Conheça a campanha
O projeto surgiu a partir de uma experiência familiar. Para oferecer mais momentos de lazer e descontração, um dos idealizadores procurou um modelo de bicicleta com "sidecar", o carrinho ao lado. Foi feita a primeira de modo experiemental e o resultado positivo, além do interesse de pessoas que viam a bike adaptada passear por aí levou para o caminho inevitável: construir mais bicicletas e oferecer para as pessoas passeios gratuitos para pessoas com deficiência e idosos no Parque do Utinga, um espaço verde e de contato próximo com a floresta na capital paraense.

O projeto conta com voluntários que conduzem as bikes. Mas, se o familiar ou amigo se sentir seguro e confortável, pode ele mesmo pedalar, sendo acompanhado por um guia voluntário. Atualmente, o projeto ocorre sempre no primeiro final de semana de cada mês e conta com cinco bicicletas adaptadas.
Como ainda não possui patrocínio de empresas e está se estruturando formalmente, a solução do financiamento coletivo é a melhor escolha. Assim, muitos podem ajudar outros, colaborando com um pouco que, somado ao que for doado por outros, rapidamente é mais que suficiente! Mas, lembre-se: é tudo ou nada. Ou conseguimos viabilizar toda a primeira meta ou o dinheiro será devolvido a todos. Mas, com certeza, teremos muita gente ajudando e vamos rapidinho conquistar as outras metas, que inclui a compra de uma carretilha para transportar as bikes e oferecer o projeto em outros pontos de Blém e cidades do interior.
As bicicletas são artesanais, construídas por Robin Van, holandês radicado em Ananindeua e que cobra praticamente o preço de custo. Assim, ao ajudar o projeto, não só viabiliza mais passeios, mas também estimula a fabricação caseira e a cultura da bicicleta e da inclusão de pessoas com deficiência em espaços públicos.

Geralmente, pessoas com deficiência ou idosos com dificuldade de locomoção ficam confinados ao ambiente doméstico. O contato com o ambiente externo e a natureza ajuda na auto estima e na reabilitação. Promove sorrisos e momentos mais leves, inclusive para os familiares.
Quem frequenta o parque e se vê compartilhando as pistas com esse grupo, percebe que o espaço público é de todos e a inclusão é a palavra de ordem hoje. Os voluntários do pedal ganham duas vezes: ajudam o próximo e ainda fazem exercício. E quem financia tudo isso pode acompanhar o crescimento do projeto e a quantidade de pessoas beneficiadas.

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