio, fizeram a checagem semanal de fatos e boatos que poderiam impactar no processo eleitoral, distribuídos por suas redes de Whatsapp – majoritariamente jovens e periféricas. Esse projeto se chama Checazap! As checagens foram publicadas em pílulas, com texto e imagem, e distribuídas de volta nos grupos de WhatsApp numa logística reversa da mensagem, buscando furar uma bolha da rede, que é privada e fechada. Além do Whatsapp, as informações conferidas foram distribuídas no Twitter – divulgando com a hashtag #checazap todo conteúdo checado –, na página Quebrando o Tabu no Facebook, no HuffPost Brasil na web e em boletins semanais na CBN [1][2][3][4].

 

Acreditamos que para além dos projetos, que promovem discussões em coletivo sobre o jornalismo e a diversidade, também precisamos compartilhar os saberes que estamos aprendendo. A essência da educação ainda permeia nossas ações e norteia tudo o que fazemos. Por isso, também temos a Caixa de Ferramentas, um espaço com 51 tutoriais, dicas e conteúdos sobre como promover a diversidade no jornalismo. Ali você encontra nossos 12 anos de existência muito bem sistematizados! E enquanto conversamos aqui, a Caixa continua sendo atualizada.

 

Ufa! Quanta coisa né? Mas, tudo isso é pra te  mostrar como contribuir com a Énois é, na verdade, apoiar um jornalismo mais plural, diverso e local. É possibilitar transformações em jovens de diferentes regiões do Brasil e a saúde mental de uma equipe que lida todos os dias com muitos desafios. É provocar a grande mídia a rever suas práticas e manuais de jornalismo, num momento em que a desinformação reina. Impulsionar a diversidade no jornalismo é fazer a mídia se aproximar da população para garantir que informações de qualidade e verificadas estejam ao alcance de todes.

 

Você pode começar doando R$ 10,00! É simples, e com isso você já potencializa nosso trabalho e cria pontes.

 

 

Se tiver dúvidas, quiser doar mais de R$ 100 ou for representante de uma empresa, escreva para nosso coordenador de captação: ivan@enoisconteudo.com.br

 

 

 

Énois é um dos veículos associados a Ajor - Associação de Jornalismo Digital

Em 10/06/2021 17:16

Na segunda-feira, dia 07 de junho, data em que se comemorou o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, foi lançada oficialmente a Ajor ? Associação de Jornalismo Digital, que já reúne 30 organizações de todo o país.


Para celebrar o lançamento, o Conselho da Ajor convidou o professor Rosental Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, para uma live hoje, 10 de junho, às 19h. Rosental, que contribuiu para a articulação que levou à formação da Ajor, vai conduzir a conversa com os representantes da nova associação.


Neste ano, a Énois participou da Primeira Conferência Latino-americana de Diversidade no Jornalismo, produzida também pelo Knight Center for Journalism in the Americas, para apresentar uma ferramenta de métrica de diversidade, desenvolvida a partir do programa Diversidade nas Redações. A ferramenta é a primeira do Brasil a medir a diversidade, além de auxiliar no monitoramento das políticas de inclusão nas redações e é com essa pauta que a Énois pretende contribuir na construção e articulação da Ajor. Confira aqui como rolou essa participação. 


Sobre a Ajor ? um grande primeiro passo!


A fundação da Ajor acontece num momento de transformação da forma como o jornalismo é produzido e consumido no Brasil e no mundo. Novas organizações de mídia digital têm se consolidado como geradoras de mudanças na sociedade, firmando posições em defesa dos direitos humanos e contra a desinformação e abusos de poder. 


A primeira presidente da Ajor, Natalia Viana, é diretora executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, e priorizará em sua gestão a consolidação das mudanças pelas quais passou o jornalismo no Brasil. ?Os veículos digitais estão há alguns anos liderando a inovação no jornalismo brasileiro. A associação vem para fortalecer esse cenário e portanto melhorar o nosso jornalismo como um todo em um momento em que ele enfrenta sérios desafios.? 


A principal missão da organização é o fortalecimento do jornalismo brasileiro, e suas atividades organizam-se em três eixos de atuação: a profissionalização e fortalecimento das associadas (orientações sobre melhores práticas e construção de parcerias para formação), a defesa do jornalismo e da democracia (monitoramento de decisões do poder público, criação de ferramentas de defesa legal e organização de eventos) e a promoção de diversidade. Mais de 20 das 30 organizações fundadoras têm mulheres e pessoas negras em posição de liderança. 


