Pré-venda do livro Entre palavras e afetos, de Ana Clara e Eduardo Falcão
São Paulo, SP

Pré-venda do livro Entre palavras e afetos, de Ana Clara e Eduardo Falcão

Edição e publicação do livro Entre palavras e afetos - contos, crônicas e poesias, de Ana Clara Martins e Eduardo Falcão | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 10/05/2025

R$ 5.506

arrecadados da meta de R$ 5.500

100%

da meta 7

81

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—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 10/05/2025

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O Livro

Impressões e sentimentos de um homem e de uma mulher através de épocas, espaços e vivências diferentes, encontrando-se numa amizade de palavras e afetos. Através dessa amizade, surgiu também o hábito de compartilhar o que se escrevia: escritos de hoje e de antes, da alma atemporal. 

Entre palavras e afetos - contos, crônicas e poesias, pretende estabelecer com o(a) leitor(a) um contato mais íntimo, na medida em que muitos dos escritos aqui expostos são impressões não somente sobre os outros e o mundo, mas principalmente sobre Ana e Eduardo. Talvez um pouco diário, dentro dos contos, crônicas e poesias apresentados. Esses, estão dispostos fora de ordem cronológica de produção e sempre de forma que possam "comparar" por semelhança ou contraste as formas, palavras e sentimentos de um homem e uma mulher. No final e antes de tudo, são palavras sobre a vida, isso que nos envolve e nos engole como presas de uma aranha sedenta por alimento.

Os Autores

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Ana Clara Martins é psicóloga de formação (não atua na área), pós-graduanda em ciências sociais, casada, mãe de plantas e admira as letras desde criança. Diante da dificuldade que sempre sentiu em se expressar oralmente, encontrou na escrita uma forma de estar e se colocar no mundo. Criava frases de efeito quando pequenininha; escrevia contos de detetives inspirados em Agatha Christie na pré-adolescência (“As aventuras de Alfred e Mosca”); e entre a adolescência e o começo da vida adulta, viu surgir a necessidade de colocar seus próprios sentimentos e impressões sobre o mundo no papel: as pessoas, o vento, os pássaros… E como tudo isso lhe fazia e faz morada.

Eduardo Falcão é médico em tempo quase integral, trabalhando com geriatria, emergência e cuidados paliativos. No resto do tempo, tenta fazer algo mais leve. Eis que a escrita o encontra e o açoita. Em pequenos poemas de versos brancos e que descem como torrentes, quase psicografados. São escritos instantâneos, mas que foram destilados ao longo de muitos anos, sendo uma criança observadora (até demais) e um homem refém da sua própria sensibilidade.

Alguns Trechos do Livro

Trecho Casas e Cruzes 

Vendo casas e cruzes, faço esforço para compreender o que é isso que me toma. Tento apurar, de verdade, os meus sentidos, coisa que pouco faço em outras ocasiões, pelo eterno costume de me privar de tudo e de mim mesma. Percebo que construo casas com meus sentimentos, e transformo seus moradores em personagens que são partes do todo que sou, que deveria ser, que já não acredito que algum dia seja. Personagens que sentem dor, mesmo sem aparentemente terem cruzes para carregar – formas de madeira a serem fincadas na estrada que passa.  

Trecho A poesia

Escrevo como quem bebe para parar de tremer.

Compulsivamente.

Palavras descem como raios.

Iansã, Tupã...

As letras me ferem como chagas nos pulsos.

Do alto do gólgota, eu peço perdão. 

E ele não vem.

O pai me abandona e qual a novidade?

Não pergunto por quê. 

Nem mesmo reclamo.

Trecho Gotas de chuva

Em algum momento da vida, todas as nossas certezas podem vacilar, e ainda assim conseguirmos rir com os ombros e chorar quando ninguém puder ver. O choro pode ser como água de tempestade, vir rápido e de uma vez, e depois o sol ironicamente se abrir lá fora, como se nos tivéssemos molhado inutilmente. Em pouquíssimo tempo já podemos escutar novamente algum pássaro cantando, aqui e ali, na pretensão de seguir com mais um dia. As chuvas (também as internas) podem ser devastadoras. Mas passam. Se não passarem, não é chuva, é a alma que não dá mais pra lavar.  Virou cachoeira, água que corre.

Trecho A nova cidade

A cidade cai sobre mim e com ela a chuva,

que varre do meu peito toda a dor 

(que não tem fim).

Em doces gotas,

outrora gás,

escorrem em meu rosto

(já não tão moço).

Trecho Quando faltam as luzes

Chovia lá fora, fazendo com que a sensação de abandono se tornasse ainda maior. Consegui o ar que queria, mas foi esse mesmo ar que começou a me sufocar, a produzir ventanias dentro de mim. Mais triste do que uma madrugada comum, é uma madrugada sem luz e com chuva, quando temos disposição à tristeza.

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Publicado por Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema nasceu como um projeto de leitura e divulgação da poesia. Criado em 2020 como podcast, evoluiu para se tornar uma revista literária interativa e, em 2024, tornou-se uma ONG dedicada à promoção da literatura. Hoje, também atua como editora comprometida com a emancipação de autores e autoras.

O Toma Aí Um Poema é a primeira editora no formato de ONG, reafirmando seu compromisso social e cultural. O trabalho vai além da publicação: busca transformar vidas por meio do incentivo à leitura, escrita e valorização das diversas vozes que compõem a literatura.

Reconhecido como um dos projetos literários mais inovadores da atualidade, o Toma Aí Um Poema acumula resultados impressionantes:

📖 1k+ autores lidos

✍️ 1k+ escritores publicados

🎧 1 milhão de players

Com sua trajetória, o projeto segue ampliando o alcance da produção artística, promovendo conexões e transformações através da palavra.

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