Conheça a campanha
Olá! Antes de qualquer coisa, eu quero agradecer imensamente por você ter chegado até aqui.
E agora eu gostaria de falar com você sobre três coisas. Primeiro, vou te mostrar um problema; depois, te contar uma história. Por último, quero te fazer um convite.
Vamos lá?
O problema
Você sabia que a América Latina possui mais de 175 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza, 28 delas no Brasil?
No nosso país, são mais de 12 milhões de pessoas que vivem com menos 1,5 dólar por dia? 12 MILHÕES!!! Isso é três vezes a população do Uruguai.
E a maioria dessas pessoas não tem acesso a saneamento básico, vivem em moradias precárias, muitas vezes feitas com lona e papelão. Moradias com chão de terra batida.

“Ok, Ana, são dados realmente alarmantes, eu não sabia. Mas, na real, o que eu tenho a ver com isso? O que você quer que eu faça?”
Você pode ajudar. Pode, SIM, fazer a diferença. Já vou te dizer como. Antes deixa eu te contar uma história...
A história
Eu conheci o Teto no começo de 2008. Na época se chamava “Um Teto para meu País”, era uma ONG Latino-Americana que tinha chegado ao Brasil fazia pouco tempo, e construía casinhas nas favelas para a população pobre, miserável mesmo. Para pessoas nessa situação de extrema pobreza que a gente falou agora há pouco.
Meu primeiro contato com uma favela não foi nada fácil. Fui ser voluntária para uma construção de dez casas numa comunidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. Lembro que era outono, mas durante o dia a temperatura ia a mais de trinta graus na construção. O calor fazia subir o cheiro de esgoto a céu aberto e ele impregnava o cabelo da gente e as nossas roupas. Na primeira noite que passei na escola que nos abrigava, eu não consegui dormir por causa do frio e da incapacidade de digerir, embora eu não tivesse comido nada, tudo aquilo que eu tinha vivenciado naquele dia. “Meu Deus, ninguém merece viver assim”, me lembro que eu pensei. Juro que eu só queria ir embora e dormir na minha cama.
Mas no dia seguinte a mágica aconteceu. Eu me dei conta de que aquela pobreza de que eu falei no começo, de que aquele montão de gente que eu sabia, pelas estatísticas, que vivia numa situação desumana, tinha nome, tinha cara, tinha uma história. E naquele fim de semana o nome era Deusivânia. Aquariana, tinha a minha idade, era corintiana, mãe solteira e estava grávida do terceiro filho. Depois que as paredes da casa de 9 metros quadrados que estávamos construindo para ela — menor que o meu quarto num apartamento na Vila Madalena — subiram, Deusivânia e eu, juntas, pregamos as últimas telhas na noite de domingo.

É isso que o Teto faz: ele une, de forma horizontal, as duas pontas da sociedade. Nós estávamos construindo para eles e COM eles.
A partir desse dia eu não parei mais. Teve a casa da Fátima, depois a casa da Lucrécia, a casa da Dona Maria, veio a casa da Marinalva, a da Patricia e do Giba, a do seu Eduardo, a casa da Aline, da Maria José, do David, e outras tantas. Foram dezenas de casas, dezenas de voluntários, dezenas de rostos e histórias que ficamos conhecendo.
E mudanças importantes na vida dessas famílias. Mudança, por exemplo, na vida da dona de casa que sofria abuso do ex-marido e que passou a ter uma casa nova, com porta e fechadura,para ela passar o cadeado ali e se sentir em segurança. Ou então a mudança na vida das três crianças que dali pra frente iam poder ir pra escola sem a crise de asma que elas tinham por dormirem na lama.
No Teto é assim: a gente percebe muito rápido o impacto da nossa ação. E quando enxerga a mudança que a gente ajudou a promover na vida de alguém, a motivação para continuar é enorme.

O Teto cresceu, e cresceu muito. Hoje faz bem mais que construir casas. Temos diversos projetos comunitários também. E o mais importante que continuamos trabalhando sempre EM CONJUNTO com as famílias. No final desse texto você vai encontrar os números desse trabalho.
O convite: Faça parte do sonho!
“Mas por que você me contou tudo isso?”
Pra que você entenda por que eu tenho paixão por esse projeto. E para que você também acredite na possibilidade de mudança.
Agora que eu imagino que você já curte o Teto, que já acredita que o nosso trabalho pode, sim, mudar boa parte da realidade das pessoas, lá vai o meu convite: Vamos sonhar juntos?
Em julho de 2016, queremos construir 50 casas de emergência na Grande São Paulo. Serão cinco dias de construção com a participação de mais de 500 voluntários.
Eu já te contei que o Teto trabalha sem financiamento do governo, não contei? Pois é. O dinheiro que usamos para realizar as construções vem de doações de empresas e de pessoas que se identificam com o nosso trabalho.
Para conseguir atingir a nossa meta de construir essas 50 moradias, precisamos arrecadar fundos.
Aqui, nessa página, nossa primera meta é arrecadar R$16.500,00, que viabilizará a construção de duas das 50 casas que pretendemos fazer.
Nossa campanha é "Tudo ou nada". Caso não consigamos atingir a meta, o dinheiro será devolvido aos doadores.
Aqui, no lado direito da página, você tem os valores que pode doar e as recompensas.
Se você não puder doar, também vale compartilhar esta página com sua família, com seus amigos. Vale falar do Teto para os colegas de trabalho, em conversas de elevador, enfim, divulgue nosso projeto em toda oportunidade que você tiver.
Temos um mês para bater nossa meta. Conto com você! Vamos juntos?
O Teto no Brasil
Quer saber mais sobre o TETO? Acesse: www.teto.org.br
Ah... Só mais um adendo. Muitas vezes a gente tem um pouquinho de "pé atrás" com ONG, se são sérias e se usam o nosso dinheiro doado realmente para a causa. Então eu recomendo que você acesse o link abaixo que tem nossos documentos, Estatuto Social, certificado de OSCIP e outras coisas. Somos uma ONG auditada anualmente por auditores independentes. Aqui é tudo certinho, viu?
Confira aqui