Livro: Um assassino em minha vida |

Livro: Um assassino em minha vida

Esse livro vai te ajudar a responder uma pergunta: Você sabe o valor da vida?

Projeto por: Lunas De Carvalho Costa Tpd
R$ 1.370,00
arrecadado
meta R$ 6.015,00

18 benfeitores
apoiaram essa campanha

Não foi dessa vez :/

A meta de arrecadação não foi atingida e todas as colaborações foram estornadas. Obrigado pelo apoio ainda assim!

POR

Lunas De Carvalho Costa Tpd

Lunas De Carvalho Costa Tpd

R$ 10
Vivo pra servir...
1 benfeitor apoiando
Quero apenas ajudar.

58 disponíveis.
R$ 20
Agradecer pela vida
3 benfeitores apoiando
Você está ajudando muitas pessoas a pensar na vida, e muitos tem motivos para agradecê-la. Seu nome estará nos agradecimentos da primeira edição e nas redes sociais.

37 disponíveis.
R$ 40
A vida cobra um preço...
1 benfeitor apoiando
Além do livro você terá seu nome na página de agradecimentos do livro UM ASSASSINO EM MINHA VIDA

19 disponíveis.
R$ 40
A vida é uma escola
Seja o primeiro a apoiar!
De que adianta passar pela vida e não aprender todos os valores que ela noa ensina. Você está ajudando a publicação do livro Um Assassino em Minha Vida e terá direito a um livro com frete grátis, para todo o Brasil e agradecimento na primeira edição do livro.

50 disponíveis.
R$ 50
Você sabe o valor da vida?
2 benfeitores apoiando
Participando da campanha aqui, você ganhará uma camisa branca da campanha: VOCÊ SABE O VALOR DA VIDA? E seu nome estará na lista de agradecimentos do financiamento do livro.

8 disponíveis.
R$ 60
Quanta vida nos teus olhos
Seja o primeiro a apoiar!
Givanilson Santos o ilustrador do livro Um Assassino Em Minha Vida, é um exímio caricaturista e vai fazer uma caricatura tamanho A4 pra você. Poderá ser de uma foto sua ou de outra pessoa que você queira presentear. Alem disso seu nome estará na página de agradecimentos do livro.

10 disponíveis.
R$ 100
Vida, meu maior presente.
2 benfeitores apoiando
Uma pessoa como você, sabe a importância de valorizar a vida, de apoiar ações que preserve a vida, por isso aceitou ajudar nossa campanha mesmo sem saber o que vai ganhar. Mas além do presente surpresa, um livro estará garantido e seu nome estará no nossa página de agradecimentos impressa no livro.

8 disponíveis.
R$ 250
Vida que devolve o bem fazemos
Seja o primeiro a apoiar!
Se você tem uma empresa, presta serviços ou é um profissional informal, ou até uma instituição pública, coloque a logo e informações sobre o sua empresa ou serviço no livro. Vamos reservar uma página para 8 marcas. Isso significa que cada marca terá 1/8 do espaço ou 12,5% . A imagem a ser publicada tem quer enviada em preto e branco ou tons de cinza. Sei que sua intenção e ajudar mas, tenho certeza que esse anúncio te renderá bons lucros. Você ganhara um livro

8 disponíveis.
R$ 500
A vida é meu tesouro
Seja o primeiro a apoiar!
O que dizer a respeito de uma pessoa/empresa como você. Que bom que você pode apoiar esse projeto de arte, cultura e que leva responsabilidade social a nossos jovens. Você terá o direito de colocar seu anúncio em preto e branco ou tons de cinza na metade da penúltima página, Ganhará um livro e tera seu nome na página de agradecimentos.

2 disponíveis.

                                Que bom que você esta vendo essa campanha, isso significa que tem algo em comum.

E é dessa forma, de mãos dadas com tanta gente que nos conhece, que conhece o nosso trabalho e que agora está conhecendo o nosso livro UM ASSASSINO EM MINHA VIDA. Nesse livro onde eu assino os textos, Givanilson Santos assina as ilustrações. Apesar do título parecer de uma história policial ou de terror, na verdade o livro fala de pessoas comuns, que vivendo situações comuns ou extraordinárias se deparam com situações de morte, seja por vícios, doenças ou hábitos nocivos. 