Mesmo antes do lançamento oficial, as organizações associadas à Ajor já estavam realizando algumas atividades. Um exemplo são as Conversas em Off, reuniões quinzenais entre associadas para discutir questões estratégicas relacionadas aos negócios e buscar soluções inteligentes a partir das experiências de cada organização. 


Programações da Ajor


A partir de julho, a Ajor realizará Conversas Abertas transmitidas via Facebook Live, Linkedin e canal do YouTube com um/a convidado/a para compartilhar o processo de construção de conteúdos e produtos que podem inspirar o jornalismo digital brasileiro. 


Para o início do ano que vem, o conselho da Ajor planeja a realização da 3ª edição do Festival 3i, evento pioneiro no continente voltado para a inovação e empreendedorismo. As 30 organizações que fundaram a Ajor são uma pequena amostra da diversidade dos novos veículos de mídia do país. Há o desejo de ter associadas em todas as regiões do país, com diferentes modelos de negócio e tipos de produção de conteúdo. Entre as que hoje fazem parte estão organizações como Agência Mural, Periferia em Movimento, revista Azmina e data_labe. 


Acompanhe a Ajor nas redes sociais: 


instagram.com/ajor_digital


twitter.com/ajor_digital


facebook.com/associacaojornalismodigital


youtube ? Associação de Jornalismo Digital


Associadas Fundadoras da Ajor 


Agência Amazônia Real ? https://amazoniareal.com.br/ 


Agência Mural ? https://www.agenciamural.org.br/ 


Agência Saiba Mais ? https://www.saibamais.jor.br/ 


Alma Preta ? https://almapreta.com/ 


data_labe ? http://datalabe.org/ 


Eco Nordeste ? https://agenciaeconordeste.com.br/ 


Énois Laboratório de Jornalismo ? https://enoisconteudo.com.br/ 


Gênero e Número ? http://www.generonumero.media/ 


InfoAmazonia ? https://infoamazonia.org 


Instituto O Joio e O Trigo ? http://ojoioeotrigo.com.br/ 


JOTA ? http://www.jota.info 


MyNews ? https://canalmynews.com.br/ 


Nexo Jornal ? https://www.nexojornal.com.br/ 


Nós, mulheres da periferia ? http://nosmulheresdaperiferia.com.br

Periferia em Movimento ? http://periferiaemmovimento.com.br/ 


Plural ? http://www.plural.jor.br 


Portal Catarinas ? https://catarinas.info/ 


Projeto #Colabora ? https://projetocolabora.com.br/


Repórter Brasil ? https://reporterbrasil.org.br/


Revista Afirmativa ? https://revistaafirmativa.com.br/ 


Organizações do Conselho Executivo e Deliberativo da Ajor

((o))eco ? https://www.oeco.org.br/ 


Agência Pública ? https://apublica.org 


Aos Fatos ? https://www.aosfatos.org 


Congresso em Foco ? https://congressoemfoco.uol.com.br/

Marco Zero Conteúdo ? https://marcozero.org/

Maré de Notícias Online ? https://mareonline.com.br/


Meio ? https://www.canalmeio.com.br 


Ponte Jornalismo ? https://ponte.org/ 


Rádio Novelo ? http://www.radionovelo.com.br

Revista AzMina ? https://azmina.com.br/                                


RA #22 | Como buscar equilíbrio emocional após um ano cobrindo na pandemia

Em 25/05/2021 13:50

Oi, aqui quem fala é Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois.Tudo bem?


Essa parece ser uma pergunta cada vez mais complexa de se fazer. É difícil encontrar alguém que esteja bem, principalmente se essa pessoa for jornalista. Alguns estudos acadêmicos sugerem que, pelo menos, oito em cada dez jornalistas irão enfrentar algum evento traumático ao longo da vida profissional. A questão é que a covid-19 trouxe uma série desses episódios de uma vez. O resultado são profissionais exaustos, cansados e estressados, com sinais de ansiedade e depressão.


