Conheça a campanha
Gente Que Lê no Alto Sertão de Alagoas
"Os Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas."
Mário Quintana
No ano de 2021 o Gente Que Lê, estará levando um pouco da sua história e experiência para as escolas do Alto Sertão de Alagoas.
Acreditamos firmemente que esta iniciativa possa preencher, pouco a pouco, com lucidez e equilíbrio, lacunas antigas da ação governamental, pois todo o apoio, através das mais variadas adesões, seja com pequenos ou grandes recursos aportados, certamente poderá fazer toda a diferença na vida das crianças, professores, escolas e famílias de uma notável e singular região do nordeste brasileiro.
O Gente Que Lê Colabora é vanguarda, mas também tendência, por traduzir em gesto a atitude de uma sociedade que não mais se conforma em simplesmente aguardar por melhores resultados em suas demandas essenciais.
Venha escrever conosco um novo capítulo na educação das crianças do Alto Sertão de Alagoas!
A sua colaboração talvez não faça o final feliz, mas sim o começo...
O começo de uma nova história!
Conheça mais...
Compreendendo que formar leitores tem sido uma das mais difíceis tarefas da escola brasileira, sobretudo a escola pública que se encontra localizada nas regiões geograficamente afastadas dos centros de maior concentração de recursos do país, nos propomos a levar, no período do ano letivo de 2021, para 8 cidades da região do sertão semiárido do estado de Alagoas, o Projeto Gente Que Lê – Colabora, que consiste numa ação que se desdobrará em três grandes impactos:
1. Organizaremos uma agenda anual para a formação docente com 120 encontros, reunindo mais de 240 professores onde serão apresentadas novas abordagens pedagógicas que contribuirão para desenvolver o hábito da leitura significativa e prazerosa no chão da sala de aula.
2. Levaremos um acervo de 2800 livros de literatura infantil, de gêneros literários diversos, contemplando não só temas universais como também assuntos relacionados aos aspectos da cultura local, além de títulos que tenham significativas e diferentes representatividades para cada leitor, dentre os mais de 5000 estudantes;
3. Implementaremos um circuito educacional permanente de contação de histórias como recurso de extraordinário efeito pedagógico para o desafiador trabalho de ensino e aprendizagem.
Paralelamente ao desenvolvimento do projeto, haverá o registro em audiovisual de todas as etapas das atividades planejadas para a produção de um documentário que será disponibilizado via web para que sirva de estímulo, orientação e reflexão aos demais professores que desejarem, país afora, realizar em suas salas de aula, a inadiável e tão desejada formação e ampliação do público leitor, como um esforço possível de ser consolidado para a infância nas milhares de escolas espalhadas pelo Brasil.
A empreitada que se quer realizar, envolve um planilhamento de custos que serão despendidos de forma planejada, em etapas, e de acordo com o levantamento das necessidades já apontadas.
O custo total, para realizar durante todo ano de 2021, será de R$ 323.318,77 onde os recursos arrecadados serão utilizados para a aquisição do acervo, registro audiovisual (filmagem) para o documentário, além dos gastos com transporte, alimentação e moradia, custos indispensáveis para a manutenção da equipe pedagógica durante o desenvolvimento do trabalho ao longo do ano letivo.
O projeto, em linhas gerais, gira em torno de um desafio brasileiro complexo, qual seja, a formação de um público leitor de modo a vencer as barreiras impostas pela limitação do acesso à cultura de uma forma geral e em especial ao livro e a todo o repertório de conhecimento que ele simboliza.
O Brasil como país integrado ao Pisa (Programme for International Student Assessment, que se caracteriza como um programa de avaliação educacional comparada, formado por 79 países), participa a cada 3 anos de uma avaliação junto a todos os outros países membros. Na última edição (2018), em relação à Leitura, o Brasil teve um desempenho ainda muito aquém do esperado, ficando em 57º lugar.
Sem boa leitura o Brasil não avançará em seus indicadores educacionais, e os projetos de formação de leitores implementados nos últimos anos pelas diferentes esferas de governo têm se mostrado insuficientes para dar conta desse desafio. A sociedade civil precisa se mobilizar para auxiliar neste processo, se o entende como relevante para o exercício da cidadania no século XXI. Segundo o relatório do INEP (instituição que aplica as avaliações do PISA no Brasil), dentre as redes de ensino brasileiras, a municipal é a que apresenta o pior resultado se compararmos às esferas das redes privadas, federal e estadual de ensino.
O projeto Gente Que Lê Colabora, fruto da formulação e desenvolvimento do projeto Gente Que Lê, reconhecido pela sua atuação que, em 25 anos, desenvolveu mais de 4800 horas de formação de professores, atendeu mais de 260 escolas (públicas e privadas), de diferentes cidades dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, e que tem por objetivo, contribuir nessa busca da educação brasileira por métodos para a boa formação de leitores, especialmente na escola pública de Educação Infantil e Ensino Fundamental, assume esta tarefa em conjunto com a comunidade escolar.
Isto posto, chamamos a atenção para a necessária e inadiável organização da sociedade civil no sentido de reunir esforços na busca de soluções inteligentes e de inversão de resultados nos diferentes níveis da educação brasileira, apontando para um desempenho favorável da participação dos estudantes na sociedade, saindo da rotina de noticiários pontuais de sucessos particulares, para manchetes que anunciem a emergência de uma sociedade de leitores, participantes e propositivos do seu tempo/espaço.
A maior retribuição conferida pela aplicação do projeto é, sem dúvida alguma, a satisfação de poder ter participado de uma ação cujos efeitos podem transformar vidas, mas, para além do reconhecimento dos efeitos positivos conquistados, listamos as diferentes formas de recompensa de acordo com o apoio financeiro que cada Benfeitor se dispuser a colaborar. Ainda assim, independente do engajamento colaborativo ofertado, todos os Benfeitores terão os seus nomes (pessoa física e ou jurídica) inseridos nos créditos do documentário que será produzido, pois entendemos que, se este é um projeto construído coletivamente, todos fazem parte desta linda história de amor à leitura, ao livro, à nossa língua mãe e à Educação.
“Educar é Impregnar de Sentido o que Fazemos a Cada Instante”
PauloFreire