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O Livro
A Invenção do Beijo e Outras Mentiras é uma coletânea de contos e crônicas, cujos textos retratam o olhar sensível e inconformado de seu autor com as injustiças sociais sem cair na armadilha do proselitismo político. Porque a intenção da arte não deve ser converter ninguém, mas sim apontar um facho de luz para aquilo que a sociedade insiste em ignorar.
O descaso com as pessoas em situação de rua, a necessidade de se permitir maior participação feminina na coisa pública, o falso moralismo. Tudo é fermento para os textos que se desenvolvem flertando com a ironia e com o bom humor. Como não se indignar com a crônica “Quem Define as Prioridades”? Como não sentir a agonia do personagem Juvenal no conto “Labirinto” e sua busca em solucionar um simples problema no CPF?
Em todos os textos o autor explora os limites entre o conto e a crônica, entre
o ordinário e o extraordinário, entre o visto e o ignorado sem perder de vista o que nos é essencial: a nossa humanidade.
O Autor
John Soares Cunha é um suburbano do Rio de Janeiro que teve a vida transformada pela educação. Filho de um pedreiro e de uma dona de casa, John começou a trabalhar como servente de pedreiro aos onze anos de idade com o pai. Mais tarde, atuou como entregador de panfleto e assistente administrativo do Pontual Concursos; foi militar da Força Aérea Brasileira e servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, trabalha no Tribunal Regional Federal da 2a Região e ministra aulas de direito em cursos preparatórios.
Bacharel em Direito especializado em Ciências Penais, o autor, depois de muitas influências de Machado de Assis e de Clarice Lispector, busca constantemente se aperfeiçoar na arte das palavras. Em 2021, participou da coletânea de contos “Histórias Cifradas” e teve o conto “Labirinto” selecionado na 2a Edição do Prêmio Rio de Contos. Em 2022, ficou em 1° lugar no Concurso Literário Nacional promovido pela Academia Itajubense de Letras com sua crônica “Para não esquecer”.

Alguns Trechos do Livro
Trecho de Para Não Esquecer
“Esqueço completamente de Murilo, quase o deixo cair no chão enquanto observo o inobservável. Ele é apenas um par de olhos melancólicos agora se deslocando vagaroso em direção ao banco vazio ao meu lado. O par de olhos se senta, mas logo se levanta, pois uma senhora de bengala se aproxima. A senhora agradece com um sorriso, que o par de olhos perdidos não vê.”
Trecho de Em que Bifurcação nos perdemos?
“E vocês crescem. Para o bem ou para o mal, nós crescemos. E encontrar os amigos deixa de ter o sabor da casualidade, da descontração, e passa a ter cara de evento social, de compromisso com dia, hora e motivo certos.”

Trecho de Segunda Intenções
“Era um mistério. Qual a causa? Corte criminoso? Queda natural? Na cidadezinha de Laranjal D’Oeste – que de tão pequena bastava metade de um dia para turistar nos pontos históricos, sobrando a outra metade para entediar-se no hotel –, ninguém sabia a resposta.
Fato é que, na única praça da cidade, não mais se veria a gigantesca mangueira centenária plantada pelos pioneiros fundadores do município que, coincidência, eram bisavós do atual prefeito. Sob a copa da mangueira, casamentos e batizados eram celebrados; namorados juravam amor eterno; amigos desocupados se reuniam para apreciar a vida desfilando no ritmo dos carros de bois e das mulheres equilibristas com latas d’água na cabeça e filhos na cintura.”
Trecho de Coisa de Pobre
“Mas, enquanto saúde pública for coisa de pobre, vai a cirurgia aberta
mesmo, e se dê por satisfeito.”
Trecho de Lugar de Mulher
“Enquanto isso, quais eram as pautas das meninas? Não tenho certeza, mas desconfio que elas não perdiam tempo discutindo: quem é mais fofa, Hello Kitty ou Minnie?
Acho que a salvação, então, são mais mulheres na política. Me desculpem os homens, mas vocês já tiveram suas chances.
Tudo isso eu teria dito, argumentado, exposto às mulheres na parada de ônibus. Da próxima vez, deixo a cosquinha cidadã vencer. Quem sabe não descubro alguma potencial parlamentar ou chefe do Executivo por aí?”
O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
1k+ autores lidos | 1k+ poetas publicados | 1 milhão de players
Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)
Impressão Gráfica | 800,00
Material de envio e fretes | 600,00
Serviços Editoriais | 700,00
Registros, solicitações, taxas | 400,00
Margem de segurança | 100,00
Contato
@tomaaiumpoema