                                Então acho que já deu pra perceber que além da literatura, além da arte plástica, o livro tem um compromisso social também e, estamos pedindo que você também participe da nossa campanha VOCÊ SABE O VALOR DA VIDA? São duas campanhas na verdade, uma campanha ideológica, já que o objetivo é passar a importância de valorizar a vida. E a outra campanha que é pra ARRECADARMOS R$ 6.015,00 que é a quantia necessária para publicarmos o livro. 

                                

                                        Então não perca tempo COLABORE e PARICIPE desse livro conosco, Lembrando que a campnha é TUDO OU NADA, caso não cheguemos aos 100% você terá todo seu dinheiro devolvido. Conto contigo, veja qual a recompensa que você deseja e entre nessa conosco. Ah, já ia esquecendo. O que é bom tem que ser compartilhado. Envie esse link pra 3 pessoas que não podem ficar fora dessas.

                                     Leia dois contos que estarão no livro:

1º Capítulo – Um assassino em minha vida
O comércio de Oliveira

                      Oliveira não tinha profissão mas vendia coisas, ele vendia muitas coisas. Morava em uma casa do ‘lado da sombra’, de frente para o sol nascente, a tarde a casa propiciava uma generosa sombra. A casa era recuada uns 4 metros em relação ao meio fio da rua, a metade dessa calçada era cimentada e a outra não, a grama que foi plantada ali sumiu quase toda pisoteada e, um buraco no chão de terra chamado pelos pirraias de milóia, revela que ali também acontece competições de bola de gude. Lugar ideal para vender doces e pipocas, jogar dominó, jogar conversa fora.
                       Com seus 45 anos incompletos, Oliveira tinha um casalzinho de netos, foi pai muito cedo. Excêntrico, foi um dos primeiros do bairro a ostentar uma tatuagem no braço, num período onde ter um uma tatuagem era tido como uma péssima referência. Era uma tatuagem borrada de um escorpião, parecia até que tinha sido feita com caneta bic. Dizem que ele ganhou essa tatuagem no presídio mas, ninguém sabe ao certo se ele já tinha sido preso, pelo menos eu não sei... Só sei que toda tarde eu ia lá, conversar, lanchar e escutar as mentiras de Oliveira. 
                       Chegava uma galera nova, que gostava de cochichar com Oliveira, e entre chicletes e cigarros que a moçada consumia, eu percebia que circulava mais dinheiro que o faturamento das de goma de mascar e das chupetas do Capeta. E Oliveira bem enturmado era até chamado de tio Oli, ele rejuvenescia todo instante que a moçada dizia: Tio Oli é ‘o cara’.
                       Toda tarde depois do almoço me dava uma vontade de comer uma mariola de goiaba mas, o diabetes não me permitia esse prazer. Eu me contentava com uma pipoca e jogava dominó, e conversava, e toda tarde agia assim.
                       Uma tarde eu reclamei do lixo que estava se acumulando na grama e disse
                       ¬¬- Oliveira, bota um lixeiro aqui rapaz, ao menos uma caixa de papelão. Daqui apouco vai ter até bicho na porta da tua casa... toma esse saquinho vazio de pipoca.
                       -Oxi, joga esse saquinho aí num cantinho, depois eu varro. Bora jogar dominó que é melhor. 
                        Nessa mesma tarde choveu. Nesse mesmo saquinho de pipoca ficou um pouco de água, que nunca secava totalmente porque nessa época sempre chove, nesse pouco de água alguns aedes aegyptis decidiram fazer um berçário de mosquitos.
                       -Ta doido Oliveira... faz 15 dias que está esse lixo aqui. Daqui a pouco tem cobra... mosquito nos pés da gente não falta.
                        E essa foi a última tarde que joguei conversa fora no comércio de Oliveira. Um mosquito me feriu, inoculou chicungunha em mim. As dores foi o de menos, a bronca foi a minha imunidade que caiu devido ao diabetes, agora estou eu aqui, dentro de um caixão assassinado por um mosquito.