O estudo Journalism and the Pandemic Project, do International Center for Journalists (ICFJ) e do Tow Center for Digital Journalism da Columbia University, trouxe um alerta: 70% dos jornalistas avaliaram os impactos psicológicos e emocionais da crise da covid-19 como o aspecto mais difícil do trabalho. Outra pesquisa, da Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ), aplicada no Brasil pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é ainda mais específica: 61,25% dos jornalistas brasileiros entrevistados relataram aumento da ansiedade e do estresse.


O problema atinge jornalistas com anos de carreira na mídia tradicional, como mostra levantamento do Reuters Institute e da Universidade de Toronto, e também a galera que faz comunicação na periferia brasileira.


A pandemia pode ter sido o estopim de um problema antigo na profissão, mas que costumava ser jogado para debaixo do tapete, seja pela importância de narrar a próxima notícia ou porque falar de saúde mental ainda é um tabu no jornalismo. Somos uns dos primeiros a responder às crises, mas dos últimos a reconhecer que estamos em crise.


E já que não dá mais para negar essa realidade, como você está lidando com ela? Como as redações podem criar espaços emocionalmente equilibrados? Quais as estratégias existentes para jornalistas e comunicadores identificarem sinais de estresse e evitar a sobrecarga mental?


Nossa ideia é respondermos a essas perguntas juntos e nos acolhermos no próximo Redação Aberta, encontro mensal que realizamos na Énois para falar sobre jornalismo e diversidade. Desta vez, vamos falar sobre ?Como buscar o equilíbrio emocional após um ano cobrindo a pandemia?.


Nossos convidados serão: João Frey, chefe de redação do Congresso em Foco e fundador da Livre.jor, e Guilherme Valadares, diretor de pesquisa no Instituto PDH e professor de equilíbrio emocional certificado pelo programa CEB (Cultivating Emotional Balance).


Redação Aberta | Como buscar o equilíbrio emocional após um ano cobrindo a pandemia


Com João Frey, chefe de redação do Congresso em Foco e fundador da Livre.jor, e Guilherme Valadares, diretor de pesquisa no Instituto PDH e professor de equilíbrio emocional certificado pelo programa CEB (Cultivating Emotional Balance).


Inscreva-se: bit.ly/redacao22


Data: 01/06, das 10h às 11h30, via Zoom


O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui


Em caso de dúvida, escreva para mim: alice@enoisconteudo.com.br


Um abraço,

Alice de Souza

Coordenadora de Sistematização



Redação Aberta #21, veja como foi!

Em 07/05/2021 16:09

Oi, pessoal. Como vocês estão?


Espero que esteja tudo bem por aí, mesmo com essa montanha-russa de sentimentos que nós temos vivido ultimamente. Estou aqui para compartilhar com vocês como foi o nosso Redação Aberta de maio. Se você perdeu, confere aqui o vídeo completo.


Desta vez, o tema foi ?Como criar uma política de auxílio emergencial na redação? e rendeu uma discussão potente! Convidamos Amanda Rahra, diretora institucional da Énois, Cíntia Gomes, diretora de comunicação institucional da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, e Kátia Brasil, co-fundadora e editora-executiva da agência Amazônia Real. Juntas, elas compartilharam as iniciativas de apoio às equipes criadas no contexto da pandemia, mas foram além, convidaram os participantes a refletir sobre cuidado e jornalismo.


A sensação é que a palavra ?cuidado? só entra no vocabulário da redação para apagar incêndios, mas será que é preciso estar diante de uma crise para pensar alternativas de suporte aos jornalistas? Kátia Brasil nos contou como a perda de um companheiro de equipe, em 2019, fez a Amazônia Real rever as políticas de cuidado e de como o choque foi fundamental para alicerçar a garantia de direitos durante a pandemia.


A Amazônia Real, por exemplo, ampliou os contratos dos colaboradores recorrentes, para mitigar as perdas financeiras do período, buscou apoio do Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para oferecer apoio psicológico a 11 pessoas da equipe, está custeando máscaras, testes para identificação da covid-19, entre outras medidas. ?A gente já está aqui há um ano, preocupado com a pandemia. Não só de expor a situação da pandemia onde a gente vive, mas também de olhar pra dentro, cuidando da nossa equipe?, disse Kátia.


A Agência Mural, que tem 76 correspondentes colaborativos e tinha uma equipe fixa de 20 pessoas em 2020, também fez adequações estruturais e operacionais. Cintia Gomes ressaltou a importância do diálogo com parceiros para captar recursos e viabilizar a compra de computadores e fones de ouvido, além de custear apoio para gastos com internet, em função do trabalho remoto.


