Igreja da Fran
São Paulo, SP

Igreja da Fran

Novo espetáculo da atriz e palhaça Rafaela Azevedo, criadora de King Kong Fran.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 24/08/2025

R$ 101.044

arrecadados da meta de R$ 200.000

51%

da meta 2

630

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 24/08/2025

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Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

R$ 30

Agradecimento na arte oficial

O nome no agradecimento da arte oficial do espetáculo..

36 apoios confirmados

Conheça a campanha

A IGREJA DA FRAN

Novo espetáculo da atriz, palhaça e diretora Rafaela Azevedo, criadora e intérprete do espetáculo King Kong Fran, sucesso de público, crítica e fenômeno de bilheteria há quase três anos ininterruptos em cartaz pelo Brasil e turnê pela Europa.


A estreia deste novo espetáculo,
A IGREJA DA FRAN, acontecerá em 2026 e será financiado coletivamente pelo público. Por meio desta plataforma, você consegue patrocinar o projeto, comprando ingressos antecipados ou escolhendo entre várias opções de recompensas, como: camiseta da Fran, pôster da Fran, palestra "A liberdade de ser ridícula", vaga na Imersão presencial Estado de Palhaça (o), ou diferentes produtos da marca Pantynova, nossa apoiadora oficial.


Basta escolher aqui do lado a recompensa que mais combina com você e se tornar patrocinadora ou patrocinador deste projeto.

Bem vinda, Bem vindo à Igreja da Fran


Estamos diante da Santa, Missionária, Criadora de uma Nova Era.

Quais são as leis da igreja da Fran?

Com muito humor e irreverência, Fran nos fará repensar, de forma crítica e realista, o aprisionamento mental e a manutenção da opressão e violência de gênero que a religião, quando em comunhão com o patriarcado, exerce sobre nossa sociedade.

Começando pelo Cristianismo, que se inicia e se firma na exaltação da figura masculina e no desenvolvimento simbólico da supremacia do homem enquanto figura divina, onipotente e onipresente.
Deus é representado por uma figura que fez o homem, Adão, segundo o mito bíblico, a sua imagem e semelhança. Já a mulher, Eva, foi feita da costela de Adão.
Porque quando pensamos em Deus, na figura que criou tudo, não nos referimos pelo pronome feminino? Deus então tem um gênero, e esse gênero é o masculino, o mesmo que social e culturalmente exerce poder sobre o outro gênero: o feminino.

Seguindo na simbologia bíblica: Eva, então a representação da primeira mulher, é a responsável pelo pecado. Por tirar Ela e Adão do paraíso.

O que essa simbologia propõe é que a mulher, ao desobedecer Deus e comer o fruto do conhecimento – que era o fruto proibido –, é a causadora da introdução do pecado, da morte no mundo e, por consequência, da necessidade de um plano de redenção através de Jesus Cristo. 

A mulher que corrompe e instiga a maldade. “[...] Foi pela mulher que começou o pecado, por sua culpa todos morremos”. (COYLE, 1999, p. 120).

E uma nova figura masculina entra - Jesus Cristo - para a redenção do mal causado por Eva - representação da mulher. 

Outras figuras femininas bíblicas são Maria, a mãe virgem de Jesus, e a terceira Madalena, a moça apedrejada em praça pública.

Representação 1: EVA.


A causadora do sofrimento da humanidade porque comeu o fruto do conhecimento.
O conhecimento é algo fatal. Ao passo que a desobediência à ordem de Deus – figura toda poderosa e, nessa mitologia, representada por um homem – pode causar a morte, o maior sofrimento da humanidade. Como se essa não fosse a ordem natural de qualquer ser vivo… nascer, viver e morrer.
Mas na mitologia cristã existe uma vida eterna – que é até vendida em muitas igrejas, mas já já a gente fala dos líderes religiosos que extorquem, manipulam, abusam e emburrecem, utilizando de forma leviana da fé e espiritualidade das pessoas.
Voltando para as representações femininas na mitologia bíblica:
Representação 2: MARIA.


