[AM] WEMŪ\'E HARIA TAPY\'YIARIA
Brasil

[AM] WEMŪ\'E HARIA TAPY\'YIARIA

Ajude a distribuirmos 150 cestas básicas, kit’s de material de limpeza e higiene pessoal e 300 máscaras étnicas de proteção individual aos estudantes indígenas.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 05/07/2020

R$ 19.170

arrecadados da meta de R$ 23.025

83%

da meta 1

55

Benfeitores

—

Finalizada

Matchfunding Projeto Meta Flexível

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 05/07/2020

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

Diante da ocorrência do COVID-19, adotarmos medidas e ações que minimizem as situações já vivenciados pelos estudantes indígenas de Manaus em situação de vulnerabulidade social, é o que almeja a presente ação Wemū'e Haria tapy'yiaria: wātka, wu'uka hawyi kupte'en wemū'e wato piat wahewakai satek-19 (nome na língua sateré-mawé), proposta pelo Projeto Tecendo Redes, Construindo Saberes: descolonizar, interculturalizar e democratizar para in-surgir, re-existir e re-viver e o Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (MEIAM).

Nosso objetivo central é realizar ações sociais e humanitárias, com os estudantes indígenas em situação de vulnerabilidade social de Manaus, e que saíram de suas comunidades e aldeias em busca do ensino superior. Especificamente, almeja distribuir cestas básicas com gêneros alimentícios para os estudantes indígenas em situação de vulnerabilidade social; elaborar e distribuir kits de material de limpeza e higiene pessoal, juntamentamente com o Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas; comprar da Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (AMISM), máscaras étnicas de proteção individual, gerando renda para as mulheres e famílias Sateré-Mawé; e, por fim, realizar um processo de educação e conscientização (virtual) com os estudantes indígenas em situação de vulnerabilidade social, das ações a serem adotadas no combate a proliferação do COVID-19.

As atividades da ação Wemū'e Haria tapy'yiaria: wātka, wu'uka hawyi kupte'en wemū'e wato piat wahewakai satek-19, ocorreão nos meses de JUNHO a AGOSTO do corrente ano. Todas as atividades e ações serão desenvolvidas nos bairros e Comunidades Indígenas localizadas nos contextos urbano e rural de Manaus. Contará com o apoio de organizações indígenas, em especial do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas e da Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé. Por fim, ressaltamos que durante execução de todas as atividades, serão observadas as orientações e protocolos de prevenção ao COVID-19 da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (SUSAM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA).

O Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (MEIAM), é uma associação civil de estudantes indígenas, sem fins econômicos, partidários ou religiosos, regida por estatuto próprio e com sede na cidade de Manaus, que vem atuando, desde a sua criação, em defesa dos direitos dos estudantes indígenas e também enquanto elemento de articulação e intercâmbio de experiências entre os estudantes indígenas e não indígenas. Conforme seu estatuto, são objetivos do MEIAM: ser uma instância de defesa dos direitos dos estudantes indígenas e um órgão representativo dos seus interesses e anseios; associação de promoção, apoio, realização e incentivo de pesquisas e estudos, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações de conhecimentos técnicos, científicos e tradicionais das populações indígenas; instância de luta para implementação políticas de inclusão de estudantes indígenas tanto no ensino técnico quanto no superior, reivindicando também, ações que assegurem suas permanências e manutenções nesses níveis de ensino, dentre outros.

Já o Tecendo Redes, Construindo Saberes: descolonizar, interculturalizar e democratizar para in-surgir, re-existir e re-viver, pensado, construído e desenvolvido coletivamente com o MEIAM e a Universidade do Estado do Amazonas, envolve mais de 50 (cinquenta) estudantes indígenas do ensino superior, pertencentes a 15 (quinze) povos e vinculados aos cursos das áreas de saúde, educação, humanas, engenharias e outras. Ele é um espaço de discussão e cooperação interinstitucional, cujo objetivo principal é socializar experiências, desenvolver ações e atividades, estabelecer vínculos e relações para as permanências exitosas no ensino superior, bem como propor e criar mecanismos de cooperação entre os estudantes indígenas e não indígenas das Universidades do Amazonas, valorizando os conhecimentos, saberes, culturas, línguas, histórias e projetos futuros dos povos indígenas.

Na atualidade, vivencia a cidade de Manaus, no Estado do Amazonas, situação de emergência em Saúde Pública em razão da pandemia do Coronavírus (COVID-19). É o Amazonas, o quinto estado brasileiro em número de casos confirmados, e Manaus, uma das cidades que confirmam situação de calamidade do sistema de saúde para atender pessoas com o COVID-19. Segundo dados do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas, existem hoje em Manuas, aproximadamente, 1.500 estudantes indígenas no ensino superior (mais de 65% vivenciam situação de vulnerabilidade social), que migraram para capital manaura em busca do ensino superior, e que vivem em bairros pobres (de periferia), com pouco ou sem acesso a serviços públicos básicos, principalmente de saúde, e que atualmente estão passando fome, em razão do fechamento dos Restaurantes Univertários das Instituições de Ensino Superior, tanto públicas, quanto particulares.

Esses estudantes indígenas pertencem aos seguintes povos: Tikuna, Kokama, Kambeba (Região do Alto e Médio Solimões), Tukano, Dessana, Tariána, Baniwa, Baré, Pira-Tapuya, Wanana, (Região do Alto Rio Negro), Sateré-Mawé, Munduruku, Mura (Região do Baixo Amazonas), Apurinã (Região do Purus) dentre outros. E mais, eles estão reunidos em Comunidades e Organizações localizadas no contexto urbano (periférico) e rural de Manaus, dentre as quais citamos: Aldeia Karaura, Associação Comunidade Wotchimaücü, Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé, Comunidade Apurinã, Comunidade Kokama, Comunidade Munduruku, Comunidade Nações Indígenas, Comunidade Parque das Tribos (Bairro Indígena Parque das Tribos), Comunidade Waikiru, Comunidade Y’apyrehyt, Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam) e muitas outras.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.

O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.

Denunciar esta campanha

Modalidade

Matchfunding, Projeto, Meta Flex

Sua colaboração será multiplicada pela instituição parceira, aumentando seu impacto no projeto.

  • Valor captado via financiamento coletivo é complementado pelo aporte da instituição parceira.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado na campanha.
  • Apoiadores podem receber recompensas conforme a campanha.