Conheça a campanha

Gláucia, Dinha, Fernanda, Sandrinha e Celinha são integrantes do Selo Editorial Edições Me Parió Revolução, grupo de mulheres criado em 2013 para disseminar literatura, garantir acesso a livros e formar novos leitores e leitoras.
Cada uma delas, além da sua atuação na Coletiva, possuem negócios próprios – os quais foram impactados pela pandemia. Assim, ao apoiar essa campanha, na prática, você estará apoiando os negócios individuais de 5 mulheres, assim como estará colaborando para que a Coletiva Edições Me Parió Revolução siga existindo, além de fazer girar a economia de toda a região do Fundão do Ipiranga:
● Gláucia, doceira, perdeu o ponto onde vendia doces e vai usar o dinheiro para comprar panelas, matéria prima e contratar 2 motoboys para entregas.
● Dinha, escritora e professora particular, perdeu todas as atividades de ensino e cultura que eram presenciais. Junto com a Professora Celinha, ambas usarão o recurso para criar podcasts voltados para pessoas da área da educação (discutindo racismo, homofobia, questões de gênero, e do cotidiano escolar).
● Fernanda, a trancista, irá disponibilizar testes de Covid-19 para suas clientes, além de comprar as matérias primas necessárias para seu negócio.
● Sandrinha teve que adiar boa parte dos seus projetos de design gráfico, pois as atividades da Me Parió foram reduzidas, fará cursos, pois é autodidata e comprará
programas adequados para seu trabalho. Por fim:
● Célinha Reis, acabou de aposentar-se como professora no Estado e precisa iniciar atividades que complementem seus rendimentos e assim continuar custeando as despesas do dia a dia. Como já dissemos acima, ela gravará podcasts junto com a outra professora, Dinha.
Queridas e queridos amigos, queremos que saibam que nossos negócios são tão importantes quanto as ações sociais que realizamos, pois permitem nossa subsistência enquanto nos dedicamos à garantia de direitos, sobretudo os relacionados à cultura. Assim, ao colaborar com os negócios dessas cinco mulheres, nós, cada um(a) de vocês colabora também para a manutenção de nossas famílias (somos todas mães solo), para o crescimento da economia no Parque Bristol e Jardim São Savério e para o controle da pandemia.
O mapa que vocês vêem abaixo (inserir mapa com as placas de rua e nossas fotos) compreende parte do que chamamos de Fundão do Ipiranga e faz divisa com cidades do ABC.

Para quem não conhece, é uma área de intensas lutas por moradia e que concentra bolsões de miséria e alto índice de letalidade policial. Ano passado, com a campanha Conexões Contra o [vírus da] Covid, conseguimos levar internet por cerca de seis meses às famílias mais vulneráveis da região, fortalecendo-as e colaborando para que tivessem lazer dentro do próprio lar.
Este ano, no entanto, nós, as mulheres da Me Parió, também precisamos de ajuda para nos mantermos, para fortalecer o nosso ganha-pão e assim continuarmos atuando como militantes do campo da cultura, educação e direitos humanos. Assim, ao nos ajudar vocês ajudam também os e as fornecedoras de matéria prima da região, nos ajuda a gerar empregos e dignidade para nós, nossas famílias, amigos e vizinhança em geral.
O Fundão do Ipiranga agradece.

O valor arrecadado será dividido entre os cinco negócios e, eventualmente, poderá socorrer outras integrantes da Coletiva que estejam em situação de vulnerabilidade econômica.
As cinco receberão uma ajuda de custo (R$1000) para se manter durante 1 mês, enquanto reestruturam seus negócios.
Gláucia (Adún da Glau) comprará equipamentos para agilizar a fabricação dos seus aduns (doces) e insumos. Contratará também dois motoboys para entregas.
Fernanda (Fefe Pegada Preta) pagará por testes rápidos de Covid para suas clientes e comprará insumos (cabelos, cosméticos, etc) Dinha e Celinha (Me Parió- professoras) comprarão equipamentos básicos para gravarem podcasts (para Formação de Professores/as) e receberão ajuda de custo por isso.
Sandrinha (Me Parió- designer)- que é autodidata - pagará inscrição em cursos e comprará programas de diagramação.
Por fim, todas nós da Me Parió seremos beneficiadas com a compra de uma máquina de sublimação. Com ela faremos brindes, recompensas, vendas e divulgação dos negócios e ações sociais.
Etapas de acordo com a ordem cronológica:
1. Distribuição da ajuda de custo e dos valores correspondentes à compra de materiais
para cada empreendedora
2. Compra de máquinas, insumos e materiais de prevenção e detecção de Covid-19.
3. Produção e envio de recompensas (canecas da campanha)
4. Manutenção e reestruturação do site para receber podcasts.
5. Produção de canecas para geração de renda para todas as mulheres da coletiva
6. Contratação de motoboys para entregas dentro e fora do bairro
7. Hora de trabalhar: cumpridas todas essas etapas, é hora de recomeçarmos o trabalho,
com mais infraestrutura, visibilidade, retorno financeiro e alegria!

Abaixo trago imagens de algumas recompensas que escolhemos especialmente para você!:


Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$15.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 1.500.000,00 ( um milhão e 500 mil reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo para recuperação de micro e pequenos negócios das periferias afetados pela pandemia. O Fundo Colaborativo segue aberto para novos parceiros que desejam destinar recursos para as periferias urbanas brasileiras.

