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O Livro
Crônicas de uma jornalista falsa burguesa, nascida e crida na zona-sul carioca, que quer falar com todo mundo, sem pompas nem palavreado difícil, e compartilhar suas experiências de uma vida pontuada por perdas, enterros, mortes, indagações constantes e o tédio.
Através de textos brotados desde a adolescência nos anos 80, narra fatos pitorescos do seu nascimento antes da hora; da sua infância esquisita; do preconceito da família paterna; dos inúmeros enterros dos parentes; do buraco existencial; da indignação com a desigualdade social brasileira e conta histórias de um desconhecido Rio de Janeiro partido por onde sempre transitou para fugir do enfadonho dia-a-dia.
Desde quando trabalhou como repórter do Jornal Povo do Rio, aquele que exibia cadáveres como troféus na capa, conheceu, como poucas pessoas da sua classe social, uma cidade que não tem nada de maravilhosa.

A Autora
Thereza Monteleone
Jornalista com Pós-Graduação em Comunicação Empresarial, escreve crônicas para dar conta do dia-a-dia e do estresse, pois se tornou, por ossos do ofício, uma operária fora do padrão 9 às 5. Aprendeu a amar a língua portuguesa por volta dos 11 anos, nas aulas de português do Colégio Santo Inácio, onde era obrigava a escrever uma redação toda semana. Inclusive, guardo seu caderno com textos do colégio, de 1983, até hoje.

Alguns Trechos do Livro
“Desde a infância, como filha única enclausurada numa casa de três andares e sem amiguinhos da minha idade para brincar, conheci esse sentimento cinza e “blasé.” O vazio, que não significa a mesma coisa que solidão, torna-se uma das piores sensações humanas”.
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“Um câncer a interceptou. Um tumor no seio familiar e no peito de uma mulher rancorosa, já em estágio bem avançado, que não lhe deu outra alternativa, senão extirpar uma mama por inteiro”.
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“Fato é que a herdeira do “Caju”, que ri de tudo e não vê a hora de vender as sepulturas (ao todo são três,) agora administradas por outra concessionária, não esperava que ao lado do seu mausoléu ia aterrissar outro barão, o do pó, pois um famoso traficante mandou construir seu lar eterno ali, na mesma Vieira Souto”.
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“Resolvi armazenar paciência”, expressão essa sua que levarei para o meu túmulo”.
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“Pelas areias escaldantes do Arpoador ao Posto 10, templo dos “Maurícios” e “Patrícias”, todos são iguais quando vestem seus biquínis”.
O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
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Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)
Impressão Gráfica | 800,00
Material de envio e fretes | 600,00
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Registros, solicitações, taxas | 400,00
Margem de segurança | 100,00
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