3º Capítulo – Uma coisinha


                              Eu até que era feliz, cumpridor dos meus deveres e obediente. Só quebrava regras que me traziam um pouco de adrenalina sem graves consequências. No começo da adolescência eu biritava, fumava e até cheirei loló no carnaval, tudo isso escondido dos meus pais, no ensino médio conheci o descolado José Silva de oliveira Junior, popularmente conhecido por Oliver. Oliver morava em um bairro humilde, filho de um senhor muito popular que chamávamos de Tio Oli. Apesar de meu pai ser funcionário público estadual e o pai de Oliver ser um vendedor autônomo, na verdade ele tinha em casa uma bomboniere informal, Oliver ostentava ter uma vida financeira melhor que a minha. Os tênis e roupas eram melhores, a bicicleta era melhor e ainda andava na moto do pai dele, mesmo sendo de menor.
                              Oliver me apresentou a maconha, não foi complicado fumar porque eu já tinha fumado cigarros. Aos poucos fui conhecendo um seleto grupo de maconheiros. Terminei o ensino médio e fui conhecendo muita gente boa que fumava uma ‘coisinha’.
                              Conheci professor que usava uma coisinha. Músico que usava uma coisinha. Dançarina que usava uma coisinha. Advogado que usava uma coisinha. Médico que usava uma coisinha. Vereador que usava uma coisinha. Eu preferia comprar roupa na loja do cara que usava uma coisinha. O pão do padeiro que usava uma coisinha parecia ser melhor. E só comprava frutas com a menina que usava uma coisinha. Eu não estava só. 
                               Eu era um cara do bem. Ótima criação, funcionário público concursado da prefeitura, fazendo faculdade de serviço social, namorando sério, crédito da casa própria aprovado, metade dos custos da viagem de férias paga. Eu era muito querido, quem não gostava de mim não revelava porque a maioria gostava de mim. Eu era orgulhoso, por isso fazia de tudo pra não ser repreendido. Meu vício era um segredo, geralmente só fumava só. Se fumasse maconha com um ou dois amigos, era em um local que pudesse esconder o flagrante, tipo no meu quarto, que era nos fundos da casa do minha família. Se alguém pisasse no quintal eu via pela janela basculante, apagava a coisinha e acendia meus incensos aromáticos. 
                              Igual a mim muita gente boa usava e tinha certeza que nunca seria um problema. Nós não roubávamos pra poder usar, tínhamos trabalho e não nos juntávamos com qualquer maconheiro. Nunca aceitei avião deixando droga na porta, isso é a maior bandeira. Eu mesmo ia buscar. Quando comecei a trabalhar, parei de comprar um dólar de maconha por vez e comecei a comprar 50 gramas de cada vez. Arriscado era, porque se eu fosse pego, podia responder como traficante mas, você vai se acostumando, vai perdendo o medo e a noção do perigo.
                           Hoje, primeiro dia útil do mês, dia que recebo meu salário, como de costume vim aqui na boca de fumo comprar a coisa. Deixando claro que não faço parte de nenhum sistema criminoso, nem conheço direito esses caras que me vendem, inclusive ano passado era outros caras que já morreram. Paguei e cheirei minha porção. Pra minha surpresa, uns caras armados invadem o beco e gritando que a boca de fumo agora era deles. Meu vendedor arrancou um revolver que estava pregado à mesa e nem conseguiu mirar, já levou um tiro na caixa dos peitos. Sua esposa só conseguiu se virar pra correr pro quintal e na hora levou dois tiros nas costas. Na minha ingenuidade de gente do bem, em meio a surpresa daquela cena cinematográfica, me virei para os pistoleiros para justificar que eu era apenas um consumidor, no lugar errado e na hora errada mas, como o primeiro tiro que recebi foi na garganta, só consegui grunhir. Os caras nem perceberam que eu não era traficante pois estava com a farda do meu departamento da prefeitura. E minha mãe me vendo com a coisa na mão, agora acha que eu também era traficante. Não importa mais... morri pela boca, meu consumo me matou.



