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O Livro
Assim como a mente transita entre o real e o imaginário, Borboletando no caos faz essa transição entre crônicas e contos, costurados com uma linha tênue que transpassa esses dois gêneros literários, a poesia. O caos ocorre na mente de quem escreve, que ora habita uma realidade visceral, ora vaga por um imaginário insano, mas sempre há um punhado de beleza em meio a esse oscilante caos mental, visceral, insano e belo. “Borboletando no caos” é o bater de asas da borboleta que voa, mesmo que insegura, da mente para o papel.
A Autora
Marina Ribeiro, é estudante de Serviço Social, uma aprendiz da poesia desde pequena, as palavras sempre foram refúgios. Muito do que ela escreve são falas de vozes que atravessa sua mente, como ouvidora de vozes demorou muito tempo para entender que um diagnóstico não a define, que um CID não carrega a vastidão de sua existência, e é na escrita que ela encontra o melhor caminho para lidar com essas vozes e sentimentos intensos. Essa é sua primeira obra teoricamente concluída, mas é só um pouco de tudo que tem solto entre seus cadernos e blocos de notas, que ela não mostrava a ninguém.

Alguns Trechos do Livro
“Eu era a poesia solitária, simbolizada pelo misterioso casulo da lagarta, eu nunca quis ser a metamorfose, mas a natureza me obrigava, e foi nessa opressão que ganhei asas e criei minha poesia que de mim partiria. Para onde? Não sei, mas sei que borboletas não voam tão longe como os pássaros.”
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“E naquela tarde de novembro eu fiz uma oração e em seguida entreguei minha alma ao inferno, como quem se entrega a crueldade do destino por não ter outra saída, a porta de escape estava bem à minha frente, ela me afrontava ameaçando a se fechar, e com a visão turva eu tentava fixar os meus olhos tentando me manter atenta ao mesmo tempo em que eu desejava adormecer para não sentir meu corpo se sucumbir e descer ao inferno.”
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“A luz, aquela luz no fim do corredor, fugiu dos meus olhos quando viu neles o sangue vivo do amor vivido. Se a luz falasse, com certeza antes de apagar ela gritaria: “ASSASSINA!”.
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Não são só vozes
As vozes que me desassociam
Me desfazem, me contemplam
No tempo que me aflora
Que me engole, me devoram
Me acessam de forma significante
E insignificativas, constantes
Delirantes em delírios
Elas me observam
O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
1k+ autores lidos | 1k+ poetas publicados | 1 milhão de players
Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)
Impressão Gráfica | 800,00
Material de envio e fretes | 600,00
Serviços Editoriais | 700,00
Registros, solicitações, taxas | 400,00
Margem de segurança | 100,00
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@tomaaiumpoema