Livro A DESCOBERTA DO DR. NESTOR  de  EBERVALIVS•AHAV
Curitiba, PR

Livro A DESCOBERTA DO DR. NESTOR de EBERVALIVS•AHAV

Edição e publicação do livro A DESCOBERTA DO DR. NESTOR de EBERVALIVS•AHAV | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 12/12/2023

R$ 2.335

arrecadados da meta de R$ 2.600

90%

da meta 4

30

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 12/12/2023

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

O Livro

A descoberta do dr. Nestor conta a história de um casal de acadêmicos, Nestor Natalino Neves, um arqueólogo, e Marina Zinnilova Neves, uma antropóloga, que visitam a cidade paulista interiorana de Piracaia para investigar um potencial achado arqueológico de grande importância, um grupo de estatuetas de barro com características curiosas e destoantes em relação aos demais achados da região. Em Piracaia, no entanto, nada é o que parece ser à primeira vista, e aquilo com que os dois se deparam é algo cujas implicações vão muito além do restrito campo da arqueologia indígena do Planalto Paulista.

O Autor

Eberval Gadelha Figueiredo Júnior, também conhecido pelo pseudônimo Ebervalius Ahau, é um jovem acadêmico, bacharel em direito e aspirante a escritor. Cearense radicado em São Paulo, seus interesses são ecléticos, e sua ficção encontra-se recheada de vários dos mesmos temas que o movem academicamente, incluindo cultura indígena e as ideias da Virada Ontológica no campo da antropologia.

9tWyIyb.jpg

Alguns Trechos do Livro

"Abri a galeria de fotos do meu celular para ver novamente as imagens que minha mulher enviara, o grande motivo de minha visita a Piracaia. Eram de um grupo de pequenas estatuetas de terracota. A maioria tinha uma variedade de formatos vagamente humanoides, sendo que algumas tinham um número estranho de membros, com mais de um par de braços e/ou pernas. Alguns dos olhos eram estilizados de modo que fazia lembrar aqueles das entidades da arte cerâmica marajoara, ou até mesmo de algumas culturas arqueológicas costeiras do norte do Peru, os chamados “olhos alados” da arte de civilizações como Sicán e Lambayeque. Associações absurdas a princípio, mas nunca se sabe. A noção que temos do passado arqueológico é, e sempre será, apenas uma aproximação da realidade, por mais próxima dela que venha a ser."

#

Fui recebido de forma muito atenciosa. A loja em si era maior do que eu esperava, e seu acervo era variado. A maior parte dos artigos vinha das doações e vendas de antigos proprietários na capital. Latas vazias de cervejas e refrigerantes que já não se vendem hoje em dia, réplicas de artefatos mexicanos e peruanos, louças orientais, mobília artesanal, grandes e complexas esculturas de peças metálicas, diversos livros, parafernália budista do Sudeste Asiático, bonecos e figuras de ação todos indistintamente etiquetados como “Personagem Star War”, entre várias outras coisas.

#

Esse embate entre as representações preservadas e a destruição inerente a sua preservação, esse estranho culto que exige o sacrifício do próprio objeto cultuado, não se restringe à taxidermia. No contexto da arqueologia, penso em casos como o dos Portões de Ishtar, que foram inteiramente removidos de sua localidade original, no Iraque, e instalados no Museu de Pérgamo em Berlim. No contexto da conservação ambiental, nós relegamos populações de espécies inteiras a bolsões minúsculos e inviáveis, em uma paródia debilitada e estática de sistemas dinâmicos e vibrantes. Preservação e ruína são duas faces da mesma moeda.

#

Os potinhos onde havíamos guardado os fragmentos de argila molhados jaziam no chão, em pedaços, enquanto a argila em si rastejava à maneira de uma minhoca, ou melhor, feixes de minhocas delgadas movimentando-se de forma mais ou menos coordenada. Ao ver aquilo, minha reação foi bastante sóbria, insensível até. Talvez fosse o sono. A maior preocupação que me veio à cabeça foi a sujeira. Isso mudou, no entanto, quando senti uma súbita pontada de dor atrás da minha canela direita. Virei-me para ver o que era, e, por sorte, não se tratava de uma cobra, escorpião ou alguma outra criatura peçonhenta que poderia ter entrado em casa. A dor foi causada pelos dentes de um garfo. Por óbvio, talheres não atacam as canelas das pessoas por livre e espontânea vontade, e aquele garfo em específico estava sendo empunhado por uma entidade infinitamente mais estranha do que qualquer cobra ou escorpião.

O Toma Aí Um Poema

WjC5CNP.png

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados.    | 1 milhão de players


4IaM1bm.png

Orçamento - 50 exemplares (2300 Reais)

Impressão Gráfica | 600,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 600,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

Denunciar esta campanha

Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.