?A gente também durante as reuniões mensais procurou saber como cada um estava se sentindo, como estava em meio à pandemia, a sua vida em casa, vida profissional, os familiares.Isso se tornou rotineiro?, contou Cintia. As experiências da Mural e da Amazônia Real coincidem com um processo realizado dentro da Énois, de buscar apoio externo para viabilizar compras de equipamentos para a equipe e bancar gastos com internet e saúde mental.


Durante o Redação, Amanda Rahra detalhou como a Énois conseguiu criar um fundo de Rh a partir da distribuição de um auxílio emergencial. A metodologia criada, que pode ser vista na nossa caixa de ferramentas, buscou a equidade entre os integrantes da equipe. Amanda mostrou que a consolidação desse processo teve como premissa escutar a equipe e que a ideia surgiu de um edital.


A conversa foi longa e produtiva! Esses três exemplos mostram que é possível sim garantir cuidado e, principalmente, que se esse processo envolve escutar a equipe, repensar a gestão dos recursos com o coletivo e muita organização, ficará muito mais fácil. E com chances altas de se tornar algo permanente.



Obrigada e um abraço,

Alice de Souza

Coordenadora de Sistematização

alice@enoisconteudo.com.br



Nota de Repúdio

Em 30/04/2021 14:08

A Énois Laboratório de Jornalismo e idealizadora do programa Prato Firmeza vem a público manifestar seu repúdio ao comportamento xenofóbico e preconceituoso protagonizado por Ana Maria Braga e Thiago Oliveira durante o programa Mais Você exibido no último dia 27 de abril ao provarem o Ugali, um prato queniano feito à pedido do programa pelo chef Sam do Mama África Labonne Bouffe.


A culinária africana serviu como base para a construção do cardápio brasileiro e está presente na feijoada, no acarajé, no frango com quiabo e no uso da batata doce, por exemplo. Representa a conexão dos povos e suas ancestralidades, como contam os empreendedores negros ouvidos no Prato Firmeza Preto, lançado pela Énois, Agência Mural, Vozes das Periferias, Alma Preta e Preto Império, em parceria com a Feira Preta em 2020.


Sabemos que cozinhar comida africana em um País como o Brasil, que valoriza muito mais a cultura europeia, é um ato de resistência. Por isso, declaramos nosso total apoio ao trabalho do Chef Sam que representa dezenas de empreendedores negros que, com seus pratos carregados de ancestralidade, furaram a bolha e são referências gastronômicas em ambientes predominantemente brancos.


Para conhecer o trabalho dele e de outros chefs que priorizam a culinária africana em seus trabalhos, baixe o guia Prato Firmeza Preto no site https://pratofirmeza.com.br/.



RA #21 | Como criar uma política de auxílio emergencial na redação

Em 27/04/2021 13:00

Oie, tudo bem? Aqui é  Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois, e tenho um convite para você que apoia a gente!


Desde o começo da pandemia, os jornalistas têm trabalhado muito para levar informação correta à população. A crise sanitária, por outro lado, escancarou as vulnerabilidades da profissão. Vocês sabiam que o Brasil é o país que registrou o maior número de jornalistas mortos por covid-19 no mundo?


O dado do dossiê "Jornalistas vitimados por covid-19", elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e divulgado neste mês de abril, nos leva a pensar: o que estamos fazendo para proteger os jornalistas nesse contexto? Será que é possível pensar em uma política de cuidado e auxílio emergencial para nós neste momento?


A Énois conseguiu desenhar uma política que se transformou num fundo de RH permanente. A Amazônia Real aumentou o tempo dos contratos e valor dos pagamentos, para garantir que na pandemia o profissional não fique sem recursos. A Agência Mural implementou uma ajuda de custo para internet e compra notebooks para toda a equipe fixa e smartphones com as linhas pagas pela organização.


Quer conhecer mais sobre essas iniciativas? Então chega junto no próximo Redação Aberta. Desta vez, vamos falar sobre como implementar políticas de auxílio emergencial na redação.


Serviço: 


Redação Aberta | Como criar uma política de auxílio emergencial nas redações


Com Amanda Rahra, diretora institucional da Énois, Cíntia Gomes, diretora de comunicação institucional da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, e Kátia Brasil, co-fundadora e editora-executiva da agência Amazônia Real


Data: 04/05, das 10h às 11h30, via Zoom


Inscreva-se: bit.ly/redacao21


O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 

 



Redação Aberta #20 | Veja como foi!

