Conheça a campanha
Fortaleça a vida do Povo do Território Indígena Kamakã Mongoió - Brumadinho/MG!
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Este financiamento recorrente tem como foco apoiar a retomada indígena Kamakã Mongoió em Brumadinho – MG, e buscará através de rede de apoiadores fortalecer de forma contínua com recursos para que ações cotidianas do território possam existir e resistir, como melhorias nas condições de moradia, agricultura, educação, memorial vivo e cultura.
No território vivem famílias com crianças, adultos e idosos, lideranças que dia após dia dedicam o cuidado à terra e em semear em seu chão, o cuidado para a dignidade da existência de seu povo e toda sua cultura.
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O povo Kamakã Mongoió é uma das etnias do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, e o Território Indígena Kamakã Mongoió se situa na localidade de Córrego de Areia, no município de Brumadinho, em Minas Gerais desde outubro de 2021, quando ocorreu a retomada da aldeia. No entanto, suas origens remontam desde a aldeia mãe, que se localiza no litoral sul da Bahia, ao pé do Monte Pascoal, ponto de desembarque da esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, e local onde muitos povos foram expulsos de seus territórios, devido aos muitos conflitos por território com fazendeiros e falta de demarcação das terras indígenas.
Ao longo de décadas parte da família Kamakã se viu fora de seus territórios de origem, em momentos de conflito, e se obrigando a buscar refúgio em contexto urbano, muitas vezes em situação precária e sem acesso a direitos que são assegurados aos povos indígenas. Desde que chegaram ao território de Córrego de Areia, tem cultivado a terra e de onde têm colhido alimentos, contando também com a ajuda de mutirão de apoiadores e comunidade local.
Em março de 2024 uma das grandes lideranças do território, o Cacique Merong Kamakã Mongoió, foi encontrado morto, e neste momento as demais lideranças lutam para cuidar a vida do território, onde querem continuar vivendo, cultivando a terra e protegendo a mãe natureza. O Cacique Merong pertencia à sexta geração da família Kamakã Mongoió e passou parte da infância no sul da Bahia. Ativista, ele se envolveu em mobilizações em diversos lugares do Brasil, tendo apoiado grupos kaingángs, xoklengx e guaranis. Era um entusiasta da retomada de territórios, acreditando se tratar de uma forma de resistência fundamental contra o apagamento dos povos indígenas.
"Na pandemia de covid-19, reivindicamos a garantia de vacina e de comida e esse direito nos foi negado. Então pedimos ao Grande Espírito que nos guiasse, chegamos aqui nesse território que estava abandonado e com nascente. Tempos depois descobrimos que ele é da Vale. Pode ser no papel, mas ela não mora aqui. A terra é para nós vivermos, para plantarmos, para nossas crianças tomarem banho no rio e ter educação diferenciada. Essa luta não é só nossa. Queremos proteger as nascentes. Queremos proteger os territórios das crateras da mineração", falou Merong Kamakã Mongoió, para reportagem da Agência Brasil.
O local onde fica o território Kamakã Mongoió fica em uma área conhecida como Vale do Córrego de Areias, e está a aproximadamente 20 quilômetros da Mina Córrego do Feijão, onde ocorreu a ruptura de uma barragem que causou 270 mortes em 2019.
Ajude apoiando esta campanha e fortaleça a luta e o presente destes povos originários!
Salve o Território Indígena Kamakã Mongoió em Brumadinho-MG!