Livro A Grande Desventura do Corpo de Eduardo Zanrosso
Curitiba, PR

Livro A Grande Desventura do Corpo de Eduardo Zanrosso

Edição e publicação do livro A Grande Desventura do Corpo de Eduardo Zanrosso | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 29/10/2023

R$ 1.525

arrecadados da meta de R$ 2.300

66%

da meta 3

17

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Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 29/10/2023

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O Livro

Palavra: ponte ou barreira? Entender-se como seres humanos nos apresenta uma

infinitude de sensações incessantes que variam sua potência pela mediação dos nossos afetos. Ainda jovens, pouco entendemos sobre nós mesmos, e a contemporaneidade nos atravessa produzindo uma enormidade de desejos e idealizações, que alimentam a falta e a incompletude da experiência enquanto indivíduos.

O livro A Grande Desventura do Corpo vem da necessidade de expor tudo aquilo que a língua não sabe comunicar, mas a poesia consegue, ou ao menos tenta ilustrar aos olhos, sussurrar aos ouvidos, tocar a pele, afetar ao “EU” leitor, transfigurando-se em sensações que tornam-se hibridas na experiência inconsciente e coletiva da leitura poética.

O Autor

Eduardo Manosso Zanrosso, é nascido e criado em Caxias do Sul, Rio Grande do

Sul. Educador Físico de formação, mas poeta desde sempre.

Começou a escrever poemas, tão logo quanto foi aprendizado, a fim de colocar em

prática seu fascínio pela leitura e seus desconfortos em relação ao mundo exterior. 

Aos 19 anos, ao se deparar com sua independência começou a levar com mais afinco o hábito de escrever, em 2022 ao reunir todas suas criações lançou de forma independente dois livros: “Confortos e Calafrios” e “Fragmentos das Pequenas Mortes que Persistem e dos Lampejos de Vida no Meio do Caminho” na série Palavras Cruas, poemas que surgiram tão e somente da necessidade de descarregar os sentimentos.

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Alguns Poemas do Livro

Pegar um poema

A palavra não me faz feliz

Mas a interação delas

Vez de rimar leão e bambolê

E desabrochar um útero

De quereres

A palavra toca

O verso atravessa

O poema cria o alcance

Pena não poder pegar o poema

Mas quando o poema pega

É caos sonoro e antídoto

Uma faca que ouriça a espinha

Um dedo que mal desliza a pele

E faz suar a boca

Me poeme, humano

Que me torno rio de janeiro

Em tempos de agosto

*

“Imorrível”

Incorporei teu íntimo segredo

Úmido, quente

Como um "dessuor"

Desejei tua sombra

Sob o raio de luz que

penteava a persiana semicerrada

Da minha pele

Misturei os não saberes

À realidade cor de gelo

E aos cheiros de jamais

Experimentei o exótico,

Mas clamo pelo afrodisíaco

Do teu rastejar violento

Esgueirei-me com o sofrimento

De joelhos no chão

Entre quatro paredes. E gozei. E gozei.

Na primeira vez te entreguei

Na segunda vez te entreguei

Na terceira vez me entreguei

Inteiro. Tanto. Que só me sobrou-te.

Infinita, córrego. “Imorrível”

*

Na melhor das hipóteses

Na melhor das hipóteses

Haverá sofrimento

O pranto será lento e doloroso

O abraço será terno e acolhedor

A raiva não será disfarce em riso

Seguirá sendo raiva, assim como

O medo, assim como o ódio

Assim como a dor

O amor será genio

Ao reconhecer-se imperfeito

Tanto ideia, como sujeito

E na melhor das hipóteses

Cumprirá sua expansão orgástica

Em suspiros de gozo

Em gritos de dor

Em silêncios sem pudor

Na melhor das hipóteses

A morte será bem-vinda,

Completude ao impreenchível.

O semblante exposto a cova

Afirmará a tristeza tanto

Quanto a alegria

E se desintegrará ainda impávido

Na melhor das hipóteses

Aprenderei a ser-me

  • *

No casulo

Apavora-me essa vida de espera,

Silêncio, infinitude e contratempo

Apavoram-me as vozes e chiados

De posturas eloquentes e empáfias

Tanto que juro me interrogar incessante

Ideia, alma, fáscia e movimento

Para que a expansão me afaste

Do pedantismo coletivo,

Retorne-me em liberdade

Mesmo que isso signifique

Tão pouco quanto uma estrela

Em um milhão de céus

Mas que em meio a tirania

da natureza, torne-me não só

A moldura, e sim arte, quem sabe

A cor, quem sabe o pincel

E se em afeto transbordar:

Quem sabe o artista!

O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados.    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2300 Reais)

Impressão Gráfica | 600,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 600,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.