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A editora Urutau nasceu para cantar as horas diante das páginas. Nos últimos cinco anos já publicamos mais de mil livros sem qualquer custo para os autores e as autoras.
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Essa pré-venda é de Chico Gayoso para a publicação da dramaturgia "Divino imperador do Cerrado”.
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Numa fazenda em pleno cerrado, no coração do Brasil, mora Francisco Dantas. Um homem essencialmente perverso. Mãe, esposa, filhas, empregadas, amantes, todas marcadas por um episódio trágico na relação com ele. Francisco é o rei de um pedaço do cerrado. Por suborno, conseguiu no último ano ser “eleito” Imperador da Festa do Divino.
O cenário é a casa da fazenda de Francisco. Na cadeira de balanço, Francisco que se move com bastante dificuldade contrapõe sua debilidade física com a efervescência de pensamentos. Na fase quase octogenária da vida, Francisco agora se compraz de infinitas sessões de auto-análise. Junto com ele, está Rosa, responsável pelos afazeres domésticos da casa desde que Tereza, a empregada há décadas na família, foi mandada embora. Francisco fora casado com Amália e tem três filhas (Maria e as gêmeas Joana e Janaína). Em algum tempo passado, o fazendeiro separou-se de Amália e trouxe Rosa para morar com ele.
O ambiente da casa da fazenda é de proporções gigantescas, Francisco é um próspero criador de gados, o passado de carestia é compensado pela fartura de comida e ostentação de posses territoriais. Rosa prepara os quitutes para a festa do Divino. A festa do santo coincide com o aniversário de Francisco, todas as mulheres vivas (e talvez as mortas também) vêm anualmente comemorar o aniversário de Francisco, e esse ano por ocasião do cargo na festa do Divino a data torna-se ainda mais especial.
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CENA 6
(Joana entra de nariz aberto e pede ajuda a Rosa e Tereza)
JOANA: (Esbaforida) Anda, me ajuda a pegá Janaína na carroça. Ela tá passando muito mal, só faz chorá e gritá.
(As três saem do recinto e voltam carregando Janaína no braço)
TEREZA: Meu Deus, que foi pr’ela?
JOANA: Num sei, Tereza. Foi de ontem pra hoje. Quando a procissão do Divino passou por lá esmolando, viu a bandeira e logo começô os ataque e gritá por meu pai.
(Em algum tempo da história familiar, Janaína ainda pequena sempre era vista em companhia de Francisco, mas um episódio desconhecido fez com que a menina perdesse a sanidade, a partir de então, foi mantida presa num cômodo da casa com grades)
JANAÍNA: (Grita) Faz isso não. Pufavô, meu pai!
TEREZA: Seu pai tá no quarto. Num vai pedí a bença?
JOANA: Já recebi toda a maldição possíve desse hômi. Num precisa avisá que a gente chegô, vamo cuidá de Janaína. Depois a gente fala com ele, num quero que veja minha irmã assim. Ainda vai dizer que nem pra cuidar dela eu sirvo.
(A cena é desoladora, Janaína traz as marcas de corrente nos calcanhares, o vestido sujo de sangue e excrementos. A gêmea, mais alva pelo claustro, exala uma profusão de secreções e excreções com alfazema. Tereza, a abnegada e eterna empregada se compadece de Janaína e a leva para ser lavada com a ajuda de Joana.)
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Ao alcançarmos a primeira meta, iniciaremos o processo de produção do livro (revisão, diagramação, produção da capa, pedido de ISBN, ficha catalográfica, impressão). Além disso. 10% de todos os livros impressos serão entregues como pagamento de direitos autorais. Assim que o livro estiver pronto, será promovido um lançamento.
As recompensas serão livros, autógrafos e pequenos mimos.
Agradecemos muito pelo apoio de todas e todos e desejamos que sempre exista luz.
Voe! Evoé!