Conheça a campanha
Isabel Bogea e Orlando Guilhon apoiam o Canto de Liberdade
Marquinhos de Oswaldo Cruz apoia o Canto de Liberdade.

O projeto Canto de Liberdade consiste em: arranjar e gravar as 14 músicas que compõem o repertório do álbum, criar e produzir o material visual (marca, capa, encarte, releases, fotos), fabricar o produto CD, entregá-lo aos benfeitores, divulgá-lo, produzir um show de lançamento. São sete canções de resistência e de amor que se fizeram ouvir, mesmo durante os anos da repressão e da censura da ditadura militar, e que cantam ainda hoje a liberdade, com arranjos originais e atuais. Completam o repertório sete composições autorais de Ricardo Vilas.

O projeto de Ricardo Vilas “Canto de Liberdade” e o chamamento ao publico
Hoje mais que nunca é importante que a linha direta entre o artista e o público seja uma realidade.
A produção e a distribuição de música, e produtos culturais em geral, está concentrada nas mãos de grandes empresas e conglomerados de distribuição e de comunicação. O advento da internet por si só não significa uma maior democratização da produção e do acesso aos produtos culturais.
O público hoje é chamado a apoiar diretamente os projetos que ele considera relevantes para que estes possam se tornar realidade, sob pena de ver nossa cultura cada vez mais banalizada e construída segundo os critérios de uma comercialização fácil, imediatista e massiva.
Assim, nascem as campanhas de financiamento coletivo.

O financiamento coletivo (crowdfunding) funciona como uma espécie de compra antecipada: o público paga por um álbum que ainda será feito, com a garantia de ter o dinheiro devolvido pela plataforma caso a campanha não atinja o valor necessário. É uma ideia simples que, além de viabilizar um produto cultural que você considera bom ou importante, ainda elimina intermediários, colocando o público como cúmplice do artista e parceiro direto do seu trabalho.
Metas e prazos da campanha
A campanha dura dois meses, durante os quais você irá recebendo notícias sobre o andamento da arrecadação. Baseado na regra do tudo ou nada, ou se alcança a meta principal dentro desse prazo (e daí se realiza o projeto) ou o dinheiro é todo devolvido aos colaboradores. No nosso caso, o prazo da campanha se encerra dia 31/10/2017.
A data para a entrega do disco (assim como para o começo da entrega das outras recompensas) está projetada para o início de dezembro, na época das festas (o CD é uma excelente opção de presente, diga-se de passagem!).
Toda contribuição será integralmente destinada à produção do projeto, neste caso dividido em três etapas. Alcançando a primeira meta – que encerra a fase do tudo ou nada e cobre apenas os custos da gravação, nós produziremos a gravação do CD, financiaremos sua fabricação e o enviaremos aos nossos benfeitores. Realizaremos o show de lançamento com recursos próprios, com a parceria dos músicos e de toda a equipe.
Será importante alcançar a segunda etapa, pois ela permitirá aprimorar a produção do álbum e do show, pagando melhor artistas, técnicos envolvidos, assim como o aluguel do espaço e dos equipamentos de som e luz.
Importante ainda chegar à terceira etapa, pois ela possibilitará uma divulgação mais efetiva, abrangente e eficiente, tanto do CD quanto do show de lançamento. E as etapas seguintes permitirão que nosso projeto cresça, ganhe amplitude, e sobretudo AUDIÊNCIA!
Colaborações e recompensas
Mas não estamos apenas pedindo uma doação financeira de sua parte. Em troca, previmos uma série de recompensas, cuja lista você pode ver aqui na lateral direita do site.
Você vai encontrar 11 sugestões de contribuições ligadas a 11 pacotes, com várias recompensas cada um. Daí é só escolher e clicar. Vale dizer que você pode escolher mais de um pacote ou até repetir a opção. Você também pode contribuir com o valor de um pacote, mesmo que prefira abrir mão de quaisquer das recompensas nele listadas.
Pode, por fim, apenas contribuir e receber em troca nosso agradecimento , devidamente registrado no facebook da campanha.
As colaborações sugeridas vão desde R$35,00 (para receber o CD em casa) até R$3.000,00 (Benfeitor “Ouro”, que além do CD recebe um show do artista) passando por vários outros valores e recompensas entre os dois extremos.
Além de sua colaboração financeira, vamos solicitar que você divulgue na sua rede a nossa campanha de financiamento coletivo, pois precisamos de muitos benfeitores para que nosso projeto se torne realidade. E se você o considera importante, a ponto de colaborar financeiramente, compartilhe-o com sua rede de contatos.
Você já pode colaborar agora mesmo, estando ciente que a plataforma garante a devolução de sua contribuição, caso a campanha não arrecade o suficiente para atingir a sua primeira meta, e você receber a sua recompensa.
Colabore, compartilhe e curta com a gente!
Preparamos esta campanha com muita dedicação, cuidado e carinho, para que você se sinta à vontade em colaborar nesse sistema de financiamento coletivo e, principalmente, para que você ao receber seu CD, se sinta mais que um simples consumidor de CD, e sim um co-financiador ativo que permitiu que este projeto acontecesse!
De que trata o Canto de Liberdade
O álbum traz um repertório composto por quatorze músicas; por um lado, sete canções de protesto, de resistência e de amor que se fizeram ouvir, mesmo durante os anos de chumbo da repressão e da censura da ditadura militar, e que cantam ainda hoje a liberdade. Dentre estas, ‘Marcha da Quarta Feira de Cinzas’ (C. Lyra e Vinicius), ‘Ponteio’ (Edu Lobo e Capinam), ‘Opinião’ e ‘A Voz do Morro’ (Zé Keti), ‘Aquele Abraço’ (Gilberto Gil), "O Morro não tem vez" (Tom e Vinicius).
Por outro lado, sete composições autorais de Ricardo Vilas, quatro inéditas, e três regravações, respeitando a temática do “Canto de Liberdade”. Vale citar ‘Anjos (Para Sonia e Stuart)’, a faixa título ‘Canto de Liberdade’, e a nova versão de ‘Estrela da canção’.
A ideia deste projeto surgiu a partir da divulgação, via Facebook, da foto (abaixo) de Ricardo Vilas prisioneiro detido, e devidamente fichado, na tristemente célebre Delegacia de Ordem Política e Social - DOPS.

