Crônicas (Des)medidas
Brasil

Crônicas (Des)medidas

O filme busca dar visibilidade à cruel realidade dos manicômios judiciários do Brasil, e ampliar a discussão sobre o tema.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 08/06/2015

R$ 16.300

arrecadados da meta de R$ 15.000

109%

da meta 1

155

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 08/06/2015

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Crônicas (des)medidas

O documentário “Crônicas (des)medidas” é um média metragem (28’) que conta parte da história de pessoas que foram internadas no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) do Pará, como atualmente é chamado o antigo manicômio judiciário. Quatro histórias marcadas no corpo que contam os efeitos de 4 a 22 anos de institucionalização num dos espaços de clausura mais invisibilizados pelo duplo estigma do seu público-alvo: pessoas consideradas loucas que entraram em conflito com a lei.

Para quem desconhece o tema, vale dizer que a maioria dos internos dos 26 manicômios judiciários existentes no Brasil é penalizada anos a fio por delitos que poderiam ser cumpridos, inclusive, em meio aberto, caso não fossem considerados loucos – como um dos protagonistas do filme que furtou uma bicicleta, fazia uso abusivo de álcool e, por não ter família, já está há praticamente 10 anos no HCTP do Pará. Há aqueles que cometem crimes considerados graves, mas são a minoria e geralmente passaram a vida sendo alvo de inúmeras violências e/ou nunca foram acompanhados por serviços de saúde mental que lhes pudessem amenizar o sofrimento que vivenciam devido ao transtorno mental. Estes poderiam ser penalizados como qualquer outro cidadão, em prisão comum, para no mínimo preservarem os direitos constitucionais e, paralelamente, serem acompanhados por serviços de saúde.

Além de dar visibilidade ao tema, até então bastante desconhecido, colocá-lo em debate a partir do filme promove outros modos de pensar a loucura e as pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. Mudando concepções e rompendo preconceitos e paradigmas, mudam-se as práticas sociais que construímos para lidar com os problemas que criamos em sociedade. Os manicômios judiciários são um limbo diante da garantia de direitos humanos e não precisam ser repensados; precisam ser extintos, se é que queremos ser de fato um Estado Democrático de Direito e não um Estado Penal que vulnerabiliza ainda mais as populações marginalizadas.

O filme foi parte de um projeto maior, aprovado em edital do Ministério da Saúde que, num primeiro momento, previu sua exibição e discussão por diversos serviços de saúde, universidades e espaços públicos da Região Metropolitana de Belém (RMB). Num segundo momento, planejava-se a ampliar a circulação e distribuição do filme por diversas cidades do Brasil. Apesar do Ministério da Saúde ter repassado o recurso para a execução do projeto, a Secretaria de Saúde de Belém não honrou seu compromisso, não nos repassando o mesmo. Acreditando na importância do projeto, resolvemos executá-lo de maneira independente, mas em função da limitação dos nossos recursos, ficamos restritos à primeira parte planejada, ou seja, à exibição e discussão do filme na Região Metropolitana de Belém.

Sem esmorecer, acreditamos que o filme e sua discussão devem continuar acontecendo Brasil afora, devem chegar em alguns serviços de saúde mental do país, universidades e população em geral para promover um debate público que seja capaz de construir ou explicitar qual posição o Brasil pretende assumir diante das absurdas violações de direito das pessoas com transtornos mentais, seja dentro ou fora dos HCTPs.

Desse modo, estamos prevendo a distribuição de DVD’s para os serviços de saúde mental, a princípio, das capitais do país, pois envolvendo os trabalhadores da área, usuários dos serviços e familiares - o quais deverão acolher os egressos dos HCTPs -, ampliaremos as discussões acerca do tema junto aos principais atores da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Como um alargamento da visibilidade e debate do tema, pensamos que as próprias recompensas, ao lado descritas, deverão compor parte de uma campanha nacional PELO FIM DOS MANICÔMIOS JUDICIÁRIOS e pela desinstitucionalização das pessoas que cumprem medida de segurança.

O DVD, postais e camisetas terão imagens produzidas pelos própios internos do HCTP do Pará em oficinas de xilogravura e fotografia (pinhole), feitas como parte da minha pesquisa de doutorado, em 2013. Os objetos carregarão frases de efeito que explicitam a necessidade de instituirmos políticas de desinstitucionalização e inclusão social das pessoas com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei. No teaser abaixo, é possível ver o processo dasa oficinas sendo realizadas e várias imagens resultantes.

Recompensas

Camisas

Postais

Imagens feitas pelos internos do HCTP do Pará em oficinas de fotografia (pinhole), ministradas por Débora Flor e Cesar Sarmento, e xilogravura, por Elaine Arruda, em fevereiro de 2013

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.