Livro Águas Latinas de Vinícius Nunes Coimbra
Curitiba, PR

Livro Águas Latinas de Vinícius Nunes Coimbra

Edição e publicação do livro Águas Latinas de Vinícius Nunes Coimbra | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 04/10/2022

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Campanha Financiada com Sucesso!

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O Livro

Estes poemas têm a pretensão de reconhecer a vida, tomando como ponto de partida o corpo, a dimensão física do ser, para, daí, afirmar seus desejos amorosos e sua ligação com a terra e com a gente da América do Sul. As intenções nascem das entranhas de um Maranhão clandestino, alimentadas pela ambição de se guardar na eternidade, não pelo caminho da espiritualidade, mas pelo caminho do corpo. Caminho que foi pavimentado pela ação literária, por poemas que partem da horizontalidade do ser: o homem, sua própria carne e seu próprio sangue. São poemas que se aglutinam no corpo de um homem na casa dos vinte anos e que se habituou a ver estendidas pelo chão as vísceras das circunstâncias e das almas das pessoas, enquanto ansiavam por uma pele que as pudesse guardar e comunicar. Águas latinas tem a pretensão de ser, entre tantos livros que já o foram, essa bem folgada pele. Pele que sabe o velho e espera pelo que o novo há de acrescentar.

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O Autor

Vinícius Nunes Coimbra, nascido em Santa Inês, Maranhão, em 14 de março de 1997, descobriu a Poesia, como modo de apreensão e reconstrução do mundo e de si mesmo, aos 16 anos, quando, pela primeira vez, soube que existia o poeta Ferreira Gullar. Na televisão, o autor de Poema Sujo disse: “Os poetas, como os músicos, os pintores, os escultores, ajudam a inventar a vida, porque a vida é pouca. A vida não basta. [...] A Poesia não cura dor de dente, queda de cabelo, não faz nada disso. Mas a vida é mais rica com a Poesia.” Desde então, tenho feito da Poesia e da Literatura, mais do que o enriquecimento da vida, mas a própria razão da minha existência. Parafraseando Thomas Wolfe: “É fazer ou morrer”.

Comentários

“Saudação ao eu poético presente em Águas latinas. A poesia ou as formas inusitadas de ver, sentir, dizer e viver o mundo, em si mesmas, revelam o que aos olhos frios do mundo parece indivisível. É ‘esse dizer quieto que tudo faz em cada parte a que se prende’. É mágico. Meio bruxo. Evoé, poeta!!!” 

— Josias Sobrinho. Cantor e compositor maranhense.

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Alguns Poemas do Livro

Paladar acorrentado 

o riso cínico 

da pessoa amada 

que se diverte 

com o choro 

do anjo da morte 

suas asas depenadas 

e seu paladar acorrentado 

sob a terra 

o dia que se apaga 

ao desabar 

o matusalém brilhante 

dos céus 

e de manhã 

a força crua do amor 

na cama.

  • *

Amor em preto e branco

O amor faz exigências. 

Não é para inocentes nem para viris; 

Tampouco escritores. 

Amor é para atletas. 

É para os músculos do braço 

E das pernas; 

Não os da boca. 

Amor não é para quem entende de sexo, 

Escreve cartas ou telefona, 

À noite, 

Chorando. 

É para quem tem fôlego. 

Amor é coisa 

De gente grande.


*

Águas latinas 

Maranhão, Brasil, América Latina, 

entregues ao colo do quarto. 

Lá fora, cada folha tocada pela chuva fina 

que lava o jeito de pensar, nas gotas 

de seu dorso estreito, 

para além da janela. 

Não é chuva, apenas. 

É todo o desejo do pulso aberto, 

ungido pelos dizeres frios 

sobre o relevo, 

que desfiam seus medos 

e fazem brotar, para fora da terra, 

as raízes nuas 

do deslumbre acidentado. 

A moldura do mundo 

se enlargueceu 

e a mais um segundo, 

na correnteza latina 

que é trazida, dentro do peito, 

lampejante, 

assim como as almas lampejantes 

que descem do ozônio, 

matando a vontade, 

matando a fome, 

dentro do organismo, 

livres.

*

Esse dizer quieto 

Condensado, nas mãos da vida, 

esse dizer quieto 

que tudo faz em cada parte 

a que se prende. 

Seus tentáculos de carne e lucidez 

agarram-se às forças da pedra, 

às ondulações da madeira, 

irregulares, forjando enlouquecidos. 

Calam-se, ao poder pouco, 

ao perder o ínfimo abraço 

do muito que querem. 

Quando não, 

derramam lágrimas bem ditas, 

sorrisos bem ditos 

que nunca foram seus.

O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

850+ autores declamados.   |   1k+ poetas publicados.    | 70+ mil ouvintes

*

Orçamento - 36 exemplares (1440 Reais)

Impressão Gráfica | 300,00

Material de envio e frete | 250,00

Serviços Editoriais | 850,00

Margem de segurança | 40,00

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