Em 08/04/2021 18:46

Oi, pessoal. Como vocês estão?


É sempre difícil fazer essa pergunta para alguém na pandemia, né? Por aqui, vamos nos segurando nos momentos de fortalecimento, como foi o Redação Aberta #20.

E aí, o que achou do nosso encontro? Te convido a compartilhar as impressões e sugerir novos temas na nossa pesquisa. Para nós, o seu feedback é fundamental.

Se você não assistiu ainda, pode ver a nossa conversa no YouTube ou no Facebook. Também te conto um resumo do que discutimos e adianto, foi massa!

Desta vez, o tema foi ?Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações?. Vocês já pararam para pensar nisso? Às vezes, somos provocados a incluir a diversidade no nosso vocabulário, mas se a gente for refletir, essa é uma palavra bem ampla. O que o Redação Aberta #20 nos mostrou é que diversidade nunca vai ser uma ação específica, é preciso moer muito até implementar a cultura em todas as áreas de qualquer empresa jornalística.

O Érico Firmo, do jornal O Povo (CE), nos mostrou isso na prática. Quando eles entraram no Programa Diversidade nas Redações, levaram de cara um susto. ?Meu sentimento particular era de que éramos uma empresa inclusiva. A gente tinha tradição isso, a presidente do jornal é mulher, há 24 anos a redação é dirigida por mulheres. Aí logo de início, quando fomos olhar a equipe de política, levamos o primeiro murro?, contou.

Um dos detalhes mais importantes descobertos por Érico nesse caminho pela diversidade é que há níveis de ações diferentes. Aquelas de produção, relativas às definições de pautas, criação de banco de fontes de pessoas negras ou trans, como eles estão fazendo no O Povo, eram as mais fáceis e rápidas. ?A diversidade está na nossa carta de princípios, mas levar isso para dentro da equipe, do RH, é difícil. Temos uma pessoa trans na nossa equipe, já fizemos matéria cobrando o uso do nome social, mas isso não era feito dentro da empresa.?

Tanto Érico quanto Jordânia Andrade, repórter do BHAZ (MG), nossa outra convidada, acreditam que ter pessoas dedicadas a pensar a diversidade faz diferença no avanço das ações. ?As pessoas costumam participar de palestras, workshops, mas na prática isso nem sempre flui. É importante ter alguém presente para fazer a ponte entre a diversidade e a realidade do repórter. Isso pode ajudar a construir algo que, às vezes, a própria universidade não permite?, disse Jordânia.

Essa percepção ajudou no fortalecimento da própria Jordânia enquanto profissional, que hoje se sente integrante de um movimento de construção na redação. ?É preciso trazer a visibilidade de forma justa. Criar grupos com os próprios repórteres, perguntar com que viés eles têm mais interesse de trabalhar, mas tentar buscar não só o que eles querem fazer, mas também o que eles precisam aprender. A realidade só vai te tocar quando você for até ela.?

Como resultado, o BHAZ conseguiu ampliar as fontes, os territórios cobertos em Belo Horizonte e atingir novos públicos, que interagem com os repórteres e os conteúdos. O Povo, por sua vez, vem conseguindo mudar as estruturas e produzir pautas como esta sobre crianças e adolescentes trans, que gerou um tráfego de audiência de assinantes acima do esperado.

Eles são integrantes de duas das 10 redações acompanhadas no Diversidade das Redações e conseguem ver essa evolução a partir da métrica criada no programa (veja aqui como aplicar na sua redação) por Jamile Santana, nossa gerente de Jornalismo. No Redação Aberta #20, Jamile contou como funciona esse acompanhamento, a partir da criação de pesos para cada ação e critérios avaliados.

?Há ações que precisam de mais investimento, mais gente envolvida. É preciso cruzar os dados do deslocamento com as experiências reais, e considerar os perfis distintos das redações?, disse. O alerta de Jamile, e a impressão que fica depois da nossa conversa, é que atingir a diversidade como cultura nas redações leva tempo, será um caminho de altos e baixos, mas que, se feito aos poucos e com avaliações periódicas, leva a transformações reais.

