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O Livro
Os poemas do livro Diafragma, são frutos de todas as coisas que fazem caminhos entre o pensamento e o corpo, materializando coisas subjetivas.
Quanto tudo continua esticando e criando estrias, por dentro e por fora, por causa da revolta e da dor, do cansaço e do choro, as palavras são as companheiras e ponte que levam por um caminho.
É dedicado a todos que precisam expressar suas auguras, chorar palavras, sussurrar medos, e depois cantar que conseguiram se erguer.
A Autora
Mulher da periferia de Porto Alegre, Advogada pela PUCRS graças ao ProUni, teatreira desde 2014, escritora e poetisa desde sempre, em função das inquietudes da vida, e do meu próprio ser, contanto a história do meu corpo e as histórias das mulheres que me constroem sejam minhas ascendentes ou aquelas que cruzam meu caminho.

Alguns Poemas do Livro
Thérese I
“O corpo é a primeira prisão” ela diz
pois há quem nunca verdadeiramente seja liberto
Eu achei horrível e lindo
como todas as coisas que envolvem meu corpo.
*
ABRIL
Você gosta de mulheres potentes
na esperança de que elas carreguem o seu peso morto nas costas.
Você gosta de mulheres cheias de luz e energia
pra que você possa abocanhá-las e sentir seu estômago cheio
Você gosta de mulheres com opinião
pra se sentir satisfeito e poderoso quando puder calá-las
E então eu me pergunto: você gosta mesmo de mulheres?
Eu sou muito antes
Antes de você nascer
Antes de caminhar
Antes de articular uma palavra
Eu estava lá
Eu sou muito antes dos meus erros
Antes do que eu já fui
Antes do que você conhece
E ainda serei mesmo que você não queira que eu seja
Eu sou outras histórias
Memórias
A mesma e outra
Começando e terminando
Em mim mesmo e aí escorrendo
*
VISCERAL
Poema é o cardápio do dia
E não é um jantar bonito
Não há florezinhas em vaso de vidro
Jogos americanos e talheres de prata
Nada é polido
Bato os punhos na mesa enquanto espero
Com a fome de qualquer animal carnívoro
Quando o prato me é servido como tudo com as mãos
Lambuzo o rosto sem cerimônia
Mastigo de boca aberta
Sugo o sulco
Não quero ser adocicada com seu sabor
O Doce tem algo de apaziguamento
Quero o estranhamento da insatisfação
Misturar esse naco de carne a minha ferida
E mesmo cheia não me sentir saciada

O Toma Aí Um Poema
O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
1k+ autores lidos | 1k+ poetas publicados. | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2300 Reais)
Impressão Gráfica | 600,00
Material de envio e fretes | 600,00
Serviços Editoriais | 600,00
Registros, solicitações, taxas | 400,00
Margem de segurança | 100,00
Contato
@tomaaiumpoema