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O Livro
Os poemas que compõem estranha língua, segundo livro do poeta Diogo Borges, apresentam uma voz muito singular e lapidada, laborada no esmero de aparar todos os excessos, lavrar os versos, colher as palavras. Sua escrita arrisca-se na travessia, no acidente, “cortando com a poesia discursiva e, sobretudo, literária”. A linguagem anuncia danças, prepara-se para sedução e trama algumas respostas à pergunta o que é a poesia?
Trecho do prefácio de Luciana Tiscoski - Escritora, Jornalista e Doutora em Literatura
Comentários
“Movimento nascente é língua notícia: Diogo Borges nos cantares, no sopro. E contentamento, já que nossas palavras emparelhadas. Claro. Dançamos juntos no sortilégio dos rios, dos roubos, dos sismos, na maravilha do novo - que assim sejam: estranho e língua, e tudo que chega e tudo que se queira deixar chegar.”
— Luci Collin. Ficcionista, poeta, educadora e tradutora.
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"Cada leitura do livro de Diogo, percebe-se que novas respostas surgem dos versos. Com segurança cirúrgica, o poeta escande, joga com a simplicidade das palavras, como se brincasse de Manoel de Barros".
— Luciana Tiscoski. Escritora, Jornalista e Doutora em Literatura
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"Sem mais, Diogo Borges em Estranha Língua escreve poesia contemporânea de altíssima qualidade. Sua escrita sugere novos rumos para as teorias sobre versificação; explora novos caminhos para a língua e cria uma poesia que podemos considerar nova. Não no sentido da imaturidade, mas na qualidade e no rigor da inovação literária"
— Jéssica Iancoski. Editora-chefe do Toma Aí Um Poema.

Três Poemas
escavar
escavar a pele
até chegar no osso
cavar fundo
até achar o nervo
onde rebenta o corpo
veste
cortar o alinhavo vestido
e deixar cair
despida sob o corpo
a pele
animal
a língua
em sua toca
à espreita
o dizer
animal
que vai morder
O Autor
Diogo Borges é poeta, contador de histórias, arte educador e gestor cultural. Nasceu em Barra do Piraí, em março de 1980, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1997 para estudar teatro na Casa das Artes de Laranjeiras. Formou-se em Letras e tem pós-graduação em Literatura e Arte pela PUC-Rio e Narração Artística pela Casa Tombada – São Paulo. Estranha Língua é o seu segundo livro de poesia.
O Toma Aí Um Poema
O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
780+ autores declamados. | 500+ poetas publicados. | 60+ mil ouvintes

Orçamento — 100 exemplares (2700 Reais)
27,8% Impressão Gráfica | 750,00
29,6% Material de envio e frete | 800,00
7% Benfeitoria | 189,00
3,7% Margem de segurança | 101,00
31,9% Serviços Editoriais | 860,00
[Superação da Meta] Todo o valor líquido arrecadado que supere os gastos da publicação será repassado para o autor.
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