Conheça a campanha
O artista brasileiro que vai tocar fora tem quase sempre a mesma experiência: existe muito pouco conhecimento sobre a riqueza da nossa produção contemporânea. Muita gente até hoje acha que música brasileira é só Bossa Nova. Ou no máximo conhece a MPB dos anos 60 e 70 - que é realmente incrível... Mas existe uma impressão de que a música brasileira parou por aí e, como sabemos, não parou. Continua se movendo.
Em 2012 foi concebida uma mostra anual de música brasileira - a Brazilian Explorative Music - que acontece a cada Janeiro em Nova York, para criar uma vitrine para uma geração de artistas inovadores. Explorative é um jeito de mostrar que a música brasileira continua se transformando, incorporando outros caminhos, e sem perder o diálogo com o que foi feito.
Compositores de canção, música instrumental, eletrônica... Explorative não desenha suas fronteiras por estilo musical, mas por uma atitude criativa que aprofunda as raízes e expande a folhagem, mostrando para o mundo os novos caminhos da Música Brasileira.

A mostra foi criada pelos artistas do Coletivo Chama, e já participaram dela algumas dezenas de artistas brasileiros e estrangeiros que estão pensando fora da caixa.
Jon Pareles, do NY Times, foi ver em 2014 e assinou embaixo:
“A música popular brasileira tem poucos rivais no mundo, quando se trata de sofisticação estrutural. Isso não impediu que pelo menos um grupo de exploradores se lançasse ao desafio de acrescentar ainda mais meandros. Na noite de Segunda-feira, a terceira edição do “Brazilian Explorative Music”, assistimos formas avançadas de construir, desmantelar e por vezes sacudir as bases de uma canção.
Os artistas – um círculo de músicos com ideais semelhantes – não abandonaram seu direito congênito de Brasileiros: o tesouro de ritmos regionais, as harmonias sinuosas e cromáticas, o gosto pela imaginação poética e por jogos de palavras, as melodias extensas. Pelo contrário, eles se aprofundaram em cada um desses parâmetros. (...) De muitas maneiras, os músicos estão extrapolando sobre a herança da Tropicália, o movimento dos anos sessenta, que consciente e inteligentemente modernizou o pop brasileiro."
Pra ver a matéria na íntegra visite: http://www.nytimes.com/2014/01/17/arts/music/brazilian-explorative-music-a-concert-of-experimentation.html?_r=0
Apoiando o Brazilian Explorative Music
Para o Explorative continuar, nós precisamos da sua participação! Vamos juntos criar e solidificar esta janela da nossa música para o mundo!
O financiamento coletivo ou crowdfunding é uma forma nova e muito simples de viabilizar projetos.
Funciona assim: o público colabora diretamente com aquilo em que acredita. Sem intermediário, sem diretor de marketing, sem edital, sem gravadora.
Você escolhe uma das várias opções de contribuição (dê uma olhada nas recompensas!!!), e participa na transformação de um projeto em realidade.
Se o total de colaborações não alcançar a meta, o dinheiro volta automaticamente para quem contribuiu.
Mais sobre o Festival
O Explorative acontece durante o fim de semana da APAP, que é a maior conferência de produção cultural dos Estados Unidos.
Desde a primeira edição, o Explorative foi se firmando como uma tradição na programação musical off da APAP, e dezenas de agentes, jornalistas, produtores, donos de gravadoras se reúnem lá para descobrir o que há de novo na música brasileira. Graças ao festival, artistas já fecharam acordos de distribuição com gravadoras, divulgação na imprensa e parcerias para agenciamento de shows, impulsionando suas carreiras e multiplicando a difusão da nova música brasileira no exterior.
Flyers dos quatro primeiros anos do Explorative!




Os artistas do Brazilian Explorative 2016
Pedro Sá Moraes (video gravado no Explorative de 2012)
Sergio Krakowski, com seu projeto Talking Drum
Thiago Thiago de Melo, mais um dos artistas do Explorative 2016
O duo Eco