Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do governo anterior.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra— busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável.
A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é de Camila Ferreira Sales para a publicação de sua tese: "Caderno de memórias coloniais: um olhar da psicanálise sobre a colonialidade" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 4.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr, com 250 páginas aproximadas;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autoriais.
Resumo do trabalho:
A presente tese é fruto de uma investigação sobre a questão da colonialidade na perspectiva da psicanálise, com base na narrativa memorialística de Isabela Figueiredo em Caderno de Memórias Coloniais. Trata-se de um livro sobre a infância da autora na capital de Moçambique, quando a cidade ainda era colônia do então império português. A narrativa ilustra o cenário colonial, com descrições sobre a brutalidade do regime racista, injustiça que ela resolve denunciar através do livro sem poupar as acusações ao pai que tanto amava. É dessa narrativa que partimos para compreender de que modo a escrita memorialística transmite um saber sobre o inconsciente, ao mesmo tempo em que pode ser fonte de testemunho de um fato histórico e coletivamente traumático, como foi a colonização. Para tal, percorremos os temas da escrita biográfica e da memória, da colonialidade e decolonialidade, da literatura de testemunho e do conceito psicanalítico de trauma. Ademais, abordamos a discussão sobre racismo e psicanálise, a fim de interrogar prática e teoria psicanalíticas quanto ao exercício ético e político frente ao problema do racismo.
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Pesquisemos!