Foto de Ricardo Vilas em1969, colada nos muros na carceragem do DOPS, situado na rua da Relação, Rio de Janeiro. Registro de 2014, na ocasião da visita da Comissão da Verdade àquele centro de detenção da Ditadura Militar.
Ricardo Vilas: pequena biografia
Ricardo Vilas, em 1967, aos 17 anos, funda com quatro amigos do Colégio de Aplicação da UFRJ – Mauricio Maestro, David Tygel e Zé Rodrix - o grupo vocal Momento Quatro. Neste mesmo ano o grupo defende com Edu Lobo a música PONTEIO, vencedora do Festival de MPB daquele ano.
A carreira do grupo vai de vento em popa, até que Ricardo Vilas é detido pelas forças da repressão, preso (no DOPS) e condenado por atividades politicas de resistência.
7 de setembro de 1969: Ricardo Vilas juntamente com quinze outros prisioneiros políticos, é libertado em troca do embaixador americano Charles Elbrick, e banido do país.

Momentoquatro com Edu Lobo e Marilia Medalha, na comemoração pela vitória de Ponteio, em 1967. (Ricardo Vilas entre Edu Lobo e David Tygel)

Prisioneiros políticos banidos da país em 1969: de pé, Luís Travassos, José Dirceu, José Ibrahim, Onofre Pinto, Ricardo Vilas, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, Ricardo Zarattini e Rolando Frati. Agachados, João Leonardo Rocha, Agonalto Pacheco, Vladimir Palmeira, Ivens Marchetti e Flávio Tavares. Não aparecem na foto Gregório Bezerra e Mario Zanconato, embarcados respectivamente em Recife e Belém, a caminho do México.
O exílio e as voltas que o mundo dá
Foram 10 anos de exílio; após um período de três meses no México, Vilas se exila na França, onde forma dupla com Teca Calazans: “Teca e Ricardo”, discos e shows pela França e outros países europeus, até a volta ao Brasil, com a anistia, em 1979.

Teca & Ricardo em Paris, 1973
Dez anos residindo novamente no Brasil, Ricardo Vilas além da carreira artística, desta vez solo, é também contratado como produtor musical pela Tv Globo, onde fez temas, trilhas e produção musical dos programas Sitio do Picapau Amarelo, novelas diversas, Globo de Ouro.
Em 1989 volta a fixar residência em Paris, desta vez voluntariamente, onde permanece até inicio de 2008, levando a sua música, e a música brasileira, aos palcos, às rádios e Tvs europeias.
Em 2008, é a volta ao seu Rio de Janeiro natal, onde além de se apresentar em shows, assume a direção musical, até janeiro de 2017, da EBC (Tv Brasil, rádios Mec e Nacional). Atualmente, é contratado da MultiRio, a empresa multimídia da Prefeitura do Rio.
Sua carreira hoje comporta 26 álbuns fonográficos autorais, lançados entre o Brasil e a França.
Canto de Liberdade será o 27 º da discografia
