Conheça a campanha
Após o fim da campanha e já com o livro publicado, a editora Igrá Kniga vende o livro "Capitalismo carcerário" por meio do link a seguir: https://linktr.ee/igrakniga
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O PROJETO
O objetivo desta campanha é financiar o processo de edição e publicação de 500 exemplares do livro Capitalismo Carcerário, da autora estadunidense Jackie Wang.
Sua publicação - que chega ao Brasil por meio do selo editorial Igrá Kniga (https://www.igrakniga.com/publicacoes) - traz para o português brasileiro os primeiros textos da autora. Jackie Wang é abolicionista penal, poeta, artista multimídia e pesquisadora do Departamento de Estudos Africanos e Afro-americanos na Universidade de Harvard, onde se especializou na investigação sobre raça e a economia política da polícia e das prisões nos EUA.
O livro Capitalismo Carcerário, que se encontra agora em pré-venda, faz a atualização das dimensões raciais, econômicas, políticas, jurídicas e tecnológicas do problema do encarceramento em massa nos EUA. Ele é composto por sete ensaios que analisam, entre outras coisas, as transformações do controle biopolítico de jovens infratores a partir da década de 1990, com a consequente adoção da prisão perpétua para menores de idade; a formação de um mercado racializado de dívidas "subprime" que promove a despossessão da população negra nos EUA; a formatação de um esquema oficial de pilhagem que se utiliza da polícia e da justiça criminal para prender e arrecadar dinheiro da população pobre, com o intuito de resolver o déficit fiscal dos municípios após a crise de 2008; o desenvolvimento e aplicação de tecnologias preditivas e algorítmicas no policiamento; e um debate poético sobre as possibilidades imaginativas do abolicionismo penal.
O livro de Jackie Wang dá início à coleção Raça e Capitalismo, uma série de traduções que relaciona as transformações do capitalismo ao "continuum carcerário racializado" na história dos EUA. O segundo livro da coleção (que já está em processo de tradução e virá ao público no segundo semestre de 2022, também pela Igrá Kniga) é o clássico Golden Gulag, da geógrafa e abolicionista Ruth Wilson Gilmore.
Caso você queira olhar o livro Capitalismo Carcerário "por dentro", preparamos uma espécie de “índice comentado”. Separado pelos capítulos que compõem a obra, o texto a seguir, publicado no Le Monde Diplomatique Brasil, mistura algumas citações da autora com comentários feitos pelo tradutor, de modo a apresentar, de passagem, o conteúdo de cada ensaio. Leia o 'índice comentado' aqui: https://diplomatique.org.br/comentarios-sobre-o-livro-da-abolicionista-penal-jackie-wang.
Boa leitura!!!
Acompanhe o Blog e as publicações da IK em: https://www.igrakniga.com/publicacoes.
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Título original "Carceral Capitalism" by Semiotext(e), Intervention Series
Tradução do inglês para o português.

TÍTULOS E SUBTÍTULOS DO LIVRO
Introdução
Penologia do Sunbelt; A Economia da Dívida; Tecnologia Pisional; Ampliação da Sociedade Carcerária e “Abolicionista” do Controle; Políticas Algorítmicas e Análise Preditiva; Poder Algorítmico; O Partido dos Panteras Negras, a lumpenização e a automação; Encarceramento em Massa, a Economia da Dívida e a Sociedade do Pós-Trabalho; O Novo Capitalismo Racial; O Estado Financeiro de Exceção; Automação; Extorsão e Saque; Confinamento; Violência Gratuita.
Cap. 1 - Acumulação Racializada por Despossessão na Era do Capital Financeiro: Notas sobre a Economia da Dívida Acumulação Primitiva; Da Acumulação Primitiva à Acumulação Racializada por Despossessão; Capitalismo Racial e Colonialismo; Expropriação de Gênero; Expropriação Racializada; Raça e a Economia da Dívida; Dívida Estudantil; Endividamento Municipal; Dívida Hipotecária Racializada: do Redline ao Subprime; Os Termos de Sua Solvência e Não a Cor de Sua Pele: Risco e o Novo Racismo Daltônico; A Racialização do Risco.
Cap. 2 - Policiamento como Pilhagem: Notas sobre as Finanças Municipais e a Economia Política das Taxas e Multas Taxas e multas
Pesadelos Sociais; A Financeirização das Municipalidades: de Nova York a Detroit; Marxismo e Financeirização; Teorizando o Kapitalistate; Teorizando a Governança Municipal e o Kapitalistate Racial; O Direito à Cidade e a Libertação do Espaço Urbano.
Cap. 3 - “Eles carregam armas em vez de lancheiras”: Biopoder e Delinquência Juvenil
A Chegada dos Superpredadores: Caos no Horizonte; Conclusão; Oscilações no tempo: Uma atualização.
Cap. 4 - “Esta é uma História sobre Nerds e Policiais”: PredPol e Policiamento Algorítmico
PredPol e o Policiamento Algorítmico; A Crise de Legitimidade; A Crise de Incerteza; Paranoia; Falsos Positivos; A Política dos Dados do Crime; Conclusão.
Cap. 5 - O Policial Cibernético: RoboCop e o Futuro do Policiamento
Cap. 6 - Contra a Inocência: Raça, Gênero e Política de Segurança
Espaço Branco; Tradução; Espaço Seguro; Abjeção e violência sexual; Contra a Inocência
Cap. 7 - O Imaginário Abolicionista Penal: Uma Conversa
Uma Dúzia de Rosas Contra o Estado Policial; A Prisão é a Nossa Sombra; Flores Sepultadas; As Estrelas Vistas da Prisão; A Morte que Não é Morte, Mas o Nascimento de Tudo Possível; Imaginações no Cativeiro; A Dialética do Sonhar; A Política do Sonhar; Plantando o Sonho.

RECOMPENSAS
Além de “Capitalismo Carcerário”, de Jackie Wang, os apoiadores do projeto tem a opção de adquirir também outros livros do nosso catálogo e alguns "Artefatos Culturais da IK" [IKAC], feitos por artistas que se debruçaram sobre a temática do livro. Veja abaixo quais são essas recompensas:

O livro Pandora Pandêmica, escrito por Glauco Gonçalves e ilustrado por Estevão Parreiras, são quarenta micro(necro)-contos/crônicas, elaborados nos sufocantes meses iniciais da pandemia de COVID-19 no Brasil.
KAC001 - A estampa da camiseta vem de um desenho feito pela REVISTA COMANDO, baseado no ensaio No. 5 do livro Capitalismo Carcerário. Para Jackie Wang, o policiamento algorítmico e preditivo não substitui a força bruta da violência estatal, apenas se transforma em seu corolário! Na imagem, a faca ensaguentada sobrepõe o "Robocop" de 1987, não deixando dúvidas sobre o que veio a ser o "O Policial do Futuro".
IKAC002 -Botton Igrá Kniga

Cartaz Capitalismo carcerário, de Diego Sampaio Dias. Nas palavras do artista: "Tomei partido do sistema binário, zero ou um, a informação atômica contida em um 'bit' que rastreia corpos vivos. O desígnio do cartaz foi gerar uma imagem gráfica pela tradução combinatória de padrões um a um e unicamente com o uso da forma algorítmica zero. Processo híbrido, criação de estampas-retículas de forma analógica apoiado no design original da computação gráfica. Um sistema que se fecha, enreda, aprisiona."
Dimensões do cartaz: 64X30 cm.
Impressão: serigrafia. Branco sobre preto, em papel preto,120g.
EQUIPE - quem está por trás do projeto?
Igrá Kniga selo editorial
Conselho Editorial e Curadoria de Obras Allan Rodrigo de Campos Silva, Bruno Xavier Martins, Rafael Florêncio e Rachel Pach
Editores de "Capitalismo Carcerário" Bruno Xavier Martins e Maria Teresa Mhereb
Tradução Bruno Xavier Martins
Prefácio Juliana Borges
Orelha do livro Jean Tible
Revisão da tradução e preparação de texto Maria Teresa Mhereb
Revisão técnica Guilherme Estevão
Ilustração Revista Comando
Projeto gráfico, diagramação e capa Gabriel Kerhart
Produção do cartaz (design e serigrafia) Diego Diasa
Revisão de prova 1 Helena Barbosa
Revisão de prova 2 Bruno Xavier Martins e Maria Teresa Mhereb
MINIBIO DAS PESSOAS ENVOLVIDAS
Igrá Kniga é um projeto editorial de crítica radical à modernização capitalista. Criado em 2020, suas últimas publicações são: Pandemia & Agronegócio, de Rob Wallace; Manifesto Contra o Trabalho, do Grupo Krisis; Pandora Pandêmica, de Glauco Gonçalves.
Bruno Xavier Martins é mestre em Geografia Humana pela USP e pela Center University of New York. Graduou-se em Geografia pela USP e em Economia pela PUC-SP. Traduziu o livro "Capitalismo Carcerário", de Jackie Wang. Está traduzindo "Golden Gulag: prisons, surplus, crisis, and opposition in Globalizing California", de Ruth W. Gilmore.
Juliana Borges é autora, entre outros, do livro "Encarceramento em Massa" (2019). É consultora do Núcleo de Enfrentamento, Monitoramento e Memória de Combate à Violência da OAB-SP e conselheira da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas.
Jean Tible é professor de Ciência Política na USP. Escreveu os livros "Marx Selvagem" e "Barricades". Co-organizou "Junho: Potência das Ruas e das Redes" e "Cartografias da Emergência: Novas Lutas no Brasil".
Maria Teresa Mhereb é tradutora, editora, preparadora de textos e pesquisadora. É doutoranda em Estudos da Tradução na USP. É graduada em Ciências Sociais pela Unesp e em Letras pela USP. Já traduziu, organizou e editou diversos livros junto a várias editoras. Entre as/os autoras/es que já traduziu estão Eleanor Marx, Sylvia Pankhurst, Maria Mies, Michael Löwy e Internacional Situacionista.
Guilherme Estevão é geógrafo, mestre em Geografia Humana pela USP e professor de educação básica. Pesquisador da área de geografia urbana e relações raciais, compõe o NEPEN (Núcleo de Estudantes e Pesquisadoras Negras do Departamento de Geografia da USP).
Revista Comando é um coletivo gráfico formado pelos artistas Guilherme Boso e Frederico Heer. Seus trabalhos são construídos a quatro mãos em xilogravura e serigrafia para construção de murais, álbuns, séries de cartazes, ilustrações, revistas e livros de artista.
Gabriel Kerhart é poeta, pesquisador e performer. É integrante do grupo Riverão. Vende livros, faz oficinas e trabalha como designer. Participou das exposições GIL70 e TOM ZÉ 80 anos. Publicou nas revistas: Artéria, Errática, Circuladô, Córrego, Pitomba.
Helena Barbosa é tradutora, revisora e advogada indigenista. Mestra em Estudos da Tradução pela USP, bacharela em Letras-Tradução pela UnB e em Direito pelo UniCEUB. Desenvolve pesquisas sobre tradução feminista e sobre a história da tradução e da interpretação no Brasil, como foco especialmente em tradutoras e intérpretes indígenas.
Diego Sampaio Dias (a.k.a. Diego Diasa) é poeta, designer, performer e pesquisador. Compõe o grupo Riverão desde 2008. Participou de projetos editoriais como "68: como Incendiar um País" e "Diárias", de Jonas Mekas. Dedica-se há mais de uma década ao design de superfícies e à serigrafia, tendo realizado impressões em papel e tecido em grande formato – e.g. Exposição “VKhutemas - O Futuro em Construção 1918-1930”, no SESC-Pompéia, 2018.
Rachel Pach é doutoranda em Geografia Humana na USP, pesquisadora nas áreas de geografia urbana, história da arte, arquitetura & urbanismo. É uma das tradutoras do livro "Capitalismo em Quarentena".
Allan de Campos é tradutor e geógrafo, mestre e doutor em geografia humana pela USP. Pesquisador da área de geografia, migrações e saúde pública. Traduziu o livro "Pandemia & Agronegócio", de Rob Wallace.
Rafael Florêncio é doutorando em Geografia Humana pela USP, pesquisador nas áreas de geografia cultural, música e cultura pop. Contribui com o blog da Igrá Kniga.
ORÇAMENTO
META 1 está garantida a impressão de 200 exemplares. Além disso, pagaremos o ISBN, a ficha catalográfica, o diagramador, a revisão de prova e 40% da preparação de texto. Com isso, o livro chegará até a sua casa.
META 2 impressão de mais 150 exemplares. Além disso, pagaremos o restante da preparação de texto, toda a revisão técnica e 40% da tradução e da revisão de tradução. Se essa for alcançada, o livro físico será inteiramente ilustrado pela incrível Revista Comando.
META 3 impressão dos últimos 150 exemplares do livro. Finalizaremos o pagamento de toda a tradução, da revisão e do processo editorial. Por fim, se essa meta for alcançada, produziremos o livro também no formato e-book.
CRONOGRAMA
- Tradução: finalizada em set/21
- Revisão da tradução e preparação do texto: de out/21 à fev/22
- Revisão técnica: jan-fev/22
- Prefácio: dez/21
- Capa: fev/22
- Ilustração: dez/21 a mar/22
- Diagramação: início em nov/21 e finalização em abril/22
- Revisão de prova 1: abril/22
- Revisão de prova 2: abril/22
- Gráfica: final de abril/22
- Entrega dos livros: você vai receber até o meio de maio/22.
ESPECIFICAÇÕES DO LIVRO
- aprox. 300 páginas
- papel pólen soft
- miolo preto e branco
- formato 16x23cm
- capa: papel cartão, laminação fosca

