Para construir um futuro melhor, é preciso conhecer o passado
Recife, PE

Para construir um futuro melhor, é preciso conhecer o passado

Enquanto mulher negra preciso ter esse tempo e de recursos para para construir um saber coletivo a partir da escuta das pessoas. Por isso peço a ajuda de todes!

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 04/08/2023

R$ 15.010

arrecadados da meta de R$ 15.000

100%

da meta 1

29

Benfeitores

Finalizada

Matchfunding Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 04/08/2023

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

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Para construir um futuro melhor, é preciso conhecer o passado.

Apesar de todas as dificuldades, eu realmente quero fazer algo diferente pela nossa sociedade e, para isso, o caminho é ser candidata. Sinceramente, não tenho recursos para me manter numa jornada para uma campanha eleitoral, nem condições de me preparar e me qualificar para ter mais conteúdo e planejamento. O que poderia parecer uma barreira, pra mim se torna na o combustível para fazer o impossível se tornar possível. Por isso estamos fazendo essa campanha de financiamento coletivo para que o sonho se torne realidade!

Nosso maior desafio é o tempo. O tempo é fundamental para construir um projeto de mudança na sociedade. Enquanto mulher negra preciso ter esse tempo e, claro, recursos para construir um saber coletivo a partir da escuta das pessoas. Nessa caminhada de luta, acessar a ferramenta do espaço institucional precisa de autonomia, sustentabilidade, tempo e preparo. Para alcançar essas metas precisamos de recursos, que serão fundamentais em toda a construção desse processo. Por isso a ajuda de todes é fundamental para alcançarmos as metas financeiras da ‘vaquinha” e chegarmos mais longe, afinal quando uma de nós vence, todes vencem!

ESPAÇO DE DECISÃO - Atualmente, quem tem a caneta, não vai decidir por nós. São os mesmos homens brancos que chegaram aqui para nos colonizar. Diante disso, não há outra saída senão ocuparmos nós mesmos o poder! A mudança virá através da resistência, usando os instrumentos deles a nosso favor. Nada é fácil para uma mulher jovem e negra. Se para uma mulher branca se candidatar a um cargo na política institucional é difícil, imagina uma jovem negra, lésbica, de periferia.

OCUPAR E RESISTIR - Hoje, dados apontam que o Legislativo avançou e hoje 15% do parlamento é composto por mulheres. Quando colocamos uma lupa nesses números, considerando as mulheres negras, esse percentual despenca. Precisamos enegrecer a Câmara Municipal do Recife, colocar na mesa as nossas pautas, monitorar a execução das nossas políticas e propor leis que realmente podem mudar nossa vida na cidade. A curto prazo minha pretensão é ocupar uma cadeira na Câmara dos Vereadores do Recife, cujo mandato será construído em articulação com os movimentos sociais juvenis negros. A médio prazo, pretendo consolidar as políticas públicas destinadas ao enfrentamento do genocídio da população jovem negra e o monitoramento das políticas públicas voltadas para mulheres, jovens, crianças, adolescentes, LGBTQIAP+, população negra. A longo prazo, consolidar um projeto político coletivo em que mais jovens negras, como eu, estejam com um capital político robusto para ocupar os espaços institucionais. A minha passagem pela política institucional tem o objetivo final de convocar mais jovens para lá estarem.

Simbora!

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Sou uma ativista que acredita nas diversas linguagens: da arte de rua, da comunicação popular, da cultura e que acha que incidir em espaços de forma qualificada é possível. Por isso, considero que tenho uma ótima habilidade de incidir politicamente, de ocupar os espaços de representação, de mudar a lógica individualista desses espaços e ter um impacto real na vida da juventude negra. Sou uma jovem negra, nascida em Buíque, cidade do agreste pernambucano. Bem pequena vim para Recife. Recife é uma das cidades mais violentas do país, estando o genocídio da juventude negra em uma crescente e o contexto de pobreza se intensificando. Minha trajetória pessoal vem desse lugar e se confunde com o meu ativismo.

Sou uma jovem de 27 anos que foi beneficiária de um projeto social, que curte comunicação popular, arte de rua e mobilizar as pessoas pelo que acredito. Entrei em um curso de fotografia oferecido pelo CCJ - Centro de Formação e Juventude em 2012, através da Diaconia, onde conheci outras jovens que faziam discussão política e que tinham uma conexão forte com arte urbana e cultural. O curso tinha a educação popular como algo muito forte e fui me interessando, me aprimorando, comecei a estudar, participar de outros debates, me inscrevi em outras formações de outros movimentos e ONGs como FASE, Equip, MNU. Foi quando consegui entender meu espaço nessa sociedade.

Isso foi muito forte. Me reconheci. A mim e a minha identidade. Consegui colocar mais fortemente minha sexualidade nesse processo e comecei a me inteirar mais sobre como podemos nos mover por políticas públicas que realmente mude as nossas vidas. Três anos depois, em 2015, me tornei educadora no próprio CCJ, onde iniciei. Foi meu primeiro emprego e foi um momento muito marcante na minha vida. Um desafio gigante. Em 2016, fui convidada a coordenar o CCJ Recife, onde eu comecei a abrir um leque de espaços e encontros políticos e aí cresceu minha vontade de reivindicar, fazer monitoramento das políticas da juventude, questionar a morte da juventude negra, participar de discussões em Brasília, atuei ativamente no Plano Nacional de Juventude Viva.

E aí, nesse espaço da juventude, após a participação em alguns espaços políticos que foram um marco na minha trajetória, me juntei com um grupo de jovens e damos a largada ao FOJUPE – Fórum de Juventudes de Pernambuco, onde atualmente fui coordenadora. Somos jovens diversos, da cidade, do campo, indígenas, quilombolas e iniciamos um processo de incidir de forma mais organizada para sermos protagonistas na reivindicação por políticas públicas. e recentemente, ganhei o Prêmio Tosta Passarinho do Movimento Negro Unificado.

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A Plataforma Alas é um movimento colaborativo de apoio ao desenvolvimento de lideranças negras em prol do avanço da justiça racial no Brasil, além do envolvimento de lideranças branças na geração e ampliação dessas oportunidades. Saiba mais no vídeo ou acesse www.plataformaAlas.org.br.

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Não sabe o que é o Matchfunding? A gente explica:


O matchfunding é um modelo de financiamento coletivo turbinado, onde um agente de fomento multiplica a doação feita pelo coletivo. Aqui, a cada real que você coloca na campanha, o Fundo Alas aporta mais dois, triplicando o valor!

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Modalidade

Matchfunding, Projeto, Meta Tudo ou Nada

Sua colaboração será multiplicada pela instituição parceira, aumentando seu impacto no projeto.

  • Valor captado via financiamento coletivo é complementado pelo aporte da instituição parceira.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado na campanha.
  • Apoiadores podem receber recompensas conforme a campanha.