Um abraço, 
Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois
alice@enoisconteudo.com.br


Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Em 02/04/2021 12:37

O fortalecimento das ações de diversidade em uma redação pode ser medido, sabia? A Énois iniciou em 2020 o Programa de Diversidade nas Redações, que, em sua primeira edição, selecionou redações de diferentes perfis e regiões do país, além de repórteres diversos, para construir mudanças que tornem o veículo mais representativo na produção do conteúdo jornalístico, nos aspectos culturais e de gestão. 

Desenvolvemos uma métrica para acompanhar o deslocamento dessas redações rumo à diversidade, isto é, para mostrar quão distante ou quão próxima cada uma está da diversidade em diferentes áreas de atuação. Nosso próximo Redação Aberta será sobre isso e vai mostrar como as redações podem medir a inclusão da diversidade e desenvolver ações!

Jamile Santana, nossa gerente de jornalismo, vai mostrar como usar a régua de diversidade. E dois jornalistas do programa Diversidade nas Redações vão contar suas experiências: Jordânia Andrade, repórter no @portalbhaz nas editorias de diversidade e jornalismo comunitário, e Érico Firmo, jornalista, colunista de Política e editor no @opovoonline.

A métrica da Énois foi destaque na 1ª Conferência Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, realizada pelo @latamjournalismreview para o Jornalismo nas Américas. É possível assistir a apresentação aqui. Durante o Redação Aberta, você poderá tirar dúvidas com Jamile sobre como aplicá-la na sua redação.

Serviço

Redação Aberta | Como medir o sucesso das ações de diversidade nas redações

Com Jamile Santana, gerente de jornalismo da Énois, Jordânia Andrade, do BHAZ, e Érico Firmo, do O Povo.

Data: 06/04, das 10h às 11h30, via Zoom

Link de inscrição: bit.ly/redacao_aberta20

O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. 


Jornalismo e Território abre inscrições para regiões Sul e Sudeste

Em 30/03/2021 12:33

Desde o ano passado temos trabalhado os temas da infância e território com comunicadores das periferias do Brasil por meio do curso Jornalismo e Território. 

O programa é financiado pela Fundação maria Cecilia Souto Vidigal , Porticus e Repórteres sem Fronteiras. Já demos um rolê nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e nas regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste do país. Agora estamos caminhando para nossa última edição! 

Agora é a vez das regiões Sul e Sudeste. Atenção, não valem inscrições para residentes dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já que nossa primeira turma foi direcionada para jornalistas destes dois lugares. As inscrições podem ser feitas por este link: bit.ly/jtsudestesul , até dia 07/04.  A divulgação do resultado será dia 09/04.

Participar da formação é uma grande oportunidade de olhar para o território, trazendo o recorte da infância e adolescência e de contribuir com a produção e distribuição da informação.

“O curso superou minhas expectativas. Me levou a diversas reflexões, aprendizados  e conhecimentos que eu não tinha acesso”, comentou Gabriela Monteiro, da primeira edição do curso, em São Paulo. 

Além disso, os participantes que cumprirem 80% da carça horária da formação,irão receber uma ajuda de custo de R$ 250,00 reais.

Todo o processo resultará em um último encontro em que realizaremos uma grande reunião de pauta, com a presença de veículos parceiros da Énois. Entre as pautas apresentadas ao longo do curso e no encontro final, 6 (seis) delas serão selecionadas para produção. Cada selecionado receberá a remuneração de R$ 1 mil (um mil reais) para a produção e finalização da reportagem – uma forma de estimular a produção territorial e garantir a autoria de quem vive e convive nos territórios. Um edital com mais detalhes será enviado ao longo do curso.

Além das trocas de conhecimento, os encontros proporcionam também a criação de uma rede colaborativa entre os comunicadores, para potencializar e mapear quem também está no corre produzindo informação no território. 

Serviço

Inscrições: Do dia 23/03 até o dia 07/04. Para se inscrever, preencha o formulário aqui: bit.ly/jtsudestesul

Quem pode se inscrever: jornalistas e comunicadores de periferias e favelas das regiões Sul e Sudeste do país, exceto dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Duração: O curso vai ser desenvolvido em 8 (oito) encontros com uma carga horária de 3 (três) horas cada, das 16h às 19h, às terças e quartas. As datas são as seguintes: 13/04, 14/04, 20/04, 21/04, 27/04, 28/04, 04/05 e 05/05.