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                                Então acho que já deu pra perceber que além da literatura, além da arte plástica, o livro tem um compromisso social também e, estamos pedindo que você também participe da nossa campanha VOCÊ SABE O VALOR DA VIDA? São duas campanhas na verdade, uma campanha ideológica, já que o objetivo é passar a importância de valorizar a vida. E a outra campanha que é pra ARRECADARMOS R$ 6.015,00 que é a quantia necessária para publicarmos o livro. 

                                

                                        Então não perca tempo COLABORE e PARICIPE desse livro conosco, Lembrando que a campnha é TUDO OU NADA, caso não cheguemos aos 100% você terá todo seu dinheiro devolvido. Conto contigo, veja qual a recompensa que você deseja e entre nessa conosco. Ah, já ia esquecendo. O que é bom tem que ser compartilhado. Envie esse link pra 3 pessoas que não podem ficar fora dessas.

                                     Leia dois contos que estarão no livro:

1º Capítulo – Um assassino em minha vida
O comércio de Oliveira

                      Oliveira não tinha profissão mas vendia coisas, ele vendia muitas coisas. Morava em uma casa do ‘lado da sombra’, de frente para o sol nascente, a tarde a casa propiciava uma generosa sombra. A casa era recuada uns 4 metros em relação ao meio fio da rua, a metade dessa calçada era cimentada e a outra não, a grama que foi plantada ali sumiu quase toda pisoteada e, um buraco no chão de terra chamado pelos pirraias de milóia, revela que ali também acontece competições de bola de gude. Lugar ideal para vender doces e pipocas, jogar dominó, jogar conversa fora.
                       Com seus 45 anos incompletos, Oliveira tinha um casalzinho de netos, foi pai muito cedo. Excêntrico, foi um dos primeiros do bairro a ostentar uma tatuagem no braço, num período onde ter um uma tatuagem era tido como uma péssima referência. Era uma tatuagem borrada de um escorpião, parecia até que tinha sido feita com caneta bic. Dizem que ele ganhou essa tatuagem no presídio mas, ninguém sabe ao certo se ele já tinha sido preso, pelo menos eu não sei... Só sei que toda tarde eu ia lá, conversar, lanchar e escutar as mentiras de Oliveira. 
                       Chegava uma galera nova, que gostava de cochichar com Oliveira, e entre chicletes e cigarros que a moçada consumia, eu percebia que circulava mais dinheiro que o faturamento das de goma de mascar e das chupetas do Capeta. E Oliveira bem enturmado era até chamado de tio Oli, ele rejuvenescia todo instante que a moçada dizia: Tio Oli é ‘o cara’.
                       Toda tarde depois do almoço me dava uma vontade de comer uma mariola de goiaba mas, o diabetes não me permitia esse prazer. Eu me contentava com uma pipoca e jogava dominó, e conversava, e toda tarde agia assim.
                       Uma tarde eu reclamei do lixo que estava se acumulando na grama e disse
                       ¬¬- Oliveira, bota um lixeiro aqui rapaz, ao menos uma caixa de papelão. Daqui apouco vai ter até bicho na porta da tua casa... toma esse saquinho vazio de pipoca.
                       -Oxi, joga esse saquinho aí num cantinho, depois eu varro. Bora jogar dominó que é melhor. 
                        Nessa mesma tarde choveu. Nesse mesmo saquinho de pipoca ficou um pouco de água, que nunca secava totalmente porque nessa época sempre chove, nesse pouco de água alguns aedes aegyptis decidiram fazer um berçário de mosquitos.
                       -Ta doido Oliveira... faz 15 dias que está esse lixo aqui. Daqui a pouco tem cobra... mosquito nos pés da gente não falta.
                        E essa foi a última tarde que joguei conversa fora no comércio de Oliveira. Um mosquito me feriu, inoculou chicungunha em mim. As dores foi o de menos, a bronca foi a minha imunidade que caiu devido ao diabetes, agora estou eu aqui, dentro de um caixão assassinado por um mosquito.



