Conheça a campanha

Para expor as consequências do limbo racial dos pardos e da invisibilidade bissexual na saúde mental de pessoas pardas e bi, compartilho memórias sobre o processo de me entender diante desses marcadores sociais no livro que reúne uma entrevista sobre bissexualidade negra masculina e alguns textos sobre esses temas.

“Ricardo: Você poderia falar mais sobre como foi o seu processo de descoberta, tendo essa consciência de ser um homem negro bissexual? Se você teve apoio. Quais foram os desafios? Os medos?
Eduardo: Cara, eu acho que é muito marcado pela falta de apoio. Acho que é muito marcado por um espaço de solidão e de exclusão. Eu me entendi um homem negro recentemente. Então o processo de me identificar como pardo, como uma pessoa negra de pele clara é algo bem recente. Para mim, isso diz de um lugar de exclusão. Dentro dos espaços com a maioria branca, eu era uma pessoa de pele escura demais e dentro de um espaço de pessoas que tinham a pele retinta, mais escura, eu era branco demais. Então nesse jogo das raças eu era excluído. E aí na questão de sexualidade também, porque no grupo de amigos héteros eu era sensível demais. E no grupo de amigos gays eu era hétero demais. Então eu fui caminhar mais por esse lugar da solidão.”
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“Acredito que narrar as piores histórias da infância seja uma boa habilidade. Relembrar os traumas é fonte eterna de dor, pois a ferida nunca fecha, porém agora é diferente, retorno às cenas de violências para identificar agressões e me diferenciar delas. Espero que meu testemunho contribua para que outras pessoas revejam suas histórias e consigam se afastar do perigo.”

Com o dinheiro arrecadado vamos fazer a impressão dos livros e cobrir os custos da publicação, como edição, revisão, diagramação e ISBN. Ao colaborar com a campanha você viabiliza a publicação de livro e apoia o crescimento de uma editora voltada para literatura popular e diversidade.
Como recompensas temos o livro em versão impressa e digital, além da doação de livros para instituições como bibliotecas, escolas ou centros sociais e uma conversa online com o autor sobre o processo de escrita do livro.
Apoie esse projeto para que mais pessoas sejam sensibilizadas sobre as consequências da bifobia e do racismo no Brasil.
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