Conheça a campanha

A crise sanitária provocada pelo COVID-19, trouxe uma nova realidade a ser enfrentada pelas periferias, geralmente os serviços de internet ofertados, são muito ruins e estar em isolamento social apenas com a televisão como única companhia, traz sérios prejuízos a saúde mental das pessoas.
Foi pensando nisso que resolvi abrir meu acervo pessoal com mais de trezentos títulos para as pessoas da comunidade onde resido, nascendo assim a biblioteca solidária, desde então, a comunidade tem retirado títulos literários e passado seu período de isolamento social com mais uma opção para se distrair.
Como estamos vivendo em meio a uma crise sanitária, os livros que são emprestados recebem higienização com uma fórmula recomendada pela curadoria da biblioteca municipal, essa formula consiste em 60% de álcool, água e desinfetante, essa composição é borrifada nos livros que ficam ao sol, esse procedimento é adotado em todos os livros que voltam para a biblioteca e como o espaço físico é pequeno, a entrada permitida é de apenas uma pessoa por vez, fazendo uso de máscara e higienização das mãos com álcool em gel.

Sou morador do Jardim Campo Belo em Campinas/SP a 38 anos, me graduei em história pela PUC Campinas, porém sempre atuei como educador social em ONGs, estive Conselheiro Tutelar por 8 anos. Sempre tive minha militância ligada as questões de habitação, cultura, esporte e educação, fui também vice-presidente da Associação de moradores do Jardim Campo Belo.

O Jardim Campo Belo, localizado na região sul da cidade de Campinas, é um bairro antigo, com registro de loteamento datado de 1958, um bairro que sempre enfrentou problemas relacionados com a desapropriação dos moradores por estar inserido próximo do Aeroporto Internacional de Viracopos, um lugar onde as violências sempre estiveram presentes, onde a carência de serviços públicos perdura até a presente data, para que se tenha um paralelo, até meados dos anos 90 do século passado, o bairro não dispunha de serviço de agua encanada e o abastecimento da população era feito por meio de caminhões pipa e caixas d’agua, em meados da primeira década dos anos 2000 a rede de coleta e afastamento de esgoto começa a ser instalada, no entanto sua conclusão deu-se em 2018, o bairro hoje é referência para que chamamos de “região do campo belo” um aglomerado de 32 bairros e aproximadamente 110 mil pessoas.
Obvio que com uma região tão vasta, as políticas públicas são escassas, a região conta com 5 escolas estaduais, 1 escola municipal, 7 creches, 4 Unidades Básicas de Saúde e apenas 1 Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), percebam que, não há nenhum equipamento cultural, as praças de esporte existentes apenas dispõem de um campo de futebol, são 4 ao todo.
Diante da pandemia causada pela COVID-19, esse aglomerado tornou-se um dos principais epicentros da cidade pois, dada as condições sociais e sanitárias da região, onde ainda existem bairros sem agua encanada, com esgoto à céu aberto e que entra ano e sai ano epidemias como a dengue ainda vitimizam seus habitantes.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
