Livro Comorbidade, de Larissa Gouveia Duarte
Curitiba, PR

Livro Comorbidade, de Larissa Gouveia Duarte

Edição e publicação do livro Comorbidade, de Larissa Gouveia Duarte, Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 05/01/2025

R$ 1.500

arrecadados da meta de R$ 2.600

58%

da meta 2

15

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 05/01/2025

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

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O Livro

Comorbidade é uma coletânea de memórias e reflexões de uma autora que, entre 2022 e 2024, reencontrou-se com a escrita após receber o diagnóstico de autismo. Essa descoberta foi o ponto de partida para uma jornada de autoexploração e compreensão, que a levou a revisitar momentos de sua infância e adolescência, onde os pensamentos eram em grande parte visuais, traduzidos em palavras apenas em situações de intensa sobrecarga emocional. Nesse período, anotava palavras soltas, frases e até tentava transformar suas experiências em histórias ou poesias, mas, em um ato de libertação, queimava essas páginas, aliviada pela segurança de que nunca seriam lidas.

O diagnóstico recente trouxe clareza para muitos aspectos de sua vida e, sobretudo, um entendimento sobre a importância dos estímulos sensoriais, que vão além do simples ato de andar em círculos, e da necessidade de conciliar-se com eles, mesmo que sons e luzes intensos às vezes resultem em desconforto. Embora o autismo não seja uma doença, a autora revela que, para ela, certas interações sociais e emoções podem se manifestar como verdadeiras comorbidades.

Neste livro, a autora compartilha suas memórias mais significativas desses anos de autodescoberta, na tentativa de criar uma relação mais amigável com seus sentimentos, além de revisitar memórias das quais deseja se curar. 

A Autora

Larissa Gouveia Duarte é mineira, de Belo Horizonte, vegana, hipermóvel (Síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel) e neurodivergente (autista com altas habilidades/superdotação). Estudou alguns anos de Medicina Veterinária, na UFMG. Conviver com o especismo de forma tão explícita e violenta a fez transferir o foco de um interesse profundo — animais não humanos — para outro — a língua espanhola. Bacharela e licenciada em Letras Espanhol, pela UFMG, é licenciada em Letras Português e Inglês, pela PUC Minas, mestra em Literaturas Modernas e Contemporâneas, pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da UFMG, e cursa doutorado em Linguística e Língua Portuguesa, no Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas. Tem especialização em Ensino de Espanhol e em Língua Espanhola e suas Literaturas. Estuda o curso de Licenciatura em Educação Especial e, em 2024, termina os estudos em Pedagogia, Atendimento Educacional Especializado (especialização) e em Língua Inglesa e suas Literaturas (especialização). Em 2022, participou da Antologia 43 Poetas Neurodivergentes.

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Alguns Poemas do Livro

Sonho

No sofá deitada a cena ganha vida

Diante de meus olhos fechados

Vejo

Dedos que correm

Nos cabelos os olhos fecham

Por um instante

Macio

Os cabelos

Macios

O tempo

Macio

Os dedos

O peso que não pesa acaricia

Nas costas parece pluma

Sem preocupação

Leveza

Do sono acordada

A tarde no dia já não existe

Desperta

Tudo é noite ensolarada

Sem peso

No abraço deitada

Eu durmo.

(02/05/2022)

Lembro

Da lua tampada 

Do sofá

Da escada

Do cachorro pulando

Pessoas dançando

A música tocando

E o nervosismo

Me afastando...

Dos braços desenhando formas no ar

O coração parando (ou acelerando?)

Do palco

E a distância

Do choro

E o riso

A proximidade

O gosto nunca sentido

O momento

(28/01/2023)

Comorbidade

A luz

as letras

a cabeça estourando.

A luz

o vazio

o sono repentino.

A luz

me culpo

me acabo.

A luz

um ‘perdão’

me confunde.

A luz

a voz

engano.

A luz

o descaso

cansaço.

A luz

monossílabo

choro.

(08/05/2024)

Saiba

Quando tudo parece confuso:

Eu não quero que você saiba que fico pior do que pareço,

Eu não quero que você saiba que não consigo sair de casa,

Eu não quero que você saiba que não posso fazer nada,

Eu não quero que você saiba que só pareço funcional.

Quando tudo parece acabado:

Eu não quero que você saiba que me alegro com o que escrevo,

Eu não quero que você saiba que acho que fiz birra,

Eu não quero que você saiba que eu sou egoísta,

Eu não quero que você saiba que eu tenho pensamentos ruins.

Quando tudo parece passado:

Eu não quero que você saiba que minha mente está em loop,

Eu não quero que você saiba que despeço por cartas,

Eu não quero que você saiba do meu olho vermelho e da cara inchada,

Eu não quero que você saiba do mundo dentro de mim.

(09/06/2024)

Como uma berinjela

Amarga

a boca

O gosto morto

Do roxo

do olho

Te acaba

a paz

com gosto.

Solução:

Pegue 3 berinjelas

Pique

Coloque água no limão

Deixe de molho por 20 minutos

Jogue a água fora

Coloque de molho novamente

Deixe por mais 20 minutos

Se livre das berinjelas.

(14/06/2024)

O Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.