3º Capítulo – Uma coisinha


                              Eu até que era feliz, cumpridor dos meus deveres e obediente. Só quebrava regras que me traziam um pouco de adrenalina sem graves consequências. No começo da adolescência eu biritava, fumava e até cheirei loló no carnaval, tudo isso escondido dos meus pais, no ensino médio conheci o descolado José Silva de oliveira Junior, popularmente conhecido por Oliver. Oliver morava em um bairro humilde, filho de um senhor muito popular que chamávamos de Tio Oli. Apesar de meu pai ser funcionário público estadual e o pai de Oliver ser um vendedor autônomo, na verdade ele tinha em casa uma bomboniere informal, Oliver ostentava ter uma vida financeira melhor que a minha. Os tênis e roupas eram melhores, a bicicleta era melhor e ainda andava na moto do pai dele, mesmo sendo de menor.
                              Oliver me apresentou a maconha, não foi complicado fumar porque eu já tinha fumado cigarros. Aos poucos fui conhecendo um seleto grupo de maconheiros. Terminei o ensino médio e fui conhecendo muita gente boa que fumava uma ‘coisinha’.
                              Conheci professor que usava uma coisinha. Músico que usava uma coisinha. Dançarina que usava uma coisinha. Advogado que usava uma coisinha. Médico que usava uma coisinha. Vereador que usava uma coisinha. Eu preferia comprar roupa na loja do cara que usava uma coisinha. O pão do padeiro que usava uma coisinha parecia ser melhor. E só comprava frutas com a menina que usava uma coisinha. Eu não estava só. 
                               Eu era um cara do bem. Ótima criação, funcionário público concursado da prefeitura, fazendo faculdade de serviço social, namorando sério, crédito da casa própria aprovado, metade dos custos da viagem de férias paga. Eu era muito querido, quem não gostava de mim não revelava porque a maioria gostava de mim. Eu era orgulhoso, por isso fazia de tudo pra não ser repreendido. Meu vício era um segredo, geralmente só fumava só. Se fumasse maconha com um ou dois amigos, era em um local que pudesse esconder o flagrante, tipo no meu quarto, que era nos fundos da casa do minha família. Se alguém pisasse no quintal eu via pela janela basculante, apagava a coisinha e acendia meus incensos aromáticos. 
                              Igual a mim muita gente boa usava e tinha certeza que nunca seria um problema. Nós não roubávamos pra poder usar, tínhamos trabalho e não nos juntávamos com qualquer maconheiro. Nunca aceitei avião deixando droga na porta, isso é a maior bandeira. Eu mesmo ia buscar. Quando comecei a trabalhar, parei de comprar um dólar de maconha por vez e comecei a comprar 50 gramas de cada vez. Arriscado era, porque se eu fosse pego, podia responder como traficante mas, você vai se acostumando, vai perdendo o medo e a noção do perigo.
                           Hoje, primeiro dia útil do mês, dia que recebo meu salário, como de costume vim aqui na boca de fumo comprar a coisa. Deixando claro que não faço parte de nenhum sistema criminoso, nem conheço direito esses caras que me vendem, inclusive ano passado era outros caras que já morreram. Paguei e cheirei minha porção. Pra minha surpresa, uns caras armados invadem o beco e gritando que a boca de fumo agora era deles. Meu vendedor arrancou um revolver que estava pregado à mesa e nem conseguiu mirar, já levou um tiro na caixa dos peitos. Sua esposa só conseguiu se virar pra correr pro quintal e na hora levou dois tiros nas costas. Na minha ingenuidade de gente do bem, em meio a surpresa daquela cena cinematográfica, me virei para os pistoleiros para justificar que eu era apenas um consumidor, no lugar errado e na hora errada mas, como o primeiro tiro que recebi foi na garganta, só consegui grunhir. Os caras nem perceberam que eu não era traficante pois estava com a farda do meu departamento da prefeitura. E minha mãe me vendo com a coisa na mão, agora acha que eu também era traficante. Não importa mais... morri pela boca, meu consumo me matou.



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