Justiça para Arthur
Brasil

Justiça para Arthur

Arthur vem vencendo todos os prognósticos até o dia de hoje. Um menino amado, que foi vítima de uma tragédia causada por negligência médica no parto.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/05/2019

R$ 22.390

arrecadados da meta de R$ 20.000

112%

da meta 3

223

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/05/2019

Faça parte desta campanha

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

R$ 15

Justiça para Arthur

Esta recompensa é para quem quer colaborar para a justiça e luta por socorro médico adequado nos hospitais, mas não está...

Ver detalhes

18 apoios confirmados

Conheça a campanha

Arthur é um menino de 5 anos de idade, sorridente, amável e sensível que lutou contra a morte muitas vezes. Para que os responsáveis pelo dano causado a Arthur respondam por suas ações e reavaliem suas práticas e posturas futuras, contratamos uma perícia médica assistente especialista e buscamos acompanhamentos médicos, cujos custos são superiores às nossas atuais condições. Precisamos de ajuda.

JUSTIÇA PARA ARTHUR

Arthur é uma criança alegre. Extremamente sensível, carismática, inteligente. Arthur adora música, passeios e a companhia de outras crianças. Arthur poderia estar correndo, subindo em árvores, fazendo bagunça e chamando por meu nome todos os dias. Mas infelizmente este não é o caso.

Não há expectativas de que Arthur vá caminhar sem auxílio de equipamentos específicos para locomoção. Não há expectativas de que ele possa falar, mas vemos que ele se esforça para se comunicar como pode. Não há expectativa de que possa se alimentar sozinho e com isso depende de cuidados 24hrs. Mas o que vemos é que Arthur é doce, carinhoso, sensível e curioso. Arthur tem seu jeito de estar no mundo, mesmo o mundo tendo o recebido tão duramente.

Tudo começou no parto.

Ao nascer Arthur não respirou, e ao invés de ser socorrido imediatamente, não recebeu o atendimento necessário em reanimação neonatal.

Arthur teve uma lesão cerebral grave devido à falta de oxigênio, comprometendo para sempre o seu desenvolvimento. Arthur tem paralisia cerebral grau V e um tipo grave de epilepsia - síndrome de West, e a cada ano que passa, compreendemos que apesar de nossos esforços, otimismo e da dedicação do próprio Arthur, seu corpinho oferece a ele inúmeras dificuldades de controle motor. As crises epilépticas, apesar dos muitos remédios, ainda são diárias e intensas. Seu prognóstico era de apenas dois anos de vida, mas Artur está aqui com a gente até hoje enfrentando inúmeros desafios diariamente graças ao esforço da família e de toda uma equipe multidisciplinar de médicos e terapeutas dedicados.

Eu, Natália, mãe de Arthur, venho até vocês pois precisamos dar um passo importante na busca de justiça para que Arthur tenha estrutura para ter uma vida confortável e possa se desenvolver da melhor forma possível. Arthur e eu sofremos um grave erro médico no parto e este projeto é um pedido de ajuda para amigos, familiares e todos que se sintam tocados por esta  campanha, para que os responsáveis pela negligência médica sofrida por ele, respondam de forma devida sobre o ocorrido.

Por perceber que o assunto precisa ser avaliado com grande responsabilidade e atenção, buscamos o acompanhamento de médicos especializados e contratamos uma perícia assitente técnica especialista em obstetrícia e atendimento no parto, que avaliou cuidadosa e criteriosamente todos os documentos de seu prontuário e nos esclareceu quanto ao ocorrido, através de vasto domínio da literatura médica necessária. Entretanto seus honorários são bem superiores à nossas atuais condições financeiras. Dessa forma pedimos ajuda para arcar com estes custos. 

Também consideramos importante para a sociedade, a ampla divulgação das técnicas corretas de reanimação neonatal. Mães e bebês precisam ter segurança e direito a um socorro médico adequado nos hospitais. E é urgente que não seja estabelecido precedente jurídico de desrespeito às práticas de reanimação neonatal vigentes, recomendadas pelas instituições competentes. Isto foi catastrófico em nossa vida e isto seria catastrófico para a sociedade médica e civil.

