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“Quem eles pensam que eu fui” é um projeto de curta-metragem dramático que partiu da necessidade de falar sobre violência contra a mulher, especificamente o feminicídio. O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, um número assustador que ressalta uma cultura de violência enraizada, que deve ser apontada e combatida. Precisamos falar sobre feminicídio.

Nossa história acompanha Bia que, ao passar por um processo de luto, entra em contato com a morte pela primeira vez de forma tão pessoal e angustiante. O drama acompanha o dia do sepultamento de sua namorada, em meio a desconfortáveis comentários de desconhecidos sobre a morte, conselhos falhos de amigos sobre a vida e memórias insistentes que revezam entre o aconchego e a melancolia. Bia enfrenta sua própria raiva, procurando aceitar a natureza da morte e da dor enquanto retém, como um grito, a verdade sobre as circunstâncias do óbito de Iris.
O filme tem em sua maioria personagens mulheres e relações de cumplicidade entre mulheres, motivo que também inspirou o relacionamento entre Bia e Iris, aderindo mais uma camada ao curta em tributo a visibilidade LGBT.

Com uma equipe de chefias femininas, o curta-metragem é uma história sobre mulheres, contada por mulheres. Somos universitárias e recém-formadas, com sede de fazer arte através do cinema independente.
Roteiro e Direção: @thebinha
Ass de direção: @luisagiesteira
Direção de fotografia: @dandanmynssen
Produção: @natalia_as
Social Mídia: @r.o.berta
Mídia online: @tathimynssen
Direção de arte: @prsephone e Michele Nagy
Ass de direção de arte: @agathamontoto e @simografia
Direção de som: @marivonsecken

Apesar de tratar de um tema denso e pesado, o filme deseja trazê-lo de forma sutil e sensível, usando a dificuldade da protagonista de lidar com seus próprios sentimentos e as interferências de terceiros para falar do tabu e dos preconceitos que permeiam o assunto. O projeto pretende dar um rosto às vítimas de feminicídio, mas também àqueles que sentem com a perda, interrompendo o danoso processo de limitá-los a números em meio à dolorosa estatística do crime no Brasil.