Virgem Maria Mãe de Jesus. Virgem e mãe. risos
O mito induz que essa representação da mulher é virtuosa, exemplar, misericordiosa. A mãe. Tenta desconectar a sexualidade da mulher em nome da maternidade. É transando que se engravida, mas, aqui, a representação bíblica coloca a gestação como um milagre, Maria não faz sexo. Maria não pode fazer sexo. Maria não tem direito ao prazer.
O sexo que é literalmente a fonte da vida – tanto no sentido da reprodução, como também do prazer… em estar viva, gozando. O prazer é colocado como imoral. Pelo menos, para ela. Para elas. Para nós.
Na Bíblia, a mulher que pratica sexo é identificada como prostituta, como Madalena.
Representação 3: Madalena.


Apedrejada por ser adúltera e descrita como prostituta de forma pejorativa. Jesus arranca sete demônios do corpo de Madalena. A liberdade sexual de uma mulher aparece conectada a um apedrejamento público: a punição, a morte.


Por que essa simbologia é importante?


Porque ela molda a cultura e o nosso entendimento enquanto humanidade.

Está diretamente conectada ao comportamento humano, que há séculos é orientado por uma doutrinação simbólica cristã.

O discurso de inferiorização da mulher é diariamente reproduzido e legitimado por instituições como Escola, Família e Igreja.

A ideologia que justifica essa opressão encontra-se nos mais variados aspectos da nossa cultura e das nossas normas sociais que, sob o disfarce da moral e dos bons costumes, justificam a desigualdade e opressão de gênero.

Neste contexto, a Igreja católica possui um grande papel na manutenção desta estrutura patriarcal. Seu discurso ideológico amparou e legitimou o desequilíbrio entre os sexos, mantendo até os dias atuais uma postura favorável à desigualdade, na qual os homens vivem sua primazia.

Para alcançar este objetivo, agiu e age principalmente com as nossas subjetividades, de forma sutil e eficaz, para perpetuar crenças, ideologias – e, neste caso, discriminação e, claro, violência.

Ou você acha que homens também eram chamados de bruxos e colocados à prova na fogueira?


A IGREJA DA FRAN não é uma crítica à fé e/ou a espiritualidade da nossa população. É uma crítica ao aprisionamento mental e à manutenção da opressão e violência de gênero que a religião, quando em comunhão com o patriarcado, exerce sobre nossa sociedade. É uma crítica aos líderes mal intencionados, que se utilizam de um tema tão central na construção da nossa cultura, mpara enriquecer e enganar quem, na verdade, precisa de esclarecimento e suporte.
Faz-se urgente a discussão acerca do crescimento exponencial do fundamentalismo em nosso País. Para quem essa palavra não exemplifica nada, eu explico: fundamentalismo é um movimento ou uma corrente de pensamento, que prega obediência rigorosa e literal a um conjunto de princípios fundamentais.
É na religião que o fundamentalismo é mais conhecido e relacionado. Mas, se pensarmos no cenário social, político, educacional e de entretenimento, você consegue identificar o quanto o fundamentalismo também é presente nesses meios?
Temos uma enxurrada de líderes charlatões se autodenominando enviados de Deus para manipular, enganar e extorquir nossa população.
Quanto custa sua paz? Quanto custa sua salvação? Isso é mensurável? Há uma figura humana que realmente é a designação de Deus para receber o nosso dinheiro, criar impérios (para ele) e ser o responsável pela imaculação na nossa existência? Quem escreveu os livros que disparam essas primeiras ideias? Eram homens? Mulheres? Eram brancos? Eram negros? Porque as leis religiosas beneficiam parte da população, enquanto, aprisionam uma massa que segue sendo explorada por uma pequena elite detentora "da palavra de Deus" que enriquece cada vez mais? 

A cultura de um povo é criada a partir de um conjunto de tradições e comportamentos que se repetem e se transmitem de gerações em gerações.

Você concorda que a nossa cultura, enquanto sociedade, é desigual e opressora para parte da população?
Você concorda que muitas doutrinas religiosas reforçam, por meio de diferentes meios,  preconceitos e desigualdades?


O humor é uma forma de comunicação, que conecta, provoca e consegue trazer à tona assuntos que são tabus na nossa sociedade. Assim como em
King Kong Fran trouxemos a discussão sobre o machismo para a cena teatral, agora, em A IGREJA DA FRAN, tornaremos manifesto o debate sobre como a Igreja contribui de forma direta na manutenção do sistema patriarcal que oprime, violenta e vulnerabiliza as mulheres desde o início da construção da nossa sociedade.
Vamos juntas?! Essa missa é nossa. 

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.