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O Livro

Fotografia: @fotosdoilon_max
O livro, Correnteza, possui quarente e dois poemas que abordam temáticas como a busca pelo prazer, autoconhecimento, comunicação não violenta, levezas cotidianas cultivadas em jardins e ruas da cidade.
As poesias são um chamado e caminho para desmontar relações hierárquicas construídas socialmente através das palavras, então ocorre o deslocamento de significados e sentidos de conceitos. Os versos tratam sobre casa, cuidado, traumas, possibilidades e decolonialidade.

Ê Autore
Sueka é carioca, pessoa negra e não-binária. Criade no morro do Fallet/Fogueteiro, na zona norte do Rio de Janeiro, aprendeu desde cedo a conviver com os contrastes da cidade e as desigualdades sociais existentes neste território, porém através da história e da busca pela arte, especificamente a escrita, conseguiu encontrar um lugar de cura e de ressignificação das existências e demais experiências que presenciou em sua trajetória.
Professore e historiadore formade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente mestrando na Fiocruz-RJ. Estudante de produção cultural no SENAI. Escreveu dois livros: o romance OUTUBROS, e a coletânea de poesias, com título flores e cinzas.
Também foi curadore da exposição Baix'artes, no Parque das Ruínas, na cidade do Rio de Janeiro, no qual reuniu artistas negros e lgbtqia+ da Baixada Fluminense e problematizaram dois conceitos básicos: centro e periferia, é membre do Coletivo 4ºD , composto por artistas de diferentes áreas da Baixada Fluminense e subúrbio do Rio de Janeiro; escritore da revista Capivara vinculada e produzida pelo mesmo coletivo. Foi publicade pelo Prêmio Rio de Contos, uma produção da Funarj e Mater Produções e também compôs a coletânea de contos "Quilombo do Lima", homenageando o autor negro e brasileiro Lima Barreto; além de ter publicações em revistas de artes em gerais como a Lab'Cenas e jornais universitários.
Fotografia: @fotosdoilon_max
Alguns Poemas do Livro

Fotografia: @fotosdoilon_max
IV –Decolonial
Como se constrói centros
Sem periferias?
Como as margens
Podem se tornar centralidades?
Quando se desmistifica
As ideias, noções, concepções
Sobre civilidade
Sobre cidades
Sobre primeiro mundo
E terceiros
Quando todo ser
Puder expressar por inteiros
Suas dignidades humanas
Aí veremos o alvorecer
De decadentes
E potentes
Mundos que podemos
Fazer.

X – Prazer em toques e sentidos
Gozar
É com a mente
Corpo apenas
Expele
Extrapola
Expande
Tudo de dentro
Gozar
É estar
Com a mente
Tranquila
Corpo sã
Consciente
Entregue
Antes de tudo
A si.

X – Desmontando ansiedade
Existem sentimentos
Que nos levam a um futuro
Suposto
Mas como se manter
Por inteiro ao presente?
Sem paralisias do passado
E ânsias do futuro?
E o quanto disso tudo
Juntos
Determina espaços
Caminhos
A serem percorridos
Sem medos e excessos
Apenas nos permitindo
E sentindo
O que é
Pode ser
Estar vivo
Totalmente
No presente.

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O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
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