Conheça a campanha

Somos o Movimentos, um coletivo formado por 15 jovens de diferentes favelas do Rio de Janeiro dedicado a debater os impactos da política de drogas nas nossas vidas. A juventude negra, favelada e periférica é a mais afetada pela chamada “guerra às drogas”. Somos nós que morremos, que perdemos amigos, familiares e oportunidades. Mas a política de drogas ainda é pensada por quem não vive nossa realidade. Quem discute as pautas que cada vez mais exterminam nossa juventude periférica não está na periferia.
Ao hackear os espaços dentro e fora das favelas, ajudamos a ampliar a discussão sobre política de drogas a partir do ponto de vista daqueles que são os mais impactados por ela: nós, jovens moradores de favelas e periferias.


Nós trabalhamos para ampliar e fortalecer a participação da juventude negra, favelada e periférica nos espaços de debate e decisão sobre política de drogas. Nossas principais metodologias de trabalho são:
(1) Criação de ferramentas para facilitar o debate sobre política de drogas entre e a partir da juventude periférica. Um exemplo é a nossa cartilha, pensada para ampliar a discussão sobre drogas entre jovens periféricos a partir da nossa própria perspectiva.
(2) Formação da juventude periférica em temas relacionados a política de drogas, como segurança pública, racismo, violência e direitos humanos. Só no ano passado, conversamos com mais de 3 mil jovens em escolas públicas, pré-vestibulares comunitários e projetos sociais de favelas por todo o país.
(3) Realização intervenções culturais e artísticas em territórios favelados e periféricos. Em 2018, por exemplo, realizamos a primeira batalha de poesia sobre política de drogas do Rio de Janeiro, o Slam Laje Especial sobre Drogas, no Complexo do Alemão.
(4) Construção de redes entre ativistas, coletivos e projetos liderados por jovens periféricos de todo o Brasil que discutem política de drogas. Desde 2017, mantemos uma rede nacional de ativistas de diferentes favelas e periferias brasileiras chamada Movimente-se.
(5) Hackeamento de espaços de debate sobre drogas, trazendo a perspectiva da juventude favelada e periférica para o centro da discussão. Nesses três anos de trabalho, já participamos de dezenas de conferências nacionais e internacionais sobre drogas e programas de TV e de rádio.

Depois de três anos de trabalho intenso apoiado por diferentes parceiros, acreditamos que é a hora de termos nossa própria casa. A Casa Movimentos será um espaço estratégico de trabalho, formação, mobilização, elaboração de metodologias e construção de redes pensado para potencializar nossa capacidade de falar com a juventude periférica sobre política de drogas. Além de acolher a equipe permanente que faz o Movimentos acontecer no dia a dia, realizaremos as seguintes atividades:
- Aulas e oficinas de formação para a juventude periférica
- Imersões e residências com jovens periféricos de diferentes partes da cidade
- Eventos e intervenções culturais e artísticas
- Produção de conteúdo audiovisual e de comunicação multimídia
- Acolhimento de ativistas, coletivos e organizações parceiras
A Casa Movimentos ficará localizada no Parque União, uma das 16 favelas que compõem o Complexo da Maré, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Com 130 mil moradores e 800 mil metros quadrados de extensão, o Complexo da Maré é o maior conjunto de favelas da cidade.



Não importa com quanto você puder contribuir, enviaremos para o seu e-mail uma planilha anual de prestação de contas com todos os gastos da Casa Movimentos nos primeiros dois anos. Você apostou nesse sonho com a gente! Queremos que você tenha certeza que seu dinheiro foi usado corretamente.

Acesse nosso site e nossas redes para conhecer mais do nosso trabalho.
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