Livro Do amor e sua natureza, de Éder Alves de Macedo
Curitiba, PR

Livro Do amor e sua natureza, de Éder Alves de Macedo

Edição e publicação do livro Do amor e sua natureza, de Éder Alves de Macedo | Toma Aí Um Poema

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O Livro

Do amor e sua natureza é uma obra composta por um poema e 20 contos sobre amor, medos, significados, poesia, existências, naturezas, deus, morte, pássaros, baratas, cães, gatos e árvores. Nela, imagens se repetem, temas se corroboram, pois há um projeto que a atravessa desde a ordem das histórias até a abordagem de conceitos e vivências. Há anos essas narrativas têm sido escritas e reescritas. Por anos ainda serão escritas e reescritas.

O Autor

Éder Alves de Macedo é professor de Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura, residente em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Atua na rede pública de ensino como professor de Ensino Fundamental e Formador de Professores.

É mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada pela UFRGS. Suas áreas de pesquisa abrangem a filosofia existencialista, os estudos de gênero, teoria literária e a obra da escritora brasileira Clarice Lispector. Também é músico, vocalista das bandas de heavy metal A Sorrowful Dream e Firdaria, com singles, demos e álbuns já lançados.

Embora escreva contos, poemas e crônicas há muitos anos, Do Amor e sua Natureza é sua primeira publicação.

KRu09Xc.pngAlguns Trechos do Livro

Trecho do conto “Da Voluptuosidade das Árvores”

“Sentou-se. Largou alguns poucos entregues em mãos sobre os poemas que já haviam sido lá deixados. Folheava-os e os lia superficialmente. Sentia-se cansado, contente, um pouco ébrio da certeza de que esse é um projeto de vida: o de mesmo o humano mais pragmático dentre os pragmáticos, tomado pelo surto de um andante coração partido que eras tu, Álvaro; mesmo o mais matemático dentre os matemáticos, rendido por cansaço ou pela loucura de uma ideia fora do lugar, que era tua, Álvaro; que esse ser maquinal de grandes e fortes razões tenha, um dia em sua vida, um momento, um lapso, assim: tenha escrito um poema. O de que o mundo, um dia em vida, tenha escrito um poema. Era, pois, esse teu projeto, Álvaro”. (Conto “Da Voluptuosidade das Árvores”)

Trecho do conto “Inferno”

“e que fodem rápido e forte, agora ele deve estar em cima de Janaína, feito bicho, metendo nela que nem cachorro, batendo as bolas nela, toda arregaçada, suados e gemendo, na penumbra do quarto, um preto peludo e brilhoso, Janaína, sua puta, como é bom ser puta, e abrir as pernas, inferno, que me entre esse pau preto, que me bata essas coxas, que me entrem meus dedos, que me pegue a nuca e puxe meu cabelo e me atravesse, negro sujo e assim, assim, assim, assim”

Trecho do conto “Sobre Quietudes, Inquietudes e Pés Nus”

“Aquele homem a minha frente gozava da liberdade dos sujos. A liberdade orgânica da vida: ele, terra fértil: quem sabe, musgos cresceriam em seu corpo, samambaias nasceriam entre os cabelos, aves pousariam nele. Tal qual árvore, guardava segredos em sua espessa casca; em si, pés nus ao chão, arraigados aos princípios; raízes maiores que ele percorriam subterrâneos, abraçavam entranhas.

Seu corpo esconderia lendas, de sua pele nasceriam narrativas: histórias sobre grifos, mandrágoras e salamandras. Seria este homem aquele que, dirão por aí, daria sua vida em meu nome, se sacrificaria pela impurificação do mundo?”

Trecho do conto “O Mal de Bárbara”

“Olhos nos olhos, e os seus como que os meus tivessem procurado e alcançado um lugar frio dentro de mim, Bárbara disse:

- Minha doença é a palavra.” 

Trecho do conto “Antônio”

“Esse enlevo não lhe cabia: como que estivesse prestes a vomitar luz ou que de seus dedos explodissem botões de flores. Ou talvez corresse tão rápido quanto uma lebre ou voasse alto e rasante como um falcão. Por um instante, seu corpo pareceu tanto um vulcão em atividade quanto um meteoro a vagar sobre os anéis de Saturno. E sua vontade de vontade pedia por mais vontade e certa engrenagem viva excedia a si própria e se tornava vida; pois se sabe que a vida é maior do que o que é vivo e mesmo do que a morte. Mas não é momento de especular-se a morte, já que vivo paroxismo se rompia.” 

O Toma Aí Um Poema

hBzKLGc.pngO Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

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