Conheça a campanha

O Jongo da Serrinha é uma ONG coordenada por mulheres, em sua maioria negra, que hoje envolve diretamente cerca de 200 pessoas entre músicos, dançarinos, gestoras, professores e cerca de 150 alunes anuais na Casa do Jongo da Serrinha, sua sede na comunidade de Madureira e objeto desta campanha.
Completando 60 anos de História é também um movimento social na luta antirracista e decolonial criando ações continuadas de salvaguarda, educação, arte, cultura e cidadania.
Um grupo que é como um quilombo e uma família ao mesmo tempo, sendo hoje uma das mais importantes referências da cultura negra nacional.

O jongo é um ritmo musical que veio de Angola com os negros Bantus que foram escravizados para trabalhar nas fazendas de café do interior do Sudeste até o século XIX. Foi reconhecido como um dos primeiros patrimônios Imateriais do Brasil em 2005 pelo IPHAN através do decreto-lei 3.551, de 4 de agosto de 2000.
Criado na década de 70 pela família Monteiro, o grupo musical se enraizou e expandiu e em 2000 criou uma ONG cuja sede é hoje a Casa do Jongo da Serrinha, um centro cultural-escola com visitação anual de cerca de 30 mil pessoas.
O Jongo da Serrinha colabora para que populações historicamente oprimidas possam criar autonomia ética, social e econômica.
O legado do Jongo da Serrinha é usar sua herança cultural com tecnologia de superação social, articulada em três grandes frentes de trabalho

Há 21 anos, a Escola de Jongo atende crianças e jovens com atividades complementares ao ensino formal, ligadas às culturas de matriz africana como jongo, capoeira, contação de histórias, cultura popular e música. Em todos estes anos foram atendidos cerca de três mil alunos diretos e 12 mil pessoas foram impactadas indiretamente.
Atualmente a Escola atende cerca de 200 alunos entre 5 e 18 anos, na Casa do Jongo da Serrinha, com atividades complementares ao ensino formal, ligadas às culturas de matriz africana. As quatro escolas públicas locais são parceiras do projeto há 10 anos.
A Escola de Jongo também atua em parceria com a UFRJ através de seu programa de extensão. A Escola oferece diariamente aulas de jongo (adulto e infantil), capoeira, literatura, recreação, cultura popular, alongamento, teatro e percussões (samba, jongo e ritmos brasileiros).
Espaço cedido pela prefeitura e reformado especialmente para as atividades do Jongo da Serrinha, inaugurado em 2015, com cerca 2000m². Em 2016 ganhou destaque na Bienal de Arquitetura de Veneza como um dos 15 projetos de maior impacto social do país. Hoje é um dos espaços mais importantes da cultura negra carioca tendo recebido, em seus sete anos de existência, cerca de 120 mil pessoas entre eventos como roda de samba, shows, apresentações de circo e teatro, programas de TV, pesquisadores, grupos de turistas estrangeiros, oficinas gratuitas para moradores e serviços sociais como dentista e cadastramento de documentos.

Desde os anos 70, o grupo do Jongo da Serrinha vem se apresentando pelo mundo a fora, em países como Japão, Alemanha, Emirados Árabes e EUA, com rodas de jongo e espetáculos em palcos, praças, escolas, universidades, casamentos, casas etc. O grupo cria shows em diversos formatos e estimula a composição e gravação de novos jongos entre novos compositores.
Além dos shows, o Jongo da Serrinha produz arte em outras linguagens, como fotografias, exposições, livros e atua como articulador da Rede de Jongo e Caxambu do Sudeste que reúne mais de 50 comunidades jongueiras dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
No Rio de Janeiro é junto com o IPHAN um dos principais articuladores da Rede do Jongo e do Caxambu que reúne 13 comunidades jongueiras do interior do Estado do Rio e mais 30 no Sudeste.

A Casa do Jongo também conta com um trabalho de pesquisa e organização contínua de acervos históricos e seu patrimônio inestimável, trazendo um legado cultural de ativismo e resistência das matriarcas da Serrinha .
No ano de 2023, o Jongo da Serrinha vai incluir no conjunto de ações oferecidas ao público o acesso ao acervo da Tia Maria do Jongo. Para isso, serão promovidas ações de preservação, catalogação e digitalização e dos materiais que fazem parte do acervo.
Trabalhando pela preservação da memória do Jongo e da Serrinha em si, que é uma das cinco favelas centenárias da cidade do Rio de Janeiro, a Casa do Jongo da Serrinha se apresenta enquanto museu permanente, além de um acervo virtual acessível a todos no seu site www.jongodaserrinha.org

Sendo um assinante da campanha contínua da Casa do Jongo você colabora para a manutenção e crescimento de um dos principais espaços culturais da cidade, localizado no território de onde nasceu, pouco valorizado pelas políticas culturais públicas e privadas.
Sua assinatura contínua proporcionará que todas as atividades executadas pelo Jongo da Serrinha sejam continuadas e até expandidas, levando educação e cultura antirracista para os mais diversos cantos, além de proporcionar o fortalecimento regional de um quilombo urbano.
Faça parte dessa história, participe de nossa campanha.
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Grupo Cultural Jongo da Serrinha