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O LIVRO
“ENCLeuSURADO” é poesia sobre a gente. Num planeta que nos traz a imensidão de formas, cheiros, cores, sensações e inúmeros diversos, e, ao mesmo tempo, nos mostra nosso nanoeu inserido nesse universo, pensamentos e reflexões da nossa vida pululam devido a forças internas e externas que nos rodeiam a todo tempo.
Nesse entrave, uns seres conseguem expressar melhor o que habita neles, outros são mais côncavos em suas expressões, entretanto, a dificuldade de se desenclausurar existe para todos. Ao mesmo tempo, é objetivo de uma maioria de humanos conquistar, que seja em seu nicho, a liberdade de seus sentimentos, de suas ideias, de suas ações e de serem seus próprios seres.
Na minha simplicidade de ser humana, senti que o uso das palavras era e é um meio eficaz para esse processo de desenclausuramento, retirando-as de meus pensamentos, sentimentos e ideias, a fim de realizar uma aglomeração literária para inebriar sentidos.

Comentários
Mara é uma das melhores escritoras jundiaienses, ela é versátil e passeia por diversos estilos. Nesta obra sua poesia nos remete a refletir sobre como podemos ser reféns de outros e de nós mesmos. Sua obra nos traz a empatia necessária e nos proporciona momentos únicos para explorarmos.
— Fábio Spina. Presidente do Grêmio Cultural Professor Pedro Fávaro, Jundiaí.
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Os poemas de Mara Lígia Biancardi, em EnclEUsurado (Editora Toma Aí Um Poema) revelam o sufoco da alma perante o determinismo do mundo e da própria alma, que tem início no coletivo, na situação externa que não dá pra engolir(interna), imposta de fora pra dentro. No final, Mara demonstra esperança, sonho, quando deseja laços refeitos.
É mais uma indagação que tenho observado nas obras contemporâneas, da mistura do que é real e do que é sonho, que nos faz indagar: de onde vêm os sonhos? Realmente sei que os tenho, mas por que os tenho, e os alimento, não sei. Talvez manter sonhos seja manter a nossa humanidade, nossa necessária vulnerabilidade sempre à espera de plena satisfação. A satisfação mesma do criador ver evoluir a criatura ou de observarmos o processo de criação do belo e da arte.
Uma vez mais, Mara Lígia nos brinda com sensibilidade as nossas urgências e ao nosso tempo.
— Rosana Congílio. Presidente da Câmara Setorial de Literatura de Jundiaí.
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Os poemas da poeta Mara Lígia me passam uma profundidade com uma reatividade forte sobre as questões humanas e sociais. Uma urgência para sensibilizar acreditando.
O segundo poema, particularmente, expressa uma profundidade ainda maior. Num movimento de rompimento. Aspectos como ratos e baratas, ojeriza são impactantes, geram certa repugnância. Traz para o real que é difícil mesmo.
Foram muitos os sentimentos em tão poucos versos. Mobilização de tantas emoções que é isso que dá riqueza ao trabalho da poeta.
— Eloísa. Integrante do grupo de amigos do espaço cultural Duran.
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A poeta Mara Lígia escreve seus poemas considerando os temas atuais, expressando revolta contra o inimigo e impotência como no primeiro poema. No segundo, ele é introspectivo, tratando do eu fechado nele mesmo com os próprios sentimentos. Enquanto que o terceiro expressa um caos total sem saber quem é o inimigo, o que está acontecendo, ao mesmo tempo deixa transpassar lá no fundo o ajudar-se mutuamente.
— Bruno Nogueira. Publicitário.
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A poesia de Mara, muito bem trabalhada em sua estrutura, revela um desencanto pela vida com olhar certeiro de quem sabe captar as emoções além dessa esfera. Ao mesmo tempo mostra uma crítica velada às questões humanas e seus rituais que culminam, se bem observados, com um sentimento de asfixia diante da problemática da vida. O homem e suas contradições que sufocam os chamados conceitos de felicidade. "amoitar-se ou resistir? contaminar-se ou romper? trancafiados sem poder de luta? não dá para engolir", aponta um dos versos de Mara, que faz uso de figuras de linguagem para traduzir a desilusão latente. Utiliza por isso mesmo, em alguns momentos, de recurso literário que remete a sons e estabelece efeitos sonoros - a chamada aliteração - tornando, com versos curtos, a leitura bastante prazerosa. Um lampejo de esperança surge, porém, no final do poema Invasão à Vida: "os fios que ainda se mantém/amarram-se e não se soltam/até que os laços possam ser refeitos". É o cantador em sua essência!
— Cláudia Maria Petroni Muller. Jornalista, integrante do grupo de amigos do espaço cultural Duran.
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A poesia da Mara, em ENCLeuSURADOS, de um lado sugere o poema como um modo de abandono às antigas formas do eu – "o destroncar do meu próprio eu" – numa procura de si mesmo, que apenas a poesia em sua forma mais íntima pode proporcionar. Já que sempre, todo poema, seja quadro, canção, dança ou entalhe, tem como intenção natural o encontro, de si e de si no outro. Já em outra margem, a poesia de Mara Lígia, toca o universo metafórico com sensibilidade e força em poemas como "Trancafiados" e "Invasão à vida". De ambos os lados, a poeta surpreende e acolhe neste trabalho. Por isso, desejo do fundo do coração, voo amplo a este trabalho.
— Rafael Figueiredo. Poeta, músico. Idealizador do Espaço Toca.
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“O que admiro em Mara Lígia é sua versatilidade, intensidade e sua entrega de forma tão profunda ao ofício. Uma poetisa de ricas palavras, com a devida inteligência crítica e intrigada com as pungências e contradições humanas. Aprendo muito com ela e com a arte das palavras. ”
— Daniela Helena. Núcleo Absurda Confraria.
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Os poemas da minha amiga Mara Lígia Biancardi são fortes! Impactantes!!
Com poucas palavras nos remete ao mais profundo eu... Nos faz pensar na vida, na liberdade e nas nossas prisões .
Quando ela recita os poemas ao som do violonista Claudinei Duran o mundo para.
Ao som do violão, na voz doce de Mara, acontece o espetáculo: atinge profundamente cada pessoa presente!
E ficamos petrificados a pensar ...a pensar...a pensar!
Viva a Arte!
— Cláudia Maria Begiat. Integrante do grupo de amigos do Espaço Cultural Duran.
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"Invasão à Vida" foi o que mais me impactou. Embora descreva uma guerra concreta, também fala sobre momentos de desencanto com o mundo, onde entramos no túnel das nossas sombras, onde ter esperança (olhar para o céu) é muito perigoso, pois expõe nossos fracassos. Nesses momentos, só fica a crença no poder do tempo, para refazer os laços com os sonhos, com as pessoas, com a esperança.
— Mariângela. Cantora e integrante do grupo de amigos do Espaço Cultural Duran.
Poemas selecionados do livro “ENCLeuSURADO”:
TRANCAFIADOS
tracanfiados
sem poder de luta
os ratos o dominam
comem queijo pule (Sérvia)
bebem vinho Domainee de la Romanée
e dançam à revelia
do outro lado
impotência, medo, carnificina
cortam as vozes
impedem ações
eis um circo de ojeriza
que perambula por aqui
amoitar-se ou resistir?
contaminar-se ou romper?
trancafiados sem poder de luta?
não dá pra engolir
*
NAS PAREDES DO MEU EU
incrusto-me
no mais fundo
de mim
incrustado
encravado
encasado
sensação claustrofóbica
entalhado
em meu
eu
necessito sair
*
SAÍDA
o destroncar
do meu próprio
eu
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"Há muitas noites em uma noite. "
Ferreira Gular
INVASÃO À VIDA
cerceados
num túnel
afogados pela água
imunda que corre por baixo
ratos e baratas a procura de comida
mísseis de desumanidade
cruzam acima
não se pode olhar para o céu
não se pode puxar o ar
que se divide em mil narinas
vidas por um fio
fios à espera de se arrebentarem
pios que se emudecem
caos na atmosfera
feras à solta sem piedade
os fios que ainda se mantém
amarram-se e não se soltam
até que os laços possam
ser refeitos
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A AUTORA
Mara Lígia Biancardi é uma leonina persistente em seus ideais, que luta pelo melhor, mas se desmancha a qualquer ato de carinho e afeto.
Mãe que acolhe, abraça, beija e ama seu único filho, Bruno, que, hoje, traz uma joia para a família, a namorada Bruna. Filha de Antonio Biancardi e Maria Antonieta Fernandes Biancardi cresce com os irmãos do coração Edinei e Daniela, que aumentam a família com os queridos Paula (cunhada), Carol, Enzo (sobrinhos) e Angélica (cunhada). De uma mãe que foi sempre seu pilar, Mara estuda, se gradua em Letras na USP, se torna professora de inglês, continua seus estudos em Literatura, se realiza na escrita e lança os livros: “As Chaves Mágicas”, O Três Rs Mágicos” e “InVerso”, publicados pela Editora In House.
Com o desejo de que a poesia permeie o universo, procura levá-la a quem se dispõe a recebê-la. Com o apoio de muitos amigos, realiza saraus, recitais, rodas de poesia, estudos, embriagando-se na poesia cada vez mais.
Membro da Academia Jundiaiense de Letras e do Grêmio Cultural Professor Pedro Fávaro, ela tem o compromisso de trabalhar pela Literatura por onde passar.
Uma pessoa de extrema sensibilidade que idealiza um mundo mais fraterno, justo e solidário.

InVerso — Outro Livro de Mara Lígia Biancardi
In Verso é um livro que versa sobre a vida, sobre o humano e sobre os sentimentos que perpassam em nossa existência. In Verso traz os versos inversos para sacudir nossa mente e deixá-la ao sabor da poesia. Apresentando cinco fases desde a Concepção até Traçando faces, In Verso é um livro que alimenta a alma de forma simples, mas profunda.
O Toma Aí Um Poema
O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
850+ autores declamados. | 1k+ poetas publicados. | 70+ mil ouvintes
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Orçamento - 36 exemplares (1440 Reais)
Impressão Gráfica | 300,00
Material de envio e frete | 250,00
Serviços Editoriais | 850,00
Margem de segurança | 40,00
[+7% Benfeitoria]
Superação da Meta: todo o valor líquido arrecadado que supere os gastos da publicação será repassado para a autora.
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