Conheça a campanha
“O futebol é um ramo da arte popular. O Brasil é um país eminentemente pobre. Para o futebol, basta uma bola. O menino descalço pode jogar. Uma rua, uma bola de pano ou de borracha, uma bola qualquer e pronto: o menino joga.”
João Saldanha, jornalista e técnico da seleção brasileira, que ganhou o tri-campeonato mundial.
Este projeto - em homenagem ao centenário de João Saldanha (1917/2017) – está sendo elaborado por sua filha Sônia Saldanha e por Thereza Bulhões, sua terceira esposa. Trata-se da pré-venda para a reedição do livro "Os Subterrâneos do Futebol" - um clássico escrito por ele!
O livro foi escrito em 1963 - às vésperas do golpe - e nele, o “João sem medo”, conta tudo que acontecia nos bastidores do futebol. Misturando com sua biografia - rica em coragem, controvérsias e muito humor - o livro narra histórias impagáveis deste “grande circo do futebol brasileiro”. São crônicas que envolvem Garrincha, Nilton Santos, Zagalo e outros craques eternizados pelo futebol brasileiro!
Nascido em Alegrete (RS), Saldanha era considerado patrimônio do Rio. Foi treinador bissexto do Botafogo (campeão carioca de 1957) e da seleção brasileira (nas eliminatórias da Copa de 1970) e teve longa atuação como comentarista esportivo em rádio, TV e jornal. Foi o mais consagrado jornalista esportivo do país! Politicamente ousado e sem “papas na língua”, enfrentou até mesmo os generais da Ditadura!
O livro, escrito em estilo coloquial, como em uma conversa de botequim, deve ser lido por todos aqueles que amam o futebol, ou que consideram o futebol uma autêntica manifestação da cultura brasileira. Porém, por ser um livro histórico e ainda assim atual - e pelo Saldanha ser um grande exemplo de determinação - a sua reedição (pela Editora Lacre) tem um valor inestimável, mesmo para quem não é amante do futebol!
Garanta já o seu exemplar e ajude a viabilizar essa homenagem ao nosso querido João Saldanha!
Lançamento e entrega dos livros em novembro!


Abaixo, um trecho do livro:
A porta de vidro
“São homens calejados e “vacinados” em relação a viagens. Não ficam no açodamento que é muito comum em certas delegações do chamado esporte amador, que viajam uma vez na vida outra na morte e que têm dado os maiores vexames em hotéis e aeroportos.
Mas uma briguinha acontece de vez em quando. Uma vez em Lisboa, na porta do hotel, o Amarildo chateou tanto o Chicão que este, perdendo a paciência, deu-lhe um “cacete” que o Amarildo saiu pela porta de vidro, deixando um buraco que nem desenho animado. Não se machucou, apesar de que o vidro tenha ido para o “vinagre”.
Entrou logo a turma do deixa-disso e a única providência cabível era pedir a conta do prejuízo ao gerente. Até que não foi muito caro. O vidro foi colocado no mesmo dia e ficou em cerca de seis mil e poucos cruzeiros, no ano de 1959. Amarildo a princípio achou que o Chicão também teria que pagar uma parte, mas por fim, achando-se culpado, pagou sozinho o estrago. Depois daquela, nunca mais chateou ninguém perto de uma porta de vidro.”