Precisamos que os responsáveis pela negligência e imperícia no socorro de Arthur no parto, respondam por suas ações. Que reavaliem suas práticas e posturas futuras.

Que mais nenhuma criança, que mais nenhuma família sofra o que sofremos.

Dessa forma decidimos pegar a pior coisa que já aconteceu na nossa vida e tentar transformar isso em algo bom. Algo útil. Para mim, para Arthur e para a sociedade. Acredito, de coração, que ajudar a sociedade a melhorar faz parte da missão de meu filho. Precisamos então seguir em frente e proteger outras famílias.

Sozinha não é possível! Quero poder contar com a ajuda de todos em troca de meus trabalhos como ilustradora e arquiteta. Então pensei com muito amor cada recompensa oferecida aqui nesta campanha. Quero retribuir cada gesto de carinho conosco com muita arte e com muito amor, pois assim é Arthur e assim é nossa vida.

JUSTIÇA PARA ARTHUR - AS RECOMPENSAS

Temos muitas opções lindas. Escolham aqui ao lado a sua!!

CUSTOS DE CADA META

Acreditamos que com infraestrutura e educação, temos bases sólidas para a construção de uma sociedade mais justa e gentil. 

A principal meta é o pagamento dos honorários de perícia judicial especialista assitente e manter o acompanhamento às consultas médicas. Pois Arthur merece principalmente justiça. 

Se superarmos a primeira meta, o valor será usado para trazer um pouco de qualidade de vida para Arthur, obras de adaptações em casa, rampas e maior qualidade de vida de forma mais urgente, uma vez que o processo já dura 4 anos sem qualquer mínima reparação.

A terceira meta é filantrópica e o valor será revertido para patronicio de cursos de reanimação neonatal e especialização para estudantes e jovens profissionais.

ENTENDENDO O QUE ACONTECEU COM ARTHUR

Após uma gravidez perfeita, em plena saúde. Roupinhas separadas, quartinho arrumado. Nove meses completos. Exames e acompanhamento pontual. Exames genéticos perfeitos. 

Até hoje é difícil relembrar este dia e saber que tudo poderia ser diferente se Arthur fosse socorrido da forma correta e com rapidez.

Segue abaixo o que ocorreu no dia em que Arthur nasceu, com a anotação das provas documentais, que coloco à disposição de todos que requisitarem. Dizem seus médicos que Arthur só sobreviveu porque era MUITO forte.

_ No dia 25/08/2013, por volta das 10:15hs, Natália sente a primeira contração do início de seu trabalho de parto. Já às 11:20hrs, Natália se encontra no HOSPITAL e contrata os serviços da maternidade. * conforme BOLETIM DE INTERNAÇÃO página 520

_ Natália chega ao Hospital com bolsa íntegra acompanhada da doula D. S. e da obstetra, G. A. que monitoram os batimentos cardíacos do bebê e o desenvolvimento do parto com aparelhos próprios e pedem o acompanhamento dos demais médicos necessários à sala de parto: pediatras, enfermeiros e anestesistas. * conforme RESUMO pagina 523 e ANOTAÇÃO ENFERMAGEM página 541

_ Vale ressaltar que é obrigatória a presença destes médicos na sala de parto * conforme Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina:
            1) A unidade que se propõe a realizar partos, está obrigada a garantir a presença do pediatra
            na sala, ficando tal responsabilidade a cargo do seu Diretor Técnico/Clínico, que responderá
            eticamente pela omissão. (Resolução CFM n. 1342/91).
            2) “Considerando a imprevisibilidade das condições de nascimento do neonato, a presença
            do neonatologista ou do pediatra na sala do parto ou cesárea é imprescindível. A assistência
            pediátrica quando da ocorrência de partos, também se impõe pelos ditames éticos vigentes.
            (PARECER CRM/MS 18/2011; PROCESSO CONSULTA CRM-MS Nº 14/2011)“

_Natália é acomodada em uma sala de parto. No ato de internação se cumpre a assinatura de documento, onde se consente “Parto Normal, Cesariana, Anestesia ou demais procedimentos médicos”* conforme TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO, página 521

_ Natália atinge 8cm de dilatação às 13:40 DA TARDE, conforme anotado pela Anestesista C. L. no documento AVALIAÇÃO ANESTÉSICA pagina 528, transcritos aqui: “Solicitada analgesia de parto às 13:40 para período expulsivo – dilatação no momento de 8cm – pela equipe. Todo o trabalho de parto acompanhado com ausculta fetal pela equipe, mantendo padrão normal em toda sua evolução.”

_Nenhum PEDIATRA SE APRESENTA à sala de parto por mais de 8 horas.

_A pediatra A.T. chega ao seu plantão às 19:30 e apenas depois disso se apresenta à sala de parto. *conforme RELATO NEONATOLOGISTA, página 359

_A médica pediatra responsável A. T não buscou assegurar nenhuma condição para uma prática bem sucedida do atendimento, como chegar com antecedência, ligar aparelhos, pedir informações à equipe e se preparar para possíveis intercorrências, não havendo sequer preparado o kit de reanimação. Cuja menção é nula. *conforme RELATO DA NEONATOLOGIA páginas 359, 360, 361

 _Arthur nasce às 19:50. Por parto vaginal e vai imediatamente para a UCR da neonatologista. A obstetra identifica que ele precisa de intervenções médicas imediatas pois, apesar de ter frequência cardíaca acima de 100bps, o parto é seguido de mecônio fluido e Arthur não chora/respira. A neonatologista A. T. escreve que Arthur foi "entregue" a ela, após 3 minutos sob responsabilidade da obstetra. A obstetra garante que Arthur foi entregue imediatamente, assim como sua mãe. De qualquer forma, o socorro demoraria mais 5 minutos, totalizando então cerca de 8 minutos sem respirar. *conforme FOLHAS DE ADMISSÃO MÉDICA página 288 e 290 e RELATO página 359, havendo discordância entre o relato da neonatologista e da obstetra.

_O PROTOCOLO DE REANIMAÇÃO PRATICADO: A médica A. T. assim que recebe Arthur, anota bpm maior que 100 e oferece oxigênio pela máscara e inicia a VPP sem antes desobstruir as vias aéreas. Manda buscar um kit de reanimação em outra sala. O tempo passa e Arthur que nasceu com batimentos acima de 100bps ainda está sem respirar, aguardando o kit. Mesmo após chegada do kit de reanimação, após 2/3 minutos, a médica A. T. se recusa fazer a verificação da permeabilidade das vias aéreas - posicionando a cabeça, aspirando secreções e mantendo a boca aberta. A médica continua com a máscara na UCR e anota o feito por vários minutos ressaltando que ele não respirava. Passaram vários minutos sem Arthur respirar e a médica dizia apenas "Anota aí que está sem drive", para uma enfermeira. Passaram então mais 5 minutos sem estabilização. O recomendado, para evitar lesão cerebral por hipóxia, é estabilizar o bebê dentro de no máximo 1 minuto (GOLDEN MINUTE). Apenas após passados 5 minutos sem respirar a médica decide intubar. Antes de intubar, entretanto, a médica insistiu em não fazer a verificação da permeabilidade das vias aéreas e não aspirou ou desbloqueou as vias. *conforme RELATO DA NEONATOLOGIA páginas 359, 360, 361

_A médica entrega o recém nascido à UTI Neonatal após intubação ainda em estado grave, sem se mexer (hipoativo), roxo (cianótico) e com dificuldade respiratória (taquipneuco): “Recebo RN às 20:05h em TOT, hipoativo, hiporeativo, cianótico, anictérico, eupneico, digo, taquipneuco, normotenso.”. * conforme ADMISSÃO DA ENFERMAGEM página 437

_Por não ter tido suas vias aéreas desobstruídas, Arthur convulsiona na UTI, na primeira hora de vida pois o tubo é bloqueado por mecônio. O tubo é bloqueado novamente por mecônio pela madrugada na UTI, quando Arthur é então salvo pela fisioterapeuta S. V.. Arthur sofre inúmeras sequelas advindas desta falha na desobstrução das vias na sala de parto, precisando inclusive passar por cirurgia para drenar o mecônio do pulmão. Foi descoberto que foi causado pneumotórax e outras graves sequelas advindas  da falta prolongada de oxigênio. *conforme LISTA DE PROBLEMAS UTI NEONATAL, página 300.

_Vale ressaltar que cabe ao neonatologista, o socorro imediato do neonato. Não se explica a demora no socorro, a ausência de aspiração traqueal na presenta de LA Meconial ou a espera de mais cinco minutos estipulada pela médica, tendo Arthur nascido com APGAR 1 e necessitado de intervenção médica imediata *conforme CREMESP:
          1) O atendimento ao recém-nascido na sala de parto é um procedimento médico. Tal
           procedimento, na maioria das vezes, consiste numa simples aspiração de vias aéreas
         superiores e oxigenação.
As crianças que nascem ativas e respirando, Apgar acima de 7
           praticamente dispensam qualquer atitude mais ativa. Mas, pode acontecer o nascimento de
           crianças anóxias. Em tais situações, a ação é mais ativa. Implica em aspiração, oxigenação e,
           às vezes intubação e respiração assistida. Portanto, o ato é médico. O atendimento inicial
           cabe, logicamente, ao profissional mais habilitado a fazê-lo, ou seja, ao neonatologista. Na
           ausência deste, o próprio obstetra ou o anestesiologista deve assumir a missão.
           (Consulta nº69.955/01, PARECER CREMESP)

_Também podemos ressaltar que no procedimento de reanimação neonatal, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria:
           1) Considera-se como falha se, após 30 segundos de VPP com máscara, o RN mantém 
         FC<100bpm ou não retoma respiração espontânea rítmica e regular.
            Nesse caso, verificar o ajuste entre face e máscara, a permeabilidade das vias aéreas
            (posicionando a cabeça, aspirando secreções e mantendo a boca aberta)
         E a pressão inspiratória, corrigindo o que for necessário. (...) Se o paciente
            após a correção da técnica de ventilação, não melhorar
            está indicado o uso da cânula traqueal como interface para a VPP.

_Arthur nasce precisando de intervenção médica imediata, precisando do protocolo descrito acima, onde se precisa estabilizar o recém nascido e garantir a respiração ou intubação em até 1 minuto, mas a médica e o hospital assumem que intervieram minimamente em socorro à Arthur. Confessam que no parto que julgavam estar ocorrendo "As intervenções médicas são mínimas". *conforme sua CONTESTAÇÃO página 236.

_AS SEQUELAS DO ERRO NA REANIMAÇÃO NEONATAL E HIPÓXIA PROLONGADA PELA MÉDICA:

página 437 – Admissão da Enfermagem: “RN admitido no setor às 20:05h, proveniente do CCO, por apresentar asfixia neonatal. Recebo RN em TOT, hipoativo, hiporeativo, cianótico, anictérico, eupneico, digo, taquipneuco, normotenso. Realizado SOG em sifonagem, cateterismo arterial e venoso e vesical de demora. Realizando protocolo de hipotermia. Segue aos cuidados da enfermagem. “ L. G., Enfermeira. Em 25/08/13 
 página 300 - Lista de problemas UTI NEONATAL: “25/08 - Apresentou ↓(baixa) saturação com braquicardia – trocado TOT (com rolha de mecônio). Apresentou crise convulsiva.” J. C., Pediatra. Em 25/08/13.
 página 348 – Evolução do Paciente: “RN internado por asfixia perinatal e aspiração de mecônio. Hoje, pela madrugada, RN com obstrução de TOT por mecônio. Trocado TOT (...)” por S. V., Fisioterapeuta. Em 25/08/13.
página 326 – Parecer de especialista:“Paciente evolui com Pneumotórax após o nascimento. Procedimento Toracostomia com drenagem fechada, sem intercorrências.” M. R. M., Cirurgião. Em 25/08/13.
página 327 – Parecer do especialista: “Exame com Encefalopatia Hipóxico-Isquemica, com sinais indiretos de Edema Cerebral. Fluxo sanguíneo Irregular e Diminuído.” Grupo Neonatal e Pediátrico LTDA. Em 26/08/13.
 página 332 – Parecer de especialista: “Paciente com asfixia grave, ainda em hipotermia e solicitado avaliação cardiológica (...) VD ainda muito dilatado e com Insuficiência triscúspide. Mantendo disfunção ventricular moderada. Canal arterial fechado. Ainda com sinais de hipertensão pulmonar.” S. R., Cardiologista. Em 28/08/13
 página 291 – Sumário de Alta da UTI: “Complicações: Pneumotórax à esquerda em 25/08: Realizado drenagem cirúrgica. Obstrução do tubo orotraqueal por mecônio em 25/08/13. Realizado troca do tubo sem intercorrências.” Retirado do Sumário de Alta da UTI neonatal.
 página 337 – Parecer neurológico: “Paciente com história de asfixia aguda e convulsão nas primeiras 24 horas de vida. Completou protocolo de hipotermia, com segundo EEG com média voltagem. Postura no leito com movimentos desorganizados, sem propósito, pouco contato visual, hipotonia difusa, hiperreflexiva, mão corticais, além de incoordenação de sucção. Sem convulsão, em uso de Fenobarbital 3mg/Kg. Impressão Evidências de Encefalopatia Difusa.” E. Z., em 06/09/13.

 página 45 – RELATÓRIO DO NEUROLOGISTA: “O menor Arthur (...) apresenta epilepsia focal e atraso psicomotor secundários a asfixia perinatal, com crises diárias frequentes resistente ao tratamento medicamentoso (...)Diagnóstico: Encefalopatia crônica da infância (paralisia cerebral) e crises convulsivas“E. F., em 07/02/18
 página 49 – RELATÓRIO DO PEDIATRA: “Declaro para os devidos fins que Arthur K. B. é portador de Laringomalácia grau II e Sindrome de West, em decorrência de asfixia perinatal e síndrome de aspiração meconial. (...)” R. F., em 08/05/15.

PARTO HUMANIZADO = INTERVENÇÕES MÉDICAS MÍNIMAS?

Notamos que a tragédia que vitimou meu filho aconteceu por um pressuposto de que quem está realizando um parto humanizado em um hospital não tem direito ao socorro médico imediato. A literatura médica discorda das alegações dos responsáveis. Pois quando ocorre a necessidade de intervenção médica, esta é obrigatória sem discriminação.

Natália estava em um hospital, contratando seus serviços justamente por confiar na rapidez e garantia de socorro imediato em caso de necessidade.  Todo parto precisa ser seguro para mãe e bebê. 

Arthur nasce com batimentos cardíacos fortes, entretanto precisando de intervenção médica imediata, uma vez que nasceu e não respirou, mas a neonatologista e o hospital assumem que intervieram minimamente em socorro à Arthur. “Vale sublinhar que no parto humanizado as intervenções médicas são mínimas, (...)” *conforme sua CONTESTAÇÃO página 236.

Ressaltam então, em sua defesa, que ao se deparar com uma criança sem respirar, agiram ali de forma mínima e não imediata... 

Arthur foi dessa forma, uma vítima inocente da presunção da médica A. T.  acerca do que se configura um parto humanizado diferenciando-o de outros partos quanto à rapidez da intervenção em casos de intercorrências e de reanimação neonatal. O Hospital confessa a omissão e apóia a negligência da médica, confirmando que em sua instituição partos humanizados, diferente de outros partos, mesmo em face de um problema, devem receber intervenções médicas mínimas.

Em um processo que visa reparar negligência e falha médica no socorro à uma criança, com graves consequências, diz o hospital: “Vale sublinhar que no parto humanizado as intervenções médicas são mínimas, (...)”. Assim sendo, comprovadamente através dos documentos, a médica não apenas não acompanhou o trabalho de parto e não agiu de forma imediata e correta em socorro da criança, agindo, MINIMAMENTE. Mas o fez de forma racional... 

É revoltante pois podia ser diferente.

Segundo essa postura, fosse então outro parto, Arthur seria salvo? 

PROCEDIMENTO CORRETO DE REANIMAÇÃO NEONATAL

Não é ético diferenciar tipos de parto. Quando surge um problema médico, há protocolos que devem ser seguidos ou o paciente será lesionado ou morrerá.

Para esclarecimento, quando da reanimação em sala de parto e dos procedimento corretos, a mais importante  instituição no assunto, o Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria e o International Liaison Committee on Resuscitation, estipulam:

"Durante a VPP, observar a adaptação da máscara à face, a permeabilidade das vias aéreas e a expansibilidade pulmonar. A ventilação com máscara não é um procedimento simples, havendo dificuldade do profissional que reanima o RN se assegurar de que o volume corrente está adequado, pois, são frequentes o escape de gás de grande magnitude entre face e máscara e a obstrução de vias aéreas. O profissional de saúde deve ser capaz de detectar e corrigir essas falhas de modo rápido. Portanto, a verificação contínua da técnica da ventilação, com ênfase no ajuste adequado entre face e máscara, permeabilidade das vias aéreas e uso de pressão adequada (não insuficiente nem excessiva) é crítica para o sucesso da reanimação. Com o início da VPP com máscara facial, é preciso monitorar a FC, a respiração e a SatO2. O indicador mais importante de que a VPP está sendo efetiva é o aumento da FC. A ventilação efetiva deve provocar inicialmente a elevação da FC e, depois, o estabelecimento da respiração espontânea. (...) Considera-se como falha se, após 30 segundos de VPP com máscara, o RN mantém FC <100 bpm ou não retoma a respiração espontânea rítmica e regular. Nesse caso, verificar o ajuste entre face e máscara, a permeabilidade das vias aéreas (posicionando a cabeça, aspirando secreções e mantendo a boca aberta) e a pressão inspiratória, corrigindo o que for necessário. (...) Se o paciente, após a correção da técnica da ventilação, não melhorar está indicado o uso da cânula traqueal como interface para a VPP. As indicações de ventilação através de cânula traqueal em sala de parto incluem: ventilação com máscara facial não efetiva, ou seja, se após a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm; ventilação com máscara facial prolongada, ou seja, se o paciente não retoma a respiração espontânea; e aplicação de massagem cardíaca. (...)  A indicação da intubação no processo de reanimação depende da habilidade e da experiência do profissional responsável pelo procedimento. (...) Em mãos menos experientes, existe um elevado risco de complicações como hipoxemia, apneia, bradicardia, pneumotórax, laceração de tecidos moles, perfuração de traqueia ou esôfago, além do risco de infecção. Cada tentativa de intubação deve durar, no máximo, 30 segundos." Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto: Diretrizes 2016 da Sociedade Brasileira de Pediatria. (Texto disponível em www.sbp.com.br/reanimacao - Direitos Autorais SBP , páginas 14 e 15)

Desta forma, segundo toda a bibliografia estudada, o protocolo de reanimação executado em Arthur desrespeita a regulamentação e literatura médica sobre o assunto. Recomendações e normas criadas justamente para proteger os recém-nascidos. Arthur é um exemplo de como uma criança forte, a termo e saudável pode ser gravemente lesionada se os protocolos não são seguidos.

Vale ressaltar que a demora na estabilização do estado de saúde de qualquer criança APÓS O NASCIMENTO, não poderia fazer qualquer bem para o bebê. Essa irresponsabilidade não pode ser desculpada.

Precisamos que os responsáveis pela negligência e imperícia no socorro de Arthur no parto, respondam por suas ações. Que reavaliem suas práticas e posturas futuras.

Que mais nenhuma criança, que mais nenhuma família sofra o que sofremos.

Denunciar